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Segunda, 21 Maio 2018 13:02

Mercado vê alta menor do PIB e inflação mais alta em 2018

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Mercado vê alta menor do PIB e inflação mais alta em 2018

Previsão de analistas para a alta do PIB recuou de 2,51% para 2,50%. Na semana passada, indicador do BC apontou que economia encolheu 0,13% no primeiro trimestre.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

21/05/2018 08h28 Atualizado há menos de 1 minuto

O mercado financeiro reduziu, de 2,51% para 2,50%, sua estimativa para o crescimento da economia em 2018.

A previsão está no mais recente relatório de mercado, também conhecido como Focus, divulgado nesta segunda-feira (21 pelo Banco Central. Foi a terceira queda seguida no indicador.

Para produzir o Focus, o BC ouve mais de 100 instituições financeiras. O documento é divulgado normalmente às segundas e aponta as estimativas do mercado financeiro na semana anterior à sua divulgação.

Portanto, a previsão dos economistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2018 era de 2,51% na semana retrasada e foi reduzida para 2,50% na semana passada.

PIB do primeiro trimestre

A revisão ocorre após o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado pelo Banco Central na semana passada, apontar que a economia registrou retração de 0,13% no primeitro trimestre deste ano.

O recuo de 0,13% entre janeiro e março deste ano foi verificado na comparação com o quarto trimestre de 2017 (outubro a dezembro). O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes de um ano.

O IBC-BR é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre serão divulgados no dia 30 de maio.

Inflação e juros

A expectativa do mercado para a inflação em 2018 avançou de 3,45%, na semana retrasa, para 3,50% na semana passada.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

As metas de inflação são fixadas todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-las, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2018. Na semana passada, o BC contrariou as expectativas do mercado e manteve a taxa em 6,50% ao ano.

A decisão do Banco Central de mater os juros estáveis, após 12 cortes seguidos, ocorre em meio à disparada da cotação do dólar, que deve encarecer os produtos importados e, consequentemente, pressionar a inflação para cima.

Para 2019, o mercado financeiro subiu sua expectativa de inflação de 4% para 4,01%. A meta central do próximo ano é de 4,25% e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%. Já a estimativa para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,40 para R$ 3,43 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,40 para R$ 3,45 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 55,6 bilhões para US$ 56,1 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit cresceu de US$ 46 bilhões para US$ 47,6 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.

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