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Segunda, 03 Abril 2017 12:47

Queda de juros pode trazer de volta regra que reduz ganho da poupança

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Queda de juros pode trazer de volta regra que reduz ganho da poupança
 
03/04/2017 02:00

 

A queda da inflação, que está se aproximando do centro da meta fixada pelo governo para este ano, tem feito alguns analistas do mercado financeiro preverem que a taxa básica de juros definida pelo Banco Central ficará abaixo de 8,5%, o que ativaria o gatilho que reduz o rendimento da poupança já neste ano.
A estimativa mínima dos analistas consultados pelo BC para a Selic no fim do ano está em 7,5%. Caso a taxa recue para 8,5% ou abaixo disso, a regra para remuneração da caderneta muda. Em vez de render 0,5% ao mês mais TR (Taxa Referencial), a poupança passa a ter rentabilidade de 70% da Selic mais TR. Com a Selic a 8,5%, isso representaria uma taxa de 0,483%.
Segundo Juliana Inhasz, professora de finanças do Insper, mesmo com a regra que reduz o ganho, a caderneta bateria outras aplicações de renda fixa, como CDBs (papéis emitidos por bancos) e títulos públicos indexados à Selic.
Esses investimentos também são afetados pela queda dos juros e ainda sofrem incidência de Imposto de Renda, enquanto a poupança tem a vantagem de ser isenta. Mas a caderneta também teria retorno maior que outros papéis isentos, como LCIs (Letras de Crédito Imobiliário, títulos emitidos por bancos com lastro em crédito imobiliário), por causa da TR.
"A poupança ainda tem a vantagem de ser um investimento líquido. Também não tem taxa de administração e outros custos que reduzem o ganho", afirma Inhasz.
Outros fatores também contribuem para aumentar a atratividade da poupança ante outras aplicações de renda fixa. Com poucos recursos, o investidor tem dificuldade de encontrar CDBs que remunerem mais que 80% do CDI nos maiores bancos do país.
Esse percentual já é suficiente para tornar a aplicação na poupança mais vantajosa. "Não é pecado investir na poupança. Ela é ótima para deixar o dinheiro de emergência e quantias pequenas. Mas quem quer retorno precisa procurar outros investimentos", afirma a planejadora financeira Eliane Habib.
No Tesouro Direto, não há poder de barganha de taxas, que independem do volume aplicado. LCI e LCA, além de escassas devido à diminuição de lastro nos créditos imobiliário e do agronegócio, também exigem mais recursos para conseguir boas taxas. Há ainda o problema de precisar ficar com as aplicações até o vencimento –que não existe na poupança.
Outra alternativa popular entre os investidores são os fundos de investimento. Taxas de administração superiores a 1,5%, porém, já prejudicam o retorno do poupador, diz Roberto Vertamatti, conselheiro da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

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Por: DANIELLE BRANT
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

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