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Fundo cortou suas estimativas de crescimento global devido à intensificação da guerra comercial entre EUA e China e aos crescentes apertos financeiros nos mercados emergentes.

 

Por Reuters

 

10/10/2018

 

Os riscos ao sistema financeiro global aumentaram ao longo dos últimos seis meses e podem se elevar com força se as pressões nos mercados emergentes ampliarem ou as relações comerciais globais se deteriorarem mais, disse nesta quarta-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

O FMI, cujas reuniões com o Banco Mundial iniciam nesta semana na ilha indonésia de Bali, também destacou que embora a estabilidade financeira tenha sido sustentada por reguladores na década desde a crise financeira global de 2008, condições financeiras frouxas estão contribuindo para um aumento dos problemas potenciais relacionados aos altos níveis de dívida e avaliações "alongadas" de ativos.

 

Mas novos regimes de resolução bancária para evitar resgates financeiros futuros são em grande medida não testados, disse o Fundo em sua atualização bianual de estabilidade financeira global.

 

"Os riscos de curto prazo à estabilidade financeira global aumentaram um pouco", disse o FMI. "No geral, os participantes do mercado parecem complacentes sobre o risco de um forte aperto nas condições financeiras."

 

O Fundo destacou que o crescimento econômico parece ter atingido um pico em algumas importantes economias enquanto a diferença entre países avançados e mercados emergentes está se ampliando. Na terça-feira o FMI cortou suas estimativas de crescimento global devido à intensificação da guerra comercial entre EUA e China e aos crescentes apertos financeiros nos mercados emergentes.

 

Novas pesquisas do FMI mostram que países emergentes com exceção da China podem enfrentar fluxos de saída de capital de até 100 bilhões de dólares, nível visto pela última vez durante a crise financeira global.

 

O Fundo citou uma série de outros riscos de curto prazo à estabilidade financeira, incluindo a possibilidade de um "não-acordo" do Brexit ou renovadas preocupações sobre política fiscal em alguns países endividados da zona do euro.

 

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Índice do MSCI para moedas emergentes chegou a cair cerca de 0,6%, caminhando para seu pior dia desde 13 de agosto.

Por Reuters

04/10/2018

Os ativos dos mercados emergentes recuavam nesta quinta-feira (4) após aumento nos rendimentos dos títulos dos Estados Unidos ter reduzido a atratividade de moedas e ações de alto rendimento, com a rúpia indiana caindo para nova mínima recorde.

A expansão da economia dos Estados Unidos levou a múltiplos aumentos da taxa de juros pelo Federal Reserve este ano, impulsionando o dólar e elevando os rendimentos dos Treasuries a picos de vários anos.

O índice do MSCI para moedas emergentes chegou a cair cerca de 0,6%, caminhando para seu pior dia desde 13 de agosto.

As ações emergentes recuaram quase 2%, a caminho do pior dia em mais de seis meses lideradas por quedas nos principais índices acionários da Índia .

Os principais índices acionários na Coreia do Sul, Rússia e Turquia recuaram.

"Uma dinâmica simples está ocorrendo agora na economia global - os Estados Unidos estão crescendo, enquanto a maior parte do resto do mundo desacelera ou mesmo fica estagnada", disse Kevin Logan, economista do HSBC.

"Um Federal Reserve que está elevando os juros para impedir o superaquecimento da economia dos EUA está restringindo as opções de países onde as condições financeiras estão se apertando e as tensões comerciais se intensificando."

A lira turca continuava sua queda um dia após dados mostrarem que a inflação anual subiu para quase 25% em setembro, seu nível mais alto em 15 anos.

A rúpia indiana atingiu uma mínima recorde de 73,8125 por dólar. O aumento dos preços do petróleo contribuía para os problemas da moeda, com os investidores aumentando as apostas de que o banco central aumentará a taxa de juros mais agressivamente do que o esperado na sexta-feira.

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Nesta segunda-feira, presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a relação comercial com o Brasil.

Por G1

01/10/2018

O Itamaraty disse nesta segunda-feira (1) que o Brasil está sempre aberto ao diálogo com os Estados Unidos e em busca de soluções para reduzir os entraves no comércio exterior depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a relação comercial dos dois países.

"O governo brasileiro está sempre aberto ao diálogo e à busca de soluções para a redução de entraves aos fluxos comerciais de parte a parte", disse por meio de nota o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, Ronaldo Costa.

Nesta segunda-feira, Trump criticou as relações comerciais dos EUA com o Brasil. Durante entrevista coletiva na Casa Branca, para falar sobre o acordo comercial entre EUA, Canadá e México, ele sugeriu que o Brasil trata as companhias norte-americanas injustamente.

"O Brasil é outro caso. É uma beleza. Eles cobram de nós o que querem. Se você perguntar a algumas empresas, eles dizem que o Brasil está entre os mais duros do mundo, talvez o mais duro. E nós não os chamamos e dizemos 'ei, vocês estão tratando nossas empresas injustamente, tratando nosso país injustamente", afirmou Trump.

Na nota do Itamaraty, Costa também destacou que as "empresas norte-americanas tiveram, e continuam a ter, participação destacada no processo de desenvolvimento nacional, dentro do contexto mais amplo do construtivo relacionamento econômico entre os dois países."

Mais cedo, o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria (MDIC), Abrão Neto, também saiu em defesa das relações comerciais entre os dois países ao lembrar que os EUA registraram superávit comercial (com as vendas externas superando as importações) de US$ 90 bilhões com o Brasil nos últimos dez anos.

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Dado é outro sinal de que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China está afetando as fábricas no restante do mundo também.

Por Reuters

01/10/2018

O crescimento da indústria da zona do euro desacelerou para a mínima de dois anos no final do terceiro trimestre, em outro sinal de que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China está afetando as fábricas no restante do mundo também, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

O PMI final de indústria do IHS Markit caiu em setembro para a mínima de dois anos de 53,2 ante 54,6 em agosto e preliminar de 53,3, mas ainda acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.

O subíndice de produção atingiu o menor patamar em mais de dois anos de 52,7, contra 54,7 em agosto.

Preocupação com barreiras comerciais

Os empresários do setor industrial estão cada mais preocupados com as barreiras ao comércio mundial, o que ficou claro com as leituras de indicadores antecedentes. O subíndice de novas encomendas de exportação caiu para a mínima de mais de cinco anos de 50,2, contra 52,0 no mês anterior.

"A indústria da zona do euro desacelerou mais um pouco no final do terceiro trimestre. O setor viu o forte crescimento no início do ano rapidamente perder força para o pior desempenho em dois anos em setembro uma vez que o crescimento da produção e do emprego desacelerou em resposta à estagnação das exportações", disse Chris Williamson, economista-chefe do IHS Markit.

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Phelps indicou que o crescimento tem as características que normalmente precedem uma recessão, pois foi alimentado artificialmente por Trump, sobretudo com as medidas fiscais.

Por France Presse

27/09/2018

A economia dos Estados Unidos se expõe a uma recessão dentro de um ano, quando passar o efeito da redução de impostos determinada por Donald Trump, afirma o prêmio Nobel de Economia Edmund Phelps.

"Uma recessão dentro de seis a 12 meses é realista. Isto pode levar um pouco mais de tempo segundo as circunstâncias, mas também pode acontecer antes", afirmou ao jornal austríaco Die Presse o macroeconomista americano, vencedor do Nobel em 2006 por seus estudos sobre o crescimento.

Phelps indicou que o crescimento observado atualmente nos Estados Unidos tem as características "que normalmente precedem uma recessão". Foi alimentado artificialmente por Trump, sobretudo com as medidas fiscais, completou.

"Dopa a economia a curto prazo. Pode aguentar um ano aproximadamente. Mas para conseguir este resultado, o presidente aumentou muito o endividamento do Estado. Vai acontecer um contragolpe", opina Edmund Phelps.

Esta crise pode ser desencadeada com o desenvolvimento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, assim como com a incerteza ligada à política "populista" na Itália, que poderia "dividir a zona do euro", adverte o economista.

Neste contexto, o Banco Central Europeu (BCE) parece desarmado, segundo Phelps. Se o presidente da instituição, Mario Draghi, "aumentar as taxas, asfixia a frágil recuperação econômica. Se decidir mantê-las a zero, não tem cartuchos para poder estimulá-la quando necessário".

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Segundo estatal, acordo permitirá que 80% do valor seja destinado às autoridades brasileiras. Acordo impactará balanço do 3 trimestre da petroleira.

Por Reuters

27/09/2018 

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (27) que fechou acordos para encerramento das investigações do Departamento de Justiça (DOJ) e da Securities and Exchange Commission (SEC), nos Estados Unidos, decorrentes das irregularidades investigadas pelça Operação Lava Jato.

"A companhia irá reconhecer, como provisão dos acordos, o valor de US$ 853,2 milhões, estimado em R$ 3,6 bilhões, incluindo tributos, nas demonstrações financeiras do 3º trimestre de 2018", informou a estatal.

O acordo diz respeito ao litígios relacionados aos controles internos, registros contábeis e demonstrações financeiras da companhia durante o período de 2003 a 2012.

Em janeiro, a Petrobras já havia fechado um acordo de US$ 2,95 bilhões na Justiça dos EUA para encerrar uma ação coletiva de investidores estrangeiros.

Em fato relevante, a petroleira disse que também celebrará acordo com o Ministério Público Federal (MPF), "uma vez que os fatos subjacentes foram desvendados por meio de investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras no âmbito da Operação Lava Jato".

Conforme a companhia, isso permitirá que 80% dos valores acordados com a SEC e com o DOJ possam ser investidos no Brasil. A Petrobras disse ainda que os acordos encerram completamente as investigações das autoridades norte-americanas.

Pelos termos, a estatal pagará nos Estados Unidos US$ 85,3 milhões ao DOJ e US$ 85,3 milhões à SEC. Adicionalmente, os acordos reconhecem a destinação de US$ 682,6 milhões às autoridades brasileiras, "a serem depositados pela Petrobras em um fundo especial e utilizados conforme instrumento que será assinado com o MPF".

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Expectativa é de elevação dos juros nos EUA, do intervalo entre 1,75% para 2% ao ano para a faixa entre 2% e 2,25%.

Por G1

26/09/2018

Os mercados financeiros vão se focar nesta quarta-feira (26) em indícios sobre se a aceleração no crescimento econômico dos Estados Unidos levará o banco central norte-americano a aumentar o ritmo do aperto da política monetária, uma vez que é dado como certo que o Federal Reserve (Fed) anunciará a elevação da taxa de juros – a terceira no ano.

A decisão será anunciada a partir das 15h (horário de Brasília). A expectativa é de elevação da taxa de juros, do intervalo entre 1,75% para 2% para a faixa entre 2% e 2,25% ao ano.

A reunião de dois dias que termina nesta quarta-feira pode marcar o final formal do nível "expansionista" dos juros que o Fed tem usado para sustentar a economia dos EUA desde o início da recessão de 2007-2009, destaca a agência Reuters.

O atual comunicado de política monetária do Fed tem incluído essa descrição de política monetária frouxa como um elemento básico nos últimos anos, embora autoridades a tenham descrito recentemente como ultrapassada e que provavelmente será removida, esta semana ou num futuro próximo.

A probabilidade de o Fed elevar sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira, é de quase 95%, com base em análises de contratos de juros futuros pelo CME Group.

A maior questão é se o Fed irá remodelar sua perspectiva de política monetária para os próximos anos para levar em conta um crescimento mais forte do PIB ou se preocupações com uma possível guerra comercial global ou desaceleração econômica o levam a permanecer próximo de sua visão atual.

O Produto Interno Bruto cresceu a uma taxa anualizada de 4,2% no segundo trimestre, de acordo com dados do Departamento do Comércio dos EUA divulgados no mês passado, contra 2,2% no primeiro trimestre.

Alguns economistas esperam uma inclinação mais agressiva, seja no comunicado de política monetária, seja nas projeções econômicas e de juros ou na conferência à imprensa que o chair do Fed, Jerome Powell, dará em seguida.

No Brasil, o mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.

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Segundo Azevêdo, interrupção da cooperação internacional reduzirá o crescimento do comércio global em torno de 70% e a expansão do PIB em 1,9%.

 

Por Reuters

 

25/09/2018

 

Uma guerra comercial em escala total teria efeitos sérios sobre o crescimento econômico global e não haveria vencedores em tal cenário, afirmou nesta terça-feira (25) o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo.

 

Falando em um evento da indústria em Berlim diante do cenário de crescentes tensões comerciais entre China e Estados Unidos, Azevêdo afirmou:

 

"As luzes de alerta estão piscando. Uma contínua intensificação das tensões representará uma ameaça adicional à estabilidade, aos empregos e ao tipo de crescimento que estamos vendo hoje."

 

Uma guerra comercial global em escala total com interrupção da cooperação comercial internacional reduzirá o crescimento do comércio global em torno de 70% e a expansão do PIB em 1,9%, disse Azevêdo.

 

"Não haverá vencedores de tal cenário e toda região será afetada", disse Azevêdo. A própria União Europeia terá cerca de 1,7% retirado de seu crescimento do PIB, disse ele, acrescentando: "Claramente, não podemos deixar isso acontecer."

 

Azevêdo citou várias propostas de reformas que lidam com práticas de distorção comercial e mecanismos existentes da OMC para resolver disputas comerciais, acrescentando que os membros precisam concordar com quais reformas querem se concentrar.

 

Segundo ele, a cúpula do G20 em Buenos Aires em novembro será crucial para definir os próximos passos para proteger o livre comércio com bases em regras.

 

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Opep e Rússia rejeitam pedido de Trump para aumento na produção de petróleo e redução de preço.

Por G1

24/09/2018

O preço do petróleo Brent alcançou nesta segunda-feira (24) seu nível mais alto desde novembro de 2014, a quase US$ 81 o barril, após a decisão da Opep e de seus sócios de não aumentar a produção apesar das pressões de Donald Trump.

A cotação do Brent do Mar do Norte para entrega em novembro subiu 2 dólares, até US$ 80,80, às 8h45 GMT (5h45 no horário de Brasília), depois de chegar pouco antes a US$ 80,94, segundo a agência France Presse. No ano, a alta acumulada é de cerca de 25%.

"Esta é a resposta do mercado de petróleo à recusa da Opep e aliados de aumentar sua produção de petróleo", disse Carsten Fritsch, analista de commodities do Commerzbank.

Na véspera, a Arábia Saudita, líder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e a Rússia descartaram a possibilidade de aumento na produção de petróleo bruto.

O barril do petróleo Brent chegou a US$ 80 neste mês, levando Trump a reiterar na quinta-feira (20) seu pedido para que a Opep baixasse os preços. A alta das cotações foi contida principalmente por uma queda nas exportações do Irã, membro da Opep, devido ao restabelecimento de sanções dos EUA.

"Nós protegemos os países do Oriente Médio, eles não estariam seguros por muito tempo sem nós e, ainda assim, eles continuam incentivando preços cada vez mais altos para o petróleo. Nós lembraremos disso. O monopólio da Opep deve baixar os preços agora!", escreveu Trump em sua conta no Twitter.

O ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih disse que a Arábia Saudita tinha capacidade para aumentar a produção de petróleo, mas que a medida não seria necessária no momento. "A minha informação é que os mercados estão sendo adequadamente abastecidos. Não sei de nenhuma refinaria no mundo que esteja precisando de petróleo e não esteja conseguindo", afirmou.

O ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, disse que nenhum aumento imediato na produção era necessário, embora acreditasse que uma guerra comercial entre a China e os EUA, assim como sanções norte-americanas ao Irã, estariam criando novos desafios para os mercados de petróleo.

O ministro do Petróleo de Omã, Mohammed bin Hamad Al-Rumhy, e seu equivalente do Kuwait, Bakhit al-Rashidi, disseram a jornalistas após a reunião deste domingo que os produtores concordaram em se comprometer a atingir a meta de 100% dos cortes de produção acordados em junho.

Isso significa, na prática, compensar as quedas na produção iraniana. Al-Ruhmy disse que os mecanismos exatos para cumprir o objetivo ainda não haviam sido discutidos.

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Na véspera, Trump anunciou tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses em uma nova rodada da guerra comercial envolvendo os dois países.

Por G1

18/09/2018

A China informou nesta terça-feira (18) que vai adotar "represálias" após o anúncio dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobe US$ 200 bilhões em produtos chineses, aumentando o risco de que o presidente norte-americano, Donald Trump, possa em breve adotar taxas sobre praticamente todos produtos chineses que o país compra.

"Para proteger seus direitos e interesses legítimos, assim como a ordem mundial do livre comércio, a China se verá obrigada a adotar medidas de represália de maneira recíproca", afirmou o Ministério do Comércio.

Através de um comunicado, o ministério afirmou que a China lamenta "profundamente" a decisão dos EUA e afirmou que a medida trará "novas incertezas" para as negociações comerciais em curso entre os dois países.

"A China sempre enfatizou que a única maneira correta de resolver a questão comercial entre China e EUA é através de negociações e consultas realizadas em uma base de respeito igual, sincero e mútuo. Mas nesse momento, tudo que os EUA fazem não dá a impressão de sinceridade ou boa vontade", acrescentou o governo chinês.

Os índices acionários se recuperar à tarde e fecharam em alta depois que Pequim prometeu revidar. Os ganhos nos papéis de infraestrutura sustentaram o mercado, com alguns investidores apostando que a China aumentará o investimento em estradas e pontes para compensar o impacto da última rodada de tarifas de Trump, grande parte da qual já foi precificada pelos mercados.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 2%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,82%.

EUA ameaçam sobretaxas adicionais

Na véspera, os Estados Unidos anunciaram a cobrança de novas tarifas para importação de produtos chineses em uma nova rodada da guerra comercial envolvendo os dois países.

A Casa Branca informou que EUA vão impor, a partir do próximo dia 24, sobretaxa de 10% sobre cerca de US$ 200 bilhões em importações da China, ameaçando ainda com taxas sobre mais US$ 267 bilhões se a China retaliar.

Trump considera que o déficit comercial dos EUA no comércio com a China, de US$ 376 bilhões anuais, é inaceitável e tem que ser redimensionado.

Trump alertou na segunda-feira que se a China adotar medidas retaliatórias contra as indústrias ou os agricultores norte-americanos "vamos buscar imediatamente a fase três, que trata-se de tarifas sobre aproximadamente US$ 267 bilhões em importações adicionais".

A escalada das tarifas de Trump sobre a China ocorre após negociações entre as duas maiores economias do mundo para resolver diferenças comerciais não produzirem resultados. O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, convidou na semana passada altos funcionários chineses para uma nova rodada de negociações, mas até agora nada foi marcado.

Esse conflito parece, até o momento, ter pouco efeito na primeira economia mundial, embora as medidas de represália sejam sentidas em algumas regiões e setores de atividade.

O Tesouro americano advertiu em várias ocasiões que a maior ameaça para o crescimento econômico americano era uma guerra comercial.

A Câmara de Comércio dos EUA na China (AmCham China) criticou as novas tarifas e afirmou que as empresas americanas que operam no gigante asiático serão prejudicadas.

Escalada da tensão comercial

O governo dos Estados Unidos tem adotado uma série de medidas conta produtos chineses e de outras economias. Até então, a administração Trump tinha anunciado tarifas sobre US$ 50 bilhões de importações da China. Desse montante, US$ 34 bilhões estavam sobretaxados desde julho. Os outros US$ 16 bilhões começaram a ser sobretaxados em agosto.

As ações dos EUA tentam pressionar a China a fazer mudanças radicais na sua política comercial, na transferência de tecnologia e em subsídios industriais para o setor de alta tecnologia.

O governo chinês tem adotado represálias ao movimento dos EUA. Em agosto, Pequim também adotou tarifas de 25% para US$ 16 bilhões de produtos americanos.

Desde agosto, as tarifas de importação adotadas mutuamente por Estados Unidos e China já alcançavam US$ 100 bilhões de dólares.

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