(31) 3235-8100

contato@amarilfranklin.com.br

noticiaNOTÍCIAS

China diz que reagirá após nova ameaça de tarifas dos EUA sobre US$ 200 bilhões

Na véspera, governo Trump anunciou nova lista de produtos sobretaxados em 10%, elevando ainda mais o tom da disputa comercial.

Por Reuters

11/07/2018 09h07 Atualizado há menos de 1 minuto

A China acusou os Estados Unidos nesta quarta-feira (11) de intimidação e alertou que vai responder depois que o governo norte-americano elevou o tom na disputa comercial, ameaçando com novas tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses na terça-feira (10).

Pequim afirma que vai responder mais uma vez contra as medidas tarifárias de Washington, inclusive por "medidas qualitativas". Empresas norte-americanas na China temem que essa ameaça possa significar inspeções mais duras ou atrasos em aprovações de investimentos ou mesmo boicotes ao consumidor.

Na sexta-feira (6), a China apresentou uma ação contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) pela imposição de taxas de importação, informou seu Ministério do Comércio.

O Ministério das Relações Exteriores descreveu as ameaças de Washington como "intimidação típica" e disse que a China precisa contra-atacar para proteger seus interesses. "Essa é uma luta entre unilateralismo e multilateralismo, protecionismo e livre comércio, poder e regras", afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, nesta quarta.

Lista de produtos

Na terça-feira (10), autoridades dos EUA divulgaram a lista de milhares de importações chinesas que o governo norte-americano quer atingir com as novas tarifas. A medida provocou críticas de alguns grupos industriais dos EUA.

Os US$ 200 bilhões superam de longe o valor total de bens que a China importa dos EUA, o que significa que Pequim pode precisar pensar em maneiras criativas de responder a tais medidas dos EUA. O montante corresponde a 40% das vendas chinesas anuais para os EUA.

A nova lista de produtos sobretaxados da China inclui:

  • centenas de produtos alimentícios
  • soja e milho
  • tabaco
  • peixes
  • produtos químicos
  • carvão
  • algodão
  • aço e alumínio

"Por mais de um ano, a administração (do presidente Donald) Trump pediu pacientemente à China que pare com suas práticas injustas, abra seu mercado e se empenhe em competição legítima de mercado", disse o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, ao anunciar as tarifas propostas.

Reação dos mercados

Os mercados acionários da China caíram nesta quarta, após três dias seguidos de ganhos, e o iuan enfraqueceu depois que os Estados Unidos ameaçaram com mais tarifas de importação sobre produtos chineses, intensificando o conflito entre as duas maiores economias do mundo.

As bolsas de valores europeias também operavam em queda nesta quarta com a escalada na disputa comercial entre os EUA e a China, após ganhos seguidos de seis sessões.

O dólar sobe frente ao real, também refletindo o agravamento do cenário internacional depois que os Estados Unidos ameaçaram adotar novas tarifas sobre produtos da China. Veja mais cotações.

Entenda a tensão entre EUA e China

Há anos, os EUA reclamam de um considerável déficit comercial (que é a diferença do volume exportado entre os dois países) com a China. A meta de Trump era reduzir em pelo menos US$ 100 bilhões o rombo com a China.

Os EUA defendem que o país asiático rouba propriedade intelectual, especialmente no setor de tecnologia, além de violar segredos comerciais de empresas americanas, gerando uma concorrência desleal com o resto do mundo.

Por isso, o combate aos produtos "made in China" é uma bandeira de campanha de Trump que recebeu o apoio de vários países.

O tiro inicial foi dado em abril, quando os EUA anunciaram tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual. Em resposta, a China impôs tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos.

Desde então, os dois países não pararam de trocar novas ameaças e agravaram a guerra comercial. Guerras comerciais começam quando um país impõe tarifas comerciais à importação de outro, que responde sobretaxando os produtos do concorrente.

Na semana passada, Washington impôs tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em importações chinesas, somando 818 produtos. As taxas miram em produtos chineses que, para o governo de Trump, são comercializados de forma injusta, como veículos de passageiros, transmissores de rádio, peças para aviões e discos rígidos para computadores.

Uma segunda parte dos bens, avaliada em US$ 16 bilhões, será analisada após um processo de revisão e observação do público.

Veja abaixo a cronologia da tensão entre EUA e China:

2001: China entra oficialmente na OMC.

2006: Henry Paulson assume a secretária do Tesouro dos EUA com a missão de reduzir o déficit comercial do país com a China.

2007: Departamento de Comércio ameaçam sobretaxas sobre a importação de papel da China.

2012: Durante a campanha presidencial, Obama e Romney discutiram as práticas comerciais da China.

2016: Na eleição, Trump chega a ameaçar elevar para 30% a tarifa sobre todos os produtos chineses.

Dezembro de 2016: Ao fim dos 15 anos para fazer mudanças propostas pela OMC, China não altera nada e continua a ser encarada apenas como economia "semi-aberta" por EUA e UE.

8 de março de 2018: EUA impõem sobretaxas ao aço e alumínio importado de vários países.

22 de março de 2018: EUA anunciam tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual.

2 de abril de 2018: em resposta, China impõe tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos.

5 de abril de 2018: China recorre à OMC contra tarifas dos EUA para o aço e alumínio.

5 de abril de 2018: Trump propõe sobretaxar mais US$ 100 bilhões em produtos chineses.

31 de maio de 2015: Trump retira isenção a tarifas sobre aço e alumínio da UE, Candá e México.

1 de junho: EUA oficializam imposição de cotas e sobretaxas à importação de aço brasileiro.

15 de junho de 2018: EUA começam a sobretaxar parte dos US$ 50 bilhões em produtos chineses. Outra parte é prevista para 6 de julho.

16 de junho de 2018: China surpreende com ameaças de novas tarifas, agora sobre o petróleo bruto, gás natural e produtos de energia dos EUA.

19 de junho de 2018: Trump ameaça impor tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em bens chineses, em retaliação.

19 de junho de 2018: Pequim criticou "chantagem" e alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial.

6 de julho de 2018: começa a cobrança de tarifas sobre 818 produtos chineses, no valor de R$ 34 bilhões.

6 de julho de 2018: China apresenta ação na OMC contra os EUA contra as tarifas.

10 de julho de 2018: EUA anunciam nova lista com tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

11 de julho de 2018: China acusa os EUA de intimidação e alerta que vai responder às novas tarifas.

Publicado em Notícia

China critica 'chantagem' dos EUA após Trump fazer nova ameaça comercial; mercado chinês despenca

Por G1

19/06/2018 08h21

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em bens chineses e Pequim alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo. A mais recente ação de Trump foi inesperadamente rápida e incisiva.

Foi uma retaliação, segundo ele, pela decisão da China de elevar as tarifas sobre US$ 50 bilhões em bens dos EUA, que foi tomada depois de Trump anunciar taxas similares sobre bens chineses na sexta-feira (15).

"Depois que o processo legal estiver finalizado, essas tarifas entrarão em vigor se a China se recusar a mudar sua práticas, e também se insistir em avançar com novas tarifas que anunciou recentemente", disse Trump em comunicado na segunda-feira (18).

As declarações derrubaram os mercados acionários globais e enfraqueceram tanto o dólar quanto o iuan nesta terça-feira. As ações de Xangai atingiram mínimas de dois anos.

O Ministério do Comércio da China disse que Pequim vai reagir com medidas "qualitativas" e "quantitativas" se os EUA publicarem uma lista adicional de tarifas sobre bens chineses.

"Tal prática de pressão extrema e chantagem diverge do consenso alcançado por ambos os lados em várias ocasiões", disse o ministério em comunicado.

"Os Estados Unidos iniciaram uma guerra comercial e violaram regulações de mercado, e estão prejudicando os interesses não apenas do povo da China e dos EUA, mas do mundo."

Grupos empresariais dos EUA disseram que seus membros estão se preparando para uma reação do governo chinês que afetará todas as empresas norte-americanas na China, não apenas em setores que enfrentaram tarifas.

Queda nas bolsas

As ações de Xangai despencaram quase 4% nesta terça-feira (19), para a mínima de dois anos, enquanto o iuan caiu para o menor nível em mais de cinco meses em relação ao dólar, uma vez que as novas ameaças tarifárias de Washington contra a China aumentaram os indícios de uma guerra comercial plena.

As perdas, que acontecem apesar de uma injeção de liquidez inesperada pelo banco central, podem desencadear uma espiral descendente que pode tirar dos trilhos a tentativa de Pequim de atrair grandes listagens internacionais, particularmente de gigantes de alta tecnologia.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 3,55%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 3,82%, depois de chegar a cair mais de 5% durante o pregão.

Enquanto isso, o iuan enfraqueceu para uma mínima de 6,4754 por dólar, nível mais fraco desde 12 de janeiro.

"É o momento mais sombria e o momento mais agonizante do primeiro semestre deste ano ... há vítimas de desastres em todos os lugares", escreveu Zhang Yidong, estrategista da Industrial Securities, nesta terça-feira, em nota.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 10 por cento sobre 200 bilhões em bens chineses e Pequim alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O restante do mercado asiático também foi pressionado pelas ameaças do presidente dos EUA de novas tarifas e pelo agravamento da disputa comercial entre norte-americanos e chinesas.

  • O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 1,99% às 7h57 (horário de Brasília).
  • Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,77%, a 22.278 pontos.
  • Em Hong Kong, o índice HANG SENG caiu 2,78%, a 29.468 pontos.
  • Em Xangai, o índice SSEC perdeu 3,82%, a 2.906 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, retrocedeu 3,55%, a 3.620 pontos.
  • Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 1,52%, a 2.340 pontos.
  • Em Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 1,65%, a 10.904 pontos.
  • Em Cingapura, o índice Straits Times desvalorizou-se 0,68%, a 3.301 pontos.
  • Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,03%, a 6.102 pontos.
Publicado em Notícia

China nega que tenha oferecido pacote de US$ 200 bi para reduzir déficit comercial dos EUA

Vice-primeiro-ministro chinês está em Washington nesta semana para retomar negociações com os EUA com o objetivo de evitar uma guerra comercial.

 

Por Reuters

18/05/2018 07h56  Atualizado há 30 minutos

A China negou nesta sexta-feira (18) que tenha oferecido um pacote para reduzir o déficit comercial dos EUA em até US$ 200 bilhões, horas depois de ter desistido de uma investigação antidumping sobre as importações de sorgo norte-americanas em um gesto conciliatório no momento em que os principais negociadores se encontram em Washington.

Autoridades dos EUA disseram na quinta-feira que a China estava propondo concessões comerciais e aumento das compras de bens norte-americanos com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA com a China em até 200 bilhões de dólares por ano.

"Esse rumor não é verdade. Isso eu posso confirmar para vocês", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, em entrevista à imprensa.

"No meu entender, as consultas relevantes estão em andamento e elas são construtivas", disse ele, acrescentando que não poderia dar mais detalhes sobre as negociações.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, está em Washington nesta semana para discussões com autoridades dos EUA lideradas pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, com o objetivo de evitar uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Nesta sexta-feira, a China anunciou que estava encerrando sua investigação sobre sorgo, o que efetivamente suspendeu um comércio no valor de cerca de US$ 1,1 bilhão no ano passado e afetou os mercados globais de grãos e provocou preocupações sobre o aumento dos custos internamente.

OS EUA são a fonte dominante da China de sorgo importado. Ao explicar o fim da investigação, o Ministério do Comércio chinês disse que ela "teria um impacto generalizado sobre os custos de vida dos consumidores, e não está de acordo com o interesse público".

Publicado em Notícia

EUA e China iniciam negociações comerciais nesta quinta

Países tentam evitar uma guerra comercial, com o maior crítico da China na Casa Branca relegado a um papel secundário.

Por Reuters

17/05/2018 08h12 Atualizado há 57 minutos

Os Estados Unidos e a China iniciarão negociações comerciais nesta quinta-feira em uma tentativa de evitar uma guerra comercial, com o maior crítico da China na Casa Branca relegado a um papel secundário, disseram na quarta-feira autoridades do governo norte-americano.

Peter Navarro, assessor de indústria e comércio da Casa Branca, não terá um papel principal na equipe dos EUA, disseram duas autoridades. Em vez disso, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin; o secretário do Comércio, Wilbur Ross; e o Representante de Comércio, Robert Lighthizer, vão liderar a delegação norte-americana nas negociações com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, principal assessor econômico do presidente Xi Jinping.

Navarro participou de uma rodada inicial de negociações há duas semanas em Pequim que levou a apresentações de uma série de exigências comerciais de cada lado. A mudança na posição de Navarro acontece em meio a uma crescente divergência em relação à política comercial com Mnuchin, que é a favor de acordos mais viáveis para abrir a economia da China a empresas dos EUA e aliviar ameaças tarifárias.

Navarro e Mnuchin tiveram uma discussão acalorada na viagem a Pequim e o relacionamento ficou tão abalado que alguns participantes chegaram a questionar abertamente como eles se relacionariam dentro do mesmo avião no longo voo entre os EUA e a China, disse uma pessoa familiarizada com o episódio.

As negociações começarão no momento em que os EUA encerram as audiências públicas sobre a primeira série de tarifas norte-americanas sobre US$ 50 bilhões em bens chineses propostos como punição sobre supostas violações de direitos intelectuais dos EUA.

As tarifas, que visam peças elétricas e de maquinários, automóveis e TVs de tela plana chineses, podem entrar em vigor no início de junho. Elas podem ser seguidas de uma rodada adicional de mais US$ 100 bilhões sobre bens chineses ainda a serem identificados.

Os mercados acionários da China recuaram nesta quinta-feira em meio a negociações comerciais com os Estados Unidos em Washington. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,73%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,48%.

Publicado em Notícia

EUA e China negociam para acalmar a tensão comercial, afirma secretário geral da OCDE

'Ainda não aconteceu nenhum aumento nas tarifas adotadas por nenhuma das partes', destacou Ángel Gurría.

 

Por France Presse

13/04/2018 08h20 Atualizado há menos de 1 minuto

Estados Unidos e China estão negociando nos bastidores para acalmar a tensão comercial, afirmou nesta sexta-feira (13) o secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), antes de ressaltar que "ninguém ganha" em um cenário de guerra comercial.

Ángel Gurría disse em uma entrevista coletiva em Tóquio que as autoridades chinesas informaram esta semana que estavam em contato com os colegas americanos, apesar dos desmentidos oficiais.

"Todo mundo está muito alarmado com os anúncios (sobre tarifas de importação), mas ao mesmo tempo estão conversando (...) parece que há uma série de conversações em curso", completou Gurría.

Na quinta-feira, o porta-voz do ministro chinês do Comércio, Gao Feng, disse que "até agora China e Estados Unidos não realizaram nenhuma negociação, em nenhum nível, sobre as divergências comerciais".

A China advertiu que vai responder às medidas protecionistas anunciadas pelo presidente americano Donald Trump que custariam bilhões de dólares em tarifas para os produtos chineses.

"Ainda não aconteceu nenhum aumento nas tarifas adotadas por nenhuma das partes", destacou Gurría.

"Ninguém ganha em uma guerra quando as maiores economias do mundo estão envolvidas", disse o mexicano, que também alertou para os efeito colaterais negativos. "Não seriam apenas eles os que seriam afetados", advertiu.

Publicado em Notícia

Presidente da China promete 'abertura econômica' e cortar tarifas neste ano diante de risco de guerra comercial

Xi Jinping discursou durante 'Davos chinês' e diz que a China 'não está tentando obter um excedente comercial'.

Por G1

10/04/2018 03h37 Atualizado há 2 horas

O presidente da China, Xi Jinping, prometeu nesta terça-feira abrir mais a economia do país e reduzir tarifas de importação sobre produtos como carros, em um discurso visto como uma tentativa de acalmar a disputa comercial com os Estados Unidos.

"A China vai entrar em uma nova fase de abertura", declarou Xi em discurso para altos dirigentes internacionais reunidos no Fórum de Boao para a Ásia, uma conferência conhecida como o "Davos chinês".

"A China não está tentando obter um excedente comercial", garantiu Xi, no momento em que os Estados Unidos acumulam um imenso déficit com o gigante asiático, que totalizou US$ 375 bilhões em 2017, um dos principais motivos de queixa do presidente americano, Donald Trump, a respeito de Pequim.

"A globalização econômica é uma tendência irreversível no momento", declarou Xi no fórum.

"A porta da China está se abrindo e não se fechando, e se abrirá mais e mais", acrescentou.

Embora a maior parte das promessas sejam reiterações de reformas anunciadas anteriormente, as declarações de Xi fizeram as ações e o dólar subirem por expectativas de um acordo que possa evitar uma guerra comercial.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,93%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,67%, o melhor desempenho diário em sete semanas.

Xi afirmou que a China vai ampliar o acesso ao mercado para investidores estrangeiros, uma importante reclamação dos parceiros comerciais do país e um ponto de discórdia para o governo dos Estados Unidos, que ameaçou com bilhões de dólares em tarifas sobre produtos chineses.

O discurso no Fórum Boao para a Ásia já era esperado como uma das principais declarações de Xi em um ano em que o Partido Comunista marca o 40º aniversário de suas reformas econômicas e abertura sob o comando do ex-líder Deng Xiaoping.

O presidente americano Donald Trump acusa Pequim de práticas comerciais desleais, especialmente de "roubo de propriedade intelectual" e pela "transferência forçada de tecnologia", que resultaram no colossal déficit comercial, acusações rejeitadas por Pequim.

China sinaliza redução de tarifas

Sem responder diretamente a Trump, Xi prometeu que a China reduziria as tarifas para os carros e outros bens, sem apresentar detalhas ou revelar uma data para a entrada em vigor da reforma.

Xi disse que a China vai elevar o limite de propriedade estrangeira nos setores de automóveis, construção naval e de aeronaves "o mais rápido possível", e avançar com medidas anunciadas anteriormente para abrir o setor financeiro.

"Neste ano, vamos reduzir consideravelmente as tarifas de importação de automóveis, e ao mesmo tempo reduzir as tarifas de importação de alguns outros produtos", disse Xi.

O presidente chinês também prometeu medidas específicas para proteger a propriedade intelectual.

"Este ano, vamos reorganizar a Agência Estatal de Propriedade Intelectual para fortalecer a aplicação da lei", afirmou.

Ele também disse que a "mentalidade da Guerra Fria" e arrogância se tornaram obsoletas e serão repudiadas. O discurso dele não mencionou especificamente os EUA ou suas políticas comerciais.

  • Com Reuters e France Presse
Publicado em Notícia

China diz que vai contra-atacar 'a qualquer preço' medidas tarifárias dos EUA

Governo Trump anunciou na véspera que estuda impor mais US$ 100 bilhões em tarifas contra produtos chineses após retaliação da China.

Por Agencia EFE

06/04/2018 07h22 Atualizado há 1 hora

A China advertiu, nesta sexta-feira (6), que vai "contra-atacar" contundentemente as medidas tarifárias dos Estados Unidos e afirmou estar preparada para pagar o preço de uma guerra comercial que, embora não deseja, não tem medo a ela.

"Se os Estados Unidos persistirem no seu comportamento de unilateralismo e protecionismo comercial, ignorando a oposição da China e da comunidade internacional, a China vai continuar até o final a qualquer preço e contra-atacará contundentemente", garantiu o Ministério do Comércio chinês, através de um comunicado.

As autoridades chinesas responderam desta forma ao presidente americano Donald Trump, que ontem anunciou que estuda impor US$ 100 bilhões em tarifas sobre a China, adicionais aos US$ 50 bilhões já anunciados a centenas de produtos chineses, como resposta às tarifas com as quais Pequim castigou Washington esta semana.

"Não queremos uma guerra comercial, mas não tememos ela", reiterou o Ministério do Comércio chinês, acrescentando que observarão as ações que serão tomadas agora por Washington, mas que, "sem dúvida alguma", tomarão novas medidas "para defender com contundência o interesse do país e do povo".

Após criticar novamente o protecionismo adotado por Trump contra o livre-comércio, a China insistiu que vai a seguir com sua reforma e abertura, a proteção do sistema multilateral de comércio e a facilitação do investimento global.

Denúncia na OMC

Como já tinha advertido, Pequim apresentou formalmente, ontem, à Organização Mundial do Comércio (OMC) uma denúncia contra os EUA pelas tarifas impostas aos produtos chineses alegando que estas cargas excedem os juros consolidados por Washington e são incompatíveis com o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GAAT).

A crescente tensão entre as duas potências econômicas fez com que o secretário-geral da ONU, António Guterres, insistisse hoje para a necessidade de diálogo, horas antes de viajar para a China onde participará do Fórum de Boao, um encontro de líderes econômicos e políticos considerados o "Davos Asiático".

Tensão entre EUA e China

Na quarta-feira (4), a China anunciou que vai taxar em 25% as importações dos EUA sobre produtos como soja, aviões, carros, carne, uísque e produtos químicos. A medida foi uma resposta direta aos planos do governo Trump de sobretaxar cerca de 1.300 produtos chineses.

O gigante asiático, que é o segundo maior parceiro comercial dos EUA, já tinha anunciado a imposição de taxas para um conjunto de 128 produtos americanos, em resposta às tarifas que Washington anunciou no mês passado sobre as importações de aço e alumínios chineses.

Washington critica em particular o sistema de coempresa imposto por Pequim às companhias americanas. Com o sistema, as empresas que desejam ter acesso ao mercado chinês precisam, obrigatoriamente, associar-se a um grupo local e compartilhar com este sua tecnologia.

Trump sempre menciona também o colossal déficit comercial dos Estados Unidos com a China, de US$ 375,2 bilhões em 2017, para justificar as medidas protecionistas.

Efeitos para o Brasil

As tarifas impostas pela China sobre os produtos importados dos Estados Unidos poderiam favorecer as vendas da soja brasileira para o gigante asiático, caso sejam de fato aplicadas, disseram ao G1 especialistas. Este seria, no entanto, um benefício pontual frente aos prováveis efeitos negativos que a guerra comercial poderia trazer ao Brasil.

Dependendo de como a tensão entre China e EUA se desdobrar, é possível que as tarifas, se aplicadas, abram espaço para as exportações da soja brasileira no mercado chinês”, disse o diretor da escola de investimentos internacionais do Grupo L&S, Liberta Global, Leandro Ruschel.

Publicado em Notícia

China retalia e anuncia tarifas sobre soja e aviões dos EUA

Pequim respondeu rapidamente aos planos da administração Trump de adotar tarifas sobre US$ 50 bilhões em bens chineses.

Por G1

04/04/2018 07h21 Atualizado há menos de 1 minuto

A China respondeu rapidamente nesta quarta-feira (4) aos planos do presidente norte-americano Donald Trump de adotar tarifas sobre US$ 50 bilhões em bens chineses, retaliando com tarifas de 25% sobre importações dos Estados Unidos como soja, aviões, carros, carne, uísque e produtos químicos.

"Qualquer tentativa de colocar a China de joelhos com ameaças e intimidações nunca terá êxito. Tampouco terá êxito desta vez", afirmou o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Geng Shuang.

O ministério do Comércio da China citou 106 famílias de produtos americanos, mas indicou que a data de aplicação ainda será anunciada.

A decisão é simbólica porque até agora Pequim não havia anunciado medidas contra produtos vitais da economia americana, como a soja ou os automóveis. Um terço da produção de soja americana é vendido para a China (US$ 14 bilhões no ano passado).

Reação dos mercados

A velocidade com que a disputa comercial entre Washington e Pequim está ganhando força – o governo chinês levou menos de 11 horas para responder com suas próprias medidas – levou a uma forte liquidação nos mercados acionários e de commodities.

Os investidores se questionam se uma das piores disputas comerciais em muitos anos pode agora se tornar uma guerra comercial em larga escala entre as duas maiores potências econômicas do mundo.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,19%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,15%. Os mercados acionários da China permanecerão fechados na quinta e sexta-feira por conta do feriado do Dia de Limpeza dos Túmulos, que comemora e reverencia os antepassados.

"O pressuposto era de que a China não responderia agressivamente demais e evitaria aumentar as tensões. A resposta da China é uma surpresa para algumas pessoas", disse Julian Evans-Pritchard, economista sênior da Capital Economics, lembrando que nenhum dos dois lados falou ainda em aplicação das tarifas.

"É mais um jogo de provocação, deixando claro qual seria o custo, na esperança de que ambos os lados possam chegar a um acordo e nenhuma dessas tarifas entre em vigor", disse ele.

Entenda a retaliação

O gigante asiático, que é o segundo maior parceiro comercial dos EUA, já anunciou na última segunda-feira a imposição de taxas para um conjunto de 128 produtos americanos, em resposta às tarifas que Washington anunciou no mês passado sobre as importações de aço e alumínios chineses.

A lista de Pequim de tarifas adicionais de 25% sobre bens dos EUA cobre 106 itens com um valor comercial que corresponde aos US$ 50 bilhões visados na lista de Washington, disseram os ministérios do Comércio e de Finanças da China. A data efetiva depende de quando a ação dos EUA entrar em vigor.

Diferentemente da lista de Washington, que foi preenchida com muitos itens industriais obscuros, a lista da China afeta produtos importantes de exportação dos EUA, como soja, carne congelada, algodão e outras commodities agrícolas importantes produzidas em Estados do Iowa ao Texas, que votaram em Donald Trump na eleição presidencial de 2016.

A lista chinesa cobre ainda aeronaves que provavelmente incluiriam modelos mais velhos da Boeing Co como o jato 737, mas modelos mais novos como o 737 MAX ou seus aviões maiores.

Na véspera, a China notificou a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre medidas retaliatórias equivalentes a US$ 611,5 milhões sobre importações dos Estados Unidos que somam US$ 2,75 bilhões, incluindo carne de porco, nozes e etanol, em resposta às sobretaxas dos EUA sobre as importações de aço e alumínio.

Guerra comercial

Na véspera, a administração Trump anunciou que vai impor tarifas de 25% em cerca de 1.300 produtos importados da China. Os itens que serão tributados são produtos médicos, de tecnologia industrial e transporte.

As tarifas visam forçar mudanças nas políticas do governo chinês que, segundo o governo Trump, resultam na transferência "não econômica" da propriedade intelectual dos EUA para empresas chinesas. Em relatório, os EUA acusam a China de usar hackers para roubar segredos industriais de empresas americanas.

Trump sempre menciona também o colossal déficit comercial dos Estados Unidos com a China, de US$ 375,2 bilhões em 2017, para justificar as medidas protecionistas.

O governo dos Estados Unidos, cuja competitividade depende de sua capacidade para inovar, abriu em agosto de 2017 uma investigação em nome do artigo 301 de sua legislação comercial sobre supostas violações chinesas ao direito de propriedade intelectual.

Washington critica em particular o sistema de coempresa imposto por Pequim às companhias americanas. Com o sistema, as empresas que desejam ter acesso ao mercado chinês precisam, obrigatoriamente, associar-se a um grupo local e compartilhar com este sua tecnologia.

A China nega que suas leis exijam transferências de tecnologia.

No dia 22 de março, Trump anunciou tarifas para a importação de aço (25%) e alumínio (10%) em nome da "segurança nacional", argumento que o ministério chinês do Comércio chamou de "abuso" das normas da OMC.

Diante das críticas internacionais à medida de Trump, vários países – da União Europeia, México e Brasil, entre outros – ficaram isentos da nova medida, mas não a China.

Publicado em Notícia

China está pronta para resposta proporcional a tarifas dos EUA, diz embaixador

Enviado chinês deu a declaração antes do esperado anúncio nesta semana de tarifas dos EUA de US$ 50 bilhões a US$ 60 bilhões sobre importações chinesas.

Por Reuters

03/04/2018 07h31 Atualizado há menos de 1 minuto

A China vai adotar contramedidas da "mesma proporção" e escala se os Estados Unidos aplicarem tarifas sobre os bens chineses, disse o embaixador chinês em Washington, em meio a crescentes temores de uma guerra comercial.

Cui Tiankai deu a declaração antes do esperado anúncio nesta semana de tarifas dos EUA de US$ 50 bilhões a US$ 60 bilhões sobre importações chinesas.

"Se eles fizerem isso, nós com certeza adotaremos contramedidas da mesma proporção, e da mesma escala, da mesma intensidade", disse Cui em entrevista publicada no site da China Global Television Network (CGTN) e transmitida pela televisão estatal na terça-feira.

No domingo a China anunciou tarifas sobre US$ 3 bilhões em importações de alimentos e outros produtos dos EUA em resposta às tarifas norte-americanas sobre importações de alumínio e aço, um conflito que os investidores temem que seja um prelúdio de uma ampla guerra comercial.

A investigação iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, é centrada em acusações de roubo de propriedade intelectual e transferência forçada de tecnologia pela China, o que Pequim nega.

Os mercados acionários da China recuaram nesta terça-feira (2), em meio aos renovados temores de um guerra comercial. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,62%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,85%.

O escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) precisa apresentar a lista de produtos até sexta-feira, de acordo com o decreto tarifário contra a China que Trump assinou em 22 de março.

A investigação da agência autorizando as tarifas alega que a China tem sistematicamente procurado se apropriar indevidamente da propriedade intelectual dos EUA por meio de exigências de joint venture, regras injustas de licenciamento de tecnologia, compras de empresas de tecnologia dos EUA com financiamento estatal e roubo.

Publicado em Notícia

China adota tarifas sobre produtos dos EUA e tensão comercial aumenta

País asiático elevou tarifas em até 25% sobre 128 produtos, de carne suína congelada e vinho a certas frutas e nozes.

Por G1

02/04/2018 07h32 Atualizado há menos de 1 minuto

A China cumpriu a ameaça e anunciou nesta segunda-feira (2) novas tarifas sobre 128 produtos dos Estados Unidos, de carne suína congelada e vinho a certas frutas e nozes, ampliando a disputa entre as duas maiores economias do mundo em resposta à tarifas norte-americanas sobre as importações de aço e alumínio.

As taxas, que entrarão em vigor nesta segunda-feira (2), foram anunciadas no final de domingo pelo Ministério das Finanças da China e correspondem a uma lista de tarifas potenciais sobre até US$ 3 bilhões de produtos dos EUA publicada pela China em 23 de março.

O contra-ataque acontece após várias semanas de tensões bilaterais, que alimentam os temores de um conflito comercial aberto entre os dois gigantes mundiais.

Pouco depois do anúncio, um editorial no tablóide chinês Global Times alertou que se os EUA imaginavam que a China não retaliaria ou adotaria medidas apenas simbólicas, pode agora "dizer adeus a essa ilusão".

"Embora a China e os EUA não tenham dito publicamente que estão em uma guerra comercial, as faíscas de tal guerra já começaram a voar", disse o editorial.

O Ministério do Comércio da China afirmou que estava suspendendo suas obrigações com a Organização Mundial do Comércio (OMC) de reduzir tarifas sobre 120 produtos dos EUA, incluindo frutas e etanol. As tarifas sobre esses produtos serão elevadas em mais 15%.

Oito outros produtos, incluindo carne suína e resíduos de alumínio, estarão sujeitos agora a tarifas adicionais de 25%, completou, com as medidas entrando em vigor a partir de 2 de abril.

"A suspensão pela China de suas concessões tarifárias é uma ação legítima adotada sobre as regras da OMC para proteger os interesses da China", disse o Ministério das Finanças chinês.

A China está agindo rapidamente com medidas retaliatórias em meio ao aumento das tensões comerciais entre Pequim e Washington, o que afetou os mercados financeiros globais na última semana com os investidores temendo uma disputa comercial em larga escala entre os dois países.

Entenda o caso

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 22 de março que seu governo iria impor novas tarifas sobre uma série de produtos chineses, aumentando temores de uma guerra comercial entre os dois gigantes econômicos.

Segundo a Reuters, Trump está preparando tarifas de mais de US$ 50 bilhões sobre produtos chineses com a intenção de punir Pequim diante das acusações dos EUA de que a China se apropriou incorretamente de propriedade intelectual norte-americana, alegações que Pequim nega.

Trump sempre menciona o colossal déficit comercial dos Estados Unidos com a China, de US$ 375,2 bilhões em 2017, para justificar as medidas protecionistas.

O presidente americano também acusa Pequim de beneficiar-se do sistema fiscal para as empresas estrangeiras que se instalam na China para roubar as inovações tecnológicas americanas.

A China, em resposta, afirma que os Estados Unidos devem acabar com a "intimidação econômica", mas até o momento evitara atacar produtos agrícolas importantes, como a soja, ou empresas industriais de grande peso, como a Boeing, setores que podem ser afetados agora pelas novas tarifas.

As tarifas para a importação de aço (25%) e alumínio (10%) foram anunciadas por Trump em nome da "segurança nacional", argumento que o ministério chinês do Comércio chamou de "abuso" das normas da OMC.

Diante das críticas internacionais à medida de Trump, vários países - da União Europeia, México e Brasil, entre outros - ficaram isentos da nova medida, mas não a China.

Publicado em Notícia
InícioAnt12PróximoFim
Página 1 de 2