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Justiça do Trabalho suspende leilão de distribuidoras da Eletrobras

Ontem, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, e o secretário executivo do MME, Márcio Félix, disseram que o leilão estava mantido para o dia 30 de agosto

 

 

O leilão das distribuidoras da Eletrobras, marcado para o dia 30 de agosto, foi suspenso hoje (16) por uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ). Em sessão ordinária do Órgão Especial, a maioria dos integrantes acompanhou o voto da desembargadora Sayonara Grillo Coutinho Leonardo da Silva, que concordou com o pedido feito pelos Sindicatos dos Trabalhadores das empresas de distribuição de energia elétrica da Eletrobras para impedir a continuação do processo de venda das distribuidoras.

Os desembargadores deram provimento ao agravo regimental dos trabalhadores da categoria para reformar a decisão do desembargador Enoque Ribeiro dos Santos, relator do agravo, que permitia o andamento do processo.

Segundo o TRT, 11 desembargadores divergiram da posição do desembargador e três acompanharam o relator. Com isso, o Órgão Especial do TRT/RJ, reformou a decisão do relator do agravo.

Ontem, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, e o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix, disseram que o leilão estava mantido para o dia 30 de agosto.

Entenda
No dia 4 de junho, a juíza Raquel de Oliveira Maciel, titular da 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, concedeu liminar para interromper o processo de privatização de cinco distribuidoras da Eletrobras, até que as estatais apresentassem um estudo sobre o impacto da privatização nos contratos de trabalho em curso e nos direitos adquiridos por seus empregados. A decisão atingiu as distribuidoras Amazonas Distribuidora de Energia, Centrais Elétricas de Rondonia (Ceron), Companhia de Eletricidade do Acre, Companhia Energética de Alagoas (CEAL) e Companhia Energética do Piauí, que já foi vendida. A decisão foi resultado de uma ação civil pública ajuizada por sindicados de trabalhadores.

Quatro dias depois, o desembargador Fernando Antonio Zorzenon da Silva, presidente do TRT/RJ, suspendeu os efeitos da liminar concedida pela magistrada, atendendo a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Em resposta, os sindicados dos trabalhadores ingressaram no dia 14 de junho com agravo regimental contra a decisão do presidente do TRT/RJ, para que fosse mantida a liminar da 49ª VT/RJ. O agravo regimental foi distribuído ao desembargador Enoque Ribeiro dos Santos, que no dia 22 de junho indeferiu a liminar pedida pelos sindicatos. Os representantes dos trabalhadores resolveram entrar com novo agravo regimental contra a decisão do desembargador , requerendo que ele reconsiderasse a própria decisão. No dia 24 de julho, o desembargador remeteu o processo ao Órgão Especial do TRT/RJ.

A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) destacou que a liminar é uma decisão inédita, "que coloca o direito dos trabalhadores, direitos sociais e humanos como um elemento fundamental nas atividades societárias”, indicou a nota da entidade.

A Eletrobras informou que só vai se pronunciar por meio de comunicado ao mercado após o fechamento das operações.

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Menos de 10% das contas têm dois terços das aplicações no País

Dados divulgados pela Anbima também apontam que, pela primeira vez, parcela mais rica atinge montante de R$ 1 trilhão em aplicações financeiras

Gabriel Roca, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2018 | 19h25

Apenas 9,18% das contas bancárias de pessoas físicas concentram 64,2% das aplicações financeiras no Brasil, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Segundo a instituição, no fim do primeiro semestre de 2018, o montante de recursos investidos no País chegou a R$ 2,8 trilhões.

A Anbima contabilizou em mais de 70 milhões as contas ativas no mercado financeiro. Os 9,18%, ou 6,4 milhões de contas, são formados por clientes do perfil 'varejo de alta renda', composto por correntistas de um segmento de mais alto padrão nos bancos - Itaú Personnalité, Banco do Brasil Estilo, Bradesco Prime ou Santander Select, por exemplo. Essa parcela concentra um montante de R$ 821,5 bilhões, ou 29,28% do total investido no mercado.

A outra parcela é o segmento classificado como 'private banking', ou correntistas que possuem mais de R$ 3 milhões em aplicações financeiras. São apenas 122 mil - 0,17% do total de contas no mercado brasileiro. Somadas, elas atingem patrimônio de R$ 1 trilhão, ou cerca de 35,7% do volume total em aplicações no Brasil.

O volume é maior, por exemplo, do que o acumulado pelos cerca de 64 milhões de correntistas no chamado 'varejo tradicional'. No total, eles possuem R$ 919,36 bilhões em aplicações.

Mais pobres preferem a poupança

Ainda de acordo com o levantamento da Anbima, a camada com menor poder aquisitivo da população, o chamado 'varejo tradicional', ainda concentra a maior parte de suas aplicações financeiras na caderneta de poupança.

Em junho de 2018, 63,3% de todo o volume investido pelo segmento concentrava-se no produto.

Por ano, a caderneta de poupança remunera os investidores hoje em 70% da Taxa Selic, que atualmente está em 6,5% ao ano, mais a TR, que é próxima de zero.

Ricos procuram fundos de multimercado

Na parcela de maior renda do mercado, a distribuição da carteira é bem diferente. No 'varejo de alta renda', apenas 12,3% das aplicações estão na poupança. Entre os produtos mais conservadores, há a preferência por fundos de renda fixa, nos quais estão alocados 37,4% do capital do segmento. Outros 12% estão em CDBs.

Também houve um crescimento expressivo nas aplicações em fundos de multimercado, com alta de 24,4% e R$ 86,3 bilhões investidos. Isso porque, com a queda nas taxas de juros, houve uma procura maior por ativos mais arriscados dentro do segmento de alta renda, de acordo com José Rocha, presidente do Comitê de Varejo da ANBIMA.

No segmento de 'private banking' - os investidores que possuem mais de R$ 3 milhões em aplicações financeiras -  apenas 0,2% do total do dinheiro está alocado na poupança. Destacam-se ativos de maior risco, também como os fundos multimercado, que tiveram crescimento de 9,4% no primeiro semestre de 2018.

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Eletrobras vai reabrir plano de demissão de funcionários

Primeira etapa teve baixa adesão, segundo presidente da estatal

 

Infomoney,

 

SÃO PAULO - A Eletrobras vai reabrir o Plano de Demissão Consensual (PDC) neste segundo semestre. O presidente da companhia, Wilson Ferreira Júnior, disse na quinta-feira (15) que na primeira etapa houve a adesão de 736 empregados, avaliada por ele como baixa diante da expectativa de alcançar entre 2500 a 3000 profissionais do quadro da empresa.

Segundo o presidente, esse efetivo é para fazer frente a uma saída de pessoas da área administrativa, resultado de programas desenvolvidos para organização interna, incluindo a redução de cargos que tinham funções semelhantes.

“Isso explica um pouco porque foi menos. Um motivador das pessoas sair é não ter o que fazer, hoje elas têm o que fazer, na medida em que se for implantando [os programas] vai ficando mais claro para as pessoas e se faz a opção. Por isso, estamos esperando uma segunda janela neste segundo semestre”, disse.

Segundo o presidente, a data de início da nova etapa será anunciada nos próximos dias e não haverá mudança na lista de benefícios, que ele identifica como um bom incentivo. “É o mesmo plano que será reaberto com as mesmas condições e mesmos benefícios. Não vai melhorar nenhum benefício”, disse.

A empresa propôs no PDC o pagamento da multa do FGTS, somado ao aviso prévio correspondente a três salários do empregado, mais 50% relativos à soma dos valores da multa e do aviso prévio, além de cinco de plano de saúde.

Na visão do presidente, entre as razões da baixa adesão está a avaliação de que o momento da economia e do mercado de trabalho não é propício. Segundo ele, para os que pretendem continuar com uma vaga de emprego fora da empresa, com o panorama atual, seria difícil uma realocação. Apesar disso, Ferreira Júnior acredita que a situação pode alterar com a retomada da economia e se houver uma perspectiva mais efetiva de Reforma da Previdência.

“Estamos esperando ter uns fatos que mobilizam as pessoas, entre elas, a entrada dos sistemas, ativar o Centro, as pessoas que estão em idade de aposentadoria e as reformas ficarem mais evidente que vão acontecer, os debates [da campanha eleitoral] vão levar a isso”, observou. 

Pelos cálculos da empresa, a adesão dos 736 empregados representa economia anual para a Eletrobras de R$ 231 milhões. O presidente inseriu a questão de pessoal em uma das evoluções do Plano de Desafios para o período 2021/22. 

Leilão de distribuidoras
Sobre a venda das distribuidoras da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior disse que o leilão está mantido para o dia 30 de agosto, ainda que a votação do projeto de lei que trata do assunto não seja concluída no Senado até esta data. O presidente está confiante na aprovação do projeto no Senado, como ocorreu na Câmara. “Estou positivo com relação ao leilão”, pontuou.

Até o momento, a única distribuidora leiloada foi a Companhia Energética do Piauí (Cepisa), cuja venda ocorreu no dia 26 de julho. No próximo dia 30, está previsto o leilão das distribuidoras: Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Boa Vista Energia, e Amazonas Distribuidora de Energia (Amazonas Energia).

Segundo o presidente, a dívida das distribuidoras assumida pela Eletrobras é de R$ 11,2 bilhões. Ele ressaltou que o importante é a empresa não continuar aplicando recursos nas distribuidoras, que não têm bom rendimento, pela falta de capacidade de investimentos da companhia. Já com relação ao PL de privatização da Eletrobras, o executivo acha que a tarefa ficará para o próximo governo.

Custos
Ainda na área de redução de gastos, o executivo anunciou que a empresa vai inciar no dia 7 de setembro a mudança da sede, que atualmente funciona na Avenida Presidente Vargas, no centro da cidade para um outro na esquina das ruas da Quitanda com Conselheiro Saraiva, na mesma região. Com isso, a companhia que, incluindo a sede, há dois anos, usava seis endereços diferentes no Rio, passará a se instalar em apenas dois. “Nós gastávamos R$ 3 milhões por mês com aluguel e vamos gastar R$ 1 milhão. Serão R$ 24 milhões por ano de economia”, disse.

Angra 3
O presidente disse ainda que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) montou um grupo para debater até o final de setembro a retomada das obras de Angra 3. Ele adiantou que será reavaliado o valor da tarifa que pode ser cobrada para a geração da energia pela unidade e, com base nisso, procurar novos investidores. “[ O grupo] vai dizer: nós entendemos que essa tarifa é a adequada para a nova estrutura de capital. Está dentro do padrão internacional e vai gerar um benefício”, contou. “[A decisão] não deve ser pautada por opiniões. Só tem técnicos especialistas e vai sair o melhor que pode sair”, completou.

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Editora Abril entra com pedido de recuperação judicial

Companhia tem uma dívida total de aproximadamente R$ 1,6 bilhão; há cerca de três semanas, a consultoria americana Alvarez & Marsal assumiu o comando do grupo

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2018 | 18h01

O Grupo Abril, responsável por títulos como "Veja" e "Exame", protocolou pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira, 15. O movimento ocorre uma semana depois de realizar uma forte reestruturação de seus ativos, com o encerramento de revistas e um enxugamento de funcionários que deverá atingir um total de 800 vagas. 

Em comunicado, a companhia informou que o pedido engloba todas as companhias do grupo, incluindo a Dipar Participações e a Tex Courier. “Esse movimento se deve à necessidade do grupo de buscar proteção judicial junto a bancos e fornecedores e, dessa forma, garantir sua continuidade operacional.”

O grupo tem uma dívida total  de aproximadamente R$ 1,6 bilhão, apurou o Estado. Há cerca de três semanas, a consultoria americana Alvarez & Marsal assumiu o comando do dia a dia da companhia.

Entre os títulos encerrados dentro da reestruturação anunciada na semana passada estão revistas femininas, como "Elle" e "Cosmopolitan", e dedicadas ao setor de decoração, como "Casa Claudia", "Arquitetura" e "Minha Casa". A "Boa Forma" também deixará de circular. 

Na semana passada, a empresa informou que continuarão a circular 15 títulos, entre revistas impressas e sites. Entre eles estão “Veja”, “Exame”, “Claudia”, “Vip”, “Você S/A” e “Superinteressante”.

Abril está em processo de reestruturação

A Abril vem em um processo de reestruturação que já dura cerca de um ano. Em outubro do ano passado, a empresa Legasi (antiga 44 Capital) começou um processo de cortes com o objetivo de reduzir o endividamento do grupo. O prejuízo da empresa no ano passado foi superior a R$ 330 milhões, de acordo com relatório da PriceWaterhouseCoopers. Uma das medidas da Legasi foi a mudança da sede da empresa, para reduzir custos.

Conhecida por assumir negócios em dificuldades, como a Casa & Vídeo e a Brasil Pharma (negócio de farmácias do BTG), a Alvarez & Marsal colocou um executivo próprio - Marcos Haaland - como presidente da Abril, há cerca de três semanas. 

Com a entrada de Haaland, Giancarlo Civita, neto do fundador do grupo, deixou a presidência do grupo. Ele havia assumido o comando da companhia em março deste ano, após duas trocas de liderança 

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Após tombo de maio com greve, 'prévia do PIB' avança 3,29% em junho

No segundo trimestre, porém, IBC-BR, do Banco Central, registrou queda de 0,99%, na comparação com o trimestre anterior

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2018

BRASÍLIA - Após despencar 3,28% em maio (dado já revisado), a economia brasileira registrou forte alta em junho de 2018, em um movimento de recuperação após a greve dos caminhoneiros. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 3,29% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, informou a instituição nesta quarta-feira, 15.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 133,44 pontos para 137,83 pontos na série dessazonalizada de maio para junho. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste apenas desde abril (137,97 pontos). A atividade em maio havia sido bastante prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil, verificada nas últimas semanas do mês. Em junho, o movimento arrefeceu e a atividade voltou a acelerar.

No segundo trimestre, o indicador registrou baixa de 0,99%, na comparação com o trimestre anterior (janeiro a março), pela série ajustada. Já no primeiro semestre, houve alta de 0,89%. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 1,30% nos 12 meses encerrados em junho.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Na comparação entre os meses de junho de 2018 e junho de 2017, houve alta de 1,82% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 137,95 pontos em junho, ante 135,49 pontos de junho do ano passado.

O indicador de junho de 2018 ante o mesmo mês de 2017 mostrou desempenho levemente acima do apontado pela mediana (+1,80%) das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast (+0,90% a +3,10% de intervalo). O patamar de 137,95 pontos é o melhor para meses de maio desde 2015 (139,08 pontos).

A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,6%. O porcentual, informado pelo BC no fim de junho, é o mesmo considerado pelo Ministério da Fazenda.

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S&P reafirma rating do Brasil em BB-, com perspectiva estável

Após as eleições tanto o futuro presidente quanto o Congresso "enfrentarão um cenário fiscal desafiador", segundo a 

 

O Estado de S. Paulo,

 

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco S&P Global Ratings reafirmou a nota de crédito em moeda estrangeira do Brasil em BB- e manteve a perspectiva estável.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (9), a S&P apontou que, após as eleições gerais no País, tanto o futuro presidente quanto o Congresso "enfrentarão um cenário fiscal desafiador e a necessidade de implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e aumentar a dívida para reverter uma fraqueza dos ratings". De acordo com a agência, o atraso no avanço das medidas fiscais corretivas até o momento e a incerteza com a questão política "pesam sobre a credibilidade soberana do Brasil".

Apesar disso, a agência manteve a perspectiva estável ao apontar que o perfil externo comparativamente sólido do Brasil e a flexibilidade e credibilidade da política monetária e cambial do país "ajudaram a ancorar o rating de longo prazo em BB-". A S&P diz, ainda, que vê um crescimento lento e fraquezas fiscais como as principais restrições de crédito. "A economia diversificada saiu de uma forte contração de vários anos, mas esperamos que o crescimento permaneça abaixo de seus pares. Os altos déficits do governo persistem, com a dívida prevista para continuar a subir até 2021", afirma a agência.

"Apesar dos esforços do governo Temer, a falta de progresso e de apoio substancial em toda a classe política brasileira para medidas de correção fiscal mais fortes e mais rápidas exacerbaram as vulnerabilidades fiscais subjacentes do Brasil", aponta a agência. Para ela, isso representa um cenário "desafiador" para o próximo presidente e para o próximo Congresso. A S&P diz ter um cenário base de progresso nessa questão, "mas não necessariamente uma resposta robusta e rápida após as eleições, dados os riscos sobre a capacidade do novo presidente de formar uma coalizão coesa".

A agência acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 1,6% em 2018, "um pouco menos que o esperado anteriormente". Entre 2019 e 2021, a S&P estima um crescimento em média de 2,3% e diz que as perspectivas de expansão da economia brasileira foram e continuarão a ser inferiores às de outros países em um estágio similar de desenvolvimento. Além disso, a S&P espera que a dívida do governo geral aumente de 57% do PIB em 2016 para 72% em 2021.

Além disso, a agência afirma que a inflação deve acelerar um pouco neste e no próximo ano, mas ressalta que os índices de preços permanecerão dentro das metas estabelecidas nesse período.

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BC autoriza compra de 49,9% da XP pelo Itaú

Itaú assumiu o compromisso de não adquirir durante oito anos o controle acionário da maior corretora independente do País

Luana Pavani, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2018 | 09h21

O Itaú Unibanco obteve autorização do Banco Central para compra de fatia de 49,9% do capital da XP Investimentos, como antecipou a Coluna do Broadcast.

A autorização ocorre após exigências feitas em abril pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e envolve a celebração de Acordo em Controle de Concentração (ACC). Segundo comunicado do Itaú ao mercado, no ACC certos compromissos foram assumidos, reforçando a autonomia e independência do grupo XP.

A consumação desta que é chamada de "primeira fase" da transação, com aporte de R$ 600 milhões pela fatia de 49,9% (ou 30,1% do capital com direito a voto) e aquisição de ações da XP Holding no valor de R$ 5,7 bilhões, será em 31 de agosto. Os valores estão sujeitos a ajustes desde 11 de maio de 2017, quando foi anunciada a negociação até a efetiva liquidação financeira. Os vendedores das ações são XP Controle Participações S.A, G.A. Brasil IV Fundo de Investimento em Participações e Dyna III Fundo de Investimento em Participações.

O ACC prevê a possibilidade de uma aquisição adicional em 2022, sujeita a nova aprovação do Banco Central, para até 62,4% do capital da XP Holding, ou 40% das ações ordinárias.

Nos termos assinados com o BC, o Itaú assumiu o compromisso de não adquirir o controle acionário da XP Holding durante oito anos.

"Estamos felizes com o desfecho desta operação. Este é um modelo de negócios diverso daquele que pode ser perseguido pelo banco diretamente, que acreditamos ter grande potencial de crescimento, e se enquadra na nossa estratégia de reforçar as receitas não diretamente vinculadas a risco de crédito ou de mercado", afirma Candido Bracher, presidente-executivo e CEO do Itaú Unibanco, por meio de nota à imprensa. "Ao mesmo tempo, a XP continuará a ter uma gestão independente, contribuindo para a evolução natural na forma de consumir serviços financeiros no Brasil, conforme anunciado em maio de 2017", diz Bracher.

O Itaú Unibanco permanece com o direito de indicar dois de sete membros do Conselho de Administração da XP Holding.

Também em nota, o CEO do Grupo XP, Guilherme Benchimol, diz que a operação aumenta ainda mais o potencial de crescimento da empresa, "mantendo nossa total autonomia e independência no controle e gestão da companhia". "Dedicaremos todos os nossos esforços para continuar construindo a melhor experiência de investimentos do País", conclui o executivo e sócio fundador.

Segundo nota do Banco Central, "o acordo viabiliza o investimento na XP, mas preserva sua independência". Nos termos aprovados pelo BC, foram excluídas do contrato, a compra, pelo Itaú Unibanco, de 12,5% do capital total da XP em 2020 e as opções de venda do controle acionário da XP ao Itaú Unibanco, a partir de 2024, ou de compra do controle (pelo Itaú Unibanco), a partir de 2034, previstas no negócio inicial.

Pelo ACC, ficam o Itaú Unibanco e a XP obrigados a contratar auditoria de alto nível para auditar o cumprimento do acordo até o fim de seu período de vigência, de 15 anos, e a remeter os respectivos relatórios ao BC.

A multa em caso de descumprimento integral do ACC pelo Itaú Unibanco é de R$ 2 bilhões e pela XP, de R$ 500 milhões, além de multas específicas para cada uma das restrições previstas, com acréscimo de 50% nos valores em caso de reincidência.

O BC frisa que o ACC também prevê que o Itaú Unibanco não poderá exercer influência ou ingerência na XP.

O Itaú Unibanco fica impedido de indicar diretor para as áreas financeira e de operações da XP, de ter acesso à base de dados de clientes e de prestadores de serviços relacionados com as operações dessa instituição e de influenciar as reuniões do seu grupo de controle, previstas para serem realizadas previamente às assembleias.

O Itaú tampouco pode adquirir o controle ou participação em outras plataformas abertas de investimento.

A XP, por sua vez, não poderá privilegiar o Itaú Unibanco na contratação de operações e de serviços bancários relacionados à movimentação de recursos de seus clientes e deverá divulgar regras para inclusão e para exclusão de participantes na plataforma. A XP estará proibida de permitir o exercício de influência ou de ingerência do Itaú Unibanco nas suas áreas financeira e de operações.

Ainda de acordo com informações do BC, a XP terá a proibição de adquirir controle ou participação em plataformas abertas; de estabelecer exclusividade contratual ou sob qualquer outra forma em relação aos agentes de distribuição de investimentos e aos correspondentes bancários que contratar; e de realizar discriminação de produtos de terceiros distribuídos por meio de sua plataforma.

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Lucro líquido do BB sobe 22,3% e atinge R$ 3,24 bilhões no 2º trimestre de 2018

Resultado veio acima do esperado pelo consenso do mercado

SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BBAS3 -2,8%) divulgou nesta quinta-feira (9) os resultados do segundo trimestre de 2018, com um lucro líquido ajustado de R$ 3,2 bilhões. O valor representa uma alta de 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado, e de 7,1% em relação ao primeiro trimestre deste ano. Segundo a Bloomberg, o número veio levemente acima do esperado, de R$ 3,14 bilhões. 

De acordo com o BB, o resultado positivo foi influenciado pelo aumento das rendas de tarifas, controle das despesas administrativas e menores provisões de crédito. O banco também reportou um aumento do Retorno Sobre Patrimônio Líquido para 13,3% e um resultado de R$ 6,3 bilhões no semestre. 

A primeira metade do ano, segundo a instituição financeira, foi marcada por um crescimento das rendas de tarifas influenciadas principalmente pela linha de conta corrente, com aumento de 7,2% no período. Houve aumento também nas receitas com pacote de serviços e nas tarifas relacionadas à administração de fundos (+13,2%). 

O semestre foi marcado por uma melhora da qualidade de crédito. Ao final de junho, a carteira de crédito ampliada manteve desempenho positivo em R$ 685,4 bilhões - um crescimento de 1,5% em relação a março de 2018. No segmento de pessoa física, o BB apresentou alta de 2,2% tanto no segundo trimestre como na comparação anual. Já a carteira da pessoa jurídica encolheu 6,2% no último trimestre. Ao mesmo tempo, a carteira agronegócios ampliada teve alta de 2,1% em relação a março e o crédito rural cresceu 5,1% em comparação com o trimestre anterior. 

Com relação ao índice de inadimplência acima de 90 dias, este segue em queda pelo quarto trimestre consecutivo. Também recuou a provisão líquida de recuperação, que caiu 32% em relação ao mesmo período do ano passado. 

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Relatório de fechamento Fundo de Investimento em Ações Amaril Franklin do mês de Junho de 2018 para que vocês possam conhecer mais uma opção para diversificação das suas aplicações financeiras.

Destacamos que os resultados apresentados no longo prazo são mais positivos que a maioria das ofertas de investimento disponíveis no mercado.

Confira abaixo o comparativo de rentabilidade do mês e a Evolução da Carteira do Fundo nos últimos 36 meses e baixe o relatório completo clicando aqui.

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Petrobras paga US$ 975 mi em dívida bancária

Montante venceria apenas em 2022

7.ago.2018 às 2h59, Folha de São Paulo

A Petrobras informou (6) que realizou o pré-pagamento de três dívidas bancárias, no total de US$ 975 milhões (R$ 3,66 bilhões, pelo câmbio atual), entre 25 de julho e 3 de agosto, todas com vencimento original em 2022.

Do montante, US$ 325 milhões foram pagos ao Bank of America, US$ 150 milhões ao Safra e US$ 500 milhões ao MUFG.

A empresa reiterou que "as operações estão em linha com a estratégia de gerenciamento de passivos da companhia, que visa à melhora do perfil de amortização e do custo da dívida, levando em consideração a meta de desalavancagem prevista em seu Plano de Negócios e Gestão 2018-2022".

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