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UE prepara medidas para responder se EUA impuserem tarifas a automóveis

Europeus já elevaram tarifas sobre lista de produtos americanos em retaliação à decisão do governo Trump de impor pesadas taxas ao alumínio e aço.

Por G1

19/07/2018 08h46 Atualizado há 30 minutos

 

A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) está elaborando medidas para responder à possível imposição de novas tarifas por parte dos Estados Unidos às suas importações de carros europeus, segundo disse nesta quinta-feira (19) a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström.

"Se os Estados Unidos impuserem estas tarifas aos carros seria muito infeliz, mas estamos preparando junto com os Estados-Membros uma lista de medidas de reequilíbrio", afirmou Malmström durante conferência sobre comércio transatlântico.

A comissária não especificou a forma como colocariam em prática estas "medidas de reequilíbrio", ressaltando que ainda estão sendo preparadas, embora tenha detalhado que seriam feitas "da mesma forma" que na resposta às tarifas ao aço e ao alumínio.

No caso da resposta aos encargos do aço e alumínio, que entraram em vigor no dia 1 de junho após uma isenção temporária, a resposta da UE consistiu em uma denúncia na Organização Mundial do Comércio (OMC), a imposição de tarifas a uma série de produtos americanos e a vigilância dos mercados europeus de aço e alumínio frente a possíveis desvios.

Este monitoramento já levou à implementação, a partir de hoje e durante os próximos 200 dias, de uma cota temporária acima da qual as importações de aço serão taxadas com uma tarifa de 25%.

Os europeus já aumentaram, em 22 de junho, suas tarifas em uma lista de produtos americanos, como jeans, uísque bourbon ou cigarro, em resposta à decisão de Washington de impor pesadas taxas ao alumínio e aço europeus.

O presidente americano, Donald Trump, ameaçou, então, tomar medidas similares aos veículos europeus, medida que afetaria especialmente a primeira economia da zona euro, a Alemanha, na mira dos EUA por seu excedente comercial.

"As medidas tarifárias sobre os automóveis não são desejáveis, nem estão justificadas", disse a comissária, classificando-as de "desastrosas" e de "movimento ilegal para ganhar influência nas negociações comerciais".

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, deve viajar em 25 de julho para se reunir com Trump, com o objetivo de desativar as tensões comerciais entre UE e Estados Unidos.

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Comissão Europeia reduz previsão de crescimento da Eurozona por tensão comercial com EUA

Os 19 países da moeda única devem registrar no conjunto um crescimento de 2,1% do PIB em 2018, após um avanço de 2,4% no ano passado.

Por France Presse

12/07/2018 08h52 Atualizado há 30 minutos

A Comissão Europeia reduziu a previsão de crescimento para a Eurozona em 2018, apontando a tensão comercial com os Estados Unidos como um dos fatores que prejudicam a moderada recuperação da economia do euro.

Os 19 países da moeda única devem registrar no conjunto um crescimento de 2,1% do PIB em 2018, após um avanço de 2,4% no ano passado, de acordo com os números publicados pelo Executivo comunitário, que reduz em dois décimos as previsões divulgadas em maio.

"A leve revisão reflete o impacto na confiança das tensões comerciais e da incerteza política, assim como o aumento dos preços da energia", explicou o comissário Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici.

A União Europeia (UE) aumentou em junho as tarifas de uma série de produtos americanos em resposta à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar as exportações de aço e alumínio dos sócios do bloco.

Trump ameaçou impor novas tarifas aos veículos europeus, uma decisão que afetaria principalmente a Alemanha, a maior economia da zona do euro e uma potência do setor automotivo.

Bruxelas, que mantém a previsão de crescimento da Eurozona em 2% para 2019, adverte que "em caso de aumento das tensões, isto afetaria negativamente o comércio e o investimento, e reduziria o bem-estar em todos os países afetados".

A Comissão Europeia reduziu em quase meio ponto a previsão de crescimento da Alemanha para 2018 (2,3% em maio para 1,9%) e em dois décimos a projeção para 2019, que agora está em 1,9%.

Para o conjunto dos 28 países da UE, a Comissão reduziu a previsão de crescimento este ano de 2,3% para 2,1%. A estimativa para 2019 permanece em 2%.

A Comissão Europeia aumentou levemente a previsão de inflação na zona do euro a 1,7% para 2018 (+0,2% na comparação com maio) e para 2019 (+0,1%).

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China diz que reagirá após nova ameaça de tarifas dos EUA sobre US$ 200 bilhões

Na véspera, governo Trump anunciou nova lista de produtos sobretaxados em 10%, elevando ainda mais o tom da disputa comercial.

Por Reuters

11/07/2018 09h07 Atualizado há menos de 1 minuto

A China acusou os Estados Unidos nesta quarta-feira (11) de intimidação e alertou que vai responder depois que o governo norte-americano elevou o tom na disputa comercial, ameaçando com novas tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses na terça-feira (10).

Pequim afirma que vai responder mais uma vez contra as medidas tarifárias de Washington, inclusive por "medidas qualitativas". Empresas norte-americanas na China temem que essa ameaça possa significar inspeções mais duras ou atrasos em aprovações de investimentos ou mesmo boicotes ao consumidor.

Na sexta-feira (6), a China apresentou uma ação contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) pela imposição de taxas de importação, informou seu Ministério do Comércio.

O Ministério das Relações Exteriores descreveu as ameaças de Washington como "intimidação típica" e disse que a China precisa contra-atacar para proteger seus interesses. "Essa é uma luta entre unilateralismo e multilateralismo, protecionismo e livre comércio, poder e regras", afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, nesta quarta.

Lista de produtos

Na terça-feira (10), autoridades dos EUA divulgaram a lista de milhares de importações chinesas que o governo norte-americano quer atingir com as novas tarifas. A medida provocou críticas de alguns grupos industriais dos EUA.

Os US$ 200 bilhões superam de longe o valor total de bens que a China importa dos EUA, o que significa que Pequim pode precisar pensar em maneiras criativas de responder a tais medidas dos EUA. O montante corresponde a 40% das vendas chinesas anuais para os EUA.

A nova lista de produtos sobretaxados da China inclui:

  • centenas de produtos alimentícios
  • soja e milho
  • tabaco
  • peixes
  • produtos químicos
  • carvão
  • algodão
  • aço e alumínio

"Por mais de um ano, a administração (do presidente Donald) Trump pediu pacientemente à China que pare com suas práticas injustas, abra seu mercado e se empenhe em competição legítima de mercado", disse o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, ao anunciar as tarifas propostas.

Reação dos mercados

Os mercados acionários da China caíram nesta quarta, após três dias seguidos de ganhos, e o iuan enfraqueceu depois que os Estados Unidos ameaçaram com mais tarifas de importação sobre produtos chineses, intensificando o conflito entre as duas maiores economias do mundo.

As bolsas de valores europeias também operavam em queda nesta quarta com a escalada na disputa comercial entre os EUA e a China, após ganhos seguidos de seis sessões.

O dólar sobe frente ao real, também refletindo o agravamento do cenário internacional depois que os Estados Unidos ameaçaram adotar novas tarifas sobre produtos da China. Veja mais cotações.

Entenda a tensão entre EUA e China

Há anos, os EUA reclamam de um considerável déficit comercial (que é a diferença do volume exportado entre os dois países) com a China. A meta de Trump era reduzir em pelo menos US$ 100 bilhões o rombo com a China.

Os EUA defendem que o país asiático rouba propriedade intelectual, especialmente no setor de tecnologia, além de violar segredos comerciais de empresas americanas, gerando uma concorrência desleal com o resto do mundo.

Por isso, o combate aos produtos "made in China" é uma bandeira de campanha de Trump que recebeu o apoio de vários países.

O tiro inicial foi dado em abril, quando os EUA anunciaram tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual. Em resposta, a China impôs tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos.

Desde então, os dois países não pararam de trocar novas ameaças e agravaram a guerra comercial. Guerras comerciais começam quando um país impõe tarifas comerciais à importação de outro, que responde sobretaxando os produtos do concorrente.

Na semana passada, Washington impôs tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em importações chinesas, somando 818 produtos. As taxas miram em produtos chineses que, para o governo de Trump, são comercializados de forma injusta, como veículos de passageiros, transmissores de rádio, peças para aviões e discos rígidos para computadores.

Uma segunda parte dos bens, avaliada em US$ 16 bilhões, será analisada após um processo de revisão e observação do público.

Veja abaixo a cronologia da tensão entre EUA e China:

2001: China entra oficialmente na OMC.

2006: Henry Paulson assume a secretária do Tesouro dos EUA com a missão de reduzir o déficit comercial do país com a China.

2007: Departamento de Comércio ameaçam sobretaxas sobre a importação de papel da China.

2012: Durante a campanha presidencial, Obama e Romney discutiram as práticas comerciais da China.

2016: Na eleição, Trump chega a ameaçar elevar para 30% a tarifa sobre todos os produtos chineses.

Dezembro de 2016: Ao fim dos 15 anos para fazer mudanças propostas pela OMC, China não altera nada e continua a ser encarada apenas como economia "semi-aberta" por EUA e UE.

8 de março de 2018: EUA impõem sobretaxas ao aço e alumínio importado de vários países.

22 de março de 2018: EUA anunciam tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual.

2 de abril de 2018: em resposta, China impõe tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos.

5 de abril de 2018: China recorre à OMC contra tarifas dos EUA para o aço e alumínio.

5 de abril de 2018: Trump propõe sobretaxar mais US$ 100 bilhões em produtos chineses.

31 de maio de 2015: Trump retira isenção a tarifas sobre aço e alumínio da UE, Candá e México.

1 de junho: EUA oficializam imposição de cotas e sobretaxas à importação de aço brasileiro.

15 de junho de 2018: EUA começam a sobretaxar parte dos US$ 50 bilhões em produtos chineses. Outra parte é prevista para 6 de julho.

16 de junho de 2018: China surpreende com ameaças de novas tarifas, agora sobre o petróleo bruto, gás natural e produtos de energia dos EUA.

19 de junho de 2018: Trump ameaça impor tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em bens chineses, em retaliação.

19 de junho de 2018: Pequim criticou "chantagem" e alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial.

6 de julho de 2018: começa a cobrança de tarifas sobre 818 produtos chineses, no valor de R$ 34 bilhões.

6 de julho de 2018: China apresenta ação na OMC contra os EUA contra as tarifas.

10 de julho de 2018: EUA anunciam nova lista com tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

11 de julho de 2018: China acusa os EUA de intimidação e alerta que vai responder às novas tarifas.

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Mercados chineses e europeus caem com novas ameaças tarifárias dos EUA

Governo americano ameaça de taxar bens exportados pela China totalizando US$ 200 bi; chineses prometem represálias comerciais caso Washington cumpra com suas novas ameaças.

Por G1

11/07/2018 08h22 Atualizado há 30 minutos

Os mercados acionários da China caíram nesta quarta-feira (11), após três dias consecutivos de ganhos, e o iuan enfraqueceu depois que os Estados Unidos ameaçaram com mais tarifas de importação sobre produtos chineses, intensificando o conflito entre as duas maiores economias do mundo.

As bolsas de valores europeias também operavam em queda nesta quarta com a escalada na disputa comercial entre os EUA e a China, após ganhos seguidos de seis sessões.

A China acusou os Estados Unidos de intimidação e alertou que vai responder depois que o governo norte-americano elevou o tom na disputa comercial, ameaçando com tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses na terça-feira. O montante corresponde a 40% das vendas chinesas anuais para os EUA.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,74%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 1,78%.

O Ministério do Comércio da China disse estar "chocado" com a mais recente ação de Washington, que ocorre poucos dias depois de ambos os países adotarem tarifas sobre US$ 34 bilhões em produtos um do outro, e aumenta as apostas de uma disputa comercial mais acalorada que tem abalado os mercados financeiros de todo o mundo.

Os investidores estão particularmente preocupados com o fato de que a crise do comércio possa prejudicar a economia chinesa já em desaceleração, em um golpe para os investimentos e o crescimento globais. Analistas disseram que as preocupações domésticas também pesam sobre as ações.

"A julgar pelos fundamentos econômicos (da China) e pelas expectativas de resultados corporativos, que estão sob pressão em meio à guerra comercial com os Estados Unidos, o mercado de ações ainda não alcançou os níveis mais baixos", disse Yan Kaiwen, analista da China Fortune Securities.

O iuan abriu a 6,6694 por dólar no mercado doméstico e foi cotado a 6,6674 no fechamento oficial, queda de 0,4% no dia. No mercado internacional, o iuan estava a 6,6945 às 7h30 (horário de Brasília), queda de 0,63%.

As perdas na China pressionaram as bolsas no restante da Ásia e o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 1,1%.

Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,19%, a 21.932 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,29%, a 28.311 pontos. Em Xangai, o índice SSEC perdeu 1,78%, a 2.777 pontos.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, retrocedeu 1,74%, a 3.407 pontos. Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 0,59%, a 2.280 pontos. Em Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 0,74%, a 10.676 pontos.

Em Cingapura, o índice Straits Times desvalorizou-se 0,79%, a 3.249 pontos. Em Sydney o índice S&P/ASX 200 recuou 0,68%, a 6.215 pontos.

Na Europa, o índice Euro STOXX 50 índice caía 1,11%, enquanto o DAX alemão, forte em exportações, caía 1,23%, e o FTSE 100 britânico recuava 1,13%. Os índices CAC 40 e Ibex 35 recuavam 1,1%.

A ameaça de impor tarifas sobre uma lista de importações chinesas atinge ativos de risco globalmente. No caso da Europa, os setores mais expostos à ação são os de recursos básicos e os automóveis.

Retaliação da China

O Ministério do Comércio da China afirmou nesta quarta-feira que está "chocado" e que irá reclamar junto à Organização Mundial do Comércio, mas não afirmou imediatamente como vai retaliar. Em comunicado, chamou as ações dos EUA de "completamente inaceitáveis".

O Ministério das Relações Exteriores descreveu as ameaças de Washington como "intimidação típica" e disse que a China precisa contra-atacar para proteger seus interesses.

"Essa é uma luta entre unilateralismo e multilateralismo, protecionismo e livre comércio, poder e regras", afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, nesta quarta-feira.

Pequim afirma que vai responder contra as medidas tarifárias de Washington, incluindo através de "medidas qualitativas", uma ameaça que empresas norte-americanas na China teme que possa significar algo como inspeções mais duras ou atrasos em aprovações de investimentos ou mesmo boicotes ao consumidor.

Os US$ 200 bilhões superam de longe o valor total de bens que a China importa dos EUA, o que significa que Pequim pode precisar pensar em maneiras criativas de responder a tais medidas dos EUA.

Lista de produtos

Na terça-feira, autoridades dos EUA divulgaram uma lista de milhares de importações chinesas que o governo norte-americano quer atingir com as novas tarifas, incluindo centenas de produtos alimentícios e agrícolas, como soja, milho, algodão e peixes.

A lista inclui ainda tabaco, componentes químicos, carvão, aço e alumínio, petróleo e gás natural, papel, plástico, bolsas, malas de viagem, produtos com vime, tecidos e antiguidades, provocando críticas de alguns grupos industriais dos EUA.

"Por mais de um ano, a administração (do presidente Donald) Trump pediu pacientemente à China que pare com suas práticas injustas, abra seu mercado e se empenhe em competição legítima de mercado", disse o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, ao anunciar as tarifas propostas.

"Em vez de tratar de nossas preocupações legítimas, a China começou a retaliar contra os produtos dos EUA...Não há justificativa para tal ação", completou ele em comunicado.

Na semana passada, Washington impôs tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em importações chinesas, e Pequim respondeu imediatamente com tarifas equivalentes sobre importações americanas de 545 produtos americanos. Foram afetados pela medida alguns dos principais produtos de exportação americanos, como soja, carne de porco, frutos do mar e veículos elétricos.

Outra bateria de tarifas chinesas, ainda sem data para vigorar, vai atingir mais US$ 16 bilhões em produtos americanos, dessa vez afetando exportações de petróleo bruto, gás natural e alguns refinados de petróleo. As hostilidades no plano comercial entre as duas potências afetam outros países, como o Brasil.

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Petróleo em máxima de três anos devido a cortes na oferta

Investing.com Brasil - 28/06/2018 - 12:13

A cotação do petróleo chegava à máxima de mais de três anos nesta quinta-feira em meio à redução nos estoques norte-americanos e às tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

Os contratos futuros do petróleo dos EUA avançavam 1,04% para US$ 73,52 o barril às 11h15, seu maior nível desde outubro de 2014. Além disso, os contratos futuros de petróleo Brent, referência para preços do petróleo fora dos EUA, tinham alta de 0,57% e eram negociados a US$ 77,90 o barril.

A cotação do petróleo pois uma redução do petróleo bruto deu força aos mercados. Na quarta-feira, a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês) afirmou em seu relatório semanal que os estoques de petróleo bruto tiveram redução de 9,891 milhões de barris na semana que se encerrou em 22 de junho.

Analistas de mercado esperavam que os estoques de petróleo bruto tivessem redução de apenas 2,572 milhão de barris, ao passo que o Instituto Americano de Petróleo informou na terça-feira uma redução de 9,228 milhões. Investidores aguardam novos dados sobre a demanda por petróleo na sexta-feira, quando o relatório semanal de contagem de sondas da Baker Hughes for divulgado.

Os preços também foram reforçados pelas tensões entre o Irã e os EUA, já que autoridades americanas pediram a todos os países que parassem com as importações de petróleo iraniano a partir de novembro.

Uma interrupção inesperada do fornecimento no Canadá também aumentou os preços, após uma queda de energia na Syncrude Canada que poderia deixar o local fechado por pelo menos um mês. O corte na oferta poderia compensar os aumentos de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

A organização concordou na semana passada em elevar a produção com um aumento nominal de 1 milhão de barris por dia em meio à pressão dos EUA para reduzir os preços. Enquanto os membros da Opep acrescentarão cerca de 700 mil barris por dia, os fornecedores de petróleo externos à organização, liderados pela Rússia, acrescentariam o restante.

Em outras negociações de energia, os contratos futuros de gasolina RBOB avançavam 0,64% para US$ 2,1144 o galão, ao passo que o óleo de aquecimento tinha ganhos de 0,35% e era negociado a US$ 2,1873 o galão. Os contratos futuros de gás natural subiam 1,11% e estavam cotados a US$ 3,014 por milhão de unidades térmicas britânicas.

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China critica 'chantagem' dos EUA após Trump fazer nova ameaça comercial; mercado chinês despenca

Por G1

19/06/2018 08h21

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em bens chineses e Pequim alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo. A mais recente ação de Trump foi inesperadamente rápida e incisiva.

Foi uma retaliação, segundo ele, pela decisão da China de elevar as tarifas sobre US$ 50 bilhões em bens dos EUA, que foi tomada depois de Trump anunciar taxas similares sobre bens chineses na sexta-feira (15).

"Depois que o processo legal estiver finalizado, essas tarifas entrarão em vigor se a China se recusar a mudar sua práticas, e também se insistir em avançar com novas tarifas que anunciou recentemente", disse Trump em comunicado na segunda-feira (18).

As declarações derrubaram os mercados acionários globais e enfraqueceram tanto o dólar quanto o iuan nesta terça-feira. As ações de Xangai atingiram mínimas de dois anos.

O Ministério do Comércio da China disse que Pequim vai reagir com medidas "qualitativas" e "quantitativas" se os EUA publicarem uma lista adicional de tarifas sobre bens chineses.

"Tal prática de pressão extrema e chantagem diverge do consenso alcançado por ambos os lados em várias ocasiões", disse o ministério em comunicado.

"Os Estados Unidos iniciaram uma guerra comercial e violaram regulações de mercado, e estão prejudicando os interesses não apenas do povo da China e dos EUA, mas do mundo."

Grupos empresariais dos EUA disseram que seus membros estão se preparando para uma reação do governo chinês que afetará todas as empresas norte-americanas na China, não apenas em setores que enfrentaram tarifas.

Queda nas bolsas

As ações de Xangai despencaram quase 4% nesta terça-feira (19), para a mínima de dois anos, enquanto o iuan caiu para o menor nível em mais de cinco meses em relação ao dólar, uma vez que as novas ameaças tarifárias de Washington contra a China aumentaram os indícios de uma guerra comercial plena.

As perdas, que acontecem apesar de uma injeção de liquidez inesperada pelo banco central, podem desencadear uma espiral descendente que pode tirar dos trilhos a tentativa de Pequim de atrair grandes listagens internacionais, particularmente de gigantes de alta tecnologia.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 3,55%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 3,82%, depois de chegar a cair mais de 5% durante o pregão.

Enquanto isso, o iuan enfraqueceu para uma mínima de 6,4754 por dólar, nível mais fraco desde 12 de janeiro.

"É o momento mais sombria e o momento mais agonizante do primeiro semestre deste ano ... há vítimas de desastres em todos os lugares", escreveu Zhang Yidong, estrategista da Industrial Securities, nesta terça-feira, em nota.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 10 por cento sobre 200 bilhões em bens chineses e Pequim alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O restante do mercado asiático também foi pressionado pelas ameaças do presidente dos EUA de novas tarifas e pelo agravamento da disputa comercial entre norte-americanos e chinesas.

  • O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 1,99% às 7h57 (horário de Brasília).
  • Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,77%, a 22.278 pontos.
  • Em Hong Kong, o índice HANG SENG caiu 2,78%, a 29.468 pontos.
  • Em Xangai, o índice SSEC perdeu 3,82%, a 2.906 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, retrocedeu 3,55%, a 3.620 pontos.
  • Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 1,52%, a 2.340 pontos.
  • Em Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 1,65%, a 10.904 pontos.
  • Em Cingapura, o índice Straits Times desvalorizou-se 0,68%, a 3.301 pontos.
  • Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,03%, a 6.102 pontos.
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Com desaforos de Trump, relação entre EUA e União Europeia azeda de vez

Irã, aço, clima: presidente vem empilhando decisões que contrariam interesses europeus

18.mai.2018 às 2h30

Folha de São Paulo, Patrícia Campos Mello

"Olhando para as últimas decisões do presidente Donald Trump, podemos pensar: com amigos como esse, quem precisa de inimigos?", disse, nesta quarta-feira (16), o presidente da União Europeia, Donald Tusk.

Está difícil discordar de Tusk. 

A relação entre europeus e americanos azedou de vez. Nos últimos meses, Trump adotou uma série de medidas que contrariam frontalmente os interesses da União Europeia. 

Apesar da ofensiva de charme empreendida pelo presidente francês, Emmanuel Macron, Trump anunciou a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã. Isso é péssima notícia para inúmeras empresas europeias. Com a saída dos EUA do acordo, voltam a vigorar, no período de 90 a 180 dias, as sanções secundárias dos Estados Unidos contra empresas que têm negócios com o setor financeiro, de energia, automobilístico e de aviação civil do Irã. 

As sanções são impostas, na realidade, por meio de instituições financeiras americanas. Um banco americano que continuar fazendo transações com uma empresa europeia na lista das sanções secundárias é punido com multas e outras medidas. Como resultado, elas deixam de fazer negócios com o Irã, por medo de se verem impedidas de acessar o sistema financeiro americano. 

No passado, por exemplo, bancos europeus com subsidiárias nos EUA, como o HSBC, Standard Chartered, ING, Barclays, Credit Suisse BNP e Lloyds, pagaram enormes multas por manterem transações com empresas que continuavam fazendo negócios com o Irã.

A UE estava mais do que empenhada na redescoberta do mercado iraniano e o fim do acordo será uma grande perda. Além do aumento nas exportações para o país (na França, subiram de 562 milhões de euros em 2015 para 1,5 bilhão de euros em 2017), há muitos investimentos em jogo.

A petroleira francesa Total, por exemplo, planejava investir US$ 5 bilhões em um campo de gás iraniano. A Airbus já anunciou que não pretende seguir em frente com o plano de vender US$ 19 bilhões em aeronaves para o Irã.

Sutileza tampouco é o forte do governo americano e seus emissários. Horas antes de assumir seu posto, na semana passada, o novo embaixador americano na Alemanha, Richard Grenell, ameaçou empresas alemãs pelo Twitter. "Empresas americanas que fazem negócios com o Irã devem suspender suas operações imediatamente", disse o embaixador, pouco diplomático.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que a UE vai ressuscitar o estatuto de bloqueio de 1996, uma legislação concebida para contornar o embargo americano contra Cuba e algumas sanções contra Irã e Líbia.

A legislação prevê penalidades contra empresas europeias que respeitarem as sanções americanas. Ou seja, para as empresas não refresca muito, elas vão ter que optar pelo menor dos prejuízos. Ainda há a possibilidade de elas serem compensadas pelas possíveis punições dos EUA, mas está difícil saber como isso funcionaria na prática. (a lei não chegou a ser usada em sua primeira encarnação).

A única esperança é que os EUA reajam à legislação europeia não sendo tão rígidos na aplicação das sanções secundárias. 

Como se não bastasse esse prejuízo a empresas europeias, Trump também está prestes a impor tarifas de 25% sobre o aço europeu e 10% sobre o alumínio —ou algum misto de tarifas e cotas (na mesma linha do que o Brasil "aceitou" recentemente). Seja qual for a negociação até 1 de junho, data limite para decisão (se não for adiada, como Trump costuma fazer), boa coisa não será —algum tipo de restrição nas exportações será imposta.   

Ah, isso tudo sem falar na saída dos EUA do acordo do Clima de Paris, no ano passado. E na abertura da embaixada americana em Jerusalém. E na saída da Parceria Transpacífico.

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China nega que tenha oferecido pacote de US$ 200 bi para reduzir déficit comercial dos EUA

Vice-primeiro-ministro chinês está em Washington nesta semana para retomar negociações com os EUA com o objetivo de evitar uma guerra comercial.

 

Por Reuters

18/05/2018 07h56  Atualizado há 30 minutos

A China negou nesta sexta-feira (18) que tenha oferecido um pacote para reduzir o déficit comercial dos EUA em até US$ 200 bilhões, horas depois de ter desistido de uma investigação antidumping sobre as importações de sorgo norte-americanas em um gesto conciliatório no momento em que os principais negociadores se encontram em Washington.

Autoridades dos EUA disseram na quinta-feira que a China estava propondo concessões comerciais e aumento das compras de bens norte-americanos com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA com a China em até 200 bilhões de dólares por ano.

"Esse rumor não é verdade. Isso eu posso confirmar para vocês", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, em entrevista à imprensa.

"No meu entender, as consultas relevantes estão em andamento e elas são construtivas", disse ele, acrescentando que não poderia dar mais detalhes sobre as negociações.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, está em Washington nesta semana para discussões com autoridades dos EUA lideradas pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, com o objetivo de evitar uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Nesta sexta-feira, a China anunciou que estava encerrando sua investigação sobre sorgo, o que efetivamente suspendeu um comércio no valor de cerca de US$ 1,1 bilhão no ano passado e afetou os mercados globais de grãos e provocou preocupações sobre o aumento dos custos internamente.

OS EUA são a fonte dominante da China de sorgo importado. Ao explicar o fim da investigação, o Ministério do Comércio chinês disse que ela "teria um impacto generalizado sobre os custos de vida dos consumidores, e não está de acordo com o interesse público".

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EUA e China iniciam negociações comerciais nesta quinta

Países tentam evitar uma guerra comercial, com o maior crítico da China na Casa Branca relegado a um papel secundário.

Por Reuters

17/05/2018 08h12 Atualizado há 57 minutos

Os Estados Unidos e a China iniciarão negociações comerciais nesta quinta-feira em uma tentativa de evitar uma guerra comercial, com o maior crítico da China na Casa Branca relegado a um papel secundário, disseram na quarta-feira autoridades do governo norte-americano.

Peter Navarro, assessor de indústria e comércio da Casa Branca, não terá um papel principal na equipe dos EUA, disseram duas autoridades. Em vez disso, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin; o secretário do Comércio, Wilbur Ross; e o Representante de Comércio, Robert Lighthizer, vão liderar a delegação norte-americana nas negociações com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, principal assessor econômico do presidente Xi Jinping.

Navarro participou de uma rodada inicial de negociações há duas semanas em Pequim que levou a apresentações de uma série de exigências comerciais de cada lado. A mudança na posição de Navarro acontece em meio a uma crescente divergência em relação à política comercial com Mnuchin, que é a favor de acordos mais viáveis para abrir a economia da China a empresas dos EUA e aliviar ameaças tarifárias.

Navarro e Mnuchin tiveram uma discussão acalorada na viagem a Pequim e o relacionamento ficou tão abalado que alguns participantes chegaram a questionar abertamente como eles se relacionariam dentro do mesmo avião no longo voo entre os EUA e a China, disse uma pessoa familiarizada com o episódio.

As negociações começarão no momento em que os EUA encerram as audiências públicas sobre a primeira série de tarifas norte-americanas sobre US$ 50 bilhões em bens chineses propostos como punição sobre supostas violações de direitos intelectuais dos EUA.

As tarifas, que visam peças elétricas e de maquinários, automóveis e TVs de tela plana chineses, podem entrar em vigor no início de junho. Elas podem ser seguidas de uma rodada adicional de mais US$ 100 bilhões sobre bens chineses ainda a serem identificados.

Os mercados acionários da China recuaram nesta quinta-feira em meio a negociações comerciais com os Estados Unidos em Washington. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,73%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,48%.

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Petróleo atinge maior nível desde 2014, antes de decisão dos EUA sobre Irã

Trump deve anunciar decisão final sobre a postura de Washington em relação ao histórico acordo internacional de 2015 que restringe o programa nuclear iraniano; insatisfeito, Trump vem ameaçando restaurar sanções ao Irã

Dow Jones Newswires

07 Maio 2018 | 09h14

Os mercados futuros de petróleo operam em alta significativa nesta manhã, renovando máximas em três anos e meio, ainda sustentados por expectativas em torno do que os EUA irão decidir sobre o acordo nuclear do Irã.

No próximo sábado (12), o presidente dos EUA, Donald Trump, deverá anunciar decisão final sobre a postura de Washington em relação ao histórico acordo internacional de 2015 que restringe o programa nuclear iraniano. Insatisfeito com o pacto, Trump vem ameaçando restaurar sanções ao Irã.

Para a chefe de estratégia de commodities da BC Capital Markets, Helima Croft, é altamente provável que Trump decida retirar os EUA do acordo do Irã, apesar de recentes esforços de líderes europeus para revisar o pacto.

Com a queda da produção na Venezuela e integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) restringindo sua oferta desde o início do ano passado, uma possível redução nos embarques de petróleo do Irã, caso Washington restaure sanções ao país, seria mais um fator a compensar a produção dos EUA, que está em níveis recordes, dizem analistas.

Às 7h41 (de Brasília), o barril do Brent para julho subia 0,88% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 75,53, enquanto o do WTI para junho era negociado acima da barreira psicológica de US$ 70, avançando 0,96% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 70,39. Os níveis são os maiores desde novembro de 2014.

O petróleo se mantém forte apesar da valorização nos negócios da manhã do índice DXY do dólar, fator que tende a pesar nos preços da commodity.

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