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Relatório de fechamento Fundo de Investimento em Ações Amaril Franklin do mês de Junho de 2018 para que vocês possam conhecer mais uma opção para diversificação das suas aplicações financeiras.

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Relatório de fechamento Fundo de Investimento em Ações Amaril Franklin do mês de Junho de 2018 para que vocês possam conhecer mais uma opção para diversificação das suas aplicações financeiras.

Destacamos que apesar do resultado do mês não ter sido o esperado, os resultados apresentados no longo prazo são mais positivos que a maioria das ofertas de investimento disponíveis no mercado.

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Petróleo em máxima de três anos devido a cortes na oferta

Investing.com Brasil - 28/06/2018 - 12:13

A cotação do petróleo chegava à máxima de mais de três anos nesta quinta-feira em meio à redução nos estoques norte-americanos e às tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

Os contratos futuros do petróleo dos EUA avançavam 1,04% para US$ 73,52 o barril às 11h15, seu maior nível desde outubro de 2014. Além disso, os contratos futuros de petróleo Brent, referência para preços do petróleo fora dos EUA, tinham alta de 0,57% e eram negociados a US$ 77,90 o barril.

A cotação do petróleo pois uma redução do petróleo bruto deu força aos mercados. Na quarta-feira, a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês) afirmou em seu relatório semanal que os estoques de petróleo bruto tiveram redução de 9,891 milhões de barris na semana que se encerrou em 22 de junho.

Analistas de mercado esperavam que os estoques de petróleo bruto tivessem redução de apenas 2,572 milhão de barris, ao passo que o Instituto Americano de Petróleo informou na terça-feira uma redução de 9,228 milhões. Investidores aguardam novos dados sobre a demanda por petróleo na sexta-feira, quando o relatório semanal de contagem de sondas da Baker Hughes for divulgado.

Os preços também foram reforçados pelas tensões entre o Irã e os EUA, já que autoridades americanas pediram a todos os países que parassem com as importações de petróleo iraniano a partir de novembro.

Uma interrupção inesperada do fornecimento no Canadá também aumentou os preços, após uma queda de energia na Syncrude Canada que poderia deixar o local fechado por pelo menos um mês. O corte na oferta poderia compensar os aumentos de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

A organização concordou na semana passada em elevar a produção com um aumento nominal de 1 milhão de barris por dia em meio à pressão dos EUA para reduzir os preços. Enquanto os membros da Opep acrescentarão cerca de 700 mil barris por dia, os fornecedores de petróleo externos à organização, liderados pela Rússia, acrescentariam o restante.

Em outras negociações de energia, os contratos futuros de gasolina RBOB avançavam 0,64% para US$ 2,1144 o galão, ao passo que o óleo de aquecimento tinha ganhos de 0,35% e era negociado a US$ 2,1873 o galão. Os contratos futuros de gás natural subiam 1,11% e estavam cotados a US$ 3,014 por milhão de unidades térmicas britânicas.

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Construção teve piora na atividade e no nível de emprego com greve

Sondagem da CNI mostra que setor foi um dos mais afetados pela paralisação; empresários não preveem melhora

André Borges, O Estado de S.Paulo

28 Junho 2018 | 04h00

BRASÍLIA- A indústria da construção amargou fortes prejuízos com a greve dos caminhoneiros, nos últimos 11 dias de maio. A interrupção no transporte de insumos causou queda da atividade e aumento da ociosidade, além de ter afetado negativamente a expectativa dos empresários, segundo a Sondagem da Indústria da Construção, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

A atividade recuou 2,5 pontos, de 46,9 em abril para 44,4, em maio, na maior retração registrada desde dezembro de 2014, quando o indicador apresentou queda de 3,6 pontos. O indicador sobre emprego recuou 0,3 ponto, para 44,3 pontos.

Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo dos 50 pontos, mostram queda da atividade e do emprego. A utilização da capacidade de operação ficou em 57%. Isso significa que o setor manteve fora de operação 43% das máquinas, equipamentos e pessoal no mês passado.

Com a greve dos caminhoneiros, a indústria da construção tem sofrido ainda mais dificuldades para se recuperar da crise econômica. O setor foi o primeiro a sentir os efeitos da recessão e tem enfrentado quedas consecutivas na atividade e no emprego”, afirma a economista da CNI Isabel Mendes.

De acordo com a pesquisa, os índices de expectativas e de confiança dos empresários mostram que não há perspectivas de reação do setor. Com exceção do índice de expectativa de nível de atividade, que recuou para 50,4 pontos, os demais ficaram abaixo dos 50 pontos, mostrando que os empresários esperam queda de novos empreendimentos e serviços, de compra de insumos e matérias-primas e do número de empregados nos próximos seis meses.

Safra travada. A crise logística persiste, com a indefinição sobre a tabela de frete. As tradings de grãos, que compram a produção nas fazendas e exportam o produto, não estão dispostas a pagar o que os caminhoneiros pedem e boa parte dos grãos permanece estocada nos silos e centros de armazenamento.

Esse problema tende a se agravar nos próximos dias, porque começamos a receber a safrinha do milho, que vai ficar sem espaço para estoque”, diz Cristiano Palavro, analista técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag). O impasse já mexeu com os preços. “As empresas que estão comprando hoje querem pagar R$ 27 (pela saca de 60 quilos). É uma queda de mais de 20%. Os produtores não querem vender imediatamente por causa disso. Cerca 70% da produção ainda não foi negociada.”

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Banco Central reduz previsão de crescimento do PIB de 2018 para 1,6%

Previsão anterior era de crescimento de 2,6%. Relatório citou desaquecimento da atividade econômica no início do ano e impactos diretos e indiretos da greve dos caminhoneiros.

Por Laís Lis, G1, Brasília

28/06/2018 08h29

O Banco Central reduziu para 1,6% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018. O dado consta no Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (28). A nova projeção representa um corte de 1 ponto porcentual na previsão fixada no último relatório, quando o BC estimava um crescimento de 2,6% para o PIB.

No documento, o BC aponta que a revisão da previsão de crescimento da economia em 2018 está associada “ao arrefecimento da atividade no início do ano, à acomodação dos indicadores de confiança de empresas e consumidores e à perspectiva de impactos diretos e indiretos da paralisação no setor de transporte de cargas ocorrida no final de maio”.

A previsão do BC está abaixo da estimativa oficial do governo. Em maio, o governo reduziu de 2,97% para 2,5% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2018.

Inflação

Também impactada pela paralisação do setor de transportes, que causou desabastecimento de produtos em todo o país, a projeção de inflação de 2018 foi elevada pelo BC de 3,8% para 4,2%. Já para 2019, o BC reduziu a previsão de inflação de 4,1% para 3,7%.

O BC estima uma “expressiva aceleração” na inflação mensal de junho por causa da paralisação dos caminhoneiros e da mudança da bandeira tarifária aplicada nas contas de luz. A taxa extra está em seu patamar mais alto.

Ressalte-se, que apesar da aceleração projetada para os próximos meses, a retomada da atividade em ritmo mais gradual que o esperado e a propagação inercial do baixo patamar inflacionário são fatores que contribuem para manutenção da inflação em patamar reduzido, sobretudo no segmento de serviços e em medidas de inflação subjacente”, escreveu o BC.

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Bitcoin despenca 70% seis meses após atingir pico de US$ 20 mil; analistas falam em 'estouro da bolha'

Moeda virtual chegou a ser vendida a US$ 20 mil em dezembro; maior escrutínio de autoridades financeiras e ceticismo derrubaram a cotação.

Por Helton Simões Gomes, G1

26/06/2018 06h00

A desconfiança do mercado financeiro fez o bitcoin derreter desde o fim do ano passado, quando chegou a ser vendido por US$ 20 mil, a maior cotação da história da criptomoeda. Desde dezembro de 2017, a moeda virtual beira os 70% de queda.

Enquanto a euforia de investidores contribuiu para levar o preço do bitcoin às alturas, o maior escrutínio de autoridades financeiras sobre levantamentos de capita com toda e qualquer moeda criptográfica ajuda a segurar o ânimo com a maior delas.

Soma-se ainda a desconfiança, levantada por acadêmicos e firmas de análise de mercado, de que a guinada do bitcoin foi sustentada artificialmente por um esquema quase tão complexo quanto as próprias moedas digitiais criado por uma das maiores “casas de câmbio” dessa área.

A valorização do bitcoin, que só no ano passado disparou mais de 1.000%, acendeu o sinal vermelho para a formação de uma bolha especulativa.

Se 2017 foi um ano de crescimento astronômico para o bitcoin, o mesmo não ocorre em 2018. Desde o começo do ano, a moeda virtual já caiu 54%. Na última sexta-feira (22), era negociada a US$ 6.198. Já em relação a dezembro do ano passado, quando atingiu os US$ 20 mil, a derrapada é ainda mais intensa: de 69%. Com o declínio, especialistas avaliam que a bolha possa ter estourado.

A gente teve aquela grande escalada de preço no fim do ano, que foi o grande excesso. Hoje, em retrospectiva, a gente consegue enxergar que houve uma grande euforia”, diz Fernando Ulrich, especialista em criptomoedas da XP Investimentos, uma das maiores corretoras de investimentos do Brasil e que está em processo de aquisição pelo Itaú.

Tinha gente que dizia que era bolha na época. Acho que sim, tinha um grande excesso de preço.”

Ceticismo

Flutuações semelhantes já aconteceram no mercado de ‘criptoativos’ ao longo dos últimos anos. Entendemos como um movimento natural do mercado reagindo a diferentes acontecimentos como regulações e proibições em alguns países, casos de invasões de hackers a corretoras”, diz Youyang Jiang, diretor-geral da CoinBene, uma das maiores exchange do mundo que acabou de chegar ao Brasil.

As investidas de órgãos de controle financeiras atingem em cheio uma das principais peculiaridades do bitcoin: a de não estar sob a supervisão de nenhuma autoridade financeira. Só que os investimentos feitos em moedas criptográficas que seguiram o rastro do bitcoin entraram de vez na mira de reguladores do mercado.

No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) proibiu que fundos invistam em criptomoedas.

A SEC, equivalente à CVM para os Estados Unidos, revelou em março ter aberto investigações sobre ofertas públicas iniciais de moedas virtuais, as ICOs. Elas são vendas de fatias de um determinado negócio. Só que, em vez de ações, os compradores adquirem novas moedas virtuais, geradas apenas para aquela transação.

Outra pedra no caminho do bitcoin é o aumento das suspeitas de que o preço só subiu porque uma das maiores “corretoras” de criptomoeda manipulou o mercado.

A corretora Bitfinex passou a encontrar dificuldade de encontrar bancos que gerissem suas contas correntes. Por isso, inventou o Tether, que, segundo promete, equivale a US$ 1. Assim, à medida que alguém usava US$ 1 para comprar alguma criptomoeda na Bitfinex, um Tether era emitdo. Dessa forma, o Tether, que não é uma moeda criptográfica, mas, sim, uma “ficha” digital funciona, na prática, como uma nota promissória de dólar.

Só que o Tether passou a ser aceito por outras corretoras, também impedidas de trabalhar com dólares por não ter conta em banco. A ideia é que a troca de Tether por dólares possa ser feito a qualquer momento, mas os fundos para cobrir a quantidade de Tether em circulação nunca foi comprovada.

Pesquisadores da Universidade do Texas descreveram em um estudo que as movimentações de Tether responderam por até 50% da valorização do bitcoin nos 12 meses anteriores a março de 2018. O professor John Griffin e a pós-graduanda Amin Shams estimam que, sem a circulação de Tether nesse período, o bitcoin valeria cerca de US$ 4,1 mil em março de 2018 – na época, porém, era vendida a US$ 7 mil.

O dólar Tether pode ter tido uma influência, sim”, diz Ulrich, mas ressalta que sua presença não foi “preponderante”.

Normalização

Os especialistas não descartam que a queda foi substancial, mas a encaram como uma tentativa do mercado de trazer sua cotação para um patamar mais sustentável.

Essa reversão deve ser uma normalização”, diz Ulrich. O diretor-geral da CoinBene concorda: “O mercado deve amadurecer no mundo inteiro”.

Previsões de preços são sempre muito difíceis, mas esse é mais ou menos o patamar para os mineradores ficarem no zero a zerou ou minimamente rentáveis”, completa. “Não é um piso, mas é um indicador do que seria algo mais saudável.”

Mineradores são as pessoas que cedem a capacidade de seus computadores para que as transações de bitcoin sejam realizadas. Como a transferência de moedas requer a realização cálculos matemáticos complexos, é necessário o uso de processadores potentes para decifrá-los. Em troca, os mineradores recebem algumas moedas de tempos em tempos. Só que, como manter essas máquinas custa caso, principalmente com a energia para que funcionem e fiquem resfriadas, os mineradores podem acabar tendo de operar no vermelho caso o preço do bitcoin caia muito.

Há diversos fatores para a valorização ou queda dos ativos digitais, que hoje são mais de 2 mil. O lado interessante dos últimos acontecimentos é o maior interesse da pesquisa acadêmica econômica. Isso pode ser muito positivo para o mercado”, diz Youyang Jiang.

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Projetos que elevam rombo no caixa do governo ganham prioridade no Congresso

Com eleições se aproximando, parlamentares privilegiam projetos que concedem benefícios a grupos específicos, com impacto direto nos cofres públicos, e deixam para trás temas importantes para a equipe econômica, como o cadastro positivo

Idiana Tomazelli e Anne Warth, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2018 | 04h00

Às vésperas das eleições, o Congresso Nacional abriu a porteira para projetos que dão benefícios a alguns setores ou que resultam em perdas de receitas, num movimento apelidado de “farra fiscal” por membros da equipe econômica do governo. Nesta semana, foram aprovados, por exemplo, projeto com benefícios fiscais a transportadoras e decreto que permite a venda direta de etanol das usinas para os postos de combustível, que devem ter impacto bilionário no caixa federal.

Essa pauta está passando à frente de temas que são prioridade para a equipe do ministro Eduardo Guardia, como a aprovação do projeto que facilita a venda das distribuidoras da Eletrobrás e dos destaques que ainda podem alterar o texto do cadastro positivo (cujo texto-base foi aprovado em 9 de maio) ou do projeto da cessão onerosa – requisito para destravar o leilão do pré-sal que pode render até R$ 100 bilhões ao governo.

Com a aproximação do período de campanha, a avaliação no Congresso é de que a própria base aliada não quer assumir o ônus de barrar projetos de interesse de grupos com poder de pressão sobre os parlamentares. Além disso, a desmobilização que tem caracterizado o fim do governo dá liberdade aos parlamentares para defenderem efetivamente suas agendas, independentemente de gastos e do desgaste com o Planalto.

O ministro Carlos Marun, responsável pela articulação política do governo com o Congresso, admite que há dificuldades em barrar essas medidas que têm impacto nos cofres. “Não há dúvida de que a questão eleitoral nesse momento é importante”, disse. Ele afirma, porém, que o governo trabalha para aprovar projetos considerados importantes pela equipe econômica antes do recesso de julho.

Foi com essa “independência” que a Câmara aprovou benefícios adicionais às transportadoras, mesmo após o governo colocar R$ 13,5 bilhões para bancar o “bolsa caminhoneiro”. O texto, que ainda precisa passar pelo Senado, prevê, por exemplo, alíquota zero de IPI e PIS/Cofins para a renovação da frota de caminhões. O impacto do projeto ainda não foi calculado pela Receita.

Os deputados também pressionam por um decreto legislativo, já aprovado no Senado, que permite a venda direta de etanol pelos produtores aos postos de combustíveis. Essa medida geraria uma perda de R$ 2,4 bilhões, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Além disso, os deputados também já apresentaram pedido de urgência para o projeto que amplia o prazo de renúncias que beneficiam empresas das áreas das Superintendências do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Amazônia (Sudam) e ampliam esses benefícios para a Sudeco (Centro-Oeste). O custo pode chegar a R$ 8 bilhões ao ano.

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"Situação fiscal é muito frágil na região"

Para Végh, América Latina deve enfrentar dilema entre subir juro para proteger a moeda ou ter taxa baixa para crescer

Entrevista com Carlos Végh, economista-chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe

Adriana Fernandes e Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

25 Junho 2018 | 05h00

BRASILIA - Não é só o Brasil que vive dias difíceis nas contas públicas. Os problemas fiscais se espalharam pela América Latina após um período de gastança. “A situação fiscal é muito frágil. É um grande desafio macro que a região enfrenta hoje”, diz Carlos Végh, economista-chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe. O uruguaio alerta ainda que outro problema aparece diante dos juros em alta nos Estados Unidos: vários países devem enfrentar o dilema entre subir o juro para proteger a moeda ou manter taxas baixas que ajudam o crescimento.

Como está hoje o quadro fiscal dos países da América Latina?

A situação fiscal é muito frágil. É um grande desafio macro que a região enfrenta hoje. Pense que 31 entre 32 países tiveram déficit nominal em 2017 (a Ilha Granada foi a única com resultado positivo), 53% deles (17) com déficit primário. A dívida é também alta para países em desenvolvimento. O fato é que os déficits fiscais continuam a alimentar a dívida dos países da região, que está agora em 57,6% do PIB.

O relatório mostra que a situação fiscal é pior nos países da América do Sul do que no México, Caribe e América. Por quê?

O déficit fiscal médio para a região é de 2,4% do PIB. Mas na América do Sul é 4%, mais que o dobro que em México, Caribe e América (1,9%). O fato é que muitos países desse último grupo mostram um superávit primário, o que é mais raro entre os da América do Sul. Vários fatores contribuíram para a deterioração fiscal na América do Sul. Mas a maioria dos governos não conseguiu poupar o suficiente durante a “Década de Ouro” de 2003 a 2012, quando os preços das commodities eram extremamente altos e, em vez disso, gastavam a maior parte do lucro. Alguns dos gastos foram sem dúvida importantes para melhorar as condições sociais. Mas um princípio fundamental das finanças públicas é que as despesas permanentes só devem ser financiadas por aumentos permanentes em receitas. Aumentar gastos permanentes com receitas temporárias certamente semeou os problemas fiscais futuros. Há pouca dúvida de que os países devem se engajar em ajustes já.

Qual o custo do ajuste?

O custo do ajuste feito com choque é muito maior. Nossa recomendação é que ele seja gradual. Isso não significa não fazer ajuste fiscal. Você sabe que as pessoas na Argentina atribuem a situação atual à decisão do presidente Macri de fazer um ajuste fiscal gradual em vez de um choque. Acho que foi uma escolha correta da parte dele. O que está acontecendo na Argentina não é resultado de ter havido ajuste fiscal gradual ou choque. É basicamente não ter um ajuste fiscal.

Os argentinos não estão fazendo ajuste?

Não. O problema não é o ajuste gradual. É a falta dele. Agora, com o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), eles têm uma agenda para reduzir o déficit fiscal de maneira bem gradual.

E nos outros países como está a situação?

Alguns países estão fazendo ajustes fiscais graduais e sérios, como Colômbia, México. E outros países claramente precisam fazer mais.

Qual o risco do aumento dos juros nos EUA?

A normalização da política monetária finalmente está aqui após três anos se ouvindo falar dela. Isso significa que o dólar ganha força e fará com que aumente o custo de crédito dos países da América Latina. Entramos no que chamamos de dilema de política monetária que a maioria dos bancos centrais da região vão enfrentar. Como as moedas ficarão mais fracas, em geral a economia começa a crescer mais devagar. Então, se tem o grande dilema: devo aumentar a taxa de juros para se defender apesar do possível custo para a economia?

Os países estão passando por esse dilema agora?

Isso tem sido a história da América Latina nos 20 ou 30 anos. O dilema: o que você faz? Aumenta a taxa de juros para se proteger ou você faz como o Chile que tem baixa taxa de juros. Eles dizem, no Chile, que não há problema com a depreciação (cambial) de 10% ou 15%. O país tem muita credibilidade, o capital não vai sair do país e eles optam por manter a taxa de juros baixa para estimular a economia, mesmo se houver um pouco mais de depreciação. Se você olhar as evidências, a maioria dos demais países, como México, Brasil, Uruguai e Argentina, escolhem defender a taxa de câmbio aumentando os juros.

O que o sr. acha que vai acontecer no Brasil?

É difícil dizer. Todo banco central define qual deve ser a sua prioridade. Mas não há dúvidas de que nos próximos seis, oito meses ou talvez mais, muitos bancos centrais vão enfrentar esse dilema. Olhe o México. Eles tinham plano de reduzir a taxa de juros. Mas, por causa do Nafta, das incertezas políticas e outros fatores, eles decidiram aumentar. Eu acho que os bancos centrais vão literalmente, de reunião em reunião, enfrentar essa situação.

Está faltando credibilidade para esses países?

Não acho que é falta de credibilidade. É mais um ambiente externo difícil. Há incertezas políticas em muitos países. Há incerteza em relação à normalização monetária nos EUA e agora vai começar na Europa. Especialmente no front monetário, a maioria dos países está fazendo um trabalho bom. Pense no fato de que a taxa de inflação média, excluindo Venezuela, está em torno de 3%. Isso é inacreditável. A taxa média de inflação era em torno de 200% nos anos 90. Os bancos centrais vão fazer o que acharem que é o melhor e minha aposta é que eles vão fazer o que é certo. A parte fiscal é um pouco mais frágil. Na Argentina, é claro, Uruguai também...

No Brasil também?

Sim. No Brasil também.

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Tarifas sobre o Brasil subiriam para 32% no pior cenário da guerra comercial, diz estudo

Levantamento da Unctad com 124 países mostra que emergentes seriam mais prejudicados que desenvolvidos; tensão global é crescente, mas situação de guerra completa é considerada improvável.

Por Taís Laporta, G1

25/06/2018 06h00 Atualizado há 2 horas

No pior cenário de uma guerra comercial entre todas as nações, as tarifas médias aplicadas às exportações brasileiras poderiam subir dos atuais 5% para 32%, concluiu um estudo da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) com 124 países.

Os números levam em conta uma guerra comercial total, na qual cada país estabeleceria tarifas unilaterais de uma perspectiva puramente comercial, e presumindo o fim dos acordos mútuos, explicou ao G1 o economista da Unctad, Alessandro Nicita, um dos autores do estudo.

Guerras comerciais são iniciadas quando um país impõe tarifas comerciais à importação de uma nação, que responde sobretaxando os produtos de seu concorrente.

O cenário foi desenhado em meio à crescente tensão entre Estados Unidos e os países afetados pela imposição de tarifas a vários setores estratégicos. As medidas levaram a China, União Europeia e o Nafta (Canadá e México) a anunciar retaliações e esquentar a disputa.

O que vai importar mais será o impacto que as tensões comerciais podem gerar nos investimentos estrangeiros. Estou certo de que muitas multinacionais, grandes e pequenas, estão monitorando cuidadosamente essa disputa para avaliar se o risco de investir lá fora está ficando muito alto”, diz.

Na avaliação do economista, as tarifas decorrentes da guerra comercial terão efeito muito pequeno sobre o crescimento da economia mundial. Para Nicita, investimentos já iniciados podem se tornar menos produtivos do que o previsto inicialmente, “talvez não este ano, mas no próximo com certeza”, avalia.

As barreiras tarifárias sobre as exportações dos Estados Unidos subiriam 27 pontos percentuais no cenário mais pessimista, passando da média atual de 2,8% para 29,9%.

Neste cenário, a China seria ainda mais prejudicada: as tarifas aplicadas sobre seus produtos passariam de 3,5% para 39,6%, diz o estudo feito em parceria com os economistas Marcelo Olarreaga, da Universidade de Genebra, e Peri da Silva, da Universidade do Kansas.

Para o pesquisador de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV, Livio Ribeiro, uma guerra total é um cenário possível, mas não provável. “Seria imaginar o pior, mas essa hipótese não pode ser descartada”.

Emergentes seriam mais prejudicados

A escalada do protecionismo no mundo pode ter um impacto mais severo sobre os mercados emergentes do que nas economias avançadas, alertou no início do mês o Banco Mundial, no relatório Global Economics Prospects.

Setores altamente protegidos, como a agricultura e o processamento de alimentos, provavelmente estariam entre os mais afetados negativamente”, diz o órgão.

O estudo da Unctac aponta que muitos países pobres e em desenvolvimento seriam bem mais vulneráveis que o Brasil no cenário traçado.

No Haiti, as barreiras subiriam quase 85 pontos percentuais, passando de 12% para 97,3%. Em Honduras, as barreiras subiriam 63 pontos percentuais e, na Turquia, 43,9 pontos. No México, 59,8 pontos.

Nicita acredita que apenas os mercados mais competitivos conseguiriam sobreviver em uma guerra comercial total porque o fluxo internacional ficaria reduzido. “Isso não será bom para os países mais pobres”.

O canal comercial do Brasil é pouco relevante no exterior, de forma que os efeitos dessa tensão recairiam mais sobre seus grandes parceiros comerciais, como a China e a Argentina, na avaliação de Ribeiro, do IBRE.

"O Brasil não tem problemas de financiamento externo, mas o olhar dos investidores sobre os mercados emergentes está mais seletivo e isso afeta a entrada de estrangeiros no mercado de ações, já que eles vão pensar melhor onde colocar seu dinheiro", diz.

Veja abaixo a cronologia da tensão comercial no mundo:

2001: China entra oficialmente na OMC.

2006: Henry Paulson assume a secretaria do Tesouro dos EUA com a missão de reduzir o déficit comercial do país com a China.

2007: Departamento de Comércio ameaçam sobretaxas sobre a importação de papel da China.

2012: Durante a campanha presidencial, Obama e Romney discutiram as práticas comerciais da China.

2016: Na eleição, Trump chega a ameaçar elevar para 30% a tarifa sobre todos os produtos chineses.

Dezembro de 2016: Ao fim dos 15 anos para fazer mudanças propostas pela OMC, China não altera nada e continua a ser encarada apenas como economia "semi-aberta" por EUA e UE.

8 de março de 2018: EUA impõem sobretaxas ao aço e alumínio importado de vários países.

22 de março de 2018: EUA anunciam tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual.

2 de abril de 2018: em resposta a taxação, China impõe tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos.

5 de abril de 2018: China recorre à OMC contra tarifas dos EUA para o aço e alumínio.

5 de abril de 2018: Trump propõe sobretaxar mais US$ 100 bilhões em produtos chineses.

31 de maio de 2015: Trump retira isenção a tarifas sobre aço e alumínio da UE, Candá e México.

1 de junho: EUA oficializam imposição de cotas e sobretaxas à importação de aço brasileiro.

15 de junho de 2018: EUA começam a sobretaxar parte dos US$ 50 bilhões em produtos chineses. Outra parte é prevista para 6 de julho.

16 de junho de 2018: China surpreende com ameaças de novas tarifas, agora sobre o petróleo bruto, gás natural e produtos de energia dos EUA.

19 de junho de 2018: Trump ameaça impor tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em bens chineses, em retaliação.

19 de junho de 2018: Pequim criticou "chantagem" e alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial.

22 de junho de 2018: União Europeia começa a cobrar tarifas de importação de 25% sobre uma série de produtos norte-americanos

22 de junho: Trump ameaça impor sobretaxas de 20% sobre exportações de veículos da União Europeia, um mês após concluir que as importações de veículos europeus representam uma ameaça à segurança nacional.

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Deputados aprovam permissão para Petrobras negociar áreas do pré-sal

A matéria também disciplina critérios para a revisão do contrato de cessão onerosa entre a União e a Petrobras

20 jun, 2018 20h01, Infomoney

Após a rejeição de requerimentos protelatórios, o Plenário aprovou, por 217 votos a 57 e 4 abstenções, a proposta que permite à Petrobras transferir até 70% de seu direito de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo na área de cessão onerosa.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE) para o Projeto de Lei 8939/17, do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA).

A matéria também disciplina critérios para a revisão do contrato de cessão onerosa entre a União e a Petrobras.

Os deputados debatem, agora, os destaques apresentados ao texto. O primeiro deles é do PSB e pede aprovação de emenda do deputado Tadeu Alencar (PSB-PE) prevendo a proibição de a Petrobras transferir áreas com unidades de produção contratadas e construídas pela empresa até 31 de dezembro de 2018.

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