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Ibovespa segue positivo apesar de guinada do dólar; companhias valem no mercado 74% mais que no balanço, o que indica otimismo

Anna Carolina Papp e Jéssica Alves, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2018

A Bolsa tem mostrado uma resistência incomum para um ano eleitoral. Mesmo com todas as incertezas do quadro político e do cenário externo desfavorável para emergentes, ela tem se mantido no território positivo em 2018. Até setembro, subiu 4%. A atual resiliência do mercado, segundo analistas, é resultado da “lição de casa” feita pelas empresas durante a crise, que fizeram pesados ajustes para voltar a lucrar. Isso aponta expectativa de ganhos no médio prazo – que, é claro, também dependem do resultado das urnas.

O saldo positivo da Bolsa contrasta com disparada do dólar – já que, geralmente, dólar e Bolsa caminham em sentidos opostos, pois o aumento da percepção de risco aqui incentiva a fuga para ativos estrangeiros. No acumulado até setembro, a moeda norte-americana avançou mais de 20%, evidenciando o aumento da desconfiança com o futuro da economia brasileira. A Bolsa, porém, vem resistindo.

“De 2015 para cá, as empresas cortaram despesas e ficaram mais leves – assim, no ano passado, voltaram a ter lucro”, observa Victor Candido, economista-chefe da Guide Investimentos.

O resultado pode ser observado ao se comparar um indicador que relaciona o preço da ação – quanto o mercado acredita que a companhia vale – com seu valor patrimonial ou contábil, como consta em seu balanço. É o chamado P/VPA.

Segundo levantamento do professor da FIA Marcos Piellusch, a pedido do Estado, em 2015, auge da crise econômica, com o dólar na casa dos R$ 4, as 100 empresas mais negociadas e relevantes da Bolsa (agrupadas no IBrX-100) valiam no mercado 14% a mais que no balanço. Já este ano, com a moeda americana no mesmo patamar, a ação das companhias está em média 74% maior que o valor contábil. “Isso indica mais otimismo em relação ao lucro das empresas no futuro”, diz Piellusch. “Claro que, como são expectativas, dependem da retomada da economia.”

Clemens Nunes, professor da FGV, lembra que em 2015, primeiro ano do segundo mandato de Dilma Rousseff, houve valorização do dólar muito repentina – o que pegou muitas empresas “de calça curta”. “Agora, apesar dos extremos, a eleição tem data para acabar, diferente do que aconteceu com o impeachment. Essa previsão mais otimista favorece as empresas.”

Apesar de esta ser uma das eleições mais disputadas desde a redemocratização, o cenário é bem diferente de 2002, por exemplo. Até o primeiro turno, o dólar havia subido 57% – a Bolsa, na contrapartida, caiu 33%. “Em 2002, o P/VPA chegou no menor valor da série, o que demonstrava pessimismo”, afirma Piellusch. À época, as 100 empresas mais relevantes da Bolsa estavam cotadas 20% abaixo de seu valor contábil. Com a sinalização de Lula ao mercado e os anos de bonança que se seguiram, o indicador voltou a crescer, atingindo seu auge no início do segundo mandato do petista, em 2007. Já no fim dessa gestão, o indicador passou a recuar – tendência que permaneceu por todo o governo Dilma.

Dinheiro de fora. Álvaro Bandeira, economista-chefe da MoldalMais, pontua outro fator que vem segurando a Bolsa: com a guinada do dólar, as empresas brasileiras ficaram baratas. Esse desconto atrai investidores de fora. Prova disso foi o retorno do fluxo estrangeiro à B3 no terceiro trimestre, com entrada de R$ 10,24 bilhões.

Lucro das companhias se descola da economia

A saúde financeira das empresas ainda não transbordou para a atividade econômica. No segundo trimestre, o lucro das companhias de capital aberto avançou 22% na comparação com o mesmo período do ano passado (excluindo Petrobrás e Eletrobrás), segundo a Economatica. O total, de R$ 26 bilhões, é mais do que as empresas lucraram no ano passado inteiro (mesmo incluindo as duas estatais). 

Na contrapartida, o Produto Interno Bruto (PIB) ficou praticamente estagnado no período, com avanço de 0,2% ante o primeiro trimestre do ano e alta de 1% na comparação com 2017. O consumo das famílias ficou estável (0,1%), pressionado pelo ainda elevado desemprego e também pela greve dos caminhoneiros, que elevou a inflação.

“Esse descolamento acontece porque o ajuste das empresas não se deu por aumento de receita, o que indicaria aumento do consumo, mas por redução de despesas – além da queda dos juros, que derrubou os gastos das companhias com a dívida”, explica Piellusch, da FIA.

Segundo levantamento do professor, do segundo trimestre do ano passado para o mesmo período em 2018, as despesas das empresas cresceram num ritmo menor que a receita – 7% ante 12%. Além disso, a despesa financeira, com a queda da Selic, recuou 21%. 

Dividendos x investimento. Outro ponto observado pelos analistas é a freada dos investimentos à espera da definição eleitoral. Como não investem, as companhias distribuem os lucros aos investidores– o que parece uma boa notícia, mas esconde grande cautela. “No momento de muita incerteza, a empresa distribui dividendo acima do normal”, diz Carlos Heitor Campani, da Coppead/UFRJ.

Foi o que aconteceu em 2018. Segundo levantamento da Economatica, nos últimos 12 meses até julho, a média do ganho dos acionistas com dividendos e juros sobre capital próprio foi a maior desde 2010.

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Quarta, 12 Setembro 2018 14:05

Ibovespa comemora 50 anos

Mesmo quem acompanha a fundo o noticiário econômico talvez desconheça como funciona o Ibovespa. O índice que mede o desempenho das ações mais negociadas da B3 (resultado da integração entre BM&FBOVESPA e Cetip) está completando cinco décadas. Mas como é calculado?

Do G1, 12/09/2018

 

As inovações para medir a variação do mercado de ações no Brasil começaram a surgir no final dos anos 50. Buscava-se uma maneira de modernizar o mercado financeiro do país. Na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, então a principal brasileira, no fim do pregão, registrava-se a variação de cada ação. Mas os investidores tinham a necessidade da referência do mercado como um todo.

A mudança para um indicador geral veio com o Índice Bolsa de Valores (IBV), metodologia criada pelo economista Mário Henrique Simonsen, que passou a ser divulgada em 1967. Juntava as ações mais negociadas do mercado numa carteira que variava como se também fosse uma ação.

O Ibovespa, lançado em janeiro de 1968, incorporou o mesmo método. A primeira carteira abrangia 18 empresas, porém na segunda, em setembro do mesmo 1968, já eram 27. Hoje são 66. Estas ações em conjunto representam 80% da movimentação da bolsa nos 12 meses anteriores.

Vale (do Rio Doce na época) e AmBev (que entrou no índice como Antarctica) são as únicas remanescentes da lista original, ou seja, nunca deixaram de fazer parte do índice. Além das duas companhias, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Petrobrás são as empresas que fazem parte do índice por muito tempo.

Se hoje há os home brokers, com os quais investidores operam de casa, os pregões de 50 anos atrás eram bem diferentes. Eram realizados em um balcão redondo, chamado corbeille, em torno do qual os operadores, reunidos, compravam ou vendiam ações aos gritos conforme os nomes das empresas eram lidos em ordem alfabética. O público lotava as galerias para ver as operações.

Não havia, lógico, pregão eletrônico, os preços eram escritos na lousa pelos funcionários. Os comprovantes das negociações subiam para a Divisão Técnica anotados em um papel, preso por um pregador de roupas a um barbante.

Para divulgar o pregão do dia, primeiro era preciso calcular e recalcular até que diferentes tentativas chegassem aos mesmos resultados. Era um trabalho demorado, feito com calculadoras mecânicas, primeiro, e eletrônicas, depois - hoje plataformas atualizam os números em tempo real.

A metodologia funcionou quase sem ajustes de 1968 a 2014, quando sofreu a primeira alteração importante – motivada pela quase falência da petroleira OGX. Desde então, o Ibovespa incorporou, além do valor negociado, o valor de mercado da empresa. O índice reflete hoje os movimentos das empresas mais representativas da bolsa, não só as mais negociadas.

Ibovespa é usado em vários países como referência para produtos financeiros — Foto: Divulgação B3

Ibovespa é usado em vários países como referência para produtos financeiros — Foto: Divulgação B3

Além disso, cada quatro meses é reavaliada a participação de cada empresa no índice, assim como a saída ou entrada de novos papéis.

Em um país onde as boas ideias econômicas muitas vezes não costumam durar, o Ibovespa demonstra resiliência. Como aponta o mapa, o índice é usado em vários países como referência para produtos financeiros além de ajudar a todos que queiram investir em ações a saber o que se passa no mercado. 

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Índice viveu pico há 10 anos e é opção para quem vai além do sobe e desce diário

Por Ana Paula Ragazzi, Folha de São Paulo

3.set.2018

Em janeiro, muitos no mercado financeiro achavam que este seria o ano para uma dupla comemoração —pelo o aniversário de 50 anos do Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, e pela retomada da economia, momento em que os pregões costumam ser caracterizados por alta nos negócios com ações.

Jorge Simino, diretor de investimentos da Fundação Cesp, chegou a ver chances de o índice repetir o "tricampeonato" de valorização de 1983 a 1985, quando o país também saía de um intervalo recessivo.

"Mas minha bola de cristal esqueceu de mostrar a piora no cenário político, as ações de Trump, a greve dos caminhoneiros", diz Simino. Isso não significa, porém, que não haja oportunidades na Bolsa, em particular se opção for investir no próprio Ibovespa.

Olhando apenas para o índice e considerando dados ajustados pelo IGP-DI (indicador que tem o mesmo tempo de vida), desde janeiro de 1968 até hoje, a valorização acumulada do Ibovespa é de cerca de 2.700%. Ou seja, alguém que tenha mantido o investimento no nesses 50 anos multiplicou por 30 seus recursos.

O Ibovespa é um índice de referência. Serve para que o investidor saiba como se comporta o valor das empresas no pregão. Mas ele também atua como suporte para que a Bolsa tenha uma série de produtos.

O pico de alta do Ibovespa aconteceu em 2008, no governo Lula, ano em que o Brasil recebeu o grau de investimento das agências internacionais de rating. Lá, bateu em 128.494 pontos. Na última sexta, fechou a 76.777 pontos. Para voltar ao patamar histórico, teria que subir 67%.

Há quem interprete os números pela ótica do copo mais cheio e diga que a Bolsa está barata. "É possível avaliar que o potencial de valorização do índice é grande. No período de baixa é a hora de ir às compras", diz o vice-presidente executivo de produtos da B3, Juca Andrade.

Para quem chega ao mercado de ações agora ou tem como meta um investimento de longo prazo, uma estratégia é replicar a carteira do Ibovespa, que é composta pelas ações mais negociadas e com maior valor de mercado.

O investimento poder ser feito via fundos de investimento passivos, que replicam o portfólio do Ibovespa e estão disponíveis na maioria dos bancos; ou por meio de ETF --sigla de Exchange Trade Fund, fundo de índice, na tradução adotada do Brasil.

Atualmente há 15 ETFs listados na Bolsa de São Paul, a B3. Andrade explica que a aplicação via ETF tende a ser mais barata porque o investidor compra cotas de um fundo. Já fundos passivos das instituições financeiras têm taxas de administração e podem ter restrição para o resgate.

Outra possibilidade, mais sofisticada, está no mercado futuro, com as opções. Para o pequeno investidor, a B3 tem os mini de Ibovespa. Operar no futuro inclui a possibilidade de replicar o comportamento do índice, sem ter o desembolsos e os custos de transação do mercado a vista.

No entanto, não faz sentido pensar que a cesta de ações do índice é uma garantia de diversificação plena. Uma característica do Ibovespa em toda sua história é ser sempre concentrado em alguns setores.

Atualmente, papeis de empresas do setor financeiro --de bancos, seguradoras e da própria bolsa, que tem capital aberto-- respondem por cerca de um terço do índice.

Ou seja, num dia de noticiário ruim para esse segmento, vai ser difícil o Ibovespa subir.

Na década passada, a concentração estava nos chamados metais básicos: siderúrgicas, mineradoras, papel e celulose. Nos ano 2000, logo após a privatização da Telebras, a telefonia respondia por 37% do indicador, hoje tem 2%.

"Isso é característica de um índice que leva em consideração as ações mais negociadas. Sempre haverá alguma concentração", afirma Álvaro Bandeira, sócio e economista-chefe do Modalmais. O investidor estrangeiro, que tem forte atuação, prefere ações de empresas maiores para entrar e sair do investimento com mais facilidade.

No entanto, há quem veja com pessimismo a retração do índice. "Essa performance equivale dizer que o mercado de capitais não deslanchou", diz Raymundo Magliano, dono da corretora que leva seu nome, a mais antiga da Bolsa. Ele foi presidente da antiga Bovespa, de 2000 a 2008, e teve a gestão marcada pela popularização da Bolsa.

"Mas nenhuma daquelas iniciativas educacionais foi mantida, então a cultura do brasileiro em relação a investir na bolsa ainda não mudou", diz Magliano. Hoje, a participação da pessoa física na B3 ronda 16%, quase metade do que tinha há dez anos.

A composição do Ibovespa é revista a cada quatro meses, sempre pelos preceitos definidos lá em 1967, quando os cálculos foram feitos a mão. Sucessivas diretorias mantiveram a estrutura do Ibovespa com o argumento de que um índice precisa ter histórico para garantir credibilidade.

Após a união com a Cetip, a BMFBovespa passou a se chamar B3, mas já ficou decidido que o nome Ibovespa, de presente de aniversário, não muda. "Afinal, é meio século de tradição", diz Andrade.

As ações mais negociadas em 2018

  • Petrobras
  • Vale
  • Itaú Unibanco
  • Bradesco
  • Banco do Brasil
  • AmBev
  • B#
  • Itaús
  • Suzano Papel 
  • Gerdau

Ibovespa em números

22,26% foi a maior baixa, em 21.mar.1990, após Plano Collor II bloquear recursos da poupança

36,05% foi a maior alta, em 4.fev.1991, também foi uma resposta ao Plano Collor II, que trazia medidas para combater a alta de inflação.

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Retorno médio de investidor na Bolsa fica abaixo do desempenho do Ibovespa

Estudo da FGV aponta que taxas, falta de conhecimento e excesso de confiança derrubam ganho do investidor

Gabriel Roca, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2018 | 05h00

A valorização de 8,88% da Bolsa só no mês de julho pode até encorajar alguns investidores a entrar de cabeça nesse mercado, sobretudo em tempos de juros baixos. Porém, se aventurar por conta própria nesse tipo de investimento pode nem sempre ser uma boa estratégia. Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as pessoas físicas que investem em ações obtêm, em média, retorno anual 8 pontos porcentuais abaixo do Ibovespa – índice termômetro do mercado acionário brasileiro.

Isso quer dizer que, em caso de uma alta de 10% no índice, o investidor comum teria, em média, valorização de 2% em seus ativos. Já se a Bolsa recuasse 10%, a perda no bolso seria maior – da ordem de 18%. 

O professor da FGV, Bruno Giovannetti, responsável pelo estudo, atribui essa diferença a duas razões: custos operacionais, como as taxas de corretagem cobradas pelas corretoras, e vieses comportamentais dos investidores.

O primeiro viés que ele aponta é o excesso de confiança. Segundo Giovannetti, pessoas tendem a acreditar que são melhores do que a média. Com isso, acham que suas ideias também são melhores e, por consequência, executam mais ordens de compra e venda que um profissional, correndo mais riscos e pagando mais taxas de corretagem. “Há também investidores que operam em busca de adrenalina, como se aquilo fosse um jogo. Eles também fazem mais operações do que o necessário”, diz.

Quando um investidor comum compra uma ação e ela sobe, explica Giovannetti, ele tende a vendê-la rapidamente e garantir o lucro. Já quando o preço cai, ele não a vende com a mesma velocidade, carregando a ação mesmo que seu prejuízo comece a se agravar. É o chamado efeito de disposição: a dificuldade de realizar um prejuízo e assumir que sua estratégia deu errado.

A pesquisa, obtida com exclusividade pelo Estado, analisou todas as ordens de compra e venda de pessoas físicas realizadas na B3 de 2012 a 2015, com dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Foram desconsideradas as operações realizadas no mesmo dia, conhecidas no mercado financeiro como day trade.

A doutora em psicologia social, Vera Rita de Mello Ferreira, recomenda cuidado ao investir em ativos tão voláteis e aconselha a procura por profissionais isentos que possam assessorar as decisões dos investidores. “É importante reconhecer as limitações próprias. Quando o dinheiro é meu, posso acabar tomando decisões que nem sempre são as melhores.”

O engenheiro Nicholas Garcia, de 30 anos, por exemplo, conta que sua experiência no mercado acionário foi traumática. “Eu tinha um perfil superagressivo e acreditava que sabia muito mais do que realmente sabia.” Ele relata que fez cursos introdutórios de mercado financeiro e passou a fazer operações na Bolsa, assessorado por um especialista.

Garcia teve um período de ganhos: conseguia uma renda mensal no mercado financeiro maior que seu salário à época, quase dobrando seu patrimônio. No fim de 2014, porém, uma estratégia arrojada sugerida pelo analista acabou com tudo. Como era uma operação vendida – que apostava na desvalorização de um ativo –, sua perda foi maior que seu patrimônio total. Ele teve um prejuízo de R$ 200 mil e ainda teve de negociar uma dívida de R$ 20 mil com a corretora.

Eu vejo que fazia, há quatro anos, coisas que considero loucura hoje”, diz. Garcia afirma que voltaria a investir em ações atualmente, mas de uma maneira mais contida.

Regras do jogo. Para Lucas Claro, analista da Ativa Investimentos, quem deseja começar na Bolsa deve conhecer as regras do jogo e as ferramentas do mercado. Um desses recursos disponíveis nas plataformas de negociação é conhecido como stop loss. Funciona como uma trava contra eventuais perdas, interrompendo uma negociação que está dando prejuízo antes que a perda seja ainda maior.

O analista também afirma que é preciso autoconhecimento para entender quanto risco você está disposto a correr. “Investir na Bolsa precisando de dinheiro no curto prazo pode gerar um nível muito elevado de estresse.”

Para quem deseja ter investimentos em renda variável mas não possui tempo ou condições de analisar as várias empresas listadas, Giovannetti acredita que os ETFs (Exchange Traded Funds) sejam boas opções. São fundos que replicam índices (como o Ibovespa) e têm cotas negociadas em Bolsa. Assim, segundo o professor, o investidor aloca seu capital em um ativo já diversificado a um custo mais baixo.

Comportamentos

Viés da atenção

Pessoas físicas possuem menos tempo para analisar o mercado e tendem a comprar papéis que, por algum evento recente, chamaram sua atenção, como a publicação de uma notícia na mídia. Em ativos de pouca liquidez, um grande número de pessoas comprando pode gerar distorção no preço.

Viés Local

Investidores tendem a comprar o que conhecem. Por exemplo: um engenheiro civil, que entende do mercado de construção, tende a comprar papéis de empresas do setor. Com isso, aumenta o risco de não diversificar a carteira e de ter prejuízo caso o setor tenha alguma perda relevante.

Ilusão do preço nominal

Indivíduos tendem a comprar ações que têm preço nominal baixo. Por exemplo: há ações que custam R$ 4 e outras que custam R$ 40. As duas podem se valorizar 100%, mas os investidores tendem a achar que a ação mais barata tem mais potencial de valorização, o que é ilusório.

Viés de ação

Há uma tendência de comportamento que mostra que muitos investidores não conseguem deixar de agir, ainda que a melhor decisão racional seja não fazer nada em um determinado momento.

Efeito manada

Ocorre quando o investidor decide imitar a decisão de outro, supostamente mais bem informado, em vez de agir de acordo com sua estratégia. Isso pode levar à compra de um papel que já está valorizado, por exemplo.

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China critica 'chantagem' dos EUA após Trump fazer nova ameaça comercial; mercado chinês despenca

Por G1

19/06/2018 08h21

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em bens chineses e Pequim alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo. A mais recente ação de Trump foi inesperadamente rápida e incisiva.

Foi uma retaliação, segundo ele, pela decisão da China de elevar as tarifas sobre US$ 50 bilhões em bens dos EUA, que foi tomada depois de Trump anunciar taxas similares sobre bens chineses na sexta-feira (15).

"Depois que o processo legal estiver finalizado, essas tarifas entrarão em vigor se a China se recusar a mudar sua práticas, e também se insistir em avançar com novas tarifas que anunciou recentemente", disse Trump em comunicado na segunda-feira (18).

As declarações derrubaram os mercados acionários globais e enfraqueceram tanto o dólar quanto o iuan nesta terça-feira. As ações de Xangai atingiram mínimas de dois anos.

O Ministério do Comércio da China disse que Pequim vai reagir com medidas "qualitativas" e "quantitativas" se os EUA publicarem uma lista adicional de tarifas sobre bens chineses.

"Tal prática de pressão extrema e chantagem diverge do consenso alcançado por ambos os lados em várias ocasiões", disse o ministério em comunicado.

"Os Estados Unidos iniciaram uma guerra comercial e violaram regulações de mercado, e estão prejudicando os interesses não apenas do povo da China e dos EUA, mas do mundo."

Grupos empresariais dos EUA disseram que seus membros estão se preparando para uma reação do governo chinês que afetará todas as empresas norte-americanas na China, não apenas em setores que enfrentaram tarifas.

Queda nas bolsas

As ações de Xangai despencaram quase 4% nesta terça-feira (19), para a mínima de dois anos, enquanto o iuan caiu para o menor nível em mais de cinco meses em relação ao dólar, uma vez que as novas ameaças tarifárias de Washington contra a China aumentaram os indícios de uma guerra comercial plena.

As perdas, que acontecem apesar de uma injeção de liquidez inesperada pelo banco central, podem desencadear uma espiral descendente que pode tirar dos trilhos a tentativa de Pequim de atrair grandes listagens internacionais, particularmente de gigantes de alta tecnologia.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 3,55%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 3,82%, depois de chegar a cair mais de 5% durante o pregão.

Enquanto isso, o iuan enfraqueceu para uma mínima de 6,4754 por dólar, nível mais fraco desde 12 de janeiro.

"É o momento mais sombria e o momento mais agonizante do primeiro semestre deste ano ... há vítimas de desastres em todos os lugares", escreveu Zhang Yidong, estrategista da Industrial Securities, nesta terça-feira, em nota.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 10 por cento sobre 200 bilhões em bens chineses e Pequim alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O restante do mercado asiático também foi pressionado pelas ameaças do presidente dos EUA de novas tarifas e pelo agravamento da disputa comercial entre norte-americanos e chinesas.

  • O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 1,99% às 7h57 (horário de Brasília).
  • Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,77%, a 22.278 pontos.
  • Em Hong Kong, o índice HANG SENG caiu 2,78%, a 29.468 pontos.
  • Em Xangai, o índice SSEC perdeu 3,82%, a 2.906 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, retrocedeu 3,55%, a 3.620 pontos.
  • Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 1,52%, a 2.340 pontos.
  • Em Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 1,65%, a 10.904 pontos.
  • Em Cingapura, o índice Straits Times desvalorizou-se 0,68%, a 3.301 pontos.
  • Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,03%, a 6.102 pontos.
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Comparativo Cateira Teórica IBOVESPA - 2º quadrimestre 2018. Clique aqui para fazer download do arquivo.

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Relatório de fechamento do Fundo de Investimentos em Ações Amaril Franklin de Fevereiro de 2018 para que vocês possam conhecer mais uma opção para diversificação das suas aplicações financeiras.

Confira abaixo o comparativo de rentabilidade do mês de Dezembro e a Evolução da Carteira do Fundo nos últimos 36 meses e baixe o relatório completo clicando aqui:

Rentabilidade-Fevereiro

 

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Confira o Comparativo carteira teórica ibovespa - 1º Quadrimestre 2016. Leia em...

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