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No acumulado em 12 meses, recuo é de 0,6%, taxa negativa menos intensa desde junho de 2015, o que aponta para uma trajetória de recuperação.

Por G1

16/10/2018

O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 1,2% em agosto na comparação com o julho, segundo pesquisa de desempenho do setor divulgada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 1,6%, a terceira taxa positiva do ano nesse tipo de confronto.

No acumulado no ano, o setor permanece no vermelho, com queda de 0,5%. No acumulado em 12 meses, foi mantida a trajetória de recuperação, ao passar para uma queda de 0,6%, a taxa negativa menos intensa desde junho de 2015 (-0,2%).

O resultado de julho foi revisado de uma queda de 2,2% para um recuo de 2%.

Recuperação lenta

Com o desemprego ainda elevado e confiança dos empresários e consumidores ainda baixa, a economia brasileira tem mostrado um ritmo de recuperação mais lento que inicialmente esperado para 2018.

Indústria, comércio e serviços apresentaram comportamentos distintos em agosto. A produção industrial caiu 0,3% em agosto e teve a 2ª queda mensal seguida. Já as vendas do comércio cresceram 1,3% em agosto, após 3 quedas seguidas.

Após divulgação de alta de apenas 0,2% no PIB no 2º trimestre, analistas do mercado passaram a projetar um crescimento mais próximo a 1% em 2018. Segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa do mercado é que a economia cresça 1,34% em 2018, menos da metade do que era esperado do começo do ano.

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Trata-se do maior avanço desde junho de 2017. Com o resultado de agosto, setor passou a acumular alta de 2,6% no ano. Em 12 meses, avanço é de 3,3%.

Por Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, G1 — Rio de Janeiro e São Paulo

11/10/2018

As vendas do comércio varejista brasileiro tiveram uma alta de 1,3% em agosto na comparação com julho, e de 4,1% em relação a agosto do ano passado, informou nesta quinta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da primeira alta depois de 3 quedas mensais seguidas e o do maior avanço desde junho de 2017 (1,6%). Segundo o IBGE, o resultado de agosto compensou a maior parte da retração de 1,5% acumulada nos últimos três meses. “Praticamente recupera, voltando o patamar do varejo próximo a abril”, afirmou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

Com a alta de agosto, o setor passou a acumular alta de 2,6% no ano, o que representa uma aumento de ritmo em relação ao acumulado até julho (2,3%). Em 12 meses, o avanço passou de 3,2% em julho para 3,3% em agosto.

A pesquisadora do IBGE ponderou, porém, que apesar do resultado positivo, não se deve avaliar o setor com muito otimismo.

“Não é um movimento que tire da rota de forma surpreendente [a lenta recuperação do comércio]. Não é uma reversão de tendência. O mês de agosto teve o papel de reverter as perdas dos três meses anteriores”.

O IBGE revisou os últimos resultados do comércio. Em julho, ao invés de uma queda de 0,5%, o volume de vendas recuou 0,1%. Em junho, a revisão foi de uma queda de 0,4% para uma queda de 0,2%. Em maio, o recuo foi revisado de 1,4% para uma queda de 1,2%.

Considerando o varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos e de material de construção, houve alta de 4,2% na passagem de agosto para setembro, a maior desde outubro de 2012, quando foi de 6,2%, segundo o IBGE.

Desempenho por setores

A única atividade com taxa negativa em agosto foi a de livros, jornais, revistas e papelaria (-2,5%), que passou a acumular perda de 9,7% desde maio.

As maiores altas no mês foram registradas nos setores de vestuário e calçados, veículos, material de construção e combustíveis.

Segundo Nunes, entre os fatores de influência para a alta nas vendas de agosto, além da relativa melhora no mercado de trabalho, estão as compras para o Dia dos pais e a liberação dos recursos do fundo PIS/Pasep.

O segmento que mais puxou a alta foi o de tecidos, vestuários e calçados, que teve alta de 5,6% na comparação com o mês anterior.

"Além do Dia dos Pais, que estimula a venda sobretudo de roupas, calçados e acessórios, tem a questão sazonal, já que em agosto tivemos temperaturas mais baixas que no ano passado, elevando as vendas neste segmento”, afirma a pesquisadora.

Vendas do comércio por setor:

  • Combustíveis e lubrificantes: 3%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,7%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 5,6%
  • Móveis e eletrodomésticos: 2%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos: 0,9%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -2,5%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 0,6%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,5%
  • Veículos e motos, partes e peças: 5,4%
  • Material de construção: 4,6%

Na comparação com agosto do ano passado, os maiores avanços foram registrados nas vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,4%). Por outro lado, houve queda nas vendas de combustíveis e lubrificantes (-2,0%), móveis e eletrodomésticos (-2,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-12,0%).

Recuperação lenta

Com o desemprego ainda elevado e confiança dos empresários e consumidores ainda baixa, a economia brasileira tem mostrado um ritmo de recuperação mais lento que o esperado.

A confiança do comércio caiu em setembro e atingiu o menor nível em cerca de um ano, segundo indicador da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 1,2 ponto e chegou a 88,7 pontos em setembro, atingindo o menor valor desde agosto de 2017.

Após divulgação de alta de apenas 0,2% no PIB no 2º trimestre, analistas do mercado passaram a projetar um crescimento mais próximo a 1% em 2018. Segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa do mercado é que a economia cresça 1,34% em 2018, menos da metade do que era esperado do começo do ano.

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A produção da indústria caiu em agosto em 6 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com julho. É o que aponta o levantamento divulgado pelo instituto nesta terça-feira (09).

Por G1

09/10/2018

Na média do país, a produção industrial brasileira caiu 0,3% em agosto frente ao mês anterior, conforme anteriormente divulgado pelo IBGE. No acumulado no ano, a indústria tem alta de 2,5%. Em 12 meses, houve perda de ritmo, passando de um avanço de 3,3% até julho para 3,1% até agosto.

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IAEmp recuou pelo 7 mês seguido, refletindo a elevada incerteza quanto ao crescimento da economia.

Por Reuters

09/10/2018

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) mostrou em setembro um cenário de elevada incerteza no mercado de trabalho ao recuar pelo sétimo mês seguido e atingir o menor nível em quase dois anos, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 3,3 pontos e foi a 91,0 pontos em setembro, o menor resultado desde dezembro de 2016.

"A queda no Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) reflete a elevada incerteza quanto ao crescimento da atividade econômica futura do Brasil e, portanto, quanto à geração do emprego", explicou o economista da FGV/Ibre Fernando de Holanda Barbosa Filho em nota.

Seis dos sete componentes do IAEmp registraram queda, com destaque para o indicador que mensura o emprego local futuro da Sondagem do Consumidor, que recuou 6,8 pontos entre agosto e setembro.

O Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, aumentou 1,3 ponto em setembro, para 97,3 pontos, atingindo seu maior nível desde dezembro de 2017.

"O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) encontra-se estável, porém em nível elevado. Isto sinaliza o momento de dificuldade no mercado de trabalho enfrentado pelos trabalhadores, apesar da lenta redução observada na taxa de desemprego", completou Barbosa Filho.

A taxa de desemprego no Brasil caiu pela quinta vez seguida no trimestre até agosto e foi a 12,1%, mas as apreensões devido ao ritmo fraco da economia continuam a afetar os trabalhadores, que seguem desanimados quanto ao mercado de trabalho, de acordo com dados do IBGE.

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No acumulado em 12 meses, IPCA sobe para 4,53%, ficando pela 1ª vez no ano acima do centro meta de inflação (4,50%). Combustíveis respondem por metade da inflação no mês.

Por Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, G1 — Rio de Janeiro e São Paulo

05/10/2018

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,48% em setembro, após ter registrado deflação de 0,09% em agosto, segundo divulgou nesta sexta-feira (5) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este resultado é o maior para um mês de setembro desde 2015, quando o IPCA ficou em 0,54%, e foi puxado pela alta dos preços de transportes e combustíveis.

No acumulado nos 9 primeiros meses do ano, a alta é de 3,34%, acima do 1,78% registrado em igual período de 2017.

No acumulado em 12 meses, o índice ficou em 4,53%, acelerando frente aos 4,19% dos 12 meses imediatamente anteriores. É a primeira vez no ano que o IPCA em 12 meses fica acima do centro da meta do Banco Central, que é de 4,5% para o ano, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O resultado veio acima do esperado pelo mercado. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,41% em setembro, acumulando em 12 meses alta de 4,45%.

IPCA em setembro:

  • Taxa no mês: 0,48%
  • Acumulado no ano: 3,34%
  • Acumulado em 12 meses: 4,53%

Alta dos combustíveis foi o que mais pesou

A principal pressão no mês de setembro, segundo o IBGE, veio do grupo transportes (1,69%), que respondeu sozinho por 0,31 ponto percentual da inflação de 0,48% no mês. Foi a maior variação mensal do grupo para um mês de setembro desde o início do Plano Real.

O destaque do grupo foram os combustíveis que saíram de uma deflação de 1,86% em agosto para alta de 4,18% em setembro, e respoderam por metade da variação mensal do IPCA.

Segundo o IBGE, a gasolina subiu 3,94% em setembro, o etanol, 5,42%, e o diesel, 6,91%. De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, a inflação dos combustíveis foi influenciada pela alta no preço do barril do petróleo, bem como pelo dólar mais alto. O IBGE lembrou ainda que no dia 31 de agosto o diesel nas refinarias foi reajustado em 13% depois de 3 meses de congelamento de preços.

Em 12 meses, a gasolina acumula alta de 19,99%, o etanol, 8,69%, e o diesel, 12,39%.

Ainda entre os transportes, o item passagem aérea teve alta de 16,81%, após a queda de 26,12% registrada em agosto.

IPCA em setembro por setor:

  • Alimentação e Bebidas: 0,10%
  • Habitação: 0,37%
  • Artigos de Residência: 0,11%
  • Vestuário: -0,02%
  • Transportes: 1,69%
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 0,28%
  • Despesas Pessoais: 0,38%
  • Educação: 0,24%
  • Comunicação: -0,07%

Preço dos alimentos

O grupo Alimentação e bebidas voltou a registrar alta, após duas quedas mensais consecutivas: -0,12% em julho e -0,34% em agosto. Os destaques de alta foram as frutas (4,42%), o arroz (2,16%) e o pão francês (0,96%). No lado das quedas sobressaíram: cebola (-12,85%), batata-inglesa (-8,11%), leite longa vida (-5,82%), farinha de mandioca (-5,54%) e ovos (-2,15%).

Meta de inflação e taxa de juros

A previsão dos analistas para a inflação em 2018 subiu de 4,28% para 4,30%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Foi a terceira alta seguida do indicador.

O percentual esperado pelo mercado, contudo, continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

Para 2019, os economistas das instituições financeiras elevaram a estimativa de inflação de 4,18% para 4,20%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência varia de 2,75% a 5,75%.

A taxa básica de juros está na mínima histórica de 6,50%, e a expectativa do mercado é de que termine o ano neste patamar. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Em 2017, a inflação oficial do país ficou em 2,95%, fechando pela primeira vez abaixo do piso da meta fixada pelo governo, que era de 3%.

Inflação por regiões

O pesquisador do IBGE destacou que enquanto em agosto 12 das 16 regiões pesquisadas tiveram deflação, em setembro todas tiveram alta.

O maior índice ficou com Brasília (1,06%), pressionado pela alta de 22,48% nas passagens aéreas e de 7,99% na gasolina. O menor índice (0,06%) ficou com Belém, com destaque para as quedas no açaí (-9,89%) e na farinha de mandioca (-3,03%).

INPC varia 0,30% em setembro

O IBGE também divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referência para reajustes salariais. O índice teve variação de 0,30% em setembro, após estabilidade em agosto.

O acumulado no ano ficou em 3,14%, acima do 1,24% registrado em igual período do ano passado. Em 12 meses, a alta é de 3,97%, acima dos 3,64% dos 12 meses imediatamente anteriores.

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No acumulado do ano, setor recua 0,8% e no acumulado dos últimos 12 meses a retração é de 1%.

Por Daniel Silveira, G1, São Paulo

14/09/2018

O volume de serviços prestados no Brasil caiu 2,2% em julho na comparação com o junho, pior resultado para o mês desde 2011, quando tem inicio a série histórica do levantamento. É o que aponta a pesquisa de desempenho do setor divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Volume de serviços nos meses de julho

Variação (%) contra o mês imediatamente anterior

Fonte: IBGE

O resultado reforça a fraqueza do setor, que tem apresentado grande volatilidade desde a greve dos caminhoneiros (caiu 3,4% em maio e cresceu 4,8% em junho) e inicia o terceiro trimestre em queda, acumulando no ano uma retração de 0,8% e, em 12 meses, queda de 1%.

Da mesma forma que o setor de serviços, a indústria e o comércio também iniciaram o 3ª trimestre no vermelho, reforçando a leitura de perda de ritmo da recuperação da economia brasileira.Após o salto de 12,9% registrado em junho, a produção industrial caiu 0,2% em julho frente ao mês imediatamente anterior. Já as vendas do comércio varejista tiveram queda de 0,5% em julho, o terceiro recuo mensal seguido.

O IBGE destacou que, com os resultados de julho, o patamar de serviços prestados no país se encontra 12,9% abaixo de janeiro de 2014, o ponto mais alto do setor na série histórica.

De acordo com o IBGE, quatro das cinco atividades de serviços investigadas na pesquisa tiveram queda na passagem de junho para julho. A queda mais expressiva foi a dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que recuou 4,0%, e somente os serviços prestados às famílias tiveram alta no mês, de 3,1%.

Resultados por atividades:

  • Transportes, armazenagem e correio: -4,0%
  • Serviços de informação e comunicação: -2,2%
  • Serviços profissionais e administrativos: -1,1%
  • Outros serviços: -3,2%
  • Serviços prestados às famílias: 3,1%

Comparação anual

Em relação a julho de 2017, o setor de serviços caiu 0,3%, com queda em duas das cinco atividades. Segundo o IBGE, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,8%) exerceram a principal influência negativa. O outro impacto negativo veio de serviços prestados às famílias (-0,5%).

Já no lado positivo, a contribuição mais relevante ficou com o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,8%). Avançaram também os serviços de informação e comunicação (0,1%) e outros serviços (0,5%).

Ritmo lento da economia

Com o desemprego ainda elevado e confiança dos empresários ainda baixa diante das incertezas em relação às eleições, a economia brasileira tem mostrado um ritmo de recuperação mais lento que o esperado.

Após divulgação de alta de apenas 0,2% no PIB no 2º trimestre, analistas do mercado passaram a projetar um crescimento mais próximo a 1% em 2018. Segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa do mercado é que a economia cresça 1,40% em 2018, metade do que era esperado alguns meses antes.

O setor de serviços tem forte peso na economia brasileira, representando cerca de 70% da composição do Produto Interno Bruto (PIB), e ainda não conseguiu recuperar as perdas dos últimos anos.

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Expectativa de inflação para esse ano passou de 4,17% para 4,16%. Pesquisa foi realizada pelo BC na semana passada e divulgada nesta segunda-feira.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

03/09/2018

Os economistas do mercado financeiro reduziram de 1,47% para 1,44% sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018.

A expectativa consta no mais recente boletim de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 2,50%. Os economistas dos bancos não alteraram a previsão de expansão da economia para 2019, 2020 e para 2021, que continuou em 2,5% para todos estes anos.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro cresceu 0,2% no 2º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores.

O resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda da indústria e dos investimentos, reforçando a leitura de perda de ritmo e recuperação ainda mais lenta da economia brasileira.

ESTIMATIVAS DO RELATÓRIO FOCUS

PREVISÃO

2018

2019

Produto Interno Bruto (PIB)

1,44%

2,5%

Inflação

4,16%

4,11%

Taxa básica de juros (Selic)

6,50%

8%

Dólar

R$ 3,80

R$ 3,70

Balança comercial (saldo)

US$ 55 bilhões

US$ 47,1 bilhões

Investimento estrangeiro direto

US$ 67 bilhões

US$ 74 bilhões

Fonte: Banco Central

Inflação

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa de 4,17% para 4,16% para esse ano.

Com isso, a expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA, a inflação oficial do país, ficar entre 3% e 6% em 2018.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, os economistas das instituições financeiras baixaram sua estimativa de inflação de 4,12% para 4,11%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Outras estimativas

Taxa de juros - O mercado manteve estável em 6,50% ao ano sua estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 avançou de R$ 3,75 para R$ 3,80 por dólar. Para o fechamento de 2019, ficou estável em R$ 3,70 por dólar.

Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2018 recuou de US$ 55,7 bilhões para US$ 55 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 49,8 bilhões para US$ 47,1 bilhões.

Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu estável em US$ 67 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou inalterada em US$ 74 bilhões.

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Entrada de milhões de pessoas na informalidade gerou renda, mas reduziu a produtividade e está agravando a lenta recuperação do país, dizem economistas.

Por Taís Laporta e Marta Cavallini, G1

31/08/2018

A entrada de trabalhadores no mercado informal ajudou a reduzir o desemprego e colocou um número recorde de pessoas na força de trabalho. Mas esse fenômeno, que à primeira vista pode indicar uma reação da economia, não se traduziu em melhora na produtividade.

Para especialistas, é mais um sintoma da fraqueza da atividade econômica e de sua lenta recuperação, refletidos no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país: no segundo trimestre deste ano, a economia do Brasil cresceu 0,2%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mesmo período, enquanto o desemprego recuou para 12,4%, o número de trabalhadores com carteira assinada foi o menor já revelado também pelo IBGE.

A explicação está no aumento da informalidade, que ganhou quase 1 milhão de pessoas. O mercado informal passou de 36,4 milhões um ano antes, para 37,3 milhões no trimestre encerrado em junho, alcançando 40% da força de trabalho.

Quem são os informais

Neste grupo, estão não só os trabalhadores sem registro e os domésticos sem carteira assinada, mas também os empreendedores por necessidade. São aqueles que, sem emprego, passaram a se virar em "bicos", prestando serviços ou vendendo mercadorias nas ruas ou pela internet.

São autônomos que não têm CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), ou trabalham por conta própria além de serem "patrões" de outras pessoas que trabalham sem registro em carteira.

Com a crise, estes empregadores também cresceram. O número de patrões sem CNPJ no país aumentou 10,5% em 1 ano, segundo a Pnad Contínua do IBGE.

No trimestre encerrado em junho, o número de empregadores informais chegou a 911 mil. Com isso, eles passaram a representar 20,8% dos patrões no país.

Para o economista do IBRE/FGV Fernando Veloso, quanto mais empresas na informalidade, maior a tendência de empregar trabalhadores sem carteira assinada.

'Negócio' em família

Após perder o emprego de padeiro, Reginaldo Nilson entrou nas estatísticas do trabalho informal ao virar vendedor ambulante. Aos 41 anos, ele 'emprega' mais três ajudantes da família. O trabalhador sai todos os dias de Guarulhos, na Grande SP, para vender café da manhã numa movimentada avenida comercial da Zona Sul de São Paulo.

“Fui para a rua por que fiquei desempregado e não tinha outra opção”, conta Reginaldo.

Ele começa a trabalhar antes de o sol nascer. Na madrugada, vende principalmente para motoristas de táxi e de aplicativos. Além da clientela fiel, outros cinco ambulantes compram suas tortas e pães de queijo para revender em outros pontos da cidade. Ele ganha uma média de R$ 150 por dia.

O ambulante já chegou a ter 70% de lucro, mas hoje está nos 50% porque muitos dos ingredientes subiram de preço, como ovos e farinha de trigo. Reginaldo recebe a ajuda da cunhada Vitória Cristina da Silva, de 22 anos, que vende com ele na rua. Sua mulher, que prepara a comida, é ajudada por duas primas.

Quando consegue vender bem, Reginaldo chega a pagar para cada uma das ajudantes R$ 1,2 mil por mês. “Não tenho do que reclamar da rua”, afirma. O sonho do vendedor é abrir sua própria lanchonete e, quando isso acontecer, ele pretende levar a cunhada para trabalhar para ele.

“Quero comprar um lugar. Se não der certo, eu fecho e volto para a rua. A gente tem que arriscar”, comenta o vendedor ambulante.

Os filhos de 8 e 14 anos estudam em escola pública. A família mora em casa própria, mas não tem plano de saúde.

4 vezes menos produtivos

Além de ter ajudado a derrubar a produtividade nos anos de crise, o aumento da informalidade está afetando a lenta recuperação da economia, concluiu um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV).

Segundo o economista Fernando Veloso, um dos autores do estudo, a produtividade do trabalho no setor informal é quatro vezes menor que no mercado formal.

“As empresas formais são mais produtivas porque têm acesso a crédito, trabalham em escala e podem expandir seus negócios sem problemas de fiscalização da Receita”, explica ao G1.

Já os empregadores informais, completa o economista, não recolhem impostos e contribuições que aumentam a arrecadação de dinheiro público e costumam contratar trabalhadores com qualificação mais baixa. Com isso, a renda tende a ser menor e isso impacta o consumo, um dos pilares da atividade econômica.

Informais ganham 40% menos

O rendimento médio de um trabalhador sem carteira assinada era quase 40% menor que o de um registrado, segundo o IBGE. No segundo trimestre deste ano, a empregado formal ganhava em média R$ 2.099, enquanto o informal, R$ 1.313.

Renda média do trabalhador

Rendimento real do empregado com e sem carteira assinada, em R$

Fonte: PNAD Contínua

“É evidente que para um desempregado é melhor conseguir uma ocupação informal do que nada, mas a informalidade é uma coisa muito ruim. Para a maioria das pessoas é uma estratégia de sobrevivência”, explica o professor da faculdade de economia da USP, Hélio Zylberstajn.

Nos anos de crise, 46% da queda da produtividade deveu-se ao aumento do mercado informal, segundo o IBRE.

Entre 2014 e 2017, o mercado de trabalho ficou 3,6% menos produtivo. Deste total, 2% resultaram da menor eficiência das empresas e 1,6%, do aumento do emprego em empresas com baixa produtividade.

Para Veloso, do IBRE, a produtividade das empresas tende a ganhar mais importância no padrão de vida das pessoas com a redução gradual do bônus demográfico, que levará a uma queda da população economicamente ativa.

“A população com idade de trabalhar vai passar a crescer menos que o número de idosos fora do mercado e, a partir daí, a única forma de aumentar a renda das pessoas será com o aumento da produtividade”, avalia Veloso.

Efeitos para a economia

Um estudo do Credit Suisse de julho deste ano, assinado pelos economistas Leonardo Fonseca e Lucas Vilela, aponta que a dinâmica do PIB está mais ligada à população ocupada no trabalho formal do que na informalidade.

“Para a retomada do mercado de trabalho ser sustentável nos próximos trimestres, a atividade econômica precisaria crescer mais consistentemente”, conclui o estudo.

Para Veloso, do IBRE, o aumento da informalidade é um reflexo da própria crise, mas há também fatores estruturais que limitam o crescimento das empresas formais, como a complexidade da carga tributária e a dificuldade na concessão de crédito.

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Resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda nos investimentos. PIB do 1º trimestre foi revisado para baixo, para um avanço de apenas 0,1%.

Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1

31/08/2018

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,2% no 2º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores, divulgou nesta sexta-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,693 trilhão.

Variação do PIB trimestral brasileiro (Foto: Karina Almeida/Arte G1)

Variação do PIB trimestral brasileiro (Foto: Karina Almeida/Arte G1)

O resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda da indústria e dos investimentos, reforçando a leitura de recuperação lenta da ecomomia brasileira.

Veja os principais destaques do PIB:

  • Serviços: 0,3%
  • Indústria: -0,6%
  • Agropecuária: 0
  • Consumo das famílias: 0,1%
  • Consumo do governo: 0,5%
  • Investimentos: -1,8%
  •  

PIB do 1º trimestre é revisado para baixo

O IBGE revisou os últimos quatro resultados do PIB. No primeiro trimestre deste ano, ao invés de uma expansão de 0,4%, o crescimento foi de 0,1%.

No quarto trimestre do ano passado o resultado ficou estável (0%), ao contrário do crescimento de 0,2% anunciado anteriormente. Já no terceiro trimestre de 2017, o crescimento foi de 0,6%, maior que o divulgado à época, que foi de 0,3%. Já no segundo trimestre de 2017, o crescimento foi de 0,4%, e não de 0,6%.

Em 2017, o PIB teve uma alta de 1%, após dois anos consecutivos de retração. Segundo o IBGE, o número será revisado na próxima divulgação das contas nacionais.

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Desalento recorde atinge 4,8 milhões de brasileiros e cresce 17,8% em 1 ano. Taxa de força de trabalho subutilizada ficou em 24,6%, o que significa que falta trabalho para 27,6 milhões de brasileiros.

Por Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, G1

30/08/2018

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,3% no trimestre encerrado em julho, na quarta queda mensal consecutiva, mas ainda atinge 12,9 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando havia 13,3 milhões de desempregados no país, a população desocupada caiu 3,4%% (menos 458 mil pessoas).

Apesar do crescimento da população ocupada, os dados do IBGE mostram que a queda da taxa de desemprego tem sido puxada também pelo grande número de brasileiros fora do mercado de trabalho, subocupados ou que simplesmente desistiram de procurar emprego.

Desalento cresce 17,8% em 1 ano

O número de desalentados (que desistiram de procurar emprego) bateu recorde, atingindo 4,818 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em julho, segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. Em 1 ano, o crescimento é de 17,8%, ou um aumento de 728 mil no número de desalentados.

No 2º trimestre do ano, o número de desalentados já tinha atingido 4,8 milhões. O IBGE trabalha, entretanto, apenas com trimestres comparáveis na divulgação mensal da pesquisa Pnad Contínua.

Segundo o IBGE, o contingente fora da força de trabalho também é recorde, considerando os trimestres comparáveis. O número de brasileiros que nem trabalham nem procuram emprego atingiu 65,5 milhões, um aumento de 1,08 milhão em 1 ano.

Número de desalentados no Brasil

Em milhões

Fonte: IBGE

“Você tem um processo de redução do desemprego, aumento da população ocupada, continuidade do aumento da informalidade. Mas, chamar isso de momento favorável é difícil. Você tem uma nuance de recuperação, que acaba sendo ofuscada por esse aumento da subutilização que chegou ao maior nível da série”, destacou Azeredo.

Falta trabalho para 27,6 milhões

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,5% no trimestre encerrado em julho, ante 24,6% no trimestre encerrado em abril. Ou seja, ainda falta trabalho para 27,6 milhões no país.

"Quase um quarto da força de trabalho ampliada do Brasil está subutilizada”, destacou Azeredo.

Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no trimestre encerrado em julho:

  • 12,9 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias
  • 6,6 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;
  • 8,1 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,8 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,3 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

A população subutilizada (27,6 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior (27,5 milhões). Em relação a igual trimestre de 2017 (26,6 milhões), este grupo cresceu 3,4%, um adicional de 913 mil brasileiros subutilizados.

Já o número de subocupados passou de 6,3 milhões no trimestre encerrado em abril para 6,6 milhões no trimestre encerrado em julho.

Evolução do número de desempregados

Em número de desocupados no trimestre móvel

Fonte: IBGE

Trabalho com carteira e informal

O número de empregados com carteira de trabalho assinada atingiu 33 milhões. Embora tenha caído em 359 mil na comparação com julho do ano passado, o IBGE entende que houve estabilização deste contingente.

“Existe a queda, mas ela não é estatisticamente relevante. Esta é a primeira vez, desde o início da crise, que a gente percebe estabilidade da carteira de trabalho na comparação anual, e isso é positivo”, avaliou Azeredo.

Já o número de empregados sem carteira de trabalho (11,1 milhões) mostrou estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas subiu 3,4% (mais 368 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017.

O número de trabalhadores por conta própria (23,1 milhões) também ficou estável na comparação com o trimestre de fevereiro a abril, e cresceu ,1% (mais 483 mil pessoas) em relação ao mesmo período do ano anterior.

Aumento da população ocupada

O nível da ocupação (53,9%) subiu em relação ao trimestre móvel anterior (53,6%) e ficou estável em relação ao mesmo trimestre de 2017 (53,8%).

Segundo Azeredo, a queda da taxa de desemprego "vem sendo provocada, principalmente, pelo aumento da população ocupada”. Porém, ele ponderou que o aumento da população em desalento também contribui para a redução da taxa de desocupação.

“O que a gente está vendo no mercado de trabalho é reflexo da economia, que pode ter interferência expressiva, já que estamos às vésperas de eleição”, disse o coordenador do IBGE

Na comparação com o trimestre terminado em abril, aumentou em quase 1 milhão o número de trabalhadores ocupados, sendo:

  • 252 mil novos trabalhadores com carteira assinada
  • 189 mil novos trabalhadores sem carteira assinada
  • 110 mil trabalhadores domésticos
  • 284 mil trabalhadores no setor público
  • 44 mil novos empregadores
  • 88 mil novos trabalhadores por conta própria

Por outro lado, neste período, diminuiu em 40 mil o número de trabalhadores familiar auxiliar.

Renda estável

O rendimento médio real do trabalhador foi estimado em R$ 2.205 no trimestre de maio a julho, apresentando segundo o IBGE estabilidade frente ao trimestre anterior (R$ 2.215) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.188).

A massa de rendimentos (R$ 197,2 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior (R$ 195,9 bilhões) e ao mesmo trimestre de 2017 (R$ 193,4 bilhões).

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