(31) 3235-8100

contato@amarilfranklin.com.br

noticiaNOTÍCIAS

Copom deve manter pela terceira vez consecutiva taxa básica de juros em 6,5% ao ano, aposta mercado

Comitê se reúne nesta quarta-feira; resultado deve ser divulgado após as 18h. Definição da taxa de juros pelo Banco Central tem como objetivo atingir meta de inflação de 4,5% no ano.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

01/08/2018 05h00 Atualizado há 4 horas

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve manter, nesta quarta-feira (1º), os juros básicos da economia em 6,50% ao ano, de acordo com a previsão da maior parte dos economistas do mercado financeiro.

Se a estimativa se confirmar, essa será a terceira manutenção seguida da taxa Selic, que, mesmo assim, continuará no menor nível da série histórica do Banco Central – que teve início em 1986.

A decisão do Copom será anunciada após as 18h desta quarta.

O mercado financeiro avalia ainda que os juros devem permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para o fechamento do próximo ano, porém, a estimativa dos economistas para os juros básicos está em 8% ao ano. Ou seja, a expectativa é de alta nos juros em 2019.

Como a decisão é tomada

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o BC reduz os juros; quando estão acima da trajtetória esperada, a taxa Selic é elevada.

A previsão dos economistas para a inflação de 2018, que estava abaixo de 4% nos primeiros meses deste ano devido ao fraco nível de atividade, subiu depois da greve dos caminhoneiros – que gerou forte repique no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho. Naquele mês, o IPCA somou 1,26% – a maior taxa para o mês desde 1995.

Além da alta mensal em junho, outro fator que pode impulsionar a inflação é o aumento do dólar neste ano, fruto de tensões externas e de incertezas sobre o cenário eleitoral.

Entretanto, o dólar, que chegou a operar próximo de R$ 4 no começo do mês passado, apresentou recuo nas últimas semanas e oscila atualmente em torno de R$ 3,75, aliviando um eventual impacto inflacionário.

Se por um lado a greve dos caminhoneiros e o dólar pressionam a inflação, por outro o cenário de baixo crescimento da economia, com o desemprego ainda alto, atuam na direção contrária, atenuando as altas de preços.

Medindo todos estes fatores que têm impacto na inflação, o mercado financeiro prevê um IPCA de 4,11% para 2018, ainda abaixo da meta central de 4,5% e também do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação para este ano.

Para 2019, ano que começa a ganhar força na definição da taxa de juros, pois as decisões do Copom demoram cerca de seis meses para terem impacto pleno na economia, a estimativa de inflação do mercado está em 4,10% – também abaixo da meta central de 4,25% e do teto de 5,75% do ano que vem.

Rendimento da poupança

Se confirmada a nova manutenção dos juros nesta quarta, o rendimento da poupança também deverá permanecer o mesmo.

Pela regra atual, em vigor desde 2012, os rendimentos da poupança estão atrelados aos juros básicos sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano.

Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. A norma vale apenas para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.

A medida visa evitar que a poupança fique mais atrativa que os demais investimentos, cujos rendimentos caem junto com a Selic. Sem o redutor, a poupança passaria a atrair recursos de grandes poupadores, que deixariam de comprar títulos públicos.

Se o juro básico da economia continuar em 6,50% ao ano, a correção da poupança permanecerá sendo de 70% desse valor - o equivalente a 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial.

Publicado em Notícia

Copom decide pela segunda vez seguida manter taxa de juros em 6,5% ao ano

Em comunicado, Banco Central diz que decisão se deve à perspectiva de que a meta de inflação para este ano será cumprida, apesar de volatilidade no mercado e alta de preços provocada por greve dos caminhoneiros.

Por Yvna Sousa, G1, Brasília

20/06/2018 18h01 Atualizado há 10 horas

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira (20), pela segunda vez consecutiva, manter a taxa básica de juros em 6,5% ao ano. A decisão já era esperada pelo mercado financeiro.

De outubro de 2016 a março deste ano, a chamada Selic foi cortada 12 vezes seguidas e chegou a 6,5%, o menor patamar desde o início do regime de metas para a inflação, em 1999.

Na reunião de maio, porém, o BC decidiu manter os juros neste patamar, o que encerrou o ciclo de cortes. A decisão ocorreu em meio à volatilidade no cenário externo que tem causado forte desvalorização do real frente ao dólar.

Em comunicado divulgado no início da noite desta quarta, o BC informou que a perspectiva de que a meta de inflação para este ano será cumprida justifica a manutenção da Selic em 6,5% ao ano (leia mais abaixo).

A expectativa dos analistas é de que a taxa permaneça em 6,5% ao ano até o final de 2018. Para o ano que vem, os economistas preveem elevação da Selic, encerrando 2019 em 8% ao ano.

Para que serve a Selic?

A cada 45 dias, o Copom calibra o patamar da Selic buscando o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%. O sistema prevê uma margem de tolerância, para mais ou para menos. Por isso, a meta é considerada formalmente cumprida pelo Banco Central caso fique entre 3% e 6%.

Como a Selic é a taxa básica de juros da economia, ela serve como referência para todas as demais taxas cobradas das famílias e empresas.

Quando a inflação está alta, o Copom eleva a Selic. Dessa forma, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, encarecendo o crédito (financiamentos, empréstimos, cartão de crédito), freando o consumo e reduzindo o dinheiro em circulação na economia. Com isso, a inflação cai.

O Copom reduz os juros quando avalia que as perspectivas para a inflação estão em linha com as metas determinadas pelo CMN.

A taxa é mantida quando o Copom identifica o cenário como positivo, mas identifica riscos para o cumprimento da meta de inflação no futuro.

Volatilidade e greve dos caminhoneiros

O Copom informou que, apesar da volatilidade no cenário externo e do aumento de preços causado pela greve dos caminhoneiros, a perspectiva é de que a meta de inflação, de 4,5% em 2018, seja alcançada, o que justifica a manutenção da Selic no patamar de 6,5% ao ano.

"Na avaliação do Copom, a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente. O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação", diz o comunicado.

O Copom informa ainda no documento que a greve dos caminhoneiros, que se estendeu por 11 dias durante o mês de maio, "dificulta a leitura da evolução recente da atividade econômica".

"Dados referentes ao mês de abril sugerem atividade mais consistente que nos meses anteriores. Entretanto, indicadores referentes a maio e, possivelmente, junho deverão refletir os efeitos da referida paralisação", diz o texto.

Com a paralisação dos caminhoneiros, houve falta de produtos em todo o país, o que fez seus preços dispararem. Foi o caso do gás de cozinha e dos combustíveis.

O BC avalia que, apesar de impactar a inflação no curto prazo, a greve não chegou a comprometer a perspectiva de crescimento da economia para este ano, mas que esse processo ocorrerá de forma "mais gradual". Também não elevou o risco de não cumprimento da meta, uma vez que os indicadores de inflação seguem em "níveis baixos".

"O cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual. (...) O Comitê julga que, no curto prazo, a inflação deverá refletir os efeitos altistas significativos e temporários da paralisação no setor de transporte de cargas e de outros ajustes de preços relativos. As medidas de inflação subjacente ainda seguem em níveis baixos, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária", avalia o Copom.

Publicado em Notícia

Apesar de alta do dólar, mercado prevê que Copom fará novo corte nos juros, para 6,25% ao ano

Recente valorização do dólar encarece produtos e serviços importados e pode pressionar os preços no Brasil. Se novo corte for confirmado, Selic atingirá nova mínima histórica.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

16/05/2018 05h00 Atualizado há 4 horas

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve promover, nesta quarta-feira (16), um novo corte no juro básico da economia, a Selic, de 6,5% ao ano para 6,25% ao ano, de acordo com aposta que é quase consenso entre os analistas do mercado financeiro.

A previsão dos economistas no novo corte ocorre apesar da disparada do dólar nas últimas semanas, que pode pressionar a inflação no Brasil (leia mais abaixo neste texto).

Se a estimativa se confirmar, a taxa Selic atingirá novo piso da série histórica do Banco Central, que tem início em 1986. A decisão será anunciada após as 18h desta quarta.

Além de apostar na nova redução, o mercado também prevê que deve ser a última do atual ciclo, que começou em outubro de 2016. Nesse período, o Copom promoveu 12 cortes seguidos na Selic, em um cenário de recuperação lenta da atividade econômica que tem resultado em inflação bem comportada.

O mercado financeiro avalia ainda que os juros devem permanecer em 6,25% ao ano até o fim de 2018. Para o fim de 2019, porém, a estimativa dos economistas para os juros básicos está em 8% ao ano. Ou seja, a expectativa é de alta nos juros no ano que vem.

Alta do dólar e decisões do Copom

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o BC reduz os juros - é o que vem acontecendo nos últimos meses. Para 2018, o mercado estima um IPCA de 3,45%.

A recente alta do dólar, porém, tem potencial para gerar pressões inflacionárias no Brasil. Isso porque os produtos, insumos e serviços importados ficam mais caros conforme a moeda norte-americana se valoriza.

Se a inflação está alta e foge da meta ou as estimativas indicam isso, o BC tende a elevar a Selic. A expectativa é que os juros cobrados pelos bancos também subam e que isso leve as pessoas a consumir menos, o que normalmente gera queda da inflação (além de afetar a economia e gerar desemprego).

O professor da Universidade de São Paulo (USP) Heron do Carmo, especialista em inflação, observou que, apesar da recente alta do dólar, há números que indicam que a inflação deve continuar baixa no Brasil, o que justifica a aposta do mercado no novo corte da Selic.

Carmo apontou que a inflação em 12 meses até abril ficou em 2,76%, bem abaixo do piso da meta de inflação do Banco Central para este ano, que é de 3%. Além disso, avaliou ele, a recuperação da economia brasileira, que também poderia pressionar a alta dos preços, ocorre de maneira "muito lenta", e o chamado repasse da alta do dólar para a inflação é pequeno.

"Atualmente, em uma conta grosseira, 100% de alta do dólar deve dar menos de 5% de inflação. E também precisa ver se esse movimento [de valorização] do dólar se mantém", disse Carmo.

O professor da USP lembrou que o próprio Banco Central tem instrumentos para tentar conter a alta da moeda norte-americana, como os contratos de "swap cambial" - que funcionam como uma venda de moeda no mercado futuro, com reflexos no mercado à vista -, além de leilões de linha (venda de dólar no mercado, com compromisso de recompra).

Por fim, Carmo observou que o IPCA, índice utilizado no sistema de metas de inflação brasileiro, é menos sensível ao dólar.

"No IPCA, a participação maior é de serviços. E temos um desemprego muito grande na economia brasileira", concluiu ele.

Rendimento da poupança

Se confirmado o novo recuo da Selic nesta quarta, o rendimento da poupança também deverá cair a partir desta quinta-feira (17).

Isso porque a regra atual, em vigor desde maio de 2012, prevê corte nos rendimentos da poupança sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5%.

Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. A norma vale apenas para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.

A medida visa evitar que a poupança fique mais atrativa que os demais investimentos, cujos rendimentos caem junto com a Selic. Sem o redutor, a poupança passaria a atrair recursos de grandes poupadores, que deixariam de comprar títulos públicos.

Se o juro básico da economia recuar para 6,25% ao ano, a partir desta quinta a correção da poupança passará a ser de 70% desse valor - o equivalente a 4,375% ao ano, mais Taxa Referencial.

Publicado em Notícia

Copom se reúne nesta quarta e deve baixar juro para 6,75% ao ano

Se confirmado, será o 11º corte seguido na Selic. Expectativa de economistas ouvidos pelo Banco Central é de que, após este corte, taxa ficará estável até o início de 2019, quando voltará a subir.

Por Alexandro Martello e Yvna Sousa, G1 e TV Globo, Brasília

07/02/2018 06h00 Atualizado há 1 hora

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne pela primeira vez no ano nesta quarta-feira (7) e deve baixar a taxa básica de juros de 7% para 6,75% ao ano, de acordo com expectativa do mercado financeiro. A decisão do colegiado será divulgada após as 18h.

Se confirmada a previsão dos economistas, a Selic será reduzida pela 11ª vez consecutiva e alcançará o menor patamar desde a adoção do regime de metas para a inflação, em 1999. Também será a menor taxa de juros de toda a série histórica do BC, iniciada em 1986.

A expectativa do mercado financeiro é colhida semanalmente pelo Banco Central, que depois a disponibiliza por meio do relatório Focus. De acordo com o mais recente relatório, os analistas esperam que o corte nesta quarta será o primeiro e o último de 2018, e que a Selic permanecerá no patamar de 6,75% até o começo de 2019.

A partir daí, preveem os economistas, os juros devem voltar a subir e atingiriam 8% ao ano no fechamento do ano que vem.

Como o BC define a Selic

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%. Para 2019, é de 4,25%. O sistema, porém, prevê uma margem de tolerância, para cima e para baixo. Isso significa, por exemplo, que a meta não seria descumprida pelo Banco Central caso a inflação neste ano ficasse entre 2,5% e 6,5%.

Normalmente, quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. A expectativa é que a subida da taxa também eleve os juros cobrados pelos bancos, ou seja, que o crédito fique mais caro, e com isso freie o consumo, fazendo a inflação cair. Essa medida, porém, afeta a economia e gera desemprego.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz os juros. É o que está acontecendo neste momento. Para 2018 e 2019, o mercado estima um IPCA de 3,94% e de 4,25%, respectivamente.

Tensões nos mercados

A reunião do Copom acontece em um momento de maior tensão nos mercados financeiros, que reagem a dados, divulgados na semana passada, de que os salários avançaram 2,9% nos Estados Unidos em janeiro - a maior alta anual em 9 anos.

Essa variação pode indicar que as pressões inflacionárias estão mais fortes nos EUA e influenciar as futuras decisões do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) sobre a taxa de juros americana, que, segundo analistas, pode acabar subindo mais do que os 0,75 ponto percentual esperado até o momento para 2018.

Uma eventual alta maior dos juros influencia negativamente o mercado de ações do país e de outras nações. Isso porque esse aumento representaria mais juros pagos nos títulos públicos dos EUA, atraindo recursos de todo mundo, inclusive do Brasil.

Uma das consequências para a economia brasileira pode ser a pressão de alta sobre o dólar, o que não é bom para a tendência da inflação nos próximos meses, pois os produtos e insumos importados ficariam mais caros. Quando isso acontece, geralmente há repasse para os preços internos.

Rendimento da poupança

Se confirmado o novo recuo da Selic nesta quarta, o rendimento da poupança também deverá cair a partir desta quinta (8).

Isso porque a regra atual, em vigor desde maio de 2012, prevê corte nos rendimentos da poupança sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5%.

Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. A norma vale apenas para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.

A medida visa evitar que a poupança fique mais atrativa que os demais investimentos, cujos rendimentos caem junto com a Selic. Sem o redutor, a poupança passaria a atrair recursos de grandes poupadores, que deixariam de comprar títulos públicos.

Se o juro básico da economia recuar para 6,75% ao ano, a partir desta quinta a correção da poupança passará a ser de 70% desse valor - o equivalente a 4,725% ao ano, mais Taxa Referencial. 

Publicado em Notícia