(31) 3235-8100

contato@amarilfranklin.com.br

icon-blogBlog Amaril Franklin

Após tombo em maio, produção industrial tem alta de 13,1% em junho, aponta IBGE

Esta foi a maior alta da série histórica, iniciada em 2002. Em maio, sob impacto da greve dos caminhoneiros, indústria registrou queda de 11%.

Por G1

02/08/2018 09h01 Atualizado há menos de 1 minuto

A indústria brasileira avançou 13,1% em junho frente a maio, na série com ajuste sazonal, eliminando as perdas provocadas pela greve dos caminhoneiros no mês anterior, divulgou nesta quinta-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esta foi a maior alta da série histórica, iniciada em 2002, destacou o IBGE.

Em maio, a indústria tinha registrado um tombo de dois dígitos na comparação com abril, a maior queda desde dezembro de 2008. O IBGE revisou o resultado de maio, de uma queda de 10,9% para um tombo de 11%.

Na comparação com com junho de 2017, a indústria cresceu 3,5% em junho de 2018. No acumulado em 12 meses, a alta é de 3,2%, ante 3% no acumulado em 12 meses até maio, indicando retomada da trajetória de recuperação do setor.

No acumulado do ano, a produção industrial tem alta de 2,3%. No fechamento do 2º trimestre, o avanço é de 1,7%.

Dos 26 ramos industriais pesquisados, apenas 4 não registraram avanço da produção na passagem de maio para junho: coque e derivados de petróleo, produtos darmacêuticos, impressão e repordução de gravações e equipamentos de transporte.

Perspectivas

Pesquisa divulgada na véspera pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que o faturamento da indústria e as horas trabalhadas na produção, assim como o emprego industrial, registraram crescimento no 1º semestre de 2018, algo que não acontecia há quatro anos nesse período. A entidade destacou, entretanto, que ritmo de crescimento ainda não compensou perdas com recessão dos últimos anos.

Com a recuperação da economia em ritmo mais lento que o esperado, desemprego ainda elevado e confiança dos empresários ainda baixa diante das incertezas em relação às eleições, a expectativa dos analistas é de uma trajetória de crescimento gradual e moderado da indústrial.

Pesquisa Focus mais recente do Banco Central, que ouve cerca de uma centena de economistas todas as semanas, mostrou que as expectativas para o crescimento da economia para este ano estão em 1,50%, metade do que era esperado alguns meses antes. O próprio governo federal reduziu recentemente sua previsão de crescimento do PIB neste ano de 2,5% para 1,6%. Até maio, estava em 2,97%.

Publicado em Notícia

Setor de serviços recua 3,8% em maio com greve dos caminhoneiros, diz IBGE

Foi o resultado negativo mais intenso da série histórica, iniciada em janeiro de 2011, fortemente influenciado pela paralisação que durou 11 dias.

Por Daniel Silveira e Marta Cavallini, G1

13/07/2018 09h00 Atualizado há menos de 1 minuto

O setor de serviços no Brasil recuou 3,8% em maio na comparação com abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o resultado negativo mais intenso da série histórica, iniciada em janeiro de 2011, fortemente influenciado pela greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias no final de maio.

O setor de serviços representa 70% da composição do PIB. A queda de maio é a segunda no ano.

Em relação a maio de 2017, o volume de serviços recuou 3,8%, maior queda desde abril de 2017 (-5,7%). Foi a maior queda do ano na comparação com os outros meses - a maior até então havia sido em fevereiro, com queda de 2,3%. Em abril, havia sido registrado crescimento de 2% em relação ao mesmo mês de 2017.

O acumulado do ano até maio foi de -1,3% - recuo mais intenso do que os quatro primeiros meses de 2018 (-0,7%).

Já o acumulado nos últimos 12 meses teve recuo de 1,6%, contra queda de 1,4% em abril, interrompendo uma trajetória ascendente iniciada em abril de 2017 (-5,1%).

O IBGE revisou ainda os dados do setor de serviços de abril. O avanço naquele mês foi de 1,1%, ao contrário do 1% divulgado anteriormente.

Setor de serviços em maio:

  • Taxa no mês: - 3,8%
  • Acumulado do ano: -1,3%
  • Acumulado em 12 meses: -1,6%
  • Em relação a maio de 2017: -3,8%
  • Serviços prestados às famílias: -0,3%
  • Serviços de informação e comunicação: -0,4%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: -1,3%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -9,5%
  • Outros serviços: -2,7%
  • Serviços de alojamento e alimentação: -0,8%
  • Outros serviços prestados às famílias: 0,2%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação: -0,3%
  • Telecomunicações: 0,6%
  • Serviços de tecnologia da informação: -2%
  • Serviços audiovisuais: -1,8%
  • Serviços tecnico-profissionais: -0,3%
  • Serviços administrativos e complementares: -1,5%
  • Transporte terrestre: -15%
  • Transporte aquaviário: 0,4%
  • Transporte aéreo: -1,8%
  • Armazenagem, serviços axiliares aos transportes e correio: -6,2%

"O que mais puxou essa queda foram as atividades de transporte terrestre e de armazenagem e serviços auxiliares aos transportes", afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Curiosamente, no indicador de abril o desempenho positivo havia sido puxado pelos serviços de transporte terrestres. Essa atividade responde pelo maior peso do setor de serviços, segundo o IBGE.

O resultado de maio deixou o patamar do volume de serviços 15,4% abaixo do ponto mais alto, registrado em novembro de 2014. Antes, o ponto mais distante do pico havia sido observado em março de 2017, quando ficou 13,9% abaixo.

Queda em todas as atividades

Os transportes terrestres tiveram queda de 15%, e armazenagem e serviços auxiliares recuaram 6,2%. Ambas foram as quedas mais intensas da série histórica da pesquisa.

A maior queda nos transportes terrestres registrada anteriormente foi de -4,1%, em dezembro de 2014.

O pesquisador enfatizou que todos os segmentos de serviços mostraram taxas negativas tanto na comparação com o mês anterior quanto na comparação com o mesmo mês do ano passado. Mas ponderou que a queda disseminada não é novidade. “Essa é a sexta vez que isso acontece", ressalta.

De acordo com o IBGE, a atividade de transporte terrestre é dividida em 10 categorias, sendo três delas relativas ao transporte de cargas que, somadas, respondem por 70% de todo o transporte terrestre - ramo que responde por cerca de 10% do volume total de serviços do país.

Desempenho por atividades:

Desempenho por subcategorias

Turismo afetado pela greve

Depois de duas taxas positivas consecutivas, acumulando alta de 6,6%, os serviços ligados ao turismo recuaram 2,4% na comparação com abril. Segundo Lobo, essa queda também foi influenciada pela greve dos caminhoneiros. Das 12 unidades da Federação investigadas, nove registraram queda.

Das 22 atividades que compõem o turismo, o principal impacto negativo veio de restaurantes, cujo funcionamento foi prejudicado pelo desabastecimento de produtos in natura.

Já na comparação com maio do ano passado, os serviços ligados ao turismo tiveram alta de 1,9%, puxado pelos serviços hoteleiros e passagens aéreas. O avanço foi observado em nove das 12 unidades da Federação investigadas.

Resultados por região

Regionalmente, 23 das 27 unidades da Federação tiveram retração no volume dos serviços em maio em relação a abril, com destaques para São Paulo (-2,7%), que teve a queda mais intensa desde março de 2017 (-4,7%), Paraná (-8,6%), Minas Gerais (-5%), Rio Grande do Sul (-5,4%) e Rio de Janeiro (-1,7%). Já a principal contribuição positiva foi do Distrito Federal (1,4%), com a terceira alta seguida.

Em relação a maio de 2017, a retração do volume de serviços foi em 25 das 27 unidades da Federação, com São Paulo (-1,9%), Paraná (-11,6%) e Minas Gerais (-6,7%) como destaques negativos. Outras contribuições negativas importantes vieram do Rio Grande do Sul (-7,2%), Bahia (-9,8%) e Ceará (-12,6%). Já o avanço regional mais importante veio do Distrito Federal (4,8%).

Publicado em Notícia
Terça, 29 Maio 2018 11:48

IGP-M varia 1,38% em maio, diz FGV

IGP-M varia 1,38% em maio, diz FGV

Com o resultado, índice acumula alta de 3,45% no ano e de 4,26% em 12 meses - em maio de 2017, o índice havia caído 0,93% e acumulava alta de 1,57% em 12 meses.

Por G1

29/05/2018 08h09 Atualizado há menos de 1 minuto

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, variou 1,38% em maio, após encerrar abril com variação de 0,57%.

Com este resultado, o índice acumula alta de 3,45% no ano e de 4,26% em 12 meses. Em maio de 2017, o índice havia caído 0,93% e acumulava alta de 1,57% em 12 meses. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Atacado e varejo

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado e que responde a 60% no cálculo do IGP-M, passou de 0,71% em abril para 1,97% em maio.

As principais contribuições vieram dos subgrupos:

  • Combustíveis e lubrificantes para a produção, que passou de 5,32% para 10,35%
  • Minério de ferro, de -9,53% para 10,97%
  • Aves, de -4,37% para 1,77%
  • Café (em grão), de -1,09% para 2,97%
  • Etanol (0,16% para -3,78%)
  • Frutas (4,82% para -2,58%)
  • Roupas (0,67% para 0,13%)
  • Excursão e tour (-0,40% para -1,98%)
  • Tarifa de eletricidade residencial (1,24% para 3,05%)
  • Pacotes de telefonia fixa e internet (0,46% para 0,93%)
  • Alimentos para animais domésticos (-1,21% para -0,14%)
  • Artigos de higiene e cuidado pessoal (0,56% para 0,82%)

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), relativo aos preços no varejo, que responde a 30% do cálculo, passou de 0,31% em abril para 0,26% em maio.

As principais contribuições vieram:

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que também é usado para calcular o IGP-M, mas com peso menor do que os outros subíndices, passou de 0,28% para 0,3%.

Publicado em Notícia
Segunda, 02 Abril 2018 11:12

COMPARATIVO DE RENTABILIDADE: MAIO / 2018

COMPARATIVO DE RENTABILIDADE:   ABRIL / 2018. Clique aqui para fazer o download do arquivo.

Publicado em Blog

BC sinaliza mais um corte 'moderado' de juro em maio e fim do ciclo de redução

Segundo o BC, somente 'mudanças adicionais relevantes' no cenário levariam a um novo corte da taxa Selic na reunião subsequente do Copom, em meados de junho.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

27/03/2018 08h23 Atualizado há menos de 1 minuto

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indicou nesta terça-feira (27), por meio da ata de sua última reunião, quando os juros recuaram para a mínima histórica de 6,5% ao ano, que deve promover um novo corte de juros em maio e que, depois, deve encerrar o ciclo de redução da taxa Selic - iniciado em outubro de 2016.

No documento, o BC informou que decidiu sinalizar que, para a próxima reunião, em maio, uma "flexibilização monetária moderada adicional" (corte de juros) se mostra "adequada sob a ótica atual". A expectativa é de que a instituição promova uma nova redução de 0,25 ponto percentual, para 6,25% ao ano.

Além disso, o Banco Central acrescentou que, para a reunião seguinte do Copom, em junho deste ano, quando as decisões sobre a taxa de juros já terão os efeitos "majoritariamente concentrados no ano-calendário de 2019", deverá se mostrar "apropriado interromper o processo de flexibilização monetária", ou seja, de redução da taxa básica da economia.

A instituição acrescentou, ainda, que essa visão de que seria adequado interromper o processo de queda dos juros a partir de junho deve ser implementada a não ser que ocorram "mudanças adicionais relevantes no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação".

Riscos

O Copom avaliou que medidas de inflação situam-se em níveis baixos e que, dessa forma, constituem-se risco "baixista para a trajetória prospectiva para a inflação", que poderia ficar abaixo da meta central de 4,5%.

Acrescentou que, por outro lado, permanecem a expectativa de que a "recuperação da atividade econômica" contribua para elevação da inflação rumo às metas no horizonte relevante (em até 24 meses) e os riscos associados a um "revés no cenário internacional num contexto de frustração das expectativas sobre as reformas e ajustes necessários na economia brasileira".

Por fim, o BC compeltou avaliando que "deve balancear essas duas dimensões", tendo em vista a defasagem do impacto das decisões sobre a taxa de juros na inflação.

"O Copom reafirma que a política monetária [definição dos juros para atingir as metas de inflação] tem flexibilidade para reagir a riscos de ambos os lados", acrescentou. Deste modo, não descarta subir os juros no futuro se a inflação ficar pressionada.

Definição da taxa de juros

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%. Para 2019, é de 4,25%. O sistema, porém, prevê uma margem de tolerância, para cima e para baixo. Isso significa que a meta não seria descumprida pelo Banco Central caso a inflação neste ano ficasse entre 2,5% e 6,5%.

Normalmente, quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. A expectativa é que a subida da taxa também eleve os juros cobrados pelos bancos, ou seja, que o crédito fique mais caro e, com isso, freie o consumo, fazendo a inflação cair. Essa medida, porém, afeta a economia e gera desemprego.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz os juros. É o que está acontecendo neste momento. Para 2018 e 2019, o Banco Central estima que a inflação, medida pelo IPCA, vai somar 3,8% e 4,1%, respectivamente.

A taxa definida pelo BC influencia nos juros praticados pelos bancos. Entretanto, apesar de a Selic estar na mínima histórica, os juros bancários seguem elevados. Em janeiro (último dado disponivel), as taxas do cheque especial e do cartão de crédito rotativo estavam acima de 300% ao ano.

 

Publicado em Notícia