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Petrobras paga US$ 975 mi em dívida bancária

Montante venceria apenas em 2022

7.ago.2018 às 2h59, Folha de São Paulo

A Petrobras informou (6) que realizou o pré-pagamento de três dívidas bancárias, no total de US$ 975 milhões (R$ 3,66 bilhões, pelo câmbio atual), entre 25 de julho e 3 de agosto, todas com vencimento original em 2022.

Do montante, US$ 325 milhões foram pagos ao Bank of America, US$ 150 milhões ao Safra e US$ 500 milhões ao MUFG.

A empresa reiterou que "as operações estão em linha com a estratégia de gerenciamento de passivos da companhia, que visa à melhora do perfil de amortização e do custo da dívida, levando em consideração a meta de desalavancagem prevista em seu Plano de Negócios e Gestão 2018-2022".

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Dívida pública do Brasil pode chegar a quase 100% do PIB, segundo FMI

Previsão é para 2023; no ano passado, esse percentual foi de 84%

Estelita Hass Carazzai

Washington

Folha de São Paulo

Em relatório sobre o estado da política fiscal pelo mundo, o FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê que a dívida bruta do governo do Brasil deve bater os 90% do PIB no ano que vem, e chegar a quase 100% até 2023.

É um dos maiores patamares de dívida entre as economias emergentes do mundo, e comparável à de países desenvolvidos. Na América Latina, por exemplo, a média é de 61%. O percentual fica na casa dos 50% na Argentina e na Colômbia, e não passa de 23% no Chile.

É um nível muito alto no contexto dos mercados emergentes”, afirma o economista Vitor Gaspar, diretor do departamento de Assuntos Fiscais do FMI.

Em 2018, o percentual da dívida pública brasileira deve chegar a 87,3% do PIB, segundo o FMI. No ano que vem, bate nos 90,2% e, em 2023, atinge 96,3%. No ano passado, esse percentual foi de 84%.“São níveis que, no passado, estiveram associados a crises fiscais”, comenta Gaspar. “A dívida média só foi maior durante os anos 1980, que ganharam o título de ‘década perdida’ na América Latina.”

A proporção da dívida pública brasileira preocupa o FMI, que pediu a aceleração das reformas e do ajuste fiscal do país no documento Fiscal Monitor, lançado nesta quarta-feira (18).

Dada a força de sua recuperação econômica, o Brasil deveria acelerar o passo da consolidação e estimular o esforço fiscal”, informa o relatório.

O órgão aumentou nesta semana a previsão de crescimento do Brasil para 2,3% em 2018, destacando a recuperação dos investimentos no país.

Gaspar afirma que é “crucial” que o Brasil adote logo um plano de médio prazo para diminuir a proporção da dívida e mantê-la sob controle –já que seu crescimento destoa da tendência de outros países da região, e se compara inclusive à situação dos Estados Unidos, que vêm adotando expansão fiscal e corte de impostos nos últimos meses.

GASTOS E PREVIDÊNCIA

Para o FMI, mesmo com a recente alta nos preços das commodities, países exportadores de bens agrícolas como o Brasil deveriam aproveitar o momento para alinhar os gastos públicos com perspectivas de receita mais modestas.

No documento desta quarta, o FMI elogia a queda do déficit orçamentário em 2017, e cita a aprovação do teto de gastos proposto pelo governo de Michel Temer (PMDB), que deve reduzir o gasto público em 0,5% do PIB a partir de 2019. Mas, para o fundo, ainda é preciso aprovar a reforma da previdência, que pode gerar economia de até 9,5% do PIB ao longo da próxima década.

Não existe espaço para a complacência”, afirma Gaspar. No atual cenário de crescimento global, o FMI recomenda que todos os países façam algum tipo de ajuste fiscal, cortando gastos improdutivos e formando poupanças para políticas anticíclicas em crises futuras.

Ninguém pode prever com precisão os altos e baixos da economia de um país. Governos bem-sucedidos são aqueles que se preparam para as tempestades no horizonte”, comenta o diretor do órgão.

PRESSÕES INFLACIONÁRIAS

O FMI faz ainda um alerta especial aos Estados Unidos, onde o governo de Donald Trump vem aumentando os gastos públicos e fez um extensivo corte de impostos no fim do ano passado.

De acordo com o relatório, acelerar o gasto público em um momento de expansão econômica (o país deve crescer 2,9% neste ano) corre o risco de gerar pressão inflacionária e aumentar a dívida pública.

Não por acaso, o Global Financial Stability Report, também divulgado pelo FMI nesta quarta, destaca o risco de volatilidades em função da “considerável expansão fiscal dos EUA”.

Segundo o documento, há um “caminho acidentado” pela frente, ao qual os bancos centrais devem reagir se necessário, com ajustes na política monetária. 

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Dívida antiga da Eletrobras pode ser dobro da prevista

Passivo que estatal criou nas décadas de 1970 e 1980 é pelo menos o dobro do provisionado

3.abr.2018 às 2h30

Maria Cristina Frias

Folha de São Paulo

Escritórios de advocacia que defendem credores da Eletrobras calculam que o passivo com dívidas que a estatal criou nas décadas de 1970 e 1980 é pelo menos o dobro do que o valor provisionado pela empresa.

A companhia de energia inseria nas contas de luz de grandes consumidores um valor que representava um empréstimo para ela mesma, durante os anos 1970 e 1980.

Parte dessas dívidas foram vendidas, e há fundos que compraram esses títulos. O advogado de um deles calcula que haja cerca de R$ 35 bilhões espalhados. A principal discordância é sobre o cálculo dos juros.

No último balanço da estatal, foi reconhecido um total de R$ 16,6 bilhões.

Só o meu escritório representa detentores de R$ 10,2 bilhões, e esse valor está em termos nominais e ainda precisa ser corrigido”, diz José Carlos Pereira, do Pereira e Pereira Associados.

A Eletrobras tem critérios para decidir quanto provisiona no seu balanço, segundo a empresa informa em nota.

Para causas que ela considera que terão desfecho negativo, ela inclui os valores.

Aquelas que ela mesma classifica como possíveis de serem vencidas na Justiça não têm provisões no balanço, mas são destacadas em notas explicativas no documento.

Finalmente, as que ela considera ter chance remota de perder só são citadas se a administração considerar que há algo para ser divulgado.

Há dois julgamentos em tramitação que podem ter um impacto relevante nessa conta, segundo a Eletrobras, e os valores deles ainda não apareceram nos balanços.

CRONOLOGIA

Anos 1960 Lei instituiu um empréstimo compulsório que alguns consumidores pagam na conta de luz


Anos 1990 Em 1993 esse empréstimo foi extinto


Atualmente Há processos judiciais ajuizados por industriais que cobram da Eletrobras, especialmente por discordarem da aplicação de juros

Fonte: Eletrobras

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