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Lucro líquido do BB sobe 22,3% e atinge R$ 3,24 bilhões no 2º trimestre de 2018

Resultado veio acima do esperado pelo consenso do mercado

SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BBAS3 -2,8%) divulgou nesta quinta-feira (9) os resultados do segundo trimestre de 2018, com um lucro líquido ajustado de R$ 3,2 bilhões. O valor representa uma alta de 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado, e de 7,1% em relação ao primeiro trimestre deste ano. Segundo a Bloomberg, o número veio levemente acima do esperado, de R$ 3,14 bilhões. 

De acordo com o BB, o resultado positivo foi influenciado pelo aumento das rendas de tarifas, controle das despesas administrativas e menores provisões de crédito. O banco também reportou um aumento do Retorno Sobre Patrimônio Líquido para 13,3% e um resultado de R$ 6,3 bilhões no semestre. 

A primeira metade do ano, segundo a instituição financeira, foi marcada por um crescimento das rendas de tarifas influenciadas principalmente pela linha de conta corrente, com aumento de 7,2% no período. Houve aumento também nas receitas com pacote de serviços e nas tarifas relacionadas à administração de fundos (+13,2%). 

O semestre foi marcado por uma melhora da qualidade de crédito. Ao final de junho, a carteira de crédito ampliada manteve desempenho positivo em R$ 685,4 bilhões - um crescimento de 1,5% em relação a março de 2018. No segmento de pessoa física, o BB apresentou alta de 2,2% tanto no segundo trimestre como na comparação anual. Já a carteira da pessoa jurídica encolheu 6,2% no último trimestre. Ao mesmo tempo, a carteira agronegócios ampliada teve alta de 2,1% em relação a março e o crédito rural cresceu 5,1% em comparação com o trimestre anterior. 

Com relação ao índice de inadimplência acima de 90 dias, este segue em queda pelo quarto trimestre consecutivo. Também recuou a provisão líquida de recuperação, que caiu 32% em relação ao mesmo período do ano passado. 

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Mercado vê inflação abaixo da meta em 2018 e 2019; Selic deve subir para 8% no próximo ano

Neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%, neste ano. Para 2019, a previsão é 4,25%

 

Infomoney,

 

SÃO PAULO - A estimativa de instituições financeiras para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, este ano permanece em 4,11%. A informação está no boletim Focus, publicado semanalmente pelo Banco Central, com projeções de instituições para os principais indicadores econômicos. Para as instituições financeiras, o IPCA em 2019 será 4,10%, mesma estimativa há sete semanas; 4% em 2020; e 3,93 em 2021.

Essas estimativas estão abaixo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%, neste ano. Para 2019, a previsão é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente). Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano, e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica
A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – permaneceu em 1,5%. A previsão de crescimento do PIB para 2019 se mantém há cinco semanas em 2,5%. As instituições financeiras também projetam crescimento de 2,5% do PIB em 2020 e 2021.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar também permanece em 3,7 no fim deste ano e no fim de 2019. Para 2020, a estimativa cai para R$ 3,69. No final de 2021, a previsão sobe para R$ 3,75.

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Mercado mantem previsão de inflação para 2018 em 4,11% e alta de 1,5% no PIB

Para 2019, expectativa do mercado para o IPCA permaneceu em 4,10% e previsão de expansão da economia seguiu em 2,5%. Estimativas foram divulgadas pelo Banco Central.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

30/07/2018 08h31 Atualizado há menos de 1 minuto

Os economistas do mercado financeiro mantiveram estimativa de inflação para 2018 em 4,11% e previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) desse ano em 1,5%.

As expectativas dos analistas estão no mais recente boletim de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2018, de 4,11%, continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida pelo BC se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.

Para 2019, o mercado financeiro manteve sua expectativa de inflação estável em 4,10%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Produto Interno Bruto

Além de manter a estimativa de alta do PIB de 2018 em 1,5%, os economistas dos bancos também não alteraram sua previsão de expansão da economia para o próximo ano, que continuou em 2,5%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Taxa de juros

Os analistas do mercado financeiro também mantiveram em 6,50% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018.

Com isso, o mercado estima que a taxa de juros fique estável no atual patamar de 6,50% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para esta terça e quarta-feiras (31 e 1º).

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 permaneceu em R$ 3,70 por dólar. Para o fechamento de 2019, ficou estável também em R$ 3,70 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 57,5 bilhões para US$ 58 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 49,3 bilhões para US$ 49,15 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, ficou estável em US$ 67,5 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas caiu de US$ 80 bilhões para US$ 70 bilhões. 

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RESULTADOS DIVULGADOS - 2º TRIMESTRE 2018. Clique aqui para fazer o download do arquivo.

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Analistas do mercado financeiro reduzem previsão de inflação para 2018, informa BC

Dados estão no relatório “Focus” do Banco Central. Estimativa de inflação para este ano caiu de 4,15% para 4,11%. Previsão de crescimento do PIB foi mantida em 1,50%.

Por Laís Lis, G1, Brasília

23/07/2018 08h40 Atualizado há menos de 1 minuto

Analistas do mercado financeiro reduziram pela segunda semana seguida a estimativa de inflação para este ano de 4,15% para 4,11%. As informações estão no informe de mercado, também conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central.

Já com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os analistas mantiveram em 1,50% a previsão de crescimento para este ano.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em seu último Relatório de Inflação, o BC reduziu a previsão oficial de crescimento da economia em 2018 de 2,6% para 1,6%.

Na sexta-feira (20), o governo também revisou a previsão de crescimento do PIB de 2018 de 2,5% para 1,6%. Assim, o mercado financeiro segue menos otimista que o governo com relação a previsão de crescimento da economia para este ano.

Na semana passada, os economistas de mercado ouvidos pelo BC não alteraram suas previsões de inflação e PIB para os próximos dois anos.

Para 2019, a previsão de inflação em 4,11% e a previsão de crescimento do PIB em 2,50%. Para 2020 o mercado estima uma inflação de 4% e manteve em 2,50% a previsão de crescimento da economia.

Já para 2021, os economistas reduziam a previsão da inflação de 4% para 3,95%, mas mantiveram a previsão de crescimento do PIB em 2,50%.

Taxa de juros

Os analistas do mercado financeiro também mantiveram, pela oitava semana seguida, em 6,50% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018.

Isso quer dizer que o mercado estima que a taxa de juros fique estável no atual patamar de 6,50% ao ano até o fechamento de 2018.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Com isso, os analistas preveem alta dos juros no ano que vem.

Já para 2020 e 2021 a previsão é de manutenção da taxa em 8% ao ano.

Câmbio, balança e investimentos

Os analistas ouvidos pelo relatório Focus também não mexeram na projeção da taxa de câmbio para o fim de 2018, que ficou estável em R$ 3,70 por dólar.

Para o fechamento de 2019, a previsão para o dólar subiu de R$ 3,68 para R$ 3,70. Já a previsão do dólar para o fechamento de 2020 subiu de R$ 3,64 para R$ 3,67. Para o fechamento de 2021 passou de R$ 3,70 para R$ 3,71 por dólar.

Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, os analistas estimaram uma leve redução na previsão de superávit de US$ 57,81 bilhões para US$ 57,50 bilhões.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado ficou estável em US$ 49,3 bilhões de superávit.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, caiu de US$ 70 bilhões para US$ 67,50 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas caiu de US$ 74,65 bilhões para US$ 70 bilhões.

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Mercado reduz novamente previsão de crescimento do PIB para 2018

Analistas do mercado também elevaram pela oitava semana consecutiva previsão de inflação para 2018, que agora está em 4,17%.

Por Laís Lis, G1, Brasília

09/07/2018 08h55 Atualizado há menos de 1 minuto

Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e elevaram a previsão de inflação para 2018.

No mais recente relatório de mercado, também conhecido como "Focus", divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central, os economistas reduziram a previsão de crescimento da economia deste ano de 1,55% para 1,53%.

No relatório divulgado na semana passada, os analistas haviam mantido estável a previsão de crescimento do PIB.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em seu último Relatório de Inflação, o BC reduziu sua previsão oficial de crescimento da economia em 2018 de 2,6% para 1,6%.

Inflação

Pela oitava semana consecutiva os analistas do mercado financeiro elevaram a previsão de inflação para 2018, passando de de 4,03% para 4,17%.

Para 2019 os economistas mantiveram a previsão de inflação em 4,1% e em 4% para 2020 e 2021.

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Mercado volta a derrubar projeções para PIB e elevar inflação para 2018, mostra BC

18 jun, 2018 08h41, Infomoney.

SÃO PAULO - Os economistas semanalmente consultados pelo Banco Central voltaram a rever para baixo suas projeções para o desempenho da economia brasileira em 2018. Segundo a mais recente edição do relatório Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira (18), a mediana das estimativas para o PIB (Produto Interno Bruto) recuou de alta de 1,94% para 1,76% no período. Para o ano seguinte, também houve revisão, de 2,80% para 2,70%.

Segundo a sondagem entre os economistas de mercado, a mediana das projeções para a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), também foi alterada na última semana. Agora, as expectativas são de que o índice acumule alta de 3,88% no ano, 6 pontos percentuais a mais do que projeções anteriores. Para o ano seguinte, a revisão foi de 3 pontos percentuais para cima, para 4,10%. As projeções para a taxa básica de juros, por sua vez, foram mantidas em 6,50% em 2018 e 8% no ano seguinte.

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Economistas do mercado preveem mais inflação e alta menor do PIB em 2018

Relatório do Banco Central aponta que previsão do mercado financeiro para a inflação deste ano passou de 3,60% para 3,65%, e a de alta do PIB recuou de 2,37% para 2,18% em 2018.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

04/06/2018 08h29 Atualizado há menos de 1 minuto

Os analistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de inflação para 2018 e passaram a prever uma alta menor do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

As expectativas estão no mais recente relatório de mercado, também conhecido como Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central.

O relatório é resultado de levantamento efetuado na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

A expectativa do mercado para a inflação em 2018 avançou de 3,60%, na semana retrasada, para 3,65% na última semana.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

Para 2019, o mercado financeiro elevou sua expectativa de inflação de 4% para 4,01%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

A estimativa para a Selic em 2019 continuou em 8% ao ano. Desse modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

PIB

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,37% para 2,18%.

Foi a quinta queda seguida do indicador. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

A revisão ocorre após a greve dos caminhoneiros, que teve impacto em vários setores da economia brasileira. A paralisação provocou desabastecimento em várias áreas e deve prejudicar o crescimento do país no segundo trimestre, avaliam economistas ouvidos pelo G1.

Taxa de juros

Os analistas do mercado financeiro também mantiveram em 6,50% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018.

Com isso, o mercado estima que a taxa de juros fique estável no atual patamar de 6,50% ao ano até o fechamento deste ano.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,48 para R$ 3,50 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,47 para R$ 3,50 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, caiu de US$ 57,15 bilhões para US$ 57 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 49,80 bilhões para US$ 49,30 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.

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Mercado vê alta menor do PIB e inflação mais alta em 2018

Previsão de analistas para a alta do PIB recuou de 2,51% para 2,50%. Na semana passada, indicador do BC apontou que economia encolheu 0,13% no primeiro trimestre.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

21/05/2018 08h28 Atualizado há menos de 1 minuto

O mercado financeiro reduziu, de 2,51% para 2,50%, sua estimativa para o crescimento da economia em 2018.

A previsão está no mais recente relatório de mercado, também conhecido como Focus, divulgado nesta segunda-feira (21 pelo Banco Central. Foi a terceira queda seguida no indicador.

Para produzir o Focus, o BC ouve mais de 100 instituições financeiras. O documento é divulgado normalmente às segundas e aponta as estimativas do mercado financeiro na semana anterior à sua divulgação.

Portanto, a previsão dos economistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2018 era de 2,51% na semana retrasada e foi reduzida para 2,50% na semana passada.

PIB do primeiro trimestre

A revisão ocorre após o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado pelo Banco Central na semana passada, apontar que a economia registrou retração de 0,13% no primeitro trimestre deste ano.

O recuo de 0,13% entre janeiro e março deste ano foi verificado na comparação com o quarto trimestre de 2017 (outubro a dezembro). O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes de um ano.

O IBC-BR é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre serão divulgados no dia 30 de maio.

Inflação e juros

A expectativa do mercado para a inflação em 2018 avançou de 3,45%, na semana retrasa, para 3,50% na semana passada.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

As metas de inflação são fixadas todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-las, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2018. Na semana passada, o BC contrariou as expectativas do mercado e manteve a taxa em 6,50% ao ano.

A decisão do Banco Central de mater os juros estáveis, após 12 cortes seguidos, ocorre em meio à disparada da cotação do dólar, que deve encarecer os produtos importados e, consequentemente, pressionar a inflação para cima.

Para 2019, o mercado financeiro subiu sua expectativa de inflação de 4% para 4,01%. A meta central do próximo ano é de 4,25% e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%. Já a estimativa para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,40 para R$ 3,43 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,40 para R$ 3,45 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 55,6 bilhões para US$ 56,1 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit cresceu de US$ 46 bilhões para US$ 47,6 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.

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Caixa fecha agências e vende imóveis em 2018 para perseguir lucro de R$ 9 bi

Conselho de administração já aprovou meta; medidas serão discutidas em encontro com funcionários

15.mai.2018 às 2h00

Maeli Prado Julio Wiziack

Brasília para a Folha de São Paulo

A Caixa aprovou uma meta de lucro para 2018 de R$ 9 bilhões, resultado que será alcançado graças a um corte de custos operacionais de R$ 2,6 bilhões. Boa parte desse enxugamento virá do fechamento de agências.

Serão encerradas as atividades de cerca de 100 agências cujas operações são consideradas insustentáveis ou aquelas que disputam clientes em endereços muito próximos.

Com isso, o banco passará a possuir 4,1 mil agências, segundo pessoas que participam das conversas.

A meta foi aprovada pelo conselho de administração da instituição, que se reuniu na última quinta-feira (10).

A mudança de curso na Caixa rumo à profissionalização do banco será um dos temas de evento que a instituição organizará no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, nesta quarta-feira (16).

O encontro reunirá 6 mil gerentes de todo o país, com show de axé e o ex-jogador de futebol Cafu como palestrante motivacional, como mostrou reportagem da Folha.

A ideia é transmitir aos gestores que a instituição, daqui para a frente, terá que atuar com uma independência maior do governo federal. Para isso, o banco precisa ser eficiente e estar atento a riscos e retorno das operações.

A nova postura começa a incomodar funcionários. A Fenae (federação das associações de pessoal da Caixa) divulgou nota de repúdio ao que classificou como "desmonte" da instituição financeira.

"Se debater medidas que significam o enfraquecimento da Caixa é inadmissível, fazê-lo em um megaevento financiado com dinheiro público chega a ser deboche", afirmou a entidade em nota.

Na mesma linha de redução de custos, a Caixa também aprovou o compartilhamento de compras e serviços com outras instituições financeiras públicas, como o Banco do Brasil e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A avaliação no conselho do banco é que essas medidas são necessárias para corrigir os indicadores de eficiência da Caixa, que estão abaixo do restante do mercado.

Recente auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), por exemplo, mostrou que a Caixa melhorou sua taxa de recuperação de empréstimos em atraso quando foi impedida pelo órgão de vender carteiras de crédito.

O tribunal tinha identificado que o banco desistia de cobrar dívidas onde ainda havia grande possibilidade de recebimento pela Caixa. Mas a instituição preferia vender esse crédito para outras empresas especializadas em cobrança.

Essa restruturação é parte de um processo maior para reforçar a musculatura do banco, que teve início no final do ano passado, com a aprovação de um novo estatuto que ampliou os poderes do conselho de administração.

Além de redução de custos, esse processo envolve também medidas para aumentar o capital do banco e atender a exigências internacionais de solidez bancária.

Para isso, várias medidas foram aprovadas pelo conselho. Entre elas, a retenção de lucros, ou seja, o pagamento de apenas 25% do lucro na forma de dividendos à União nos próximos dois anos.

Também se bateu o martelo na venda de imóveis próprios, em uma medida que deve gerar outros R$ 500 milhões.

Com o novo estatuto, que foi aprovado com aval do presidente da República, o conselho da Caixa ganhou mais poderes e, agora, tenta evitar que o próprio presidente da República, Michel Temer, interfira demais na gestão do banco.

A controvérsia do momento envolve a capitalização do banco por meio de operações de financiamento com recursos do FGTS para projetos habitacionais e de infraestrutura do Ministério das Cidades.

Temer consultou o banco para saber se esses empréstimos poderiam ser feitos mas, pelo novo modelo de gestão, as operações só serão conduzidas se passarem pelo teste de "risco e rentabilidade".

Pelo novo modelo, nenhum negócio que comprometa o resultado será aprovado. A Caixa está, inclusive, implementando um sistema que avalia, com base em indicadores de risco e retorno, se uma operação deve ou não ser feita.

O que mudou com o novo estatuto da Caixa

  • O conselho de administração passou a ter poder de eleger ou destituir os vice-presidentes do banco; regra anterior previa que somente o presidente da República podia fazê-lo
  • Vices precisam ser aprovados pelo Banco Central
  • Dois dos oito membros do conselho precisam ser independentes, ou seja, não são indicados por nenhum órgão público
  • Os dirigentes da Caixa não poderão: ter parentesco com membros do conselho ou da diretoria; ter dívidas ou terem causado prejuízo ao banco; ter declarado falência; possuir cargos em empresas que sejam fornecedoras da estatal
  • Ter experiência profissional em instituições financeiras ou na área em que trabalharão no banco de no mínimo dez anos...
  • ...ou ter experiência de no mínimo quatro anos como: diretor de conselho de administração, membro de comitê de auditoria ou chefia superior em empresa do porte da Caixa, entre outros cargos listados no estatuto
  • O estatuto prevê a criação de quatro novos comitês, entre eles o de Correição, que emitirá parecer sobre prevenção e apuração de irregularidades
  • Uma vez por ano, ocorrerá uma assembleia-geral com competência para destituir os próprios membros do conselho, decidir remuneração dos administradores e aprovar as demonstrações contábeis da Caixa.

Presidentes, vice-presidentes e membros do conselho deverão:

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