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Após tombo em maio, produção industrial tem alta de 13,1% em junho, aponta IBGE

Esta foi a maior alta da série histórica, iniciada em 2002. Em maio, sob impacto da greve dos caminhoneiros, indústria registrou queda de 11%.

Por G1

02/08/2018 09h01 Atualizado há menos de 1 minuto

A indústria brasileira avançou 13,1% em junho frente a maio, na série com ajuste sazonal, eliminando as perdas provocadas pela greve dos caminhoneiros no mês anterior, divulgou nesta quinta-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esta foi a maior alta da série histórica, iniciada em 2002, destacou o IBGE.

Em maio, a indústria tinha registrado um tombo de dois dígitos na comparação com abril, a maior queda desde dezembro de 2008. O IBGE revisou o resultado de maio, de uma queda de 10,9% para um tombo de 11%.

Na comparação com com junho de 2017, a indústria cresceu 3,5% em junho de 2018. No acumulado em 12 meses, a alta é de 3,2%, ante 3% no acumulado em 12 meses até maio, indicando retomada da trajetória de recuperação do setor.

No acumulado do ano, a produção industrial tem alta de 2,3%. No fechamento do 2º trimestre, o avanço é de 1,7%.

Dos 26 ramos industriais pesquisados, apenas 4 não registraram avanço da produção na passagem de maio para junho: coque e derivados de petróleo, produtos darmacêuticos, impressão e repordução de gravações e equipamentos de transporte.

Perspectivas

Pesquisa divulgada na véspera pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que o faturamento da indústria e as horas trabalhadas na produção, assim como o emprego industrial, registraram crescimento no 1º semestre de 2018, algo que não acontecia há quatro anos nesse período. A entidade destacou, entretanto, que ritmo de crescimento ainda não compensou perdas com recessão dos últimos anos.

Com a recuperação da economia em ritmo mais lento que o esperado, desemprego ainda elevado e confiança dos empresários ainda baixa diante das incertezas em relação às eleições, a expectativa dos analistas é de uma trajetória de crescimento gradual e moderado da indústrial.

Pesquisa Focus mais recente do Banco Central, que ouve cerca de uma centena de economistas todas as semanas, mostrou que as expectativas para o crescimento da economia para este ano estão em 1,50%, metade do que era esperado alguns meses antes. O próprio governo federal reduziu recentemente sua previsão de crescimento do PIB neste ano de 2,5% para 1,6%. Até maio, estava em 2,97%.

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Setor de serviços recua 3,8% em maio com greve dos caminhoneiros, diz IBGE

Foi o resultado negativo mais intenso da série histórica, iniciada em janeiro de 2011, fortemente influenciado pela paralisação que durou 11 dias.

Por Daniel Silveira e Marta Cavallini, G1

13/07/2018 09h00 Atualizado há menos de 1 minuto

O setor de serviços no Brasil recuou 3,8% em maio na comparação com abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o resultado negativo mais intenso da série histórica, iniciada em janeiro de 2011, fortemente influenciado pela greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias no final de maio.

O setor de serviços representa 70% da composição do PIB. A queda de maio é a segunda no ano.

Em relação a maio de 2017, o volume de serviços recuou 3,8%, maior queda desde abril de 2017 (-5,7%). Foi a maior queda do ano na comparação com os outros meses - a maior até então havia sido em fevereiro, com queda de 2,3%. Em abril, havia sido registrado crescimento de 2% em relação ao mesmo mês de 2017.

O acumulado do ano até maio foi de -1,3% - recuo mais intenso do que os quatro primeiros meses de 2018 (-0,7%).

Já o acumulado nos últimos 12 meses teve recuo de 1,6%, contra queda de 1,4% em abril, interrompendo uma trajetória ascendente iniciada em abril de 2017 (-5,1%).

O IBGE revisou ainda os dados do setor de serviços de abril. O avanço naquele mês foi de 1,1%, ao contrário do 1% divulgado anteriormente.

Setor de serviços em maio:

  • Taxa no mês: - 3,8%
  • Acumulado do ano: -1,3%
  • Acumulado em 12 meses: -1,6%
  • Em relação a maio de 2017: -3,8%
  • Serviços prestados às famílias: -0,3%
  • Serviços de informação e comunicação: -0,4%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: -1,3%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -9,5%
  • Outros serviços: -2,7%
  • Serviços de alojamento e alimentação: -0,8%
  • Outros serviços prestados às famílias: 0,2%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação: -0,3%
  • Telecomunicações: 0,6%
  • Serviços de tecnologia da informação: -2%
  • Serviços audiovisuais: -1,8%
  • Serviços tecnico-profissionais: -0,3%
  • Serviços administrativos e complementares: -1,5%
  • Transporte terrestre: -15%
  • Transporte aquaviário: 0,4%
  • Transporte aéreo: -1,8%
  • Armazenagem, serviços axiliares aos transportes e correio: -6,2%

"O que mais puxou essa queda foram as atividades de transporte terrestre e de armazenagem e serviços auxiliares aos transportes", afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Curiosamente, no indicador de abril o desempenho positivo havia sido puxado pelos serviços de transporte terrestres. Essa atividade responde pelo maior peso do setor de serviços, segundo o IBGE.

O resultado de maio deixou o patamar do volume de serviços 15,4% abaixo do ponto mais alto, registrado em novembro de 2014. Antes, o ponto mais distante do pico havia sido observado em março de 2017, quando ficou 13,9% abaixo.

Queda em todas as atividades

Os transportes terrestres tiveram queda de 15%, e armazenagem e serviços auxiliares recuaram 6,2%. Ambas foram as quedas mais intensas da série histórica da pesquisa.

A maior queda nos transportes terrestres registrada anteriormente foi de -4,1%, em dezembro de 2014.

O pesquisador enfatizou que todos os segmentos de serviços mostraram taxas negativas tanto na comparação com o mês anterior quanto na comparação com o mesmo mês do ano passado. Mas ponderou que a queda disseminada não é novidade. “Essa é a sexta vez que isso acontece", ressalta.

De acordo com o IBGE, a atividade de transporte terrestre é dividida em 10 categorias, sendo três delas relativas ao transporte de cargas que, somadas, respondem por 70% de todo o transporte terrestre - ramo que responde por cerca de 10% do volume total de serviços do país.

Desempenho por atividades:

Desempenho por subcategorias

Turismo afetado pela greve

Depois de duas taxas positivas consecutivas, acumulando alta de 6,6%, os serviços ligados ao turismo recuaram 2,4% na comparação com abril. Segundo Lobo, essa queda também foi influenciada pela greve dos caminhoneiros. Das 12 unidades da Federação investigadas, nove registraram queda.

Das 22 atividades que compõem o turismo, o principal impacto negativo veio de restaurantes, cujo funcionamento foi prejudicado pelo desabastecimento de produtos in natura.

Já na comparação com maio do ano passado, os serviços ligados ao turismo tiveram alta de 1,9%, puxado pelos serviços hoteleiros e passagens aéreas. O avanço foi observado em nove das 12 unidades da Federação investigadas.

Resultados por região

Regionalmente, 23 das 27 unidades da Federação tiveram retração no volume dos serviços em maio em relação a abril, com destaques para São Paulo (-2,7%), que teve a queda mais intensa desde março de 2017 (-4,7%), Paraná (-8,6%), Minas Gerais (-5%), Rio Grande do Sul (-5,4%) e Rio de Janeiro (-1,7%). Já a principal contribuição positiva foi do Distrito Federal (1,4%), com a terceira alta seguida.

Em relação a maio de 2017, a retração do volume de serviços foi em 25 das 27 unidades da Federação, com São Paulo (-1,9%), Paraná (-11,6%) e Minas Gerais (-6,7%) como destaques negativos. Outras contribuições negativas importantes vieram do Rio Grande do Sul (-7,2%), Bahia (-9,8%) e Ceará (-12,6%). Já o avanço regional mais importante veio do Distrito Federal (4,8%).

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Vendas do varejo caem 0,6% em maio, impactadas pela greve dos caminhoneiros, diz IBGE

Comércio varejista cresceu 2,7% em relação a maio de 2017 - 14ª taxa positiva seguida; no ano, varejo acumulou alta de 3,2%.

Por Daniel Silveira e Marta Cavallini, G1

12/07/2018 09h00 Atualizado há menos de 1 minuto

As vendas do comércio varejista brasileiro caíram 0,6% em maio na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo divulgou nesta quinta-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como o comparativo é com ajuste sazonal, praticamente descontou o avanço de 0,7% registrado no mês anterior. Foi a primeira queda do ano.

Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 2,7% em relação a maio de 2017. Foi a 14ª taxa positiva seguida. Assim, o varejo acumulou alta de 3,2% no ano. O acumulado nos últimos 12 meses cresceu 3,7%, mantendo-se estável em relação a abril (3,7%) e prosseguindo em trajetória ascendente iniciada em outubro de 2016 (-6,8%).

De acordo com a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes, a queda no mês de maio tem relação direta com a greve dos caminhoneiros. Todas as atividades do comércio tiveram perdas naquele mês, à exceção de hipermercados e supermercados.

Não significa dizer que não houve impacto no abastecimento dos supermercados. Mas esse impacto foi maior no estoque dos hortifrutigranjeiros. Os estoques de não perecíveis são maiores”, apontou.

Dados do varejo em maio:

  • Taxa no mês: - 0,6%
  • Acumulado do ano: 3,2%
  • Acumulado em 12 meses: 3,7%
  • Livros, jornais, revistas e papelarias (-6,7%)
  • Combustíveis e lubrificantes (-6,1%)
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-4,2%)
  • Tecidos, vestuário e calçados (-3,2%)
  • Móveis e eletrodomésticos (-2,7%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,4%).
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (8%)
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,9%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,5%).
  • Combustíveis e lubrificantes (-7,9%)
  • Móveis e eletrodomésticos (-6,1%)
  • Tecidos, vestuário e calçados (-3,6%)
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (-14,0%)
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-7,9%).

Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o recuo foi de 4,9% - pior resultado para um mês de maio desde o início da série histórica, em 2004 -, interrompendo sequência de quatro meses seguidos de crescimento, com Veículos e motos, partes e peças recuando 14,6%, enquanto Material de construção caiu 4,3%, também como reflexo da greve dos caminhoneiros.

Desempenho por setores

Na comparação com abril, seis das oito atividades investigadas tiveram queda. O principal impacto negativo no comércio varejista foi da atividade de combustíveis e lubrificantes. Veja abaixo:

A única atividade que mostrou avanço na passagem de abril para maio foi Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%), enquanto em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0%), as vendas ficaram estáveis.

Temos que lembrar que o supermercado comercializa itens de primeira necessidade, que você não pode deixar de consumir. Além disso, as compras nos supermercados sofrem o efeito de substituição. Se não tem batata, você compra outro produto. E também, o próprio período da greve trouxe certa precaução para a população, que acabou fazendo estoque de alguns produtos com medo do desabastecimento”, diz Isabella.

Em relação a maio de 2017, a taxa positiva foi sustentada por apenas três das oito atividades que compõem o varejo. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi a atividade que exerceu o maior impacto positivo no desempenho global tanto no varejo quanto no varejo ampliado. Veja os destaques:

Segundo o IBGE, a manutenção da massa de rendimentos reais habitualmente recebida e a redução sistemática da inflação de alimentação no domicílio vêm sustentando o desempenho positivo do setor. Com o resultado de maio, o setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo acumula 5,6% no ano e 4,2% em 12 meses, mantendo-se em trajetória ascendente desde março de 2017 (-3%).

O grupamento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, joalheria, artigos esportivos e brinquedos, avançou 6,9% frente a maio de 2017, exercendo a segunda maior influência positiva sobre a taxa global. O setor foi influenciado, em parte, pela comemoração do Dia das Mães, com impactos positivos, a despeito da crise de abastecimento ocorrida em maio. Com isso, o segmento acumulou 7,8% nos primeiros cinco meses do ano e 5,9% em 12 meses, mantendo a recuperação iniciada em setembro de 2016 (-10,4%).

Por outro lado, ainda que positivo, o resultado de maio teve predomínio de taxas negativas entre as atividades, com cinco das oito pressionando negativamente a formação da taxa global:

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Vendas do varejo crescem 1% em abril, aponta IBGE

No acumulado em 12 meses, a alta é de 3,7%, praticamente o mesmo ritmo registrado em março (3,8%).

Por G1

13/06/2018 09h02 Atualizado há menos de 1 minuto

As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 1% em abril, na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo divulgou nesta quarta-feira (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BGE).

Já em relação ao desempenho de abril de 2017, o faturamento avançou 0,6%. Foi a 13ª alta consecutiva nessa basse de comparação, embora a menos acentuada, em meio ao deslocamento do calendário da Páscoa para março, que exerceu influência negativa nas vendas de abril, segundo o IBGE.

Com isso, o varejo passou a acumular avanço de 3,4% no ano. Em 12 meses, a alta é de 3,7%, praticamente mantendo o ritmo registrado em março (3,8%).

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,60% na comparação mensal e de avanço de 0,55% sobre um ano antes.

Variação do volume de vendas, por atividade:

  • Combustíveis e lubrificantes: 3,4%
  • Super e hipermercados: 1,5%
  • Tecidos, vest. e calçados: 0,3%
  • Móveis e eletrodomésticos: 0,7%
  • Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria: 1,5%
  • Livros, jornais, rev. e papelaria: 0,9%
  • Outros arts. de uso pessoal e doméstico: 0
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Desalento recorde limita alta na taxa de desemprego, diz IBGE

4,6 milhões de pessoas desistiram de procurar trabalho, a maioria jovens negros e pardos

18.mai.2018 às 2h00

Lucas VettorazzoNicola Pamplona

Folha de São Paulo

O desalento com o mercado de trabalho bateu recorde e contribuiu para que houvesse redução da taxa de desemprego ao longo dos últimos 12 meses. 

O país encerrou o primeiro trimestre deste ano com 4,6 milhões de pessoas nessa condição —aumento de 511 mil no período de um ano. Os dados constam da Pnad Contínua, pesquisa de abrangência nacional do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (17).

Pelos parâmetros da pesquisa, o desalento se caracteriza pelo desânimo em procurar emprego. 

A pessoa nessa condição já não acredita que tem oportunidades profissionais. E quem desiste de buscar uma vaga deixa não apenas o mercado de trabalho —é excluído também das estatísticas de desemprego.

É considerado desempregado apenas quem toma providências para conseguir trabalho. 

Assim, apesar de o desalento indicar a piora do mercado, ele reduz a pressão na taxa de desemprego do país. No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desocupação esteve em 13,1%, ante 13,7% de igual período de 2017. 

A desocupação caiu sim, mas caiu em razão de aumento do desalento e do aumento da população subocupada”, afirmou o coordenador de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo.


Ao longo do ano passado, o país experimentou a redução gradual das taxas de desemprego, baseada principalmente no aumento de trabalhos informais. O indicador, embora apresentasse melhora estatística, mostrava uma piora na qualidade dos postos de trabalho disponíveis no país, já que o emprego com carteira assinada atingiu níveis historicamente baixos. Havia também aumento da procura, o que ocorre neste ano ainda, mas em menor medida. 

Se as pessoas que desistiram de procurar ainda estivessem em busca de oportunidade, a taxa de desemprego no país seria maior, afirmou Thiago Xavier, analista da Tendências. 

No intervalo de um ano —entre o primeiro trimestre de 2017 e os três primeiros meses deste ano—, 487 mil pessoas passaram à condição de desocupadas. Esse contingente de pessoas engrossou, portanto, a fila de emprego em volume proporcional justamente ao das pessoas que deixaram de procurar trabalho (511 mil). 

O país encerrou o primeiro trimestre deste ano com 13,6 milhões de desocupados. Desse total, 3,035 milhões estão na fila há dois anos ou mais. 

Quanto maior o tempo fora, maior a chance de a pessoa deixar o mercado. Existe o efeito psicológico, que emula bem a questão do desalento, que traduz uma ideia de frustração, mas também tem a questão dos custos, já que existe um nível de gasto para se procurar emprego, como condução, alimentação e impressão de currículos”, explica Xavier. 

O IBGE mostrou que pretos e pardos são maioria entre os que desistiram de procurar emprego, respondendo por 73,1% do contingente total. A maioria (23,4%) dos desalentados tem entre 18 e 24 anos, e 38,4% têm ensino fundamental incompleto. 

Há ainda discrepâncias regionais. As regiões Sudeste e Nordeste bateram, no primeiro trimestre deste ano, recorde na série histórica de pessoas desalentadas. Contudo, os estados do Nordeste somaram 2,8 milhões de pessoas nessa condição, enquanto no Sudeste são 922 mil. 

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Após queda em fevereiro, vendas do varejo crescem 0,3% em março, aponta IBGE

Na comparação anual, faturamento avançou 6,5%, o maior resultado desde abril de 2014.

Por G1

11/05/2018 09h01 Atualizado há menos de 1 minuto

As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 0,3% em março na comparação com o mês imediatamente anterior, após um recuo de 0,2% em fevereiro. Já frente ao desempenho de março de 2017, o faturamento avançou 6,5%, o maior resultado desde abril de 2014 (6,7%), segundo divulgou nesta sexta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado no 1º trimestre, as vendas cresceram 3,8%, a quarta alta consecutiva, porém em um ritmo mais lento do que nos últimos três trimestres. Em 12 meses, a alta é de 3,7%.

"A recuperação está em curso, mas perdeu ritmo em relação a 2017", avaliou a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes. Ela destacou que, ao se comparar o acumulado no ano, a perda de ritmo nas vendas ocorreu "com todas as atividades, menos com hiper e supermercados por conta do volume de vendas da Páscoa.

O resultado veio próximo do que era esperado pelos analistas. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,30% na comparação mensal e de avanço de 5,50% sobre um ano antes.

As vendas cresceram em março em 5 das 8 atividades pesquisadas, com avanço em 18 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Espírito Santo (5,1%); Distrito Federal (4,4%) e Acre (4,1%).

Veja o resultado das vendas do varejo por segmento em março:

  • supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1%)
  • tecidos, vestuário e calçados (0,7%)
  • artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%)
  • combustíveis e lubrificantes (1,4%)
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-5%)
  • Livros, jornais, revistas e papelarias (-1,2%)
  • Móveis e eletrodomésticos (0,1%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,1%)

Vendas de combustíveis em queda

Na comparação com março de 2017, as vendas de combustíveis e lubrificantes recuaram 4,8%, exerceu a maior contribuição negativa no resultado total do varejo. Essa é a nona taxa negativa consecutiva nessa comparação. Segundo o IBGE, a elevação dos preços de combustíveis acima da inflação oficial do país, "é fator relevante que ainda vem influenciando negativamente o desempenho do setor".

Já as vendas de móveis e eletrodomésticos recuaram 3,3% na comparação anual, exercendo a segunda maior influência negativa no faturamento global do varejo frente a março do ano passado. O resultado negativo interrompeu sequência de dez taxas positivas. Nos últimos doze meses, entretanto, a alta é de 9,1%, mantendo a trajetória de recuperação iniciada em março de 2016.

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Produção da indústria cai em 8 dos 15 locais em fevereiro, diz IBGE

Recuperação da indústria segue em ritmo lento. Maiores quedas foram registradas no Pará (-10,9%), Amazonas (-5,9%) e Mato Grosso (-4,4%).

Por G1, São Paulo

11/04/2018 09h07 Atualizado há menos de 1 minuto

A produção industrial caiu em 8 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de janeiro para fevereiro, apesar de ter registrado crescimento na média total no país, divulgou o órgão nesta quata-feira (11).

As maiores quedas foram registradas no Pará (-10,9%), no Amazonas (-5,9%) e no Mato Grosso (-4,4%). A produção também recuoi nas indústrias de Minas Gerais (-2,8%), Espírito Santo (-1,1%), Ceará (-0,7%), São Paulo (-0,5%) e Rio Grande do Sul (-0,1%).

A produção da indústria brasileira cresceu 0,2% em fevereiro frente a janeiro, na série com ajuste sazonal. O resultado de fevereiro veio abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado (1,2%) e ficou longe de recuperar o recuo de 2,2% registrado em janeiro, refletindo a retomada ainda lenta da economia.

Seis dos 15 locais pesquisados registraram alta em fevereiro. Os melhores resultados foram verificados no Paraná (3,3%), na Região Nordeste (2,6%), em Pernambuco (1,3%), e Rio de Janeiro (1,2%). Santa Catarina (0,9%) e Bahia (0,9%) também registraram taxas positivas. Já a produção industrial em Goiás ficou estável.

Indústria do Amazonas cresce 16,2% na comparação anual

Na comparação com fevereiro de 2017, o setor industrial cresceu 2,8% em fevereiro de 2018, com resultados positivos em 9 dos quinze locais pesquisados. O destaque foi a indústria do Amazonas, que cresceu 16,2% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2017, alavancada pela fabricação de eletrônicos como televisores, computadores pessoais portáteis e celulares.

A proximidade da Copa do Mundo de futebol estimulou a alta na produção dos televisores neste início de ano, em especial no Amazonas, que tem na Zona Franca de Manaus um incentivo para essa linha.

"A indústria de informática é a que costuma puxar esse estado, mas desta vez os destaques foram as TVs, que já demonstraram crescimento em janeiro. Os demais setores tiveram comportamento dentro da média", explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, que ressaltou que o Amazonas responde por 3% da Indústria do país.

No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 3%, a maior desde junho de 2011 (3,6%), com crescimento em 12 dos 15 locais pesquisados.

No acumulado nos dois primeiros meses do ano, a produção nacional cresceu 4,3%, frente ao mesmo período de 2017, com alta em 10 dos 15 locais pesquisados.

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Inflação oficial desacelera e fica em 0,09% em março, diz IBGE

Trata-se do menor nível para um mês de março desde 1994. Em 12 meses, a inflação acumulada ficou em 2,68%.

Por Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, G1, Rio de Janeiro e São Paulo

10/04/2018 09h00 Atualizado há menos de 1 minuto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,09% em março, bem abaixo dos 0,32% de fevereiro, segundo divulgou nesta terça-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

IPCA em março:

  • Taxa no mês: 0,09%
  • Acumulado no ano: 0,70%
  • Acumulado em 12 meses: 2,68%
  • Alimentos e bebidas: 0,07%
  • Habitação: 0,19%
  • Artidos de residência: 0,08%
  • Vestuário: 0,33%
  • Transportes: -0,25%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,48%
  • Despesas pessoais: 0,05%
  • Educação: 0,28%
  • Comunicação: -0,33%

No 1º trimestre, o IPCA acumulou avanço de 0,7%.

Segundo o IBGE, tanto a variação mensal quanto a taxa no acumulado nos 3 primeiros meses do ano representam o menor nível para um mês de março desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Em 12 meses, a inflação acumulada caiu para 2,68%, depois de registrar 2,84% nos 12 meses imediatamente anteriores. Trata-se também da menor variação em 12 meses até março.

A expectativa de analistas era de alta de 0,12% em março, acumulando em 12 meses alta de 2,71%, segundo pesquisa da Reuters.

Já estamos desde julho do ano passado com taxas abaixo de 3% para o acumulado nos 12 meses”, apontou o gerente da Coordenação de Índices de Preços ao Consumidor do IBGE, Fernando Gonçalves. Segundo ele, esta é a maior sequência do indicador em nível tão baixo da série histórica do IPCA. Situação semelhante só ocorreu entre agosto de 1998 e fevereiro de 1999.

Passagem aérea e gasolina em queda

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, transportes (-0,25%) e comunicação (-0,33%) apresentaram deflação em março.

Segundo o IBGE, a desaceleração do índice de março se deve principalmente à redução dos preços das passagens aéreas, em média 15,42% mais baratas. “Nos meses iniciais do ano você tem uma base de comparação maior para as passagens aéreas, já que é período de férias e os preços são mais altos", explicou o pesquisador. No acumulado em 12 meses até março, entretanto, há alta de 13,33%.

Os combustíveis também apresentaram queda (-0,04%) em março, segundo o IBGE, com o preço médio da gasolina recuando 0,19% ante fevereiro. Segundo Gonçalves, foi verificada queda no preço da gasolina em 7 das 13 regiões pesquisadas pelo IBGE. A mais intensa foi em Recife (-4,19%) e a menos intensa em Curitiba (-0,55%). Em 12 meses, entretanto, o preço da gasolina acumula alta de 15,59%. Pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontou que a gasolina iniciou abril em alta.

Por outro lado, o item ônibus urbano teve alta de 0,74% em março, puxado pelos reajustes ocorridos em Belém, Rio de Janeiro, Fortaleza e Porto Alegre.

Já a deflação no grupo Comunicação foi motivada pela redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas, de fixo para móvel, em vigor desde 25 de fevereiro.

Frutas e saúde lideram altas

No lado das altas, o grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou a maior variação no mês (0,48%), com destaque para o item plano de saúde (1,06%).

Já o maior impacto individual veio das frutas (5,32%) e do grupo alimentação e bebidas que, após cair 0,33% em fevereiro, teve alta de 0,07% em março. O mamão liderou as altas em março, com avanço de 21,54%.

Apesar da aceleração no preço das frutas, o preço dos alimentos para consumo no domicílio registrou deflação em março (-0,18%), mas menos intensa do que a de fevereiro (-0,61%). Os destaques nas quedas foram carnes (-1,18%), tomate (-5,31%) e frango inteiro (-2,85%). Já a alimentação fora de casa acelerou para 0,52% em março, ante 0,18% em fevereiro.

Veja a variação completa dos grupos em março:

INPC varia 0,07% em março

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para reajustes salariais, apresentou variação de 0,07%, abaixo da taxa de 0,18% de fevereiro. No ano, o acumulado foi de 0,48%. Tanto a variação mensal quanto a acumulada no ano também foram as mais baixas para um mês de março desde a implantação do Plano Real.

No acumulado em 12 meses, o IPCA atingiu 1,56%, abaixo dos 1,81% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2017, o INPC havia sido 0,32%.

Como o IPCA é calculdado

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 2 de março a 29 de março de 2018 com os preços vigentes no período de 30 de janeiro a 1 de março de 2018.

Meta de inflação

A previsão do mercado para a inflação em 2018, que na semana retrasada era de 3,54%, na semana passada ficou ficou em 3,53%, segundo última pesquisa Focus divulgada na véspera. Foi a décima queda seguida no indicador.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta central que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 6,5% ao ano.

Para 2019, porém, o mercado financeiro subiu sua expectativa de inflação de 4,08% para 4,09%. Mesmo assim, a estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%).

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Produção industrial cresce em 12 dos 15 locais pesquisados em 2017, diz IBGE
O resultado do ano passado é o melhor desde 2010.

Por G1
08/02/2018 09h03 Atualizado há menos de 1 minuto
Doze dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registraram alta na produção industrial em 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do ano passado é o melhor desde que todos os 14 locais pesquisados em 2010 (Mato Grosso foi incluído somente em 2013) tiveram alta, em ano que a produção industrial cresceu 10,2%.
Em 2016, 14 locais ficaram no negativo e somente um registrou aumento na atividade, com queda de 6,4% no índice nacional.
Os 12 locais com alta em 2017 foram:
• Pará (10,1%)
• Santa Catarina (4,5%)
• Paraná (4,4%)
• Rio de Janeiro (4,2%)
• Mato Grosso (3,9%)
• Amazonas (3,7%)
• Goiás (3,7%)
• São Paulo (3,4%)
• Ceará (2,2%)
• Espírito Santo (1,7%)
• Minas Gerais (1,5%)
• Rio Grande do Sul (0,1%)
Os três locais com queda foram:
• Bahia (-1,7%)
• Região Nordeste (-0,5%)
• Pernambuco (-0,9%)

Considerando o conjunto do país, a indústria brasileira fechou 2017 em alta de 2,5% - melhor resultado desde 2010, quando a produção industrial havia avançado 10,2%. Em dezembro, o setor registrou alta de 2,8% em relação a novembro - a maior desde junho de 2013, quando chegou a 3,5%.

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Inflação oficial perde força e fica em 0,29% em janeiro, diz IBGE
IPCA desacelerou em relação a dezembro, quando ficou em 0,44%. Taxa é a menor para janeiro desde a criação do Plano Real.
Por G1
08/02/2018 09h00 Atualizado há menos de 1 minuto
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, iniciou 2018 em alta, passando de 0,44% em dezembro de 2017 para 0,29%, em janeiro deste ano. A taxa é a menor para o mês desde a criação do Plano Real, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8).
Em 12 meses, o índice acumula avanço de 2,86%.
A previsão dos economistas do mercado financeiro, conhecida por meio do boletim Focus do Banco Central, é de que a inflação encerrá o ano em 3,94%, abaixo da meta central de 4,5%, mas dentro do intervalo de tolerância (entre 3% e 6%).

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