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Presidente da instituição participou de uma reunião com líderes da Câmara. Proposta prevê mandato fixo para a diretoria, não coincidente com o do presidente da República.

Por Fernanda Calgaro, G1 — Brasília

07/11/2018

Líderes da Câmara disseram que, em reunião nesta quarta-feira (7), o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, pediu para a proposta de autonomia da instituição ser aprovada ainda neste ano.

Ilan não quis falar com a imprensa após a reunião. Defensores da autonomia do BC argumentam que a medida dará mais proteção contra possíveis ingerências políticas no trabalho da instituição.

Um dos pilares do projeto prevê mandato fixo para a diretoria, não coincidente com o do presidente da República.

Entre outras missões, o BC é o responsável pelo controle da inflação e a garantia do poder de compra da população.

“O apelo do presidente [do BC] foi para que pudéssemos avançar [no tema] e, esse ano ainda, pudéssemos ter a mesma condição dos 50 países mais riscos que já têm esse sistema funcionando”, afirmou o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Ribeiro ponderou que o tema já vem sendo discutido na Casa há algum tempo e que a aprovação dependerá de consenso entre os partidos. “Acho que hoje a gente iniciou esse processo de discussão desse tema, que seria relevante para dar estabilidade à política monetária do país”, afirmou.

O deputado lembrou falta pouco mais de um mês para o início do recesso parlamentar, com início marcado para 23 de dezembro, e que há várias matérias ainda pendentes para serem votadas.

“[A aprovação] vai depender de todos os líderes. Temos um mês e uma semana, praticamente, para apreciarmos todas as matérias que estão na Casa, as medidas provisórias, o Orçamento e a pauta que o presidente eleito [Jair Bolsonaro] deve tratar com o presidente Michel Temer”, disse Ribeiro.

Segundo ele, a matéria enfrenta resistência de partidos da oposição, como PT, PSOL e PCdoB.

Líder do PSDB, o deputado Nilson Leitão (MT) afirmou que o seu partido é favorável a aprovar o projeto ainda neste ano. “Nos colocamos favoráveis a aprovar este ano [...] O Brasil é o único país entre os 50 maiores que não tem autonomia no Banco Central. O PDB também declarou [ser favorável], é relatoria deles”, disse.

Ao deixar a reunião, o líder da oposição, deputado José Guimarães (PT-CE), destacou ser contra votar a proposta neste ano. "Nós, evidentemente, não concordamos em votar esse ano. Concordamos em discutir", afirmou.

Na avaliação do deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), um dos vice-líderes da sua legenda na Câmara, ficou claro que há divergência em relação ao tema.

"Independência do BC, ficou claro que há vários partidos que têm divergência. Houve uma apresentação da visão do presidente do BC e também do relator da matéria [Celso Maldaner (MDB-SC)], mas sem qualquer acordo quanto ao mérito", disse.

De acordo com Molon, ficou combinado que os partidos estudarem a proposta de Maldaner e depois se reunirem novamente com o presidente do BC.

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Esta é a primeira vez desde fevereiro que os saques superaram os depósitos. Ao todo, depósitos somaram R$ 194,4 bilhões e saques, R$ 196,9 bilhões.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

07/11/2018

Os saques da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 2,532 bilhões em outubro, informou nesta quarta-feira (7) o Banco Central.

Ao todo, no mês passado, os depósitos somaram R$ 194,435 bilhões e os saques, R$ 196,968 bilhões.

Esta foi a primeira vez desde fevereiro que os saques superaram os depósitos

No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, ainda segundo a instituição, houve um ingresso líquido (depósitos menos retiradas) de R$ 22,968 bilhões na modalidade de investimentos.

Saldo da poupança

Apesar da saída de recursos na poupança em outubro, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou aumento no mês passado.

No fim de setembro de 2018, o saldo da poupança estava em R$ 775,774 bilhões. No final de outubro, somava R$ 776,192 bilhões.

Isso ocorre porque, além dos depósitos e das retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque. Em outubro deste ano, os rendimentos somaram R$ 2,950 bilhões.

Atratividade da poupança

Com a queda dos juros básicos da economia em 2017 e no começo deste ano, a caderneta de poupança passou a render menos.

Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.

Atualmente, a Selic está em 6,5% ao ano. Como a regra prevê que a correção da poupança seja de 70% dessa taxa, ela está hoje em 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial.

Mas a queda de rendimento afeta também as aplicações conhecidas como prefixadas, ou seja, que têm por base a Selic.

Segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança continuará sendo uma "excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano".

Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído o interesse de aplicadores nos últimos anos.

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Entrada de recursos superou retirada em US$ 334 milhões no mês passado. Na parcial do ano, houve ingresso líquido de US$ 17,44 bilhões na economia brasileira.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

07/11/2018

Após dois meses consecutivos de retiradas de recursos do país, o Banco Central informou nesta quarta-feira (7) que foi contabilizado um ingresso de US$ 334 milhões na economia brasileira no mês de outubro.

Em agosto, foi computada a retirada de US$ 4,25 bilhões do país e, em setembro, outros US$ 6,13 bilhões deixaram o país. Deste modo, nos últimos dois meses, mais de US$ 10 bilhões foram retirados do Brasil.

A saída de recursos nos dois últimos meses aconteceu em um período que coincidiu com a corrida eleitoral e com o aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Na parcial deste ano, até a última quinta-feira (1), US$ 17,444 bilhões ingressaram na economia brasileira, de acordo com dados oficiais do Banco Central.

Impacto no dólar

A entrada de dólares favoreceria, em tese, a queda da cotação da moeda norte-americana em relação ao real. Isso porque, com mais dólares no mercado, o preço tenderia, teoricamente, a recuar.

Em outubro, de fato, houve forte queda 7,80% no preço do dólar, no que foi o maior recuo mensal desde junho de 2016 (11,05%).

Segundo analistas de mercado, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda:

  • tensões ou alívio político decorrentes das eleições
  • o processo gradual de alta dos juros nos EUA, que tende a atrair capital para aquela economia
  • disputas comerciais entre países desenvolvidos
  • especulação financeira

Cotação do dólar

Nesta quarta-feira, o dólar opera em alta depois de recuar mais cedo, com o mercado monitorando o resultado das eleições legislativas nos EUA e o noticiário político doméstico.

Às 12h48, a moeda norte-americana subia 0,65%, vendida a R$ 3,7828. Na mínima do dia até o momento, a moeda norte-americana foi a R$ 3,7228 e, na máxima, a R$ 3,7878.

O Banco Central vendeu nesta sessão 13,6 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 2,72 bilhões do total de US$ 12,217 bilhões que vence em dezembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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Se juro básico permanecer em 6,5% ao ano, e câmbio em R$ 4,15, inflação ficaria acima da meta de 4,25% para o ano que vem, projetou o BC. Instituição informou, porém, que só tomará decisão sobre a taxa de juros em seu próximo encontro, no fim de outubro.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

25/09/2018

O Banco Central avaliou que o cenário piorou nos últimos meses e indicou que pode ser necessário subir a taxa básica de juros da economia, atualmente em 6,5% ao ano, nos próximos meses para atingir a meta de inflação fixada para o ano de 2019.

A informação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando a taxa Selic foi mantida estável no menor nível da história pela quarta vez consecutiva. O documento foi divulgado nesta terça-feira (25).

A piora no cenário para a inflação está ligada, entre outros fatores, à disparada do dólar - que tem potencial para gerar pressões inflacionárias no Brasil. Isso porque os produtos, insumos e serviços importados ficam mais caros na medida em que o dólar se valoriza.

Além da moeda norte-americana, a cotação do petróleo também subiu nos últimos meses, pressionando os preços dos combustíveis.

"Os membros do Comitê pontuaram que nos últimos meses as diversas medidas de inflação subjacente se elevaram a partir de níveis julgados baixos, atingindo níveis apropriados – ou seja, de modo geral consistentes com as metas para a inflação", informou o BC.

E acrescentou: "Entretanto, os membros do Comitê reforçaram a importância de acompanhar a evolução da trajetória prospectiva da inflação [previsões] no médio e longo prazos, além da ancoragem das expectativas de inflação, visando avaliar o possível impacto mais perene de choques sobre a inflação [efeitos da alta do dólar sobre os preços]".

Como as decisões são tomadas

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5% e, para 2019, é de 4,25%.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o BC reduz os juros; quando estão acima da trajtetória esperada, a taxa Selic é elevada.

O ano que vem começa a ganhar força na definição da taxa de juros, pois as decisões do Copom demoram cerca de seis meses para terem impacto pleno na economia.

Estimativas do BC para a inflação

Considerando as previsões do mercado para câmbio e juros nos próximos anos (dólar em R$ 3,83 no fim deste ano e em R$ 3,75 no fechamento de 2019, e aumento dos juros para 8% ao ano no fim do próximo ano), o BC avaliou que não haveria problemas para atingir as metas de inflação. A expectativa do BC para o IPCA, nesse cenário, é de 4,1% para 2018 e de 4% para 2019.

Porém, em um cenário sem aumento de juros, e com câmbio fixo em R$ 4,15 (que vigorou na semana anterior à última reunião do Copom), o Banco Central estimou que a inflação ficaria "em torno de 4,4% para 2018 e 4,5% para 2019".

A projeção do BC mostra que, sem aumento na taxa de juros e com o dólar alto, a inflação ficaria acima da meta central de 4,25% fixada para o ano que vem. Os modelos de inflação do BC sugerem, portanto, que, caso o dólar não recue, poderá ser necessário subir os juros básicos da economia para atingir a meta central de inflação no ano de 2019.

Repasse do dólar para os preços

Entretanto, os integrantes do Copom, colegiado que define o juro básico da economia, também avaliaram que, com exceção de alguns preços administrados (tarifas), o "nível de repasse" da alta do dólar para a inflação tem se mostrado "contido".

"Ponderaram, entretanto, que a intensidade do repasse de movimentos no câmbio para a inflação depende de vários fatores, como, por exemplo, do nível de ociosidade da economia e da ancoragem das expectativas de inflação" informou.

O Copom acrescentou ainda, em sua ata que foi divulgada nesta terça-feira, que "continuará acompanhando diferentes medidas de repasse cambial, inclusive para medidas de inflação subjacente".

BC não informou próximos passos

Apesar de ter avaliado que o cenário de inflação piorou do início de agosto para meados de setembro, entre as duas últimas reuniões do Copom, e ter indicado que pode eventualmente começar a subir os juros, o Banco Central não informou claramente quais serão os próximos passos na definição da taxa Selic.

Essa decisão, portanto, será debatida e tomada somente no próximo encontro do Copom, nos dias 30 e 31 de outubro, ou seja, depois do segundo turno das eleições presidenciais - marcado para 28 de outubro. Em 2014, o BC subiu os juros somente depois das eleições.

Segundo o BC, os integrantes do Copom "voltaram a ressaltar que os próximos passos na condução da política monetária [definição dos juros para atingir as metas de inflação predeterminadas] continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação".

Por fim, o Copom avaliou que "deve pautar sua atuação com foco na evolução das projeções e expectativas de inflação, do seu balanço de riscos e da atividade econômica".

"Choques que produzam ajustes de preços relativos [como a alta do dólar] devem ser combatidos apenas no impacto secundário que poderão ter na inflação prospectiva (na propagação a preços da economia não diretamente afetados pelo choque)", concluiu o BC, na ata do Copom.

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Expectativa de inflação para esse ano passou de 4,05% para 4,09%. Previsão de alta do PIB de 2018 recuou de 1,40% para 1,36%. Pesquisa foi divulgada pelo BC nesta segunda-feira (17).

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

17/09/2018

Os economistas do mercado financeiro reduziram novamente sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 e também passaram a estimar uma inflação mais alta para este ano.

As expectativas constam no boletim de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

Para o PIB deste ano, a previsão do mercado financeiro recuou de 1,40% para 1,36%. Essa foi a quarta queda seguida do indicador.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 2,50%. Os economistas dos bancos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021 – que continuou em 2,5% para esses anos.

No fim do mês passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro cresceu 0,2% no 2º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores.

O resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda da indústria e dos investimentos, reforçando a leitura de perda de ritmo e recuperação ainda mais lenta da economia brasileira.

ESTIMATIVAS DO RELATÓRIO FOCUS

PREVISÃO

2018

2019

Produto Interno Bruto (PIB)

1,36%

2,50%

Inflação

4,09%

4,11%

Taxa básica de juros (Selic)

6,50%

8%

Dólar

R$ 3,83

R$ 3,75

Balança comercial (saldo)

US$ 55 bilhões

US$ 48 bilhões

Investimento estrangeiro direto

US$ 67,5 bilhões

US$ 75,3 bilhões

Fonte: Banco Central

Inflação

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de 4,05% para 4,09% para este ano.

Com isso, a expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA, a inflação oficial do país, ficar entre 3% e 6% em 2018.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, os economistas das instituições financeiras mantiveram sua estimativa de inflação em 4,11%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Outras estimativas

  • Taxa de juros - O mercado manteve estável em 6,50% ao ano sua estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

  • Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,80 para R$ 3,83 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,70 para R$ 3,75 por dólar.

  • Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2018 continuou em US$ 55 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit cresceu de US$ 47,1 bilhões para US$ 48 bilhões.
  • Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, subiu de US$ 67 bilhões para US$ 67,5 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas foi elevada de US$ 74 bilhões para US$ 75,3 bilhões.
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Índice foi criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB). Foi o segundo mês seguido de alta do indicador, que avançou 1,19% na parcial do ano e 1,46% em doze meses até julho.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

17/09/2018

O nível de atividade da economia brasileira registrou expansão em julho, mês que marca o início do terceiro trimestre, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (17).

O chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado um tipo de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), teve expansão de 0,57% em julho, comparado com o mês anterior. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

Quando comparado a julho de 2017, o IBC-Br cresceu 2,56% (neste caso, sem ajuste sazonal).

Os números do BC mostram que esse foi o segundo mês seguido de crescimento do nível de atividade, que já havia avançado 3,42% em junho – após o tombo de 3,35% em maio, por conta da greve dos caminhoneiros.

Os números do BC mostram ainda que, nos sete primeiros meses deste ano, o indicador do nível de atividade registrou uma expansão de 1,19%, sem o ajuste sazonal. No acumulado em 12 meses até julho, a prévia do PIB (indicador dessazonalizado) registrou crescimento de 1,46%.

Produto Interno Bruto e o IBC-Br

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Já o IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, pois o cálculo dos dois é um pouco diferente – o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

No fim do mês passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro cresceu 0,2% no 2º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores.

O resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda da indústria e dos investimentos, reforçando a leitura de perda de ritmo e recuperação ainda mais lenta da economia brasileira.

Para 2018, o mercado financeiro estima uma expansão de 1,36% e, para 2019, projeta um crescimento do PIB da ordem de 2,5%.

Definição dos juros

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 6,5% ao ano, na mínima histórica, e a estimativa do mercado é de que avance para 8% ao ano até o fim de 2019.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 3% e 6%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

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Após tombo de maio com greve, 'prévia do PIB' avança 3,29% em junho

No segundo trimestre, porém, IBC-BR, do Banco Central, registrou queda de 0,99%, na comparação com o trimestre anterior

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2018

BRASÍLIA - Após despencar 3,28% em maio (dado já revisado), a economia brasileira registrou forte alta em junho de 2018, em um movimento de recuperação após a greve dos caminhoneiros. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 3,29% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, informou a instituição nesta quarta-feira, 15.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 133,44 pontos para 137,83 pontos na série dessazonalizada de maio para junho. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste apenas desde abril (137,97 pontos). A atividade em maio havia sido bastante prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil, verificada nas últimas semanas do mês. Em junho, o movimento arrefeceu e a atividade voltou a acelerar.

No segundo trimestre, o indicador registrou baixa de 0,99%, na comparação com o trimestre anterior (janeiro a março), pela série ajustada. Já no primeiro semestre, houve alta de 0,89%. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 1,30% nos 12 meses encerrados em junho.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Na comparação entre os meses de junho de 2018 e junho de 2017, houve alta de 1,82% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 137,95 pontos em junho, ante 135,49 pontos de junho do ano passado.

O indicador de junho de 2018 ante o mesmo mês de 2017 mostrou desempenho levemente acima do apontado pela mediana (+1,80%) das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast (+0,90% a +3,10% de intervalo). O patamar de 137,95 pontos é o melhor para meses de maio desde 2015 (139,08 pontos).

A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,6%. O porcentual, informado pelo BC no fim de junho, é o mesmo considerado pelo Ministério da Fazenda.

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Banco Central mantém taxa básica de juros em 6,5% ao ano

Manutenção da taxa Selic é a terceira consecutiva; decisão foi unânime e era largamente esperada por analistas do mercado

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2018 | 18h00

Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiram, por unanimidade, manter a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano. Com isso, a taxa permaneceu no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. Foi a quarta reunião seguida em que a taxa foi fixada neste patamar.

A decisão desta quarta-feira, 1, era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro. De um total de 62 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, todas esperavam pela manutenção da Selic.

Ao justificar a decisão, o BC reafirmou por meio de comunicado que a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível atual.

"O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2019", completou o colegiado.

No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro, compiladas no relatório Focus -, o BC manteve sua projeção para o IPCA em 4,2% para 2018. No caso de 2019, a expectativa passou de 3,7% para 3,8%.

No cenário de referência, em que o BC utilizou uma Selic fixa a 6,50% e um dólar a R$ 3,75 nos cálculos, a projeção para o IPCA de 2018 permaneceu em 4,2%. No caso de 2019, o índice projetado continuou em 4,1%. As projeções anteriores constaram no Relatório Trimestral de Inflção (RTI), divulgado no fim de junho.

O centro da meta de inflação perseguida pelo BC este ano é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%).

Efeitos da greve dos caminhoneiros

O Copom considerou que os efeitos da greve dos caminhoneiros - ocorrida entre o fim de maio e o começo de junho - sobre a inflação estão se mostrando temporários. 

"Indicadores recentes da atividade econômica refletem os efeitos da paralisação no setor de transporte de cargas, mas há evidências de recuperação subsequente", afirmou o órgão, por meio de comunicado. "O Comitê considera que os efeitos dos choques recentes sobre a inflação estão se revelando temporários, mas é importante acompanhar ao longo do tempo o cenário básico e seus riscos e avaliar o possível impacto mais perene de choques sobre a inflação", acrescentou o documento.

Sob o impacto da greve, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou e chegou a 1,26% em junho. Para julho, porém, a expectativa dos analistas de mercado consultados pelo BC no Relatório Focus é de uma inflação de apenas 0,30%.

O Copom reforçou nesta quarta-feira, 31, que sua atuação deve se pautar na evolução das projeções e expectativas de inflação e da atividade econômica. Mais uma vez, o colegiado explicou que os choques de preços relativos devem ser combatidos apenas em seus efeitos secundários, por meio dos quais podem alterar os balanços de riscos para a inflação.

"Esses efeitos podem ser mitigados pelo grau de ociosidade na economia e pelas expectativas de inflação ancoradas nas metas. Portanto, não há relação mecânica entre choques recentes e a política monetária", acrescentou o BC.

O Copom repetiu ainda que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

Cenário externo desafiador, mas 'mais acomodado'

Segundo o comunicado do Copom, o cenário externo continua desafiador, apesar de ter apresentado certa acomodação no período recente. 

"Os principais riscos estão associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas e a incertezas referentes ao comércio global. O apetite ao risco em relação a economias emergentes manteve-se relativamente estável, em nível aquém do observado no início do ano", afirmou o Copom, por meio de comunicado.

Apesar de considerar evidência de recuperação da atividade econômica após a greve dos caminhoneiros, o BC relatou que a continuidade do processo de melhora da economia passou a ter um ritmo mais gradual do que o esperado antes da paralisação do setor transporte de cargas entre o fim de maio e o começo de junho.

No documento, o Copom mais de uma vez afirmou que a inflação de junho - de 1,26% - refletiu os efeitos da greve, mas ressaltou que esses impactos devem ser temporários. "As medidas de inflação subjacente ainda seguem em níveis baixos, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária", concluiu o BC.

Necessidade de reformas estruturais

Banco Central voltou a defender a agenda de reformas estruturais e alertou, sem citar diretamente o debate eleitoral, que a percepção sobre a continuidade dos ajustes afeta as expectativas sobre a economia brasileira. 

"O Comitê enfatiza que a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia", afirmou o Copom, por meio de comunicado. O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes", completou o BC.

Para o colegiado, o risco de frustração das expectativas sobre a continuidade de reformas - o que pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória de inflação - permanece em níveis elevados, assim como o risco de deterioração do cenário externo para as economias emergentes.

Comércio e indústria concordam com decisão

Em nota, a Fiesp, que representa a indústria paulista, ressalta a necessidade de o Brasil prosseguir com reformas para que os juros convirjam para níveis internacionais. A Firjan, das indústrias do Estado do Rio, avalia que a atividade segue recuperação de forma lenta e a inflação continua abaixo da meta do Banco Central, portanto, não havia motivos para subir os juros.

Para o superintendente institucional da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, há três razões para a manutenção da taxa: a inflação está no centro da meta, o nível da atividade econômica está muito fraco e aceleração da inflação no último mês foi "acidental e pontual, provocada pela paralisação dos caminhoneiros". "Qualquer aumento de juros nesse momento iria inviabilizar uma melhora da atividade", afirma, em comunicado.

O presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz, destaca que, a despeito de a taxa Selic ter caído para níveis historicamente baixos, essa queda ainda não foi "plenamente percebida" nos custos dos empréstimos. "São cruciais, portanto, medidas que reduzam o elevado custo do crédito", afirma, em nota comentando a decisão do Copom. Ele ressalta que o avanço das reformas que "equacionem o grave desequilíbrio fiscal" é crucial para que o juro básico recue "de forma consistente" para níveis condizentes com os padrões internacionais.

No comunicado da Firjan, a instituição afirma que a decisão do BC foi "acertada". "É importante destacar que a mudança no direcionamento na política econômica, com a adoção de medidas que aumentaram os custos sobre o setor produtivo, freou a recuperação da atividade e reduziu o nível de confiança dos empresários", afirma o texto, que pede a retomada das reformas estruturais.

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Banco Central reduz previsão de crescimento do PIB de 2018 para 1,6%

Previsão anterior era de crescimento de 2,6%. Relatório citou desaquecimento da atividade econômica no início do ano e impactos diretos e indiretos da greve dos caminhoneiros.

Por Laís Lis, G1, Brasília

28/06/2018 08h29

O Banco Central reduziu para 1,6% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018. O dado consta no Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (28). A nova projeção representa um corte de 1 ponto porcentual na previsão fixada no último relatório, quando o BC estimava um crescimento de 2,6% para o PIB.

No documento, o BC aponta que a revisão da previsão de crescimento da economia em 2018 está associada “ao arrefecimento da atividade no início do ano, à acomodação dos indicadores de confiança de empresas e consumidores e à perspectiva de impactos diretos e indiretos da paralisação no setor de transporte de cargas ocorrida no final de maio”.

A previsão do BC está abaixo da estimativa oficial do governo. Em maio, o governo reduziu de 2,97% para 2,5% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2018.

Inflação

Também impactada pela paralisação do setor de transportes, que causou desabastecimento de produtos em todo o país, a projeção de inflação de 2018 foi elevada pelo BC de 3,8% para 4,2%. Já para 2019, o BC reduziu a previsão de inflação de 4,1% para 3,7%.

O BC estima uma “expressiva aceleração” na inflação mensal de junho por causa da paralisação dos caminhoneiros e da mudança da bandeira tarifária aplicada nas contas de luz. A taxa extra está em seu patamar mais alto.

Ressalte-se, que apesar da aceleração projetada para os próximos meses, a retomada da atividade em ritmo mais gradual que o esperado e a propagação inercial do baixo patamar inflacionário são fatores que contribuem para manutenção da inflação em patamar reduzido, sobretudo no segmento de serviços e em medidas de inflação subjacente”, escreveu o BC.

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Copom decide pela segunda vez seguida manter taxa de juros em 6,5% ao ano

Em comunicado, Banco Central diz que decisão se deve à perspectiva de que a meta de inflação para este ano será cumprida, apesar de volatilidade no mercado e alta de preços provocada por greve dos caminhoneiros.

Por Yvna Sousa, G1, Brasília

20/06/2018 18h01 Atualizado há 10 horas

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira (20), pela segunda vez consecutiva, manter a taxa básica de juros em 6,5% ao ano. A decisão já era esperada pelo mercado financeiro.

De outubro de 2016 a março deste ano, a chamada Selic foi cortada 12 vezes seguidas e chegou a 6,5%, o menor patamar desde o início do regime de metas para a inflação, em 1999.

Na reunião de maio, porém, o BC decidiu manter os juros neste patamar, o que encerrou o ciclo de cortes. A decisão ocorreu em meio à volatilidade no cenário externo que tem causado forte desvalorização do real frente ao dólar.

Em comunicado divulgado no início da noite desta quarta, o BC informou que a perspectiva de que a meta de inflação para este ano será cumprida justifica a manutenção da Selic em 6,5% ao ano (leia mais abaixo).

A expectativa dos analistas é de que a taxa permaneça em 6,5% ao ano até o final de 2018. Para o ano que vem, os economistas preveem elevação da Selic, encerrando 2019 em 8% ao ano.

Para que serve a Selic?

A cada 45 dias, o Copom calibra o patamar da Selic buscando o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%. O sistema prevê uma margem de tolerância, para mais ou para menos. Por isso, a meta é considerada formalmente cumprida pelo Banco Central caso fique entre 3% e 6%.

Como a Selic é a taxa básica de juros da economia, ela serve como referência para todas as demais taxas cobradas das famílias e empresas.

Quando a inflação está alta, o Copom eleva a Selic. Dessa forma, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, encarecendo o crédito (financiamentos, empréstimos, cartão de crédito), freando o consumo e reduzindo o dinheiro em circulação na economia. Com isso, a inflação cai.

O Copom reduz os juros quando avalia que as perspectivas para a inflação estão em linha com as metas determinadas pelo CMN.

A taxa é mantida quando o Copom identifica o cenário como positivo, mas identifica riscos para o cumprimento da meta de inflação no futuro.

Volatilidade e greve dos caminhoneiros

O Copom informou que, apesar da volatilidade no cenário externo e do aumento de preços causado pela greve dos caminhoneiros, a perspectiva é de que a meta de inflação, de 4,5% em 2018, seja alcançada, o que justifica a manutenção da Selic no patamar de 6,5% ao ano.

"Na avaliação do Copom, a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente. O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação", diz o comunicado.

O Copom informa ainda no documento que a greve dos caminhoneiros, que se estendeu por 11 dias durante o mês de maio, "dificulta a leitura da evolução recente da atividade econômica".

"Dados referentes ao mês de abril sugerem atividade mais consistente que nos meses anteriores. Entretanto, indicadores referentes a maio e, possivelmente, junho deverão refletir os efeitos da referida paralisação", diz o texto.

Com a paralisação dos caminhoneiros, houve falta de produtos em todo o país, o que fez seus preços dispararem. Foi o caso do gás de cozinha e dos combustíveis.

O BC avalia que, apesar de impactar a inflação no curto prazo, a greve não chegou a comprometer a perspectiva de crescimento da economia para este ano, mas que esse processo ocorrerá de forma "mais gradual". Também não elevou o risco de não cumprimento da meta, uma vez que os indicadores de inflação seguem em "níveis baixos".

"O cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual. (...) O Comitê julga que, no curto prazo, a inflação deverá refletir os efeitos altistas significativos e temporários da paralisação no setor de transporte de cargas e de outros ajustes de preços relativos. As medidas de inflação subjacente ainda seguem em níveis baixos, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária", avalia o Copom.

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