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Diretor destacou, porém, que ainda não há números para projeto de minério de ferro S11D.

Por Reuters

20/09/2018

A gigante da mineração Vale está avaliando a expansão de seu emblemático projeto de minério de ferro S11D, no Pará, disse um executivo da companhia, em busca de ganhos com o crescente apetite por variedades da commodity com alto teor em seu maior mercado, a China.

O S11D foi inaugurado no final de 2016 e foi anunciado como o "maior projeto de minério de ferro da história da empresa e da indústria da mineração", com investimentos totais anunciados de US$ 14,3 bilhões.

Maior consumidora global de minério utilizado na produção de aço, a China aumentou suas compras de minério de ferro de maior qualidade, menos poluente, em meio a sua batalha contra a poluição em suas cidades.

Peter Poppinga, diretor-executivo da Vale, disse durante uma conferência do setor na China que a maior mineradora de ferro do mundo já estuda a expansão do projeto S11D mesmo sem ter ainda alcançado a plena capacidade da unidade, inaugurada em dezembro de 2016.

"Dadas todas essas tendências sobre a qualidade, favoráveis a nós, estamos estudando aumentar o projeto, mas ainda não há números", disse Poppinga.

Na veséra, a Vale superou a fabricante de bebidas Ambev e se tornou a empresa mais valiosa da bolsa de valores paulista B3, atingindo valor de mercado de R$ 305,07 bilhões.

Produção da Vale

Pesados investimentos no projeto, que extrai minério de ferro de elevado teor, aumentaram as dívidas da Vale nos últimos anos, o que coincidiu com uma forte queda nos preços do minério de ferro.

Poppinga disse que a produção de minério de ferro do S11D deve ficar próxima de 90 milhões de toneladas no próximo ano, ante cerca de 60 milhões de toneladas atualmente.

Ele afirmou, no entanto, que a Vale pretende manter sua produção total em cerca de 400 milhões de toneladas, substituindo minério de ferro de menor qualidade pelo material de alto teor.

"Acreditamos que esse é um nível saudável daqui pra a frente, quando você pensa em otimização de margens", disse Poppinga.

"Nós não estamos atrás de participação no mercado, nós estamos atrás de valor e não de volume".

Ele adicionou que espera que quase 90% da capacidade chinesa de produção de aço esteja de acordo com novos padrões para emissões até 2025.

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Na véspera, Trump anunciou tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses em uma nova rodada da guerra comercial envolvendo os dois países.

Por G1

18/09/2018

A China informou nesta terça-feira (18) que vai adotar "represálias" após o anúncio dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobe US$ 200 bilhões em produtos chineses, aumentando o risco de que o presidente norte-americano, Donald Trump, possa em breve adotar taxas sobre praticamente todos produtos chineses que o país compra.

"Para proteger seus direitos e interesses legítimos, assim como a ordem mundial do livre comércio, a China se verá obrigada a adotar medidas de represália de maneira recíproca", afirmou o Ministério do Comércio.

Através de um comunicado, o ministério afirmou que a China lamenta "profundamente" a decisão dos EUA e afirmou que a medida trará "novas incertezas" para as negociações comerciais em curso entre os dois países.

"A China sempre enfatizou que a única maneira correta de resolver a questão comercial entre China e EUA é através de negociações e consultas realizadas em uma base de respeito igual, sincero e mútuo. Mas nesse momento, tudo que os EUA fazem não dá a impressão de sinceridade ou boa vontade", acrescentou o governo chinês.

Os índices acionários se recuperar à tarde e fecharam em alta depois que Pequim prometeu revidar. Os ganhos nos papéis de infraestrutura sustentaram o mercado, com alguns investidores apostando que a China aumentará o investimento em estradas e pontes para compensar o impacto da última rodada de tarifas de Trump, grande parte da qual já foi precificada pelos mercados.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 2%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,82%.

EUA ameaçam sobretaxas adicionais

Na véspera, os Estados Unidos anunciaram a cobrança de novas tarifas para importação de produtos chineses em uma nova rodada da guerra comercial envolvendo os dois países.

A Casa Branca informou que EUA vão impor, a partir do próximo dia 24, sobretaxa de 10% sobre cerca de US$ 200 bilhões em importações da China, ameaçando ainda com taxas sobre mais US$ 267 bilhões se a China retaliar.

Trump considera que o déficit comercial dos EUA no comércio com a China, de US$ 376 bilhões anuais, é inaceitável e tem que ser redimensionado.

Trump alertou na segunda-feira que se a China adotar medidas retaliatórias contra as indústrias ou os agricultores norte-americanos "vamos buscar imediatamente a fase três, que trata-se de tarifas sobre aproximadamente US$ 267 bilhões em importações adicionais".

A escalada das tarifas de Trump sobre a China ocorre após negociações entre as duas maiores economias do mundo para resolver diferenças comerciais não produzirem resultados. O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, convidou na semana passada altos funcionários chineses para uma nova rodada de negociações, mas até agora nada foi marcado.

Esse conflito parece, até o momento, ter pouco efeito na primeira economia mundial, embora as medidas de represália sejam sentidas em algumas regiões e setores de atividade.

O Tesouro americano advertiu em várias ocasiões que a maior ameaça para o crescimento econômico americano era uma guerra comercial.

A Câmara de Comércio dos EUA na China (AmCham China) criticou as novas tarifas e afirmou que as empresas americanas que operam no gigante asiático serão prejudicadas.

Escalada da tensão comercial

O governo dos Estados Unidos tem adotado uma série de medidas conta produtos chineses e de outras economias. Até então, a administração Trump tinha anunciado tarifas sobre US$ 50 bilhões de importações da China. Desse montante, US$ 34 bilhões estavam sobretaxados desde julho. Os outros US$ 16 bilhões começaram a ser sobretaxados em agosto.

As ações dos EUA tentam pressionar a China a fazer mudanças radicais na sua política comercial, na transferência de tecnologia e em subsídios industriais para o setor de alta tecnologia.

O governo chinês tem adotado represálias ao movimento dos EUA. Em agosto, Pequim também adotou tarifas de 25% para US$ 16 bilhões de produtos americanos.

Desde agosto, as tarifas de importação adotadas mutuamente por Estados Unidos e China já alcançavam US$ 100 bilhões de dólares.

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No acumulado até agosto, investimentos em capital fixo cresceram 5,3% em ritmo anual, contra 5,5% nos sete primeiros meses do ano.

Por France Presse

14/09/2018

Os investimentos em infraestruturas registraram uma desaceleração recorde em agosto na China, um sinal alarmante para o país em plena guerra comercial com os Estados Unidos por envolver um motor crucial de seu crescimento.

Os dados do Escritório Nacional de Estatísticas (BNS) confirmam a sombria conjuntura na segunda maior economia mundial, embora o consumo e a produção industrial apresentem bons resultados.

No período janeiro agosto, os investimentos em capital fixo cresceram 5,3% em ritmo anual, resultado inferior aos sete primeiros meses do ano (+5,5%) e o menor ritmo registrado até hoje.

A desaceleração é preocupante porque este indicador mede os gastos no setor imobiliário, nas infraestruturas de transporte e industriais, pilares do crescimento chinês, geralmente alimentados com investimentos públicos.

Tudo isto acontece em um contexto de guerra comercial com os Estados Unidos, iniciada em julho e que envolve a adoção de tarifas de importação mútuas.

"O conflito comercial tem um impacto e joga sombras sobre a recuperação mundial", declarou Mao Shengyong, porta-voz do BNS.

Crédito sob pressão

A conjuntura chinesa já estava fragilizada pelos esforços do governo para conter o endividamento colossal do país.

O trabalho inclui uma ação contra as "finanças das sombras" (não reguladas), restringir o endividamento de grupos locais, com o endurecimento das condições de crédito, o que freia os investimentos públicos.

Assim, os investimentos específicos em infraestruturas cresceram apenas 4,2% nos oito primeiros meses do ano, o menor resultado desde que o índice passou a ser publicado.

Ao mesmo tempo, as vendas no varejo, que refletem o consumo das famílias, aumentaram mais que o previsto em agosto (9%), acima do resultado de julho (+8,8%).

A produção industrial cresceu 6,1%, dado esperado pelo mercado.

O conjunto de estatísticas, no entanto, "não apontam nada que modifique nossa visão de um crescimento que está em trajetória descendente", opinou Julian Evans-Pritchard, analista da Capital Economics.

"A política de recuperação adotada por Pequim não obteve a mudança esperada nos gastos em infraestruturas ou no aumento do crédito", completou.

Em consequência da guerra comercial e da conjuntura frágil, o governo se comprometeu em julho a aplicar uma política orçamentária "mais ativa" para estimular a economia, com reduções fiscais e mais gastos públicos.

Mas estas medidas devem demorar a surtir efeito. E para complicar ainda mais, Washington ameaça aumentar as tarifas para outros produtos chineses, no valor de 200 bilhões de dólares.

No atual contexto, o presidente americano Donald Trump compara a saúde das duas economias: "Não temos nenhuma pressão para negociar um compromisso com a China (...) Nossos mercados disparam, os deles afundam", escreveu no Twitter na quinta-feira.

O regime comunista tem pela frente um difícil jogo de equilíbrio: reformar sua economia em detrimento da indústria pesada e em benefício do consumo interno, dos serviços e das novas tecnologias, mas ao mesmo tempo reduzir a dívida e amortizar os efeitos da guerra comercial.

Mas a aposta é complicada, como aponta Ting Lu, analista do banco Nomura.

"A margem de manobra foi consideravelmente reduzida", afirma.

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Quarta, 12 Setembro 2018 14:17

Países se aliam para tentar salvar a OMC

Diante de ameaça de Trump, membros buscam nova constituição para a organização; China pede autorização para retaliar EUA em US$ 7 bi

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2018

Liderados por Canadá e Europa, governos de diferentes partes do mundo começam a costurar uma aliança para salvar a Organização Mundial do Comércio (OMC) e impedir que as políticas de Donald Trump enterrem o sistema internacional. Princípios de uma nova constituição para a entidade serão debatidos a partir do dia 20 em Genebra, com o objetivo de levar o assunto a uma conferência ministerial em outubro no Canadá.

Nos últimos meses, Trump passou a minar o funcionamento da OMC, desmontar seus tribunais, ignorar decisões e ainda ameaçar deixar a instituição caso ela não passe por uma reforma que atenda a seus interesses. Nos corredores da entidade, o tom não é mais de crise. Mas de uma ameaça para a sobrevivência da instituição que passou a regular o comércio mundial nos últimos 20 anos.

Diante desse cenário, os canadenses começaram a desenhar uma reforma que pudesse atender a três objetivos: garantir que os tribunais da OMC continuem a funcionar, modernizar as leis do comércio e criar mecanismos para permitir que a OMC possa monitorar comportamentos protecionistas de forma mais eficiente.

Um dos principais pontos de uma reforma, porém, será a nova posição da China nas regras do comércio. Pequim aderiu à OMC no início do século e se beneficiou de regras que dão flexibilidade maior para os países emergentes.

Trump, porém, alega que foram essas brechas que permitiram que a China se tornasse em pouco tempo o maior parceiro comercial de mais de cem países e deslocasse a produção americana.

O rascunho de uma reforma começou a circular no momento em que a tensão entre Washington e Pequim ganhou um novo capítulo. Na terça-feira, a China pediu a autorização da OMC para impor retaliações de US$ 7 bilhões contra produtos americanos, em resposta à decisão da Casa Branca de não cumprir um julgamento dos tribunais internacionais que condenaram suas políticas de dumping.

A aplicação da retaliação promete causar mais atrito em uma relação já azedada por uma série de troca de farpas e de tarifas entre as duas economias. No caso específico em questão, Pequim alegava que os americanos impunham tarifas antidumping contra produtos eletrônicos e máquinas, além de metais. A OMC acabou dando razão em 2017 para os chineses e ordenou que os EUA retirassem as medidas, o que jamais foi feito. A entidade deu até o dia 22 de agosto para Washington reformar suas práticas. Mas Trump ignorou a decisão.

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Uma intensificação nas atuais disputas comerciais dos Estados Unidos implica riscos "transcendentais" à economia, que poderiam complicar as ações do Federal Reserve (Fed, banco central americano), segundo documentos da entidade, divulgados nesta quarta-feira (22).

 

AFP

22 de agosto de 2018

Uma intensificação nas atuais disputas comerciais dos Estados Unidos implica riscos "transcendentais" à economia, que poderiam complicar as ações do Federal Reserve (Fed, banco central americano), segundo documentos da entidade, divulgados nesta quarta-feira (22).

No entanto, com a maior economia mundial em crescimento sustentado e seu mercado de trabalho cada vez mais ajustado, vários membros do Fed disseram que certamente "em breve" será necessário voltar a elevar as taxas de juros.

Economistas e investidores dão por certo que o Fed elevará as taxas em sua reunião de setembro e em seguida na de dezembro.

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Os Estados Unidos e a China intensificaram sua guerra comercial nesta quinta-feira com a adoção de tarifas de 25 por cento sobre 16 bilhões de dólares em mercadorias um do outro, mesmo que autoridades de ambos os lados tenham retomado negociações em Washington.

Michael Martina e David Lawder (Reuters)

23/08/2018

 

Os Estados Unidos e a China intensificaram sua guerra comercial nesta quinta-feira com a adoção de tarifas de 25 por cento sobre 16 bilhões de dólares em mercadorias um do outro, mesmo que autoridades de ambos os lados tenham retomado negociações em Washington.

As duas maiores economias do mundo adotaram agora tarifas sobre um total combinado de 100 bilhões de dólares em produtos desde o início de julho, com mais por vir, ampliando os riscos ao crescimento econômico global.

O Ministério do Comércio da China disse que Washington "permanece obstinado" em implementar as mais recentes tarifas, que entraram em vigor por ambos os lados como previstos à 01h01 (horário de Brasília).

"A China se opõe firmemente a isso, e continuará a adotar contramedidas necessárias", disse o ministério em comunicado, acrescentando que Pequim entrará com uma reclamação junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou colocar tarifas sobre quase todos os mais de 500 bilhões de dólares em bens chineses exportados aos EUA anualmente a menos que Pequim concorde com mudanças a suas práticas de propriedade intelectual, programas de subsídio à indústria e estruturas tarifárias, e compre mais produtos norte-americanos.

Esse número representaria bem mais do que a China importa dos EUA, levantando preocupações de que Pequim poderia avaliar outras formas de retaliação.

As tarifas entraram em vigor em meio a dois dias de negociações em Washington entre autoridades de ambos os lados, as primeiras discussões formais desde que o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, reuniu-se com o assessor econômico chinês, Liu He, em junho em Pequim.

Grupos empresariais demonstraram expectativas de que a reunião marcaria o início de negociações sérias sobre o comércio chinês e mudanças na política econômica exigidas por Trump.

Entretanto, na segunda-feira Trump disse à Reuters em entrevista que ele não "esperava muito" das negociações.

(Reportagem de David Lawder e Steve Holland e Washington e Tony Munroe, Michael Martina e Ben Blanchard em Pequim)

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China diz que reagirá após nova ameaça de tarifas dos EUA sobre US$ 200 bilhões

Na véspera, governo Trump anunciou nova lista de produtos sobretaxados em 10%, elevando ainda mais o tom da disputa comercial.

Por Reuters

11/07/2018 09h07 Atualizado há menos de 1 minuto

A China acusou os Estados Unidos nesta quarta-feira (11) de intimidação e alertou que vai responder depois que o governo norte-americano elevou o tom na disputa comercial, ameaçando com novas tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses na terça-feira (10).

Pequim afirma que vai responder mais uma vez contra as medidas tarifárias de Washington, inclusive por "medidas qualitativas". Empresas norte-americanas na China temem que essa ameaça possa significar inspeções mais duras ou atrasos em aprovações de investimentos ou mesmo boicotes ao consumidor.

Na sexta-feira (6), a China apresentou uma ação contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) pela imposição de taxas de importação, informou seu Ministério do Comércio.

O Ministério das Relações Exteriores descreveu as ameaças de Washington como "intimidação típica" e disse que a China precisa contra-atacar para proteger seus interesses. "Essa é uma luta entre unilateralismo e multilateralismo, protecionismo e livre comércio, poder e regras", afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, nesta quarta.

Lista de produtos

Na terça-feira (10), autoridades dos EUA divulgaram a lista de milhares de importações chinesas que o governo norte-americano quer atingir com as novas tarifas. A medida provocou críticas de alguns grupos industriais dos EUA.

Os US$ 200 bilhões superam de longe o valor total de bens que a China importa dos EUA, o que significa que Pequim pode precisar pensar em maneiras criativas de responder a tais medidas dos EUA. O montante corresponde a 40% das vendas chinesas anuais para os EUA.

A nova lista de produtos sobretaxados da China inclui:

  • centenas de produtos alimentícios
  • soja e milho
  • tabaco
  • peixes
  • produtos químicos
  • carvão
  • algodão
  • aço e alumínio

"Por mais de um ano, a administração (do presidente Donald) Trump pediu pacientemente à China que pare com suas práticas injustas, abra seu mercado e se empenhe em competição legítima de mercado", disse o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, ao anunciar as tarifas propostas.

Reação dos mercados

Os mercados acionários da China caíram nesta quarta, após três dias seguidos de ganhos, e o iuan enfraqueceu depois que os Estados Unidos ameaçaram com mais tarifas de importação sobre produtos chineses, intensificando o conflito entre as duas maiores economias do mundo.

As bolsas de valores europeias também operavam em queda nesta quarta com a escalada na disputa comercial entre os EUA e a China, após ganhos seguidos de seis sessões.

O dólar sobe frente ao real, também refletindo o agravamento do cenário internacional depois que os Estados Unidos ameaçaram adotar novas tarifas sobre produtos da China. Veja mais cotações.

Entenda a tensão entre EUA e China

Há anos, os EUA reclamam de um considerável déficit comercial (que é a diferença do volume exportado entre os dois países) com a China. A meta de Trump era reduzir em pelo menos US$ 100 bilhões o rombo com a China.

Os EUA defendem que o país asiático rouba propriedade intelectual, especialmente no setor de tecnologia, além de violar segredos comerciais de empresas americanas, gerando uma concorrência desleal com o resto do mundo.

Por isso, o combate aos produtos "made in China" é uma bandeira de campanha de Trump que recebeu o apoio de vários países.

O tiro inicial foi dado em abril, quando os EUA anunciaram tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual. Em resposta, a China impôs tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos.

Desde então, os dois países não pararam de trocar novas ameaças e agravaram a guerra comercial. Guerras comerciais começam quando um país impõe tarifas comerciais à importação de outro, que responde sobretaxando os produtos do concorrente.

Na semana passada, Washington impôs tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em importações chinesas, somando 818 produtos. As taxas miram em produtos chineses que, para o governo de Trump, são comercializados de forma injusta, como veículos de passageiros, transmissores de rádio, peças para aviões e discos rígidos para computadores.

Uma segunda parte dos bens, avaliada em US$ 16 bilhões, será analisada após um processo de revisão e observação do público.

Veja abaixo a cronologia da tensão entre EUA e China:

2001: China entra oficialmente na OMC.

2006: Henry Paulson assume a secretária do Tesouro dos EUA com a missão de reduzir o déficit comercial do país com a China.

2007: Departamento de Comércio ameaçam sobretaxas sobre a importação de papel da China.

2012: Durante a campanha presidencial, Obama e Romney discutiram as práticas comerciais da China.

2016: Na eleição, Trump chega a ameaçar elevar para 30% a tarifa sobre todos os produtos chineses.

Dezembro de 2016: Ao fim dos 15 anos para fazer mudanças propostas pela OMC, China não altera nada e continua a ser encarada apenas como economia "semi-aberta" por EUA e UE.

8 de março de 2018: EUA impõem sobretaxas ao aço e alumínio importado de vários países.

22 de março de 2018: EUA anunciam tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual.

2 de abril de 2018: em resposta, China impõe tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos.

5 de abril de 2018: China recorre à OMC contra tarifas dos EUA para o aço e alumínio.

5 de abril de 2018: Trump propõe sobretaxar mais US$ 100 bilhões em produtos chineses.

31 de maio de 2015: Trump retira isenção a tarifas sobre aço e alumínio da UE, Candá e México.

1 de junho: EUA oficializam imposição de cotas e sobretaxas à importação de aço brasileiro.

15 de junho de 2018: EUA começam a sobretaxar parte dos US$ 50 bilhões em produtos chineses. Outra parte é prevista para 6 de julho.

16 de junho de 2018: China surpreende com ameaças de novas tarifas, agora sobre o petróleo bruto, gás natural e produtos de energia dos EUA.

19 de junho de 2018: Trump ameaça impor tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em bens chineses, em retaliação.

19 de junho de 2018: Pequim criticou "chantagem" e alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial.

6 de julho de 2018: começa a cobrança de tarifas sobre 818 produtos chineses, no valor de R$ 34 bilhões.

6 de julho de 2018: China apresenta ação na OMC contra os EUA contra as tarifas.

10 de julho de 2018: EUA anunciam nova lista com tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

11 de julho de 2018: China acusa os EUA de intimidação e alerta que vai responder às novas tarifas.

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China critica 'chantagem' dos EUA após Trump fazer nova ameaça comercial; mercado chinês despenca

Por G1

19/06/2018 08h21

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em bens chineses e Pequim alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo. A mais recente ação de Trump foi inesperadamente rápida e incisiva.

Foi uma retaliação, segundo ele, pela decisão da China de elevar as tarifas sobre US$ 50 bilhões em bens dos EUA, que foi tomada depois de Trump anunciar taxas similares sobre bens chineses na sexta-feira (15).

"Depois que o processo legal estiver finalizado, essas tarifas entrarão em vigor se a China se recusar a mudar sua práticas, e também se insistir em avançar com novas tarifas que anunciou recentemente", disse Trump em comunicado na segunda-feira (18).

As declarações derrubaram os mercados acionários globais e enfraqueceram tanto o dólar quanto o iuan nesta terça-feira. As ações de Xangai atingiram mínimas de dois anos.

O Ministério do Comércio da China disse que Pequim vai reagir com medidas "qualitativas" e "quantitativas" se os EUA publicarem uma lista adicional de tarifas sobre bens chineses.

"Tal prática de pressão extrema e chantagem diverge do consenso alcançado por ambos os lados em várias ocasiões", disse o ministério em comunicado.

"Os Estados Unidos iniciaram uma guerra comercial e violaram regulações de mercado, e estão prejudicando os interesses não apenas do povo da China e dos EUA, mas do mundo."

Grupos empresariais dos EUA disseram que seus membros estão se preparando para uma reação do governo chinês que afetará todas as empresas norte-americanas na China, não apenas em setores que enfrentaram tarifas.

Queda nas bolsas

As ações de Xangai despencaram quase 4% nesta terça-feira (19), para a mínima de dois anos, enquanto o iuan caiu para o menor nível em mais de cinco meses em relação ao dólar, uma vez que as novas ameaças tarifárias de Washington contra a China aumentaram os indícios de uma guerra comercial plena.

As perdas, que acontecem apesar de uma injeção de liquidez inesperada pelo banco central, podem desencadear uma espiral descendente que pode tirar dos trilhos a tentativa de Pequim de atrair grandes listagens internacionais, particularmente de gigantes de alta tecnologia.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 3,55%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 3,82%, depois de chegar a cair mais de 5% durante o pregão.

Enquanto isso, o iuan enfraqueceu para uma mínima de 6,4754 por dólar, nível mais fraco desde 12 de janeiro.

"É o momento mais sombria e o momento mais agonizante do primeiro semestre deste ano ... há vítimas de desastres em todos os lugares", escreveu Zhang Yidong, estrategista da Industrial Securities, nesta terça-feira, em nota.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 10 por cento sobre 200 bilhões em bens chineses e Pequim alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O restante do mercado asiático também foi pressionado pelas ameaças do presidente dos EUA de novas tarifas e pelo agravamento da disputa comercial entre norte-americanos e chinesas.

  • O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 1,99% às 7h57 (horário de Brasília).
  • Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,77%, a 22.278 pontos.
  • Em Hong Kong, o índice HANG SENG caiu 2,78%, a 29.468 pontos.
  • Em Xangai, o índice SSEC perdeu 3,82%, a 2.906 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, retrocedeu 3,55%, a 3.620 pontos.
  • Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 1,52%, a 2.340 pontos.
  • Em Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 1,65%, a 10.904 pontos.
  • Em Cingapura, o índice Straits Times desvalorizou-se 0,68%, a 3.301 pontos.
  • Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,03%, a 6.102 pontos.
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China nega que tenha oferecido pacote de US$ 200 bi para reduzir déficit comercial dos EUA

Vice-primeiro-ministro chinês está em Washington nesta semana para retomar negociações com os EUA com o objetivo de evitar uma guerra comercial.

 

Por Reuters

18/05/2018 07h56  Atualizado há 30 minutos

A China negou nesta sexta-feira (18) que tenha oferecido um pacote para reduzir o déficit comercial dos EUA em até US$ 200 bilhões, horas depois de ter desistido de uma investigação antidumping sobre as importações de sorgo norte-americanas em um gesto conciliatório no momento em que os principais negociadores se encontram em Washington.

Autoridades dos EUA disseram na quinta-feira que a China estava propondo concessões comerciais e aumento das compras de bens norte-americanos com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA com a China em até 200 bilhões de dólares por ano.

"Esse rumor não é verdade. Isso eu posso confirmar para vocês", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, em entrevista à imprensa.

"No meu entender, as consultas relevantes estão em andamento e elas são construtivas", disse ele, acrescentando que não poderia dar mais detalhes sobre as negociações.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, está em Washington nesta semana para discussões com autoridades dos EUA lideradas pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, com o objetivo de evitar uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Nesta sexta-feira, a China anunciou que estava encerrando sua investigação sobre sorgo, o que efetivamente suspendeu um comércio no valor de cerca de US$ 1,1 bilhão no ano passado e afetou os mercados globais de grãos e provocou preocupações sobre o aumento dos custos internamente.

OS EUA são a fonte dominante da China de sorgo importado. Ao explicar o fim da investigação, o Ministério do Comércio chinês disse que ela "teria um impacto generalizado sobre os custos de vida dos consumidores, e não está de acordo com o interesse público".

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EUA e China iniciam negociações comerciais nesta quinta

Países tentam evitar uma guerra comercial, com o maior crítico da China na Casa Branca relegado a um papel secundário.

Por Reuters

17/05/2018 08h12 Atualizado há 57 minutos

Os Estados Unidos e a China iniciarão negociações comerciais nesta quinta-feira em uma tentativa de evitar uma guerra comercial, com o maior crítico da China na Casa Branca relegado a um papel secundário, disseram na quarta-feira autoridades do governo norte-americano.

Peter Navarro, assessor de indústria e comércio da Casa Branca, não terá um papel principal na equipe dos EUA, disseram duas autoridades. Em vez disso, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin; o secretário do Comércio, Wilbur Ross; e o Representante de Comércio, Robert Lighthizer, vão liderar a delegação norte-americana nas negociações com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, principal assessor econômico do presidente Xi Jinping.

Navarro participou de uma rodada inicial de negociações há duas semanas em Pequim que levou a apresentações de uma série de exigências comerciais de cada lado. A mudança na posição de Navarro acontece em meio a uma crescente divergência em relação à política comercial com Mnuchin, que é a favor de acordos mais viáveis para abrir a economia da China a empresas dos EUA e aliviar ameaças tarifárias.

Navarro e Mnuchin tiveram uma discussão acalorada na viagem a Pequim e o relacionamento ficou tão abalado que alguns participantes chegaram a questionar abertamente como eles se relacionariam dentro do mesmo avião no longo voo entre os EUA e a China, disse uma pessoa familiarizada com o episódio.

As negociações começarão no momento em que os EUA encerram as audiências públicas sobre a primeira série de tarifas norte-americanas sobre US$ 50 bilhões em bens chineses propostos como punição sobre supostas violações de direitos intelectuais dos EUA.

As tarifas, que visam peças elétricas e de maquinários, automóveis e TVs de tela plana chineses, podem entrar em vigor no início de junho. Elas podem ser seguidas de uma rodada adicional de mais US$ 100 bilhões sobre bens chineses ainda a serem identificados.

Os mercados acionários da China recuaram nesta quinta-feira em meio a negociações comerciais com os Estados Unidos em Washington. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,73%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,48%.

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