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Acionistas têm maior ganho com distribuição de lucros desde 2010

Com a recuperação das empresas, rentabilidade dos dividendos e juros sobre capital próprio é a maior em 8 anos

Jéssica Alves e Anna Carolina Papp, O Estado de S.Paulo

30 Julho 2018 | 05h00

Depois de um período de vacas magras, as empresas brasileiras mostraram alguma reação no ano passado e encorparam seus lucros – que este ano chegam também ao bolso do investidor. Nos últimos 12 meses até julho, a média do ganho dos acionistas com dividendos e juros sobre capital próprio foi a maior desde 2010. Para especialistas, o bom desempenho deve incentivar os investidores a optar por “bons pagadores” nas carteiras. Por outro lado, as incertezas mediante as eleições deixam turvas as perspectivas para o mercado acionário como um todo.

Segundo levantamento da consultoria Economatica, as empresas brasileiras listadas em Bolsa distribuíram no último ano, em média, um montante equivalente a 3,45% do valor das ações das companhias. Essa relação é o chamado dividend yield, que considera tanto os dividendos – parte do lucro distribuído aos acionistas – , como os juros sobre capital próprio, que são similares, mas tributados em 15% e lançados pela empresa como despesa. Considerando somente os dividendos, o porcentual foi de 2,39% – o melhor resultado para o mercado desde o ano de 2014, início da crise econômica.

O resultado positivo de 2018, segundo Einar Rivero, gerente de relacionamento institucional da consultoria, é reflexo da boa lucratividade das empresas no ano passado, que ajustaram custos e arrumaram a casa no período de recessão. Em 2017, as 251 empresas de capital aberto analisadas pela Economatica distribuíram a seus acionistas R$ 79,63 bilhões – volume 13,31% superior a 2016 e o maior desde 2014.

Por lei, as empresas precisam distribuir uma parcela mínima de 25% do lucro para os acionistas. No entanto, muitas das melhores pagadoras – um grupo que inclui sobretudo empresas de energia e instituições financeiras – adotam políticas próprias mais atraentes. O Itaú Unibanco, por exemplo, paga pelo menos 35% do lucro. Este ano, no entanto, aprovou o pagamento de um “superdividendo” de 70,6% do lucro anual da companhia em 2017 (R$ 17,6 bilhões) – o maior montante já distribuído em um ano por uma empresa brasileira de capital aberto.

Além dos setores que se destacam por proventos mais generosos, há surpresas. Apesar de as companhias de construção normalmente não serem grandes pagadoras, a Eztec foi a empresa com melhor pagamento, segundo a Economatica. Em 12 meses até 24 de julho, o dividend yield da companhia foi de 16,03% – uma taxa bem maior do que o segundo colocado, a Copasa, com 10,97%. “A Eztec teve uma margem líquida muito alta e uma geração de caixa da operação em 12% meses equivalente a quase 80% da receita”, observa Marcos Piellusch, professor de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA).

Incertezas

Se por um lado a maior distribuição de dividendos é uma boa notícia para o investidor, também revela que ainda há incerteza por parte das empresas – o que se agrava com o cenário eleitoral. “As companhias pagam como dividendos uma quantia que não vão utilizar para investir – o que pode demonstrar falta de confiança na economia”, afirma Piellusch. 

No entanto, caso o empresariado volte de fato a investir nos próximos meses, o acionista também pode se beneficiar, além dos dividendos, com a valorização das ações – já que, atualmente, a Bolsa está extremamente volátil, dadas as turbulências do cenário interno e externo.

Já o economista-chefe da ModalMais, Álvaro Bandeira, acredita que, independentemente do que acontecer com o mercado acionário, os bons pagadores de dividendos devem retornar de forma significativa à carteira dos brasileiros. “Com um dividend yield de 6% a 7% ao ano, na pior das hipóteses, o investidor teria uma remuneração similar a uma aplicação de renda fixa – e ainda tem a oportunidade de ganhar com a valorização da ação”, observa. Ele aconselha que o investidor escolha empresas mais maduras, com uma política de dividendos bem definida.

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Petrobras estuda distribuição trimestral de dividendos para seus acionistas

Conselho colocará tema em pauta e, caso aprovado, será encaminhado para deliberação dos acionistas

INFOMONEY, 15 mar, 2018 08h56

SÃO PAULO - Junto ao resultado do quatro trimestre, cujo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou abaixo do esperado pelo mercado, a Petrobras (PETR4) anunciou que estuda distribuição trimestral de dividendos. Caso aprovado pelo conselho, o estudo será encaminhado para deliberação dos acionistas.

O conselho da estatal determinou a realização de estudos para alterações no estatuto social com objetivo de estabelecer pagamentos trimestrais de dividendos ou de JCP (Juros sobre Capital Próprio), como pretende possibilitar o pagamento de dividendos intermediários à conta da reserva de lucros.

Por conta dos seguidos prejuízos, desde 2014 a Petrobras não distribui dividendos para seus acionistas, que também devem ficar sem a remuneração este ano, uma vez que a empresa reportou prejuízo de R$ 446 milhões no ano passado.

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Acionistas minoritários protocolam queixa na Anatel contra executivos da Oi

Associação questiona atuação da atual diretoria e fala em 'histórico de práticas ilegais dos atuais administradores'.

Por Valor Online

15/02/2018 17h51 Atualizado há 14 horas

A Associação dos Investidores Minoritários (Aidmin) informou nesta quinta-feira (15), por meio de nota, que protocolou notificação na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com queixa contra gestores da Oi por supostas práticas ilegais que teriam causado prejuízos à companhia, a seus acionistas e clientes.

A notificação cita especificamente o presidente da Oi, Eurico Teles; o diretor financeiro, Carlos Augusto Brandão; e o presidente do conselho de administração transitório da operadora, José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha.

O texto menciona uma suposta associação criminosa entre antigos acionistas, diretores, membros e ex-membros da administração da Oi, os quais teriam “de forma organizada, metódica e frequente praticado ao longo de anos atos ilegais” com a finalidade de obter vantagens.

Representantes da Aidmin estiveram presentes à reunião de acionistas realizada no Rio de Janeiro, em 7 de fevereiro, tendo votado pela abertura de processos de responsabilidade civil contra Teles e Brandão, em linha com o posicionamento da Pharol (ex-Portugal Telecom) e com o investidor Nelson Tanure. Tanto a Pharol como Tanure vêm se

Oi manifesta estanheza e diz que tomará medidas

Em comunicao, a Oi manifestou "estranheza as manifestações da Aidmin" e disse que tomará as devidas medidas para proteger sua reputação e seu negócio.

"Insatisfação em face do resultado de uma assembleia legítima homologada pela Justiça é uma coisa. Outra, bem distinta e injustificável, é proferir acusações desprovidas de fundamentos, lançadas por uma suposta entidade representativa de minoritários, de forma a tentar prejudicar pessoas e desviar o foco que se tem de dar ao processo de Recuperação Judicial e ao soerguimento das recuperandas", afirmou

No último dia 8, o juiz Ricardo Laffayete Campos, da 7ª Vara Empresarial do Rio, concedeu liminar suspendendo os efeitos de todas as deliberações da assembleia de acionistas que elegeu diretores substitutos, incluindo um novo presidente para operadora.

O juiz acolheu pedido da própria Oi, que afirmou que a assembleia realizada por acionistas minoritários foi ilegal e afrontou decisão judicial que homologou o plano de recuperação, afetando a credibilidade do grupo no mercado e dificultando o prosseguimento de negócios em curso.

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Acionistas da Eletrobras aprovam privatização de 6 distribuidoras do Norte e Nordeste

Para viabilizar leilão, acionistas aprovaram ainda que Eletrobras assuma dívidas dessas distribuidoras que podem chegar a R$ 19,7 bilhões. Reunião foi marcada por protestos.

Por Laís Lis, G1, Brasília

08/02/2018 18h34 Atualizado há 13 horas

Acionistas da Eletrobras aprovaram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (8), em Brasília, a privatização de 6 distribuidoras de energia administradas pela estatal e que ficam em estados do Norte e do Nordeste.

Na assembleia, os acionistas aprovaram ainda a proposta de que a Eletrobras assuma R$ 11,2 bilhões em dívidas das distribuidoras com a própria estatal, além de outros R$ 8,5 bilhões em créditos e obrigações que essas empresas têm com fundos do setor elétrico.

Caso os R$ 8,5 bilhões acabem virando dívida, a Eletrobras assumirá um passivo de R$ 19,7 bilhões.

As seis distribuidoras que serão colocadas à venda são: Amazonas Distribuidora de Energia, que atende ao estado do Amazonas; Boa Vista Energia, que atende Roraima; Centrais Elétricas de Rondônia, que atende Rondônia; Companhia de Eletricidade do Acre, que atende aos consumidores do Acre; Companhia Energética de Alagoas, que atua em Alagoas; e Companhia de Energia do Piauí.

O governo pretende fazer o leilão das distribuidoras ainda no primeiro semestre de 2018.

Protesto

A assembleia de acionistas que analisou a privatização das seis distribuidoras começou com cerca de 3 horas de atraso, devido a um protesto contra a privatização da estatal, anunciada pelo governo no ano passado, e prevista para ocorrer ainda em 2018.

A assembleia estava prevista para começar às 14h, mas isso só aconteceu por volta das 17h15.

Com faixas e camisetas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), os manifestantes bloquearam a entrada do prédio onde a reunião estava prevista para acontecer, na região central de Brasília.

Diante do bloqueio da entrada do prédio, os acionistas que ficaram do lado de fora foram para uma outra torre, onde também funciona uma sala da Eletrobras, e participam da assembléia à distância, por teleconferência.

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Acionistas da Usiminas fecham acordo para encerrar disputa iniciada em 2014

Acerto inclui a indicação do presidente do conselho e do presidente executivo da companhia de forma alternada e o compromisso de encerrar ações judiciais de forma amigável.

Por G1

08/02/2018 20h50 Atualizado há 11 horas

Os acionistas controladores da Usiminas, a ítalo-argentino Ternium e a japonesa Nippon Steel, anunciaram um acordo para encerrar disputas sobre a gestão da Usiminas que se arrastam desde 2014. A informação está em comunicado a investidores divulgado na noite desta quinta-feira (8).

O acerto inclui um pacto de governança, que prevê a indicação do presidente do conselho e do presidente executivo da companhia de forma alternada por cada um dos grupos. Ele também prevê mecanismos de saídas dos acionistas do capital da empresa e um compromisso de que vão encerrar as disputas judiciais envolvendo a empresa de forma amigável.

Desavenças

A disputa entre os sócios da Usiminas começou em 2014, quando a empresa anunciou a destituição do então presidente, Julián Eguren, e outros dois diretores, após votação no conselho de adminisitração. Eguren era ligado ao grupo Ternium e como seu substituto foi escolhido o executivo Rômel de Souza, mais próximo ao grupo Nippon. Por sua vez, Souza foi destituído da presidência em março do ano passado.

As empresas entraram em uma sequência de disputas de poder pela gestão da companhia, que desencadearam uma série de ações na Justiça. A solução do impasse era considerada tão difícil que até mesmo a cisão da companhia foi considerada, embora não avançou.

Nesse contexto, a Usiminas enfrentou uma grave crise e teve de fazer uma reestruturação financeira para evitar a recuperação judicial. 

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