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Eletrobras vai reabrir plano de demissão de funcionários

Primeira etapa teve baixa adesão, segundo presidente da estatal

 

Infomoney,

 

SÃO PAULO - A Eletrobras vai reabrir o Plano de Demissão Consensual (PDC) neste segundo semestre. O presidente da companhia, Wilson Ferreira Júnior, disse na quinta-feira (15) que na primeira etapa houve a adesão de 736 empregados, avaliada por ele como baixa diante da expectativa de alcançar entre 2500 a 3000 profissionais do quadro da empresa.

Segundo o presidente, esse efetivo é para fazer frente a uma saída de pessoas da área administrativa, resultado de programas desenvolvidos para organização interna, incluindo a redução de cargos que tinham funções semelhantes.

“Isso explica um pouco porque foi menos. Um motivador das pessoas sair é não ter o que fazer, hoje elas têm o que fazer, na medida em que se for implantando [os programas] vai ficando mais claro para as pessoas e se faz a opção. Por isso, estamos esperando uma segunda janela neste segundo semestre”, disse.

Segundo o presidente, a data de início da nova etapa será anunciada nos próximos dias e não haverá mudança na lista de benefícios, que ele identifica como um bom incentivo. “É o mesmo plano que será reaberto com as mesmas condições e mesmos benefícios. Não vai melhorar nenhum benefício”, disse.

A empresa propôs no PDC o pagamento da multa do FGTS, somado ao aviso prévio correspondente a três salários do empregado, mais 50% relativos à soma dos valores da multa e do aviso prévio, além de cinco de plano de saúde.

Na visão do presidente, entre as razões da baixa adesão está a avaliação de que o momento da economia e do mercado de trabalho não é propício. Segundo ele, para os que pretendem continuar com uma vaga de emprego fora da empresa, com o panorama atual, seria difícil uma realocação. Apesar disso, Ferreira Júnior acredita que a situação pode alterar com a retomada da economia e se houver uma perspectiva mais efetiva de Reforma da Previdência.

“Estamos esperando ter uns fatos que mobilizam as pessoas, entre elas, a entrada dos sistemas, ativar o Centro, as pessoas que estão em idade de aposentadoria e as reformas ficarem mais evidente que vão acontecer, os debates [da campanha eleitoral] vão levar a isso”, observou. 

Pelos cálculos da empresa, a adesão dos 736 empregados representa economia anual para a Eletrobras de R$ 231 milhões. O presidente inseriu a questão de pessoal em uma das evoluções do Plano de Desafios para o período 2021/22. 

Leilão de distribuidoras
Sobre a venda das distribuidoras da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior disse que o leilão está mantido para o dia 30 de agosto, ainda que a votação do projeto de lei que trata do assunto não seja concluída no Senado até esta data. O presidente está confiante na aprovação do projeto no Senado, como ocorreu na Câmara. “Estou positivo com relação ao leilão”, pontuou.

Até o momento, a única distribuidora leiloada foi a Companhia Energética do Piauí (Cepisa), cuja venda ocorreu no dia 26 de julho. No próximo dia 30, está previsto o leilão das distribuidoras: Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Boa Vista Energia, e Amazonas Distribuidora de Energia (Amazonas Energia).

Segundo o presidente, a dívida das distribuidoras assumida pela Eletrobras é de R$ 11,2 bilhões. Ele ressaltou que o importante é a empresa não continuar aplicando recursos nas distribuidoras, que não têm bom rendimento, pela falta de capacidade de investimentos da companhia. Já com relação ao PL de privatização da Eletrobras, o executivo acha que a tarefa ficará para o próximo governo.

Custos
Ainda na área de redução de gastos, o executivo anunciou que a empresa vai inciar no dia 7 de setembro a mudança da sede, que atualmente funciona na Avenida Presidente Vargas, no centro da cidade para um outro na esquina das ruas da Quitanda com Conselheiro Saraiva, na mesma região. Com isso, a companhia que, incluindo a sede, há dois anos, usava seis endereços diferentes no Rio, passará a se instalar em apenas dois. “Nós gastávamos R$ 3 milhões por mês com aluguel e vamos gastar R$ 1 milhão. Serão R$ 24 milhões por ano de economia”, disse.

Angra 3
O presidente disse ainda que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) montou um grupo para debater até o final de setembro a retomada das obras de Angra 3. Ele adiantou que será reavaliado o valor da tarifa que pode ser cobrada para a geração da energia pela unidade e, com base nisso, procurar novos investidores. “[ O grupo] vai dizer: nós entendemos que essa tarifa é a adequada para a nova estrutura de capital. Está dentro do padrão internacional e vai gerar um benefício”, contou. “[A decisão] não deve ser pautada por opiniões. Só tem técnicos especialistas e vai sair o melhor que pode sair”, completou.

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Editora Abril entra com pedido de recuperação judicial

Companhia tem uma dívida total de aproximadamente R$ 1,6 bilhão; há cerca de três semanas, a consultoria americana Alvarez & Marsal assumiu o comando do grupo

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2018 | 18h01

O Grupo Abril, responsável por títulos como "Veja" e "Exame", protocolou pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira, 15. O movimento ocorre uma semana depois de realizar uma forte reestruturação de seus ativos, com o encerramento de revistas e um enxugamento de funcionários que deverá atingir um total de 800 vagas. 

Em comunicado, a companhia informou que o pedido engloba todas as companhias do grupo, incluindo a Dipar Participações e a Tex Courier. “Esse movimento se deve à necessidade do grupo de buscar proteção judicial junto a bancos e fornecedores e, dessa forma, garantir sua continuidade operacional.”

O grupo tem uma dívida total  de aproximadamente R$ 1,6 bilhão, apurou o Estado. Há cerca de três semanas, a consultoria americana Alvarez & Marsal assumiu o comando do dia a dia da companhia.

Entre os títulos encerrados dentro da reestruturação anunciada na semana passada estão revistas femininas, como "Elle" e "Cosmopolitan", e dedicadas ao setor de decoração, como "Casa Claudia", "Arquitetura" e "Minha Casa". A "Boa Forma" também deixará de circular. 

Na semana passada, a empresa informou que continuarão a circular 15 títulos, entre revistas impressas e sites. Entre eles estão “Veja”, “Exame”, “Claudia”, “Vip”, “Você S/A” e “Superinteressante”.

Abril está em processo de reestruturação

A Abril vem em um processo de reestruturação que já dura cerca de um ano. Em outubro do ano passado, a empresa Legasi (antiga 44 Capital) começou um processo de cortes com o objetivo de reduzir o endividamento do grupo. O prejuízo da empresa no ano passado foi superior a R$ 330 milhões, de acordo com relatório da PriceWaterhouseCoopers. Uma das medidas da Legasi foi a mudança da sede da empresa, para reduzir custos.

Conhecida por assumir negócios em dificuldades, como a Casa & Vídeo e a Brasil Pharma (negócio de farmácias do BTG), a Alvarez & Marsal colocou um executivo próprio - Marcos Haaland - como presidente da Abril, há cerca de três semanas. 

Com a entrada de Haaland, Giancarlo Civita, neto do fundador do grupo, deixou a presidência do grupo. Ele havia assumido o comando da companhia em março deste ano, após duas trocas de liderança 

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Após tombo de maio com greve, 'prévia do PIB' avança 3,29% em junho

No segundo trimestre, porém, IBC-BR, do Banco Central, registrou queda de 0,99%, na comparação com o trimestre anterior

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2018

BRASÍLIA - Após despencar 3,28% em maio (dado já revisado), a economia brasileira registrou forte alta em junho de 2018, em um movimento de recuperação após a greve dos caminhoneiros. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 3,29% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, informou a instituição nesta quarta-feira, 15.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 133,44 pontos para 137,83 pontos na série dessazonalizada de maio para junho. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste apenas desde abril (137,97 pontos). A atividade em maio havia sido bastante prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil, verificada nas últimas semanas do mês. Em junho, o movimento arrefeceu e a atividade voltou a acelerar.

No segundo trimestre, o indicador registrou baixa de 0,99%, na comparação com o trimestre anterior (janeiro a março), pela série ajustada. Já no primeiro semestre, houve alta de 0,89%. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 1,30% nos 12 meses encerrados em junho.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Na comparação entre os meses de junho de 2018 e junho de 2017, houve alta de 1,82% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 137,95 pontos em junho, ante 135,49 pontos de junho do ano passado.

O indicador de junho de 2018 ante o mesmo mês de 2017 mostrou desempenho levemente acima do apontado pela mediana (+1,80%) das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast (+0,90% a +3,10% de intervalo). O patamar de 137,95 pontos é o melhor para meses de maio desde 2015 (139,08 pontos).

A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,6%. O porcentual, informado pelo BC no fim de junho, é o mesmo considerado pelo Ministério da Fazenda.

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S&P reafirma rating do Brasil em BB-, com perspectiva estável

Após as eleições tanto o futuro presidente quanto o Congresso "enfrentarão um cenário fiscal desafiador", segundo a 

 

O Estado de S. Paulo,

 

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco S&P Global Ratings reafirmou a nota de crédito em moeda estrangeira do Brasil em BB- e manteve a perspectiva estável.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (9), a S&P apontou que, após as eleições gerais no País, tanto o futuro presidente quanto o Congresso "enfrentarão um cenário fiscal desafiador e a necessidade de implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e aumentar a dívida para reverter uma fraqueza dos ratings". De acordo com a agência, o atraso no avanço das medidas fiscais corretivas até o momento e a incerteza com a questão política "pesam sobre a credibilidade soberana do Brasil".

Apesar disso, a agência manteve a perspectiva estável ao apontar que o perfil externo comparativamente sólido do Brasil e a flexibilidade e credibilidade da política monetária e cambial do país "ajudaram a ancorar o rating de longo prazo em BB-". A S&P diz, ainda, que vê um crescimento lento e fraquezas fiscais como as principais restrições de crédito. "A economia diversificada saiu de uma forte contração de vários anos, mas esperamos que o crescimento permaneça abaixo de seus pares. Os altos déficits do governo persistem, com a dívida prevista para continuar a subir até 2021", afirma a agência.

"Apesar dos esforços do governo Temer, a falta de progresso e de apoio substancial em toda a classe política brasileira para medidas de correção fiscal mais fortes e mais rápidas exacerbaram as vulnerabilidades fiscais subjacentes do Brasil", aponta a agência. Para ela, isso representa um cenário "desafiador" para o próximo presidente e para o próximo Congresso. A S&P diz ter um cenário base de progresso nessa questão, "mas não necessariamente uma resposta robusta e rápida após as eleições, dados os riscos sobre a capacidade do novo presidente de formar uma coalizão coesa".

A agência acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 1,6% em 2018, "um pouco menos que o esperado anteriormente". Entre 2019 e 2021, a S&P estima um crescimento em média de 2,3% e diz que as perspectivas de expansão da economia brasileira foram e continuarão a ser inferiores às de outros países em um estágio similar de desenvolvimento. Além disso, a S&P espera que a dívida do governo geral aumente de 57% do PIB em 2016 para 72% em 2021.

Além disso, a agência afirma que a inflação deve acelerar um pouco neste e no próximo ano, mas ressalta que os índices de preços permanecerão dentro das metas estabelecidas nesse período.

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BC autoriza compra de 49,9% da XP pelo Itaú

Itaú assumiu o compromisso de não adquirir durante oito anos o controle acionário da maior corretora independente do País

Luana Pavani, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2018 | 09h21

O Itaú Unibanco obteve autorização do Banco Central para compra de fatia de 49,9% do capital da XP Investimentos, como antecipou a Coluna do Broadcast.

A autorização ocorre após exigências feitas em abril pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e envolve a celebração de Acordo em Controle de Concentração (ACC). Segundo comunicado do Itaú ao mercado, no ACC certos compromissos foram assumidos, reforçando a autonomia e independência do grupo XP.

A consumação desta que é chamada de "primeira fase" da transação, com aporte de R$ 600 milhões pela fatia de 49,9% (ou 30,1% do capital com direito a voto) e aquisição de ações da XP Holding no valor de R$ 5,7 bilhões, será em 31 de agosto. Os valores estão sujeitos a ajustes desde 11 de maio de 2017, quando foi anunciada a negociação até a efetiva liquidação financeira. Os vendedores das ações são XP Controle Participações S.A, G.A. Brasil IV Fundo de Investimento em Participações e Dyna III Fundo de Investimento em Participações.

O ACC prevê a possibilidade de uma aquisição adicional em 2022, sujeita a nova aprovação do Banco Central, para até 62,4% do capital da XP Holding, ou 40% das ações ordinárias.

Nos termos assinados com o BC, o Itaú assumiu o compromisso de não adquirir o controle acionário da XP Holding durante oito anos.

"Estamos felizes com o desfecho desta operação. Este é um modelo de negócios diverso daquele que pode ser perseguido pelo banco diretamente, que acreditamos ter grande potencial de crescimento, e se enquadra na nossa estratégia de reforçar as receitas não diretamente vinculadas a risco de crédito ou de mercado", afirma Candido Bracher, presidente-executivo e CEO do Itaú Unibanco, por meio de nota à imprensa. "Ao mesmo tempo, a XP continuará a ter uma gestão independente, contribuindo para a evolução natural na forma de consumir serviços financeiros no Brasil, conforme anunciado em maio de 2017", diz Bracher.

O Itaú Unibanco permanece com o direito de indicar dois de sete membros do Conselho de Administração da XP Holding.

Também em nota, o CEO do Grupo XP, Guilherme Benchimol, diz que a operação aumenta ainda mais o potencial de crescimento da empresa, "mantendo nossa total autonomia e independência no controle e gestão da companhia". "Dedicaremos todos os nossos esforços para continuar construindo a melhor experiência de investimentos do País", conclui o executivo e sócio fundador.

Segundo nota do Banco Central, "o acordo viabiliza o investimento na XP, mas preserva sua independência". Nos termos aprovados pelo BC, foram excluídas do contrato, a compra, pelo Itaú Unibanco, de 12,5% do capital total da XP em 2020 e as opções de venda do controle acionário da XP ao Itaú Unibanco, a partir de 2024, ou de compra do controle (pelo Itaú Unibanco), a partir de 2034, previstas no negócio inicial.

Pelo ACC, ficam o Itaú Unibanco e a XP obrigados a contratar auditoria de alto nível para auditar o cumprimento do acordo até o fim de seu período de vigência, de 15 anos, e a remeter os respectivos relatórios ao BC.

A multa em caso de descumprimento integral do ACC pelo Itaú Unibanco é de R$ 2 bilhões e pela XP, de R$ 500 milhões, além de multas específicas para cada uma das restrições previstas, com acréscimo de 50% nos valores em caso de reincidência.

O BC frisa que o ACC também prevê que o Itaú Unibanco não poderá exercer influência ou ingerência na XP.

O Itaú Unibanco fica impedido de indicar diretor para as áreas financeira e de operações da XP, de ter acesso à base de dados de clientes e de prestadores de serviços relacionados com as operações dessa instituição e de influenciar as reuniões do seu grupo de controle, previstas para serem realizadas previamente às assembleias.

O Itaú tampouco pode adquirir o controle ou participação em outras plataformas abertas de investimento.

A XP, por sua vez, não poderá privilegiar o Itaú Unibanco na contratação de operações e de serviços bancários relacionados à movimentação de recursos de seus clientes e deverá divulgar regras para inclusão e para exclusão de participantes na plataforma. A XP estará proibida de permitir o exercício de influência ou de ingerência do Itaú Unibanco nas suas áreas financeira e de operações.

Ainda de acordo com informações do BC, a XP terá a proibição de adquirir controle ou participação em plataformas abertas; de estabelecer exclusividade contratual ou sob qualquer outra forma em relação aos agentes de distribuição de investimentos e aos correspondentes bancários que contratar; e de realizar discriminação de produtos de terceiros distribuídos por meio de sua plataforma.

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Lucro líquido do BB sobe 22,3% e atinge R$ 3,24 bilhões no 2º trimestre de 2018

Resultado veio acima do esperado pelo consenso do mercado

SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BBAS3 -2,8%) divulgou nesta quinta-feira (9) os resultados do segundo trimestre de 2018, com um lucro líquido ajustado de R$ 3,2 bilhões. O valor representa uma alta de 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado, e de 7,1% em relação ao primeiro trimestre deste ano. Segundo a Bloomberg, o número veio levemente acima do esperado, de R$ 3,14 bilhões. 

De acordo com o BB, o resultado positivo foi influenciado pelo aumento das rendas de tarifas, controle das despesas administrativas e menores provisões de crédito. O banco também reportou um aumento do Retorno Sobre Patrimônio Líquido para 13,3% e um resultado de R$ 6,3 bilhões no semestre. 

A primeira metade do ano, segundo a instituição financeira, foi marcada por um crescimento das rendas de tarifas influenciadas principalmente pela linha de conta corrente, com aumento de 7,2% no período. Houve aumento também nas receitas com pacote de serviços e nas tarifas relacionadas à administração de fundos (+13,2%). 

O semestre foi marcado por uma melhora da qualidade de crédito. Ao final de junho, a carteira de crédito ampliada manteve desempenho positivo em R$ 685,4 bilhões - um crescimento de 1,5% em relação a março de 2018. No segmento de pessoa física, o BB apresentou alta de 2,2% tanto no segundo trimestre como na comparação anual. Já a carteira da pessoa jurídica encolheu 6,2% no último trimestre. Ao mesmo tempo, a carteira agronegócios ampliada teve alta de 2,1% em relação a março e o crédito rural cresceu 5,1% em comparação com o trimestre anterior. 

Com relação ao índice de inadimplência acima de 90 dias, este segue em queda pelo quarto trimestre consecutivo. Também recuou a provisão líquida de recuperação, que caiu 32% em relação ao mesmo período do ano passado. 

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Relatório de fechamento Fundo de Investimento em Ações Amaril Franklin do mês de Junho de 2018 para que vocês possam conhecer mais uma opção para diversificação das suas aplicações financeiras.

Destacamos que os resultados apresentados no longo prazo são mais positivos que a maioria das ofertas de investimento disponíveis no mercado.

Confira abaixo o comparativo de rentabilidade do mês e a Evolução da Carteira do Fundo nos últimos 36 meses e baixe o relatório completo clicando aqui.

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Petrobras paga US$ 975 mi em dívida bancária

Montante venceria apenas em 2022

7.ago.2018 às 2h59, Folha de São Paulo

A Petrobras informou (6) que realizou o pré-pagamento de três dívidas bancárias, no total de US$ 975 milhões (R$ 3,66 bilhões, pelo câmbio atual), entre 25 de julho e 3 de agosto, todas com vencimento original em 2022.

Do montante, US$ 325 milhões foram pagos ao Bank of America, US$ 150 milhões ao Safra e US$ 500 milhões ao MUFG.

A empresa reiterou que "as operações estão em linha com a estratégia de gerenciamento de passivos da companhia, que visa à melhora do perfil de amortização e do custo da dívida, levando em consideração a meta de desalavancagem prevista em seu Plano de Negócios e Gestão 2018-2022".

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Retorno médio de investidor na Bolsa fica abaixo do desempenho do Ibovespa

Estudo da FGV aponta que taxas, falta de conhecimento e excesso de confiança derrubam ganho do investidor

Gabriel Roca, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2018 | 05h00

A valorização de 8,88% da Bolsa só no mês de julho pode até encorajar alguns investidores a entrar de cabeça nesse mercado, sobretudo em tempos de juros baixos. Porém, se aventurar por conta própria nesse tipo de investimento pode nem sempre ser uma boa estratégia. Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as pessoas físicas que investem em ações obtêm, em média, retorno anual 8 pontos porcentuais abaixo do Ibovespa – índice termômetro do mercado acionário brasileiro.

Isso quer dizer que, em caso de uma alta de 10% no índice, o investidor comum teria, em média, valorização de 2% em seus ativos. Já se a Bolsa recuasse 10%, a perda no bolso seria maior – da ordem de 18%. 

O professor da FGV, Bruno Giovannetti, responsável pelo estudo, atribui essa diferença a duas razões: custos operacionais, como as taxas de corretagem cobradas pelas corretoras, e vieses comportamentais dos investidores.

O primeiro viés que ele aponta é o excesso de confiança. Segundo Giovannetti, pessoas tendem a acreditar que são melhores do que a média. Com isso, acham que suas ideias também são melhores e, por consequência, executam mais ordens de compra e venda que um profissional, correndo mais riscos e pagando mais taxas de corretagem. “Há também investidores que operam em busca de adrenalina, como se aquilo fosse um jogo. Eles também fazem mais operações do que o necessário”, diz.

Quando um investidor comum compra uma ação e ela sobe, explica Giovannetti, ele tende a vendê-la rapidamente e garantir o lucro. Já quando o preço cai, ele não a vende com a mesma velocidade, carregando a ação mesmo que seu prejuízo comece a se agravar. É o chamado efeito de disposição: a dificuldade de realizar um prejuízo e assumir que sua estratégia deu errado.

A pesquisa, obtida com exclusividade pelo Estado, analisou todas as ordens de compra e venda de pessoas físicas realizadas na B3 de 2012 a 2015, com dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Foram desconsideradas as operações realizadas no mesmo dia, conhecidas no mercado financeiro como day trade.

A doutora em psicologia social, Vera Rita de Mello Ferreira, recomenda cuidado ao investir em ativos tão voláteis e aconselha a procura por profissionais isentos que possam assessorar as decisões dos investidores. “É importante reconhecer as limitações próprias. Quando o dinheiro é meu, posso acabar tomando decisões que nem sempre são as melhores.”

O engenheiro Nicholas Garcia, de 30 anos, por exemplo, conta que sua experiência no mercado acionário foi traumática. “Eu tinha um perfil superagressivo e acreditava que sabia muito mais do que realmente sabia.” Ele relata que fez cursos introdutórios de mercado financeiro e passou a fazer operações na Bolsa, assessorado por um especialista.

Garcia teve um período de ganhos: conseguia uma renda mensal no mercado financeiro maior que seu salário à época, quase dobrando seu patrimônio. No fim de 2014, porém, uma estratégia arrojada sugerida pelo analista acabou com tudo. Como era uma operação vendida – que apostava na desvalorização de um ativo –, sua perda foi maior que seu patrimônio total. Ele teve um prejuízo de R$ 200 mil e ainda teve de negociar uma dívida de R$ 20 mil com a corretora.

Eu vejo que fazia, há quatro anos, coisas que considero loucura hoje”, diz. Garcia afirma que voltaria a investir em ações atualmente, mas de uma maneira mais contida.

Regras do jogo. Para Lucas Claro, analista da Ativa Investimentos, quem deseja começar na Bolsa deve conhecer as regras do jogo e as ferramentas do mercado. Um desses recursos disponíveis nas plataformas de negociação é conhecido como stop loss. Funciona como uma trava contra eventuais perdas, interrompendo uma negociação que está dando prejuízo antes que a perda seja ainda maior.

O analista também afirma que é preciso autoconhecimento para entender quanto risco você está disposto a correr. “Investir na Bolsa precisando de dinheiro no curto prazo pode gerar um nível muito elevado de estresse.”

Para quem deseja ter investimentos em renda variável mas não possui tempo ou condições de analisar as várias empresas listadas, Giovannetti acredita que os ETFs (Exchange Traded Funds) sejam boas opções. São fundos que replicam índices (como o Ibovespa) e têm cotas negociadas em Bolsa. Assim, segundo o professor, o investidor aloca seu capital em um ativo já diversificado a um custo mais baixo.

Comportamentos

Viés da atenção

Pessoas físicas possuem menos tempo para analisar o mercado e tendem a comprar papéis que, por algum evento recente, chamaram sua atenção, como a publicação de uma notícia na mídia. Em ativos de pouca liquidez, um grande número de pessoas comprando pode gerar distorção no preço.

Viés Local

Investidores tendem a comprar o que conhecem. Por exemplo: um engenheiro civil, que entende do mercado de construção, tende a comprar papéis de empresas do setor. Com isso, aumenta o risco de não diversificar a carteira e de ter prejuízo caso o setor tenha alguma perda relevante.

Ilusão do preço nominal

Indivíduos tendem a comprar ações que têm preço nominal baixo. Por exemplo: há ações que custam R$ 4 e outras que custam R$ 40. As duas podem se valorizar 100%, mas os investidores tendem a achar que a ação mais barata tem mais potencial de valorização, o que é ilusório.

Viés de ação

Há uma tendência de comportamento que mostra que muitos investidores não conseguem deixar de agir, ainda que a melhor decisão racional seja não fazer nada em um determinado momento.

Efeito manada

Ocorre quando o investidor decide imitar a decisão de outro, supostamente mais bem informado, em vez de agir de acordo com sua estratégia. Isso pode levar à compra de um papel que já está valorizado, por exemplo.

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Investidor com mais de 66 anos ainda domina metade da Bolsa

Com 106 mil contas, faixa etária tem R$ 79,4 bilhões em ativos na B3; tempo livre e sobra financeira são aliados

Jéssica Alves, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2018 | 05h00

Há três anos, prestes a chegar aos 70 anos, Luiz Octavio Correa decidiu parar de empreender, vender sua empresa de guarda móveis e viver dos rendimentos de aplicações financeiras. Para isso, distribuiu o dinheiro da venda em produtos de renda fixa, mas reservou 10% para se aventurar sozinho na Bolsa pela primeira vez. Assim como Correa, o contador aposentado Toshihiko Moriya é um investidor maduro. A diferença é que ele começou por volta dos 50 anos na renda variável e hoje, aos 72, usa dos dividendos de algumas blue chips (empresas mais negociadas) para complementar seu plano de previdência. 

As aplicações em Bolsa de Correa e Moriya fazem parte do gordo montante de R$ 79,4 bilhões nas mãos dos investidores com mais de 66 anos. Apesar de dividirem espaço com os mais jovens, que têm investido mais em ações e aumentado sua participação na B3 nos últimos tempos, esses investidores mais velhos ainda concentram o maior estoque – mesmo sem ter o maior número de contas.

A faixa etária detém quase metade (44,65%) do montante em Bolsa, distribuído por 106 mil contas. A faixa dos 36 aos 45 anos, com 179,9 mil cadastros, tem apenas R$ 20 bilhões ou 11,34% do total. 

Apesar de contrariar a lógica de que os mais velhos deveriam concentrar seu patrimônio em aplicações mais conservadoras, o professor da B3 Educação, Luiz Pardal, explica que é nessa faixa de idade que as pessoas conseguem casar dois fatores fundamentais para aplicar em ações: tempo e dinheiro. Entre os 30 e 40 anos, mesmo ganhando mais, as pessoas destinam montantes maiores para outros projetos de vida, como a aquisição da casa própria ou um curso no exterior, além de terem menos tempo para se dedicar à Bolsa, que exige conhecimento mais técnico sobre investimentos. 

Há um ano eu parei de trabalhar, então hoje acompanho os balanços com mais calma. Gosto de recortá-los dos jornais e ficar estudando as empresas com atenção”, diz Moriya, que já chegou a ter ações mais arriscadas, mas hoje prefere as empresas mais sólidas, que não oscilam muito e pagam dividendos regularmente. 

Maturidade ajuda na hora de investir

Além do tempo e dinheiro como aliados, Correa acrescenta que a experiência como empresário também o ajudou a decidir investir em renda variável. “A vida toda eu tomei decisões em cima de muitos riscos – e Bolsa é isso. Além da experiência, hoje tenho mais paciência e maturidade que não tinha quando mais jovem.”

Walter Cestari, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), explica ainda que a renda acumulada nessa faixa de idade deixa as pessoas mais confortáveis para tomar mais riscos. “Quem tem 66 anos pode arriscar mais porque já tem sobras, é aposentado, não tem de se preocupar com faculdade do filho. Quem tem 35 anos tem mais medo de quebrar e arruinar a vida financeira.”

Outro fator que ele aponta como motivo para concentração do volume na faixa etária dos maiores de 66 anos é a diminuição da renda per capita em razão da queda do PIB. Em anos de PIB per capita maior, os mais jovens conseguem investire diversificar mais seus investimentos. 

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