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Carta mensal do Fundo de Investimento em Ações Amaril Franklin do mês de Setembro de 2018 para que vocês possam conhecer mais uma opção para diversificação das suas aplicações financeiras.

Destacamos que os resultados apresentados no longo prazo são mais positivos que a maioria das ofertas de investimento disponíveis no mercado.

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 Evoluo-Fundo-Setembro

 

 

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Carta mensal do Fundo de Investimento em Ações Amaril Franklin do mês de Agosto de 2018 para que vocês possam conhecer mais uma opção para diversificação das suas aplicações financeiras.

Destacamos que os resultados apresentados no longo prazo são mais positivos que a maioria das ofertas de investimento disponíveis no mercado.

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 Evoluo-Fundo-Agosto

 

 

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Resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda nos investimentos. PIB do 1º trimestre foi revisado para baixo, para um avanço de apenas 0,1%.

Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1

31/08/2018

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,2% no 2º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores, divulgou nesta sexta-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,693 trilhão.

Variação do PIB trimestral brasileiro (Foto: Karina Almeida/Arte G1)

Variação do PIB trimestral brasileiro (Foto: Karina Almeida/Arte G1)

O resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda da indústria e dos investimentos, reforçando a leitura de recuperação lenta da ecomomia brasileira.

Veja os principais destaques do PIB:

  • Serviços: 0,3%
  • Indústria: -0,6%
  • Agropecuária: 0
  • Consumo das famílias: 0,1%
  • Consumo do governo: 0,5%
  • Investimentos: -1,8%
  •  

PIB do 1º trimestre é revisado para baixo

O IBGE revisou os últimos quatro resultados do PIB. No primeiro trimestre deste ano, ao invés de uma expansão de 0,4%, o crescimento foi de 0,1%.

No quarto trimestre do ano passado o resultado ficou estável (0%), ao contrário do crescimento de 0,2% anunciado anteriormente. Já no terceiro trimestre de 2017, o crescimento foi de 0,6%, maior que o divulgado à época, que foi de 0,3%. Já no segundo trimestre de 2017, o crescimento foi de 0,4%, e não de 0,6%.

Em 2017, o PIB teve uma alta de 1%, após dois anos consecutivos de retração. Segundo o IBGE, o número será revisado na próxima divulgação das contas nacionais.

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Segundo pesquisador, índice sinaliza uma recuperação moderada na atividade para os próximos meses.

Por Reuters

29/08/2018

 

As expectativas dos empresários para os próximos meses melhorou e a confiança do setor de serviços apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu em agosto o nível mais alto em quatro meses, apontando para uma recuperação moderada na atividade.

Os dados divulgados nesta quarta-feira mostraram que o Índice de Confiança de Serviços (ICS) registrou em agosto alta de 1,5 ponto e foi a 89,0 pontos, segunda alta seguida e maior patamar desde abril.

"O novo aumento da confiança dos serviços em agosto sugere que a fase de queda deste indicador, observada desde o início do segundo trimestre, pode estar chegando ao fim, reforçando que talvez o momento seja de estabilização da curva de confiança do setor", explicou em nota o consultor da FGV Silvio Sales.

O Índice de Expectativas (IE-S) foi o responsável pelo resultado do mês ao avançar 2,9 pontos, para 91,5 pontos, depois de ter registrado cinco meses consecutivos de queda, com destaque para o indicador que mede a demanda para os próximos três meses.

O Índice da Situação Atual (ISA-S), por sua vez, se manteve estável em agosto, em 86,7 pontos.

"As expectativas apresentam, pela primeira vez em cinco meses, um avanço na margem em agosto. Com isso, permanece a sinalização de uma recuperação moderada na atividade para os próximos meses", completou Sales.

A confiança de serviços acompanha a alta registrada no sentimento do comércio brasileiro, embora no setor industrial e de construção a confiança tenha recuado em agosto, bem como entre os consumidores. 

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Desalento recorde atinge 4,8 milhões de brasileiros e cresce 17,8% em 1 ano. Taxa de força de trabalho subutilizada ficou em 24,6%, o que significa que falta trabalho para 27,6 milhões de brasileiros.

Por Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, G1

30/08/2018

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,3% no trimestre encerrado em julho, na quarta queda mensal consecutiva, mas ainda atinge 12,9 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando havia 13,3 milhões de desempregados no país, a população desocupada caiu 3,4%% (menos 458 mil pessoas).

Apesar do crescimento da população ocupada, os dados do IBGE mostram que a queda da taxa de desemprego tem sido puxada também pelo grande número de brasileiros fora do mercado de trabalho, subocupados ou que simplesmente desistiram de procurar emprego.

Desalento cresce 17,8% em 1 ano

O número de desalentados (que desistiram de procurar emprego) bateu recorde, atingindo 4,818 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em julho, segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. Em 1 ano, o crescimento é de 17,8%, ou um aumento de 728 mil no número de desalentados.

No 2º trimestre do ano, o número de desalentados já tinha atingido 4,8 milhões. O IBGE trabalha, entretanto, apenas com trimestres comparáveis na divulgação mensal da pesquisa Pnad Contínua.

Segundo o IBGE, o contingente fora da força de trabalho também é recorde, considerando os trimestres comparáveis. O número de brasileiros que nem trabalham nem procuram emprego atingiu 65,5 milhões, um aumento de 1,08 milhão em 1 ano.

Número de desalentados no Brasil

Em milhões

Fonte: IBGE

“Você tem um processo de redução do desemprego, aumento da população ocupada, continuidade do aumento da informalidade. Mas, chamar isso de momento favorável é difícil. Você tem uma nuance de recuperação, que acaba sendo ofuscada por esse aumento da subutilização que chegou ao maior nível da série”, destacou Azeredo.

Falta trabalho para 27,6 milhões

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,5% no trimestre encerrado em julho, ante 24,6% no trimestre encerrado em abril. Ou seja, ainda falta trabalho para 27,6 milhões no país.

"Quase um quarto da força de trabalho ampliada do Brasil está subutilizada”, destacou Azeredo.

Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no trimestre encerrado em julho:

  • 12,9 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias
  • 6,6 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;
  • 8,1 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,8 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,3 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

A população subutilizada (27,6 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior (27,5 milhões). Em relação a igual trimestre de 2017 (26,6 milhões), este grupo cresceu 3,4%, um adicional de 913 mil brasileiros subutilizados.

Já o número de subocupados passou de 6,3 milhões no trimestre encerrado em abril para 6,6 milhões no trimestre encerrado em julho.

Evolução do número de desempregados

Em número de desocupados no trimestre móvel

Fonte: IBGE

Trabalho com carteira e informal

O número de empregados com carteira de trabalho assinada atingiu 33 milhões. Embora tenha caído em 359 mil na comparação com julho do ano passado, o IBGE entende que houve estabilização deste contingente.

“Existe a queda, mas ela não é estatisticamente relevante. Esta é a primeira vez, desde o início da crise, que a gente percebe estabilidade da carteira de trabalho na comparação anual, e isso é positivo”, avaliou Azeredo.

Já o número de empregados sem carteira de trabalho (11,1 milhões) mostrou estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas subiu 3,4% (mais 368 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017.

O número de trabalhadores por conta própria (23,1 milhões) também ficou estável na comparação com o trimestre de fevereiro a abril, e cresceu ,1% (mais 483 mil pessoas) em relação ao mesmo período do ano anterior.

Aumento da população ocupada

O nível da ocupação (53,9%) subiu em relação ao trimestre móvel anterior (53,6%) e ficou estável em relação ao mesmo trimestre de 2017 (53,8%).

Segundo Azeredo, a queda da taxa de desemprego "vem sendo provocada, principalmente, pelo aumento da população ocupada”. Porém, ele ponderou que o aumento da população em desalento também contribui para a redução da taxa de desocupação.

“O que a gente está vendo no mercado de trabalho é reflexo da economia, que pode ter interferência expressiva, já que estamos às vésperas de eleição”, disse o coordenador do IBGE

Na comparação com o trimestre terminado em abril, aumentou em quase 1 milhão o número de trabalhadores ocupados, sendo:

  • 252 mil novos trabalhadores com carteira assinada
  • 189 mil novos trabalhadores sem carteira assinada
  • 110 mil trabalhadores domésticos
  • 284 mil trabalhadores no setor público
  • 44 mil novos empregadores
  • 88 mil novos trabalhadores por conta própria

Por outro lado, neste período, diminuiu em 40 mil o número de trabalhadores familiar auxiliar.

Renda estável

O rendimento médio real do trabalhador foi estimado em R$ 2.205 no trimestre de maio a julho, apresentando segundo o IBGE estabilidade frente ao trimestre anterior (R$ 2.215) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.188).

A massa de rendimentos (R$ 197,2 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior (R$ 195,9 bilhões) e ao mesmo trimestre de 2017 (R$ 193,4 bilhões).

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Medida elimina exigências de cotas para importações de alguns países, caso empresas comprovem falta de matéria-prima nos EUA. Decisão foi tomada após pressão da indústria americana e relatório do Departamento de Comércio.

Por G1

30/08/2018

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, na noite desta quarta-feira (29), que vai aliviar as cotas de importação de aço e alumínio que excedam as cotas livres do pagamento das sobretaxas impostas pelo governo em março. A decisão de flexibilizar a tarifa, publicada no portal da Casa Branca, permitem o alívio das cotas de aço da Coreia do Sul, Brasil e Argentina e do alumínio da Argentina.

Com isso, as empresas americanas que comprarem aço do Brasil não vão precisar pagar 25% a mais sobre o preço original, caso comprovem falta de matéria-prima no mercado interno.

Trump flexibilizou a importação de aço e alumínio após ser pressionado pela indústria americana. Um relatório foi apresentado ao presidente pelo Departamento de Comércio informando que as empresas do país estavam sofrendo com a falta de matéria-prima.

“As empresas podem solicitar exclusões de produtos com base na quantidade insuficiente ou na qualidade disponível dos produtores de aço ou alumínio dos EUA. Nesses casos, uma exclusão da cota pode ser concedida e nenhuma tarifa seria devida”, diz o comunicado da Casa Branca.

O pedido de eliminação da cota terá que ser feito por empresas com sede nos EUA.

A sobretaxa do aço foi um dos primeiros capítulos da guerra comercial de Trump. Visando a atingir sobretudo a China, o governo americano impôs uma regra geral e, aos poucos, renegocia com cada país.

Em março, o presidente americano impôs tarifa de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio alegando questões de segurança nacional. A decisão desencadeou uma série de retaliações pelo mundo e adoção de salvaguardas por outros países e blocos.

Na ocasião, a indústria brasileira classificou a sobretaxa à importação de aço e alumínio, na ocasião, como medida de 'injustificada e ilegal' e com potencial de provocar "dano significativo" para as siderúrgicas instaladas no Brasil, uma vez que o Brasil é o segundo maior fornecedor de ferro e aço dos Estados Unidos.

As tarifas sobre as importações de aço e alumínio da União Europeia, Canadá e México entraram em vigor em 1º de junho, e o secretário do Comércio Wilbur Ross disse em 31 de maio que foram feitos acordos com alguns países para estabelecer limites não-tarifários para as exportações dos dois metais para os Estados Unidos.

Impactos nas exportações brasileiras

 

No caso do aço brasileiro, a administração de Donald Trump decidiu interromper as negociações em maio e passou a impor quotas para os produtos brasileiros, no modelo hard quota (quota dura). Ou seja, se o total estipulado de exportação fosse ultrapassado, não seria mais possível vender o produto para os EUA.

Até então, as exportações brasileiras de aço estavam limitadas a cotas máximas, estipuladas a partir da média do volume exportado nos últimos três anos (2015 a 2017). Pela regras em vigor, as exportações brasileiras de aço semi-acabado (como blocos e placas) para os Estados Unidos estão sujeitas a cotas com base na média dos três anos de 2015 a 2017, enquanto os produtos de aço acabado (aços longos, planos, inoxidáveis e tubos) são limitados a uma cota de 70% da média dos três anos.

As medidas de protecionismo dos Estados Unidos afetaram as exportações brasileiras de aço no 1º semestre. Segundo dados do Instituto Aço Brasil, a quantidade embarcada teve queda de 5,7%, na comparação com o 1º semestre de 2017. Em valor, entretanto, cresceram 16%, diante do encarecimento do preço do aço.

As restrições levaram o setor a piorar as projeções para o ano. Para as exportações em valor, a expectativa passou de crescimento de 27,7% para alta de 18,3%, a US$ 9,517 bilhões. Em quantidade, a revisão foi de aumento de 10,7% para recuo de 0,6%, a 15,262 milhões de toneladas. Já para a produção de aço, a expectativa é de crescimento de 4,3%, para 34,3 milhões de toneladas. Em abril, a projeção era de alta de 8,6%.

O G1 entrou em contato com a associação que representa a siderurgia brasileira e com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), e aguarda retorno.

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Dois mil milionários brasileiros fizeram as malas e deixaram o país com suas fortunas em 2017, segundo dados da empresa global de pesquisa de mercado New World Wealth. Pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil ficou no top 10 de países com maior fuga de indivíduos donos de US$ 1 milhão ou mais em ativos, somando 12 mil "emigrantes classe A" desde 2015.

Mariana Durão - De Dubai para a BBC News Brasil

 

27/08/2018

 

O ranking faz parte do Global Wealth Report Review 2018, produzido pela consultoria com o apoio do AfrAsia Bank e com dados referentes ao ano anterior. Sediada em Johanesburgo, na África do Sul, a empresa vem rastreando o movimento da riqueza no mundo desde 2013.

O relatório alerta que a perda de milionários normalmente é "um péssimo sinal" e "geralmente revela sérios problemas em um país". Se a saída de dinheiro é o primeiro sintoma de que algo não vai bem na economia e na política de um país, a emigração efetiva de indivíduos HNMWI (high net worth individuals, sigla em inglês para quem tem mais de US$ 1 milhão) é visto como sintoma de grave crise.

Pelos dados compilados no último relatório da New World Wealth o Brasil ficou em sétimo lugar no ranking de fluxo de saída de fortunas em 2017. A lista foi liderada pela China (10 mil milionários), seguida por Índia, Turquia, Reino Unido, França e Rússia. Em grave crise, a Venezuela perdeu 1 mil milionários - que viram sua riqueza privada se retrair 48% de 2007 a 2017, pelas contas da consultoria.

Portugal é destino mais procurado

São Paulo figurou entre as sete cidades globais com maior índice de ricos "em fuga", acompanhada de Istambul, Jacarta, Lagos, Nigéria, Londres, Moscou e Paris. No caso dos milionários brasileiros, os novos destinos escolhidos são principalmente Portugal, Estados Unidos e Espanha. Dados do Banco Central mostram que os dois primeiros responderam por 51% do investimento recorde de brasileiros em imóveis no exterior em 2017, somando US$ 3,2 bilhões.

Outro sinal desse movimento foi o aumento, nos últimos quatro anos, segundo Raul Shalders, sócio-diretor da Jobin Planejamento Financeiro, da demanda de clientes milionários por assessoria para concretizar a mudança de país. Segundo Shalders, a primeira leva tinha como foco os Estados Unidos, mas, a partir de 2016, Portugal passou a ser o destino mais procurado.

Os relatos dos clientes apontam várias causas para o exílio voluntário. "Primeiro, é uma tendência de um mundo globalizado onde você tem mais acesso à informação", diz Shalders.

"Na outra ponta é uma fuga, tendo em vista o cenário político e econômico que a gente vive e viveu nos últimos quatro anos. Finalmente, há a deterioração da segurança pública no Rio e também em São Paulo, principalmente após as Olimpíadas. As pessoas estão com medo da violência e buscando mais qualidade de vida no exterior."

Estudiosa da emigração brasileira desde os anos 90, a antropóloga americana Maxine Margolis destaca que a diferença da onda atual é que há também uma parcela mais qualificada da população, de nível universitário, deixando o país. Apesar disso, ela não vê consequências drásticas, porque o volume de emigrantes é pequeno em um universo de 208 milhões de habitantes.

"Do fim da década de 80 até o início dos 2000, a grande maioria emigrava por causas econômicas, para ganhar melhor. Os milionários certamente não estão procurando emprego, mas investindo em outros países", diz a professora emérita de antropologia da Universidade da Flórida e pesquisadora na Universidade de Columbia.

Autora de três livros sobre o tema, a antropóloga avalia que hoje a insegurança pesa mais que a instabilidade política na decisão desse grupo de emigrar. "O medo vem em primeiro lugar. Estive no Rio recentemente e o principal assunto nas rodas é a violência", relatou à BBC News Brasil.

Independentemente do corte por renda, dados da Receita Federal mostram que a mudanças de brasileiros para outros países se intensificou significativamente a partir de 2014, quando teve início o último ciclo de recessão. Um total de 69.174 declarações de saída definitiva do País foram entregues de 2014 a 2017. Em 2013, último ano antes do agravamento da crise econômica, foram 9.887 declarações.

Desde então, a cifra não parou de crescer anualmente, atingindo 21.701 declarações em 2017. Entretanto, o número de brasileiros que foram viver no exterior é provavelmente maior, já que nem todos informam essa saída ao governo.

De acordo com o Global Wealth Report Review 2018, a movimentação da riqueza pelo mundo está se acelerando. Aproximadamente 95 mil milionários migraram no mundo em 2017, contra 82 mil em 2016 e 64 mil em 2015.

Essa movimentação, ao contrário do que ocorre com a de refugiados ou migrantes por razões políticas ou econômicas, não encontra obstáculos.

Muito pelo contrário. Os milionários globais estão livres para ir e vir mesmo nos Estados Unidos "tolerância zero" de Donald Trump. O país que chegou a separar famílias de imigrantes ilegais este ano foi o segundo destino mais popular entre imigrantes abastados, recebendo 9 mil milionários em 2017.

Ficou atrás apenas da Austrália (10 mil), que leva vantagem por ser uma base mais próxima para negócios com países asiáticos, ter uma taxação de herança mais baixa e ser um país muito seguro.

Medo de violência

O empresário do mercado financeiro Cesar Braga trocou o Rio de Janeiro por Miami no final de 2015, motivado pelo agravamento da instabilidade político-econômica após a reeleição de Dilma Rousseff (PT). Casado com uma americana, mãe de suas duas filhas, ele conta que a mudança para os Estados Unidos sempre fora um plano B.

A escalada da violência na capital fluminense também pesou na decisão de levá-lo adiante. "Como atuava no mercado financeiro, percebi que a situação ia ficar caótica nos próximos anos. Mais da metade dos nossos amigos saíram do Brasil", conta.

Braga acredita que, financeiramente, ainda compensa morar no Brasil, um país mais barato e flexível do ponto de vista do planejamento tributário do que a América de Trump. A vida nos Estados Unidos também é menos confortável - já que lá não é tão comum ver milionários cercados de empregados. A despeito disso, ele não tem planos de fazer o caminho de volta.

"Adoro passar férias no Rio, mas hoje não vejo a menor perspectiva de voltar. Ao contrário do cara que vem na raça (aos EUA) ser entregador de pizza para mandar dinheiro pra casa, na atual emigração, estão vindo empresários com recursos trazendo suas famílias. Depois que você se estabelece fica difícil voltar", diz.

Investimento de US$ 500 mil

A New World Wealth destaca que o argumento - geralmente usado por críticos à chegada de um grande número de estrangeiros - de que os imigrantes estariam sobrecarregando os serviços públicos e roubando empregos não se aplica aos milionários e bilionários, que dificilmente recorrem ao setor público em busca de saúde e educação ou concorrem aos empregos locais mais disputados.

Segundo a entidade, o único possível ponto negativo de abrigar esse tipo de imigrante seria a possibilidade deles inflacionarem os preços dos imóveis.

Mas dinheiro é sempre bem-vindo, e não é à toa que vários países europeus, por exemplo, oferecem até passaportes a pessoas que investem na economia local ou compram imóveis de alto valor.

Os Estados Unidos facilitam o estabelecimento legal do novo cidadão rico no país. O mecanismo mais comum - e diretamente ligado à capacidade de investimento do candidato - é o visto EB-5, que concede o green card em troca de um investimento mínimo de US$ 500 mil (cerca de R$ 2 milhões) em uma empresa, desde que gere empregos para trabalhadores americanos.

Em Portugal, há grande procura pelo visto de residência gold, concedido a quem investe ao menos 500 mil euros em imóveis em terras lusitanas. De 2015 para 2017, o valor investido por brasileiros em imóveis no país europeu praticamente dobrou, chegando a US$ 1,07 bilhão, e saindo de 10% para 17% do investimento de nacionais em imóveis no exterior. Os dados são do Banco Central.

Mas essas transações - ou mesmo a "venda" de nacionalidade ou do direito de residência - começam a ser reavaliadas. No caso de Portugal, o Parlamento deve analisar em breve um projeto que pede a eliminação do gold por conta de suspeitas de seu uso para corrupção e lavagem de dinheiro. Já nos Estados Unidos, há pressões de críticos por uma reforma, com aumento dos valores mínimos de investimento para a concessão do EB-5.

Apesar de permanecer entre os dez mais em evasão de fortunas, o quadro do Brasil em 2017 foi menos agudo. Os dois mil milionários que cruzaram a fronteira tupiniquim para morar fora representaram 1% do total de 162,5 mil que a New World Health estimava viverem no país.

Em 2016, ano do impeachment da ex-presidente Dilma, 8 mil foram embora. Naquele período, a desaceleração da economia, o vírus Zika e as crescentes taxas de criminalidade brasileiras foram apontados pelo relatório como catalisadores do movimento.

Não havia previsão de melhora do quadro. Agora, o resultado das eleições presidenciais de outubro deverá ser uma variável determinante para a tendência dessa curva migratória.

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Uma joint venture de US$ 4,8 bilhões entre a Boeing e a Embraer pode ser considerada uma ameaça à segurança nacional do Brasil, a entrega de um tesouro nacional ou um benefício que fortaleceria ambas as empresas e o país. Depende de para qual candidato presidencial é dirigida a pergunta.

 

Cristiane Lucchesi, Felipe Marques e Vinícius Andrade (Bloomberg)

29/08/2018

 

As eleições de outubro no Brasil decidirão mais do que simplesmente quem lidera a maior economia da América Latina. Pelo menos US$ 33 bilhões em fusões, aquisições, emissão de ações e títulos de dívida estão na balança, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Além da Boeing e da Embraer, gigantes corporativos como a Eletrobras, a Petrobras e a LyondellBasell também estão com transações paradas até que os eleitores decidam quais serão as perspectivas para os mercados e a economia.

"A volatilidade da taxa de câmbio, a incerteza econômica e a dificuldade em enxergar um horizonte de saída claro - tudo isso influencia o cronograma dos negócios", disse Roderick Greenlees, chefe do banco de investimento do Itaú BBA, primeiro colocado no ranking de assessor financeiro de fusões do Brasil neste ano, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. "A atividade deve melhorar após as eleições, à medida que o mercado se estabilize."

A moeda brasileira perdeu 10% desde 3 de agosto após pesquisas eleitorais mostrarem um aumento nas intenções de voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja campanha qualifica o acordo Boeing-Embraer como "ilegítimo". O PT, partido de Lula, promete bloquear o acordo, caso seu candidato vença as eleições, usando o poder de veto do governo na Embraer. Lula, que está concorrendo mesmo preso e acusado de corrupção, se opõe a reformas que os banqueiros consideram fundamentais para melhorar as contas fiscais. Ele deve ser impedido de concorrer, mas há sinais cada vez maiores de que pode impulsionar seu companheiro de chapa, Fernando Haddad, para o segundo turno de votação, em 28 de outubro.

No outro extremo do espectro político, o candidato favorito do mercado, Geraldo Alckmin, disse que a joint venture da Boeing com a Embraer é positiva para as empresas e para o Brasil. As intenções de voto em Alckmin não têm aumentado nas pesquisas, e ele se mantém consistentemente no 4º ou 5º lugar.

"Quanto mais nos aproximamos das eleições sem melhorar a visibilidade sobre o resultado provável, mais difícil é fechar negócios", disse Eduardo Guimarães, chefe de fusões e aquisições do Itaú BBA. "É duro reduzir a diferença de preços entre compradores e vendedores quando você não tem previsão sobre o cenário base para os próximos anos."

Queda de fusões

As fusões anunciadas desde o início do terceiro trimestre caíram 37%, para US$ 4,79 bilhões, em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Os US$ 32,8 bilhões em negócios anunciados este ano estão 4,5% abaixo do mesmo período do ano passado, mostram os dados. O Brasil representa cerca de 26% de todos os negócios de fusões e aquisições na região da América Latina este ano, ante 33% no ano passado.

 

"As eleições estão completamente indefinidas - não há uma tendência clara no momento - e será difícil para as pessoas tomarem decisões estratégicas de investimento ou desinvestimento de longo prazo com pouca previsibilidade", disse Eduardo Mendez, corresponsável por renda variável na América Latina no Morgan Stanley, o banco que mais liderou emissões de ações de empresas brasileiras até agora este ano, segundo dados compilados pela Bloomberg.

 

Os mercados emergentes estão sofrendo ao redor do mundo, e a incerteza das eleições no Brasil só aumenta essas tensões, disse Mendez. "Acho que podemos ver algumas transações de block-trade, que são mais rápidas e têm menos risco do que uma oferta normal de ações", disse ele. "Mas elas podem ter spreads maiores."

 

As ofertas totais de ações do Brasil alcançaram R$ 24,7 bilhões neste ano, 7,4% menos que no mesmo período do ano passado.

 

Impostos

As posições dos candidatos sobre a política tributária também afetarão os negócios, de acordo com Fernanda Ortiz, associada do Banco BTG Pactual. Tributar os dividendos da empresa - uma ideia que muitos candidatos presidenciais estão apoiando - poderia significar retornos mais baixos para os investidores, disse Ortiz.

"Grande parte das transações pressupõe boa vontade do governo, seja do ponto de vista regulatório, seja como vendedor de ativos, o que fica mais difícil conforme as eleições se aproximam", disse Thiago Sandim, sócio do Demarest, escritório de advocacia. "O mercado de M&A está engasgado", disse Sandim, acrescentando que a instabilidade política também está criando um solo fértil para "muito interferência judicial" na venda de ativos.

A Petrobras teve seu programa de desinvestimento bloqueado pelo juiz Ricardo Lewandowski, do STF, que determinou em julho que qualquer venda de empresa estatal, incluindo subsidiárias, deve ser aprovada pelo Congresso. A decisão forçou adiamentos de negócios como a venda de uma unidade de gasoduto no nordeste do Brasil, transação que pode chegar a US$ 8 bilhões.

Ritmo lento

A Eletrobras, empresa estatal de energia, estava tentando vender seis unidades de distribuição e depois de muitas batalhas judiciais está leiloando três, enquanto outra venda pode ocorrer em 26 de setembro. A privatização da própria Eletrobras por meio de venda de ações no mercado também foi adiada, de um total de mais de 20 negócios postergados no país. A possível venda do controle da Braskem para a LyondellBasell também está em ritmo mais lento.

"Há menos negócios e os que estão indo adiante estão demorando mais para fechar", disse João Ricardo de Azevedo Ribeiro, sócio sênior do escritório de advocacia Mattos Filho, de São Paulo, o primeiro colocado no ranking de maior assessor jurídico de M&A no Brasil este ano.

Os US$ 33 bilhões em transações presas no limbo não incluem leilões para a venda de 12 aeroportos, quatro ferrovias e seis estradas, que o governo já admitiu serão adiados para o próximo ano, com investimentos estimados em R$ 64 bilhões.

"Com todos esses acordos represados, podemos ver uma enxurrada de transações após as eleições", disse Pedro Whitaker de Souza Dias, sócio do Mattos Filho.

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O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (27) que os Estados Unidos chegaram a um acordo muito bom com o México, e que as conversações com o Canadá sobre um novo pacto regional de livre-comércio começarão em breve.

 

 

AFP Por Alina DIESTE,

27 de agosto de 2018

 

"É um grande dia para o comércio. É uma acordo muito bom para ambos os países", disse Trump.

"Canadá, começaremos as negociações em breve. Telefonarei para seu primeiro-ministro muito em breve", acrescentou.

Pouco depois, o gabinete do primeiro-ministro canadense Justin Trudeau indicou que os dois líderes tiveram uma "discussão construtiva". "Os dirigentes receberam favoravelmente os progressos realizados nas discussões com o México e esperam com interesse que suas equipes prossigam as negociações esta semana".

Nesta tarde, Peña Nieto lembrou o "árduo" caminho que seu país e os Estados Unidos atravessaram em relação ao Nafta desde que Trump chegou ao poder.

"A chegada há pouco mais de um ano e meio do novo governo dos Estados Unidos francamente semeou a incerteza e a dúvida sobre o que traria à relação comercial entre o México, os Estados Unidos e o Canadá", disse Peña Nieto.

Mas "hoje chegamos a um ponto de entendimento (...) entre o México e os Estados Unidos e esperamos que muito em breve, do mesmo modo, aconteça a negociação com o Canadá e que isso nos permita nos próximos dias fechar formalmente (...) o acordo de livre comércio entre o México, os Estados Unidos e o Canadá", acrescentou.

A equipe do presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, celebrou o acordo.

"Vemos como um avanço positivo o entendimento que hoje se anuncia pois reduz a incerteza sobre a economia", disse nesta segunda-feira em coletiva de imprensa Marcelo Ebrard, designado como próximo chanceler.

Para Obrador, é importante que o Canadá se some ao acordo.

"É importante que o Canadá esteja, é importante que se convoque, como já se está fazendo, o governo do Canadá para que se mantenha o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (...) nos interessa muito que seja um tratado de três países", disse López Obrador à imprensa na cidade de Tuxtla Gutiérrez, en Chiapas.

Os negociadores dos Estados Unidos e do México trabalharam nas últimas cinco semanas para resolver divergências no contexto da revisão do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) que começaram há um ano, enquanto o Canadá, terceiro sócio do acordo, espera para se juntar às negociações assim que esses temas bilaterais estiverem resolvidos.

"Vê-se um grande acordo com o México", tuitou Trump esta manhã, depois que os negociadores americanos e mexicanos retomaram as reuniões em Washington, após as negociações do final de semana.

Cauteloso, o secretário da Economia do México, Ildefonso Guajardo, insistiu que os esforços para conseguir um novo Nafta não estarão concluídos até que o Canadá se junte à mesa.

"Não vamos revelar nada porque muitas dessas coisas envolvem o Canadá. Até que não terminemos com a posição do Canadá, não poderemos revelar todos os elementos", disse Guajardo a jornalistas.

O chanceler mexicano, Luis Videgaray, afirmou que o acordo se trata de uma "boa notícia" para seu país, mesmo com a incerteza sobre a permanência do Canadá.

"O que nós mexicanos já sabemos é que em qualquer desses cenários haverá um tratado de livre-comércio entre México e Estados Unidos, independentemente do que acontecer com a negociação com o Canadá", disse em coletiva de imprensa em Washington.

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Para Schalka, à frente do movimento 'Você muda o Brasil', transformar o País tem de passar pelo corte de privilégios

Entrevista com Walter Schalka

Renata Agostini, O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2018

Para Walter Schalka, presidente da Suzano, votar nulo ou branco é inaceitável e, se não há candidato bom, é preciso escolher o “menos pior”. Ele não abre seu voto. Prefere falar sobre uma agenda para o País que envolva reformas, equilíbrio fiscal e foco em investimentos em áreas como educação. Essa é a ideia do movimento “Você Muda o Brasil”, capitaneado por ele e um grupo de empresários e executivos como Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza), Jefferson De Paula (ArcelorMittal) e Paulo Kakinoff (Gol), e que realiza hoje em São Paulo um evento para debater os rumos do País.

Na visão de Schalka, mudar o Brasil passa por cortar privilégios ao empresariado, com a redução drástica de isenções fiscais. “Todos querem transformar o Brasil num lugar melhor, desde que seu quinhão seja mantido. A conta não fecha. As pessoas vão ter de abrir mão de direitos, principalmente as classes mais altas.”

O que esperam alcançar?

Na visão do “Você muda o Brasil”, não existe engajamento adequado das pessoas em ações pragmáticas para transformar o País. Os brasileiros estão inconformados, mas viraram espectadores. Nos isentamos da participação porque tínhamos outros afazeres ou achávamos que não era responsabilidade nossa. O Estado foi perdendo eficiência, o nível do serviço é abaixo do esperado. A única forma de transformar o País é investir em questões fundamentais, como ética e educação. A ideia é criar um movimento para engajarmos a sociedade e sermos protagonistas nesse processo. Nosso movimento é absolutamente apartidário. Não tem relação com partido ou com candidatos. 

Mas está sendo lançado em plena corrida eleitoral.

É de propósito. A eleição é oportunidade fundamental para as pessoas escolherem o que querem do Brasil. Não pode chegar no dia da eleição e votar nulo ou branco porque “nada que está lá me representa”. Temos de escolher os melhores. Se não houver quem seja bom, votar no menos pior. 

Ao defender reformas, vocês não direcionam o debate para determinado espectro político?

Cada um de nós (empresários que capitaneiam o movimento) tem preferências políticas. São visões semelhantes, mas com alternativas políticas diferentes. Estamos falando de pensar no País como um todo. Não é uma agenda pró-negócios, é uma agenda pró-Brasil. Queremos atacar questões fundamentais. Uma delas é o tamanho do Estado e o equilíbrio fiscal. Outra a questão da educação e da distribuição de renda. Todo mundo quer transformar o Brasil num lugar melhor, desde que seu quinhão seja mantido. Essa conta não fecha. As pessoas terão de abrir mão de direitos, principalmente as classes mais altas.

Qual a parte dos empresários? 

Falando como Walter Schalka e não como movimento: temos de reduzir brutalmente os subsídios fiscais para empresários, que chegam a R$ 300 bilhões por ano. Outro dia vi discussão sobre subsídio para a indústria de refrigerante. Qual o benefício que isso traz para a sociedade? Há um monte e penduricalho na legislação, protegendo um monte de gente, e o empresariado também quer a proteção dele. Isso tem de ser eliminado. Tivemos um passado patrimonialista e precisamos acabar com isso, gerar um Brasil mais competitivo, expor as empresas à competição. Podemos falar também disso do lado sindical e diversos lugares onde o corporativismo está instalado. Qual outro País tem tabela de frete?

Empresários, como Salim Mattar, da Localiza, e Sebastião Bomfim, da Centauro, declararam voto. O sr. vê como positivo?

Louvo os que têm a coragem e a determinação de manifestar seu voto publicamente. Estava inclinado a declarar o meu, mas, além de minha responsabilidade como cidadão, tenho a minha como executivo. Não sou acionista. Falar que o candidato tal é melhor pode afetar a condução dos negócios. Por isso, optei por, neste momento, não abrir meu voto. 

O sr. mantém a visão de que a retomada dos investimentos virá após a eleição?

Essa visão infelizmente está em xeque, porque estamos indo para um processo de polarização no processo eleitoral, que é inibidor do investimento. Enquanto não tivermos um processo de aglutinação de ideias, obviamente com ideologias um pouco diferentes, isso vai gerar percepção de que é melhor postergar o investimento. E a volta do crescimento só vai acontecer com investimento. Isso de nós contra eles é muito ruim. Temos de buscar as melhores ideias. Espero que isso seja revertido até a eleição. Se qualquer um dos lados da polarização ganhar, será muito ruim para o Brasil. 

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