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Após tombo de maio com greve, 'prévia do PIB' avança 3,29% em junho

No segundo trimestre, porém, IBC-BR, do Banco Central, registrou queda de 0,99%, na comparação com o trimestre anterior

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2018

BRASÍLIA - Após despencar 3,28% em maio (dado já revisado), a economia brasileira registrou forte alta em junho de 2018, em um movimento de recuperação após a greve dos caminhoneiros. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 3,29% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, informou a instituição nesta quarta-feira, 15.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 133,44 pontos para 137,83 pontos na série dessazonalizada de maio para junho. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste apenas desde abril (137,97 pontos). A atividade em maio havia sido bastante prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil, verificada nas últimas semanas do mês. Em junho, o movimento arrefeceu e a atividade voltou a acelerar.

No segundo trimestre, o indicador registrou baixa de 0,99%, na comparação com o trimestre anterior (janeiro a março), pela série ajustada. Já no primeiro semestre, houve alta de 0,89%. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 1,30% nos 12 meses encerrados em junho.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Na comparação entre os meses de junho de 2018 e junho de 2017, houve alta de 1,82% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 137,95 pontos em junho, ante 135,49 pontos de junho do ano passado.

O indicador de junho de 2018 ante o mesmo mês de 2017 mostrou desempenho levemente acima do apontado pela mediana (+1,80%) das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast (+0,90% a +3,10% de intervalo). O patamar de 137,95 pontos é o melhor para meses de maio desde 2015 (139,08 pontos).

A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,6%. O porcentual, informado pelo BC no fim de junho, é o mesmo considerado pelo Ministério da Fazenda.

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Mercado mantem previsão de inflação para 2018 em 4,11% e alta de 1,5% no PIB

Para 2019, expectativa do mercado para o IPCA permaneceu em 4,10% e previsão de expansão da economia seguiu em 2,5%. Estimativas foram divulgadas pelo Banco Central.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

30/07/2018 08h31 Atualizado há menos de 1 minuto

Os economistas do mercado financeiro mantiveram estimativa de inflação para 2018 em 4,11% e previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) desse ano em 1,5%.

As expectativas dos analistas estão no mais recente boletim de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2018, de 4,11%, continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida pelo BC se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.

Para 2019, o mercado financeiro manteve sua expectativa de inflação estável em 4,10%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Produto Interno Bruto

Além de manter a estimativa de alta do PIB de 2018 em 1,5%, os economistas dos bancos também não alteraram sua previsão de expansão da economia para o próximo ano, que continuou em 2,5%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Taxa de juros

Os analistas do mercado financeiro também mantiveram em 6,50% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018.

Com isso, o mercado estima que a taxa de juros fique estável no atual patamar de 6,50% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para esta terça e quarta-feiras (31 e 1º).

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 permaneceu em R$ 3,70 por dólar. Para o fechamento de 2019, ficou estável também em R$ 3,70 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 57,5 bilhões para US$ 58 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 49,3 bilhões para US$ 49,15 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, ficou estável em US$ 67,5 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas caiu de US$ 80 bilhões para US$ 70 bilhões. 

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Mercado reduz novamente previsão de crescimento do PIB para 2018

Analistas do mercado também elevaram pela oitava semana consecutiva previsão de inflação para 2018, que agora está em 4,17%.

Por Laís Lis, G1, Brasília

09/07/2018 08h55 Atualizado há menos de 1 minuto

Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e elevaram a previsão de inflação para 2018.

No mais recente relatório de mercado, também conhecido como "Focus", divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central, os economistas reduziram a previsão de crescimento da economia deste ano de 1,55% para 1,53%.

No relatório divulgado na semana passada, os analistas haviam mantido estável a previsão de crescimento do PIB.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em seu último Relatório de Inflação, o BC reduziu sua previsão oficial de crescimento da economia em 2018 de 2,6% para 1,6%.

Inflação

Pela oitava semana consecutiva os analistas do mercado financeiro elevaram a previsão de inflação para 2018, passando de de 4,03% para 4,17%.

Para 2019 os economistas mantiveram a previsão de inflação em 4,1% e em 4% para 2020 e 2021.

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Banco Central reduz previsão de crescimento do PIB de 2018 para 1,6%

Previsão anterior era de crescimento de 2,6%. Relatório citou desaquecimento da atividade econômica no início do ano e impactos diretos e indiretos da greve dos caminhoneiros.

Por Laís Lis, G1, Brasília

28/06/2018 08h29

O Banco Central reduziu para 1,6% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018. O dado consta no Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (28). A nova projeção representa um corte de 1 ponto porcentual na previsão fixada no último relatório, quando o BC estimava um crescimento de 2,6% para o PIB.

No documento, o BC aponta que a revisão da previsão de crescimento da economia em 2018 está associada “ao arrefecimento da atividade no início do ano, à acomodação dos indicadores de confiança de empresas e consumidores e à perspectiva de impactos diretos e indiretos da paralisação no setor de transporte de cargas ocorrida no final de maio”.

A previsão do BC está abaixo da estimativa oficial do governo. Em maio, o governo reduziu de 2,97% para 2,5% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2018.

Inflação

Também impactada pela paralisação do setor de transportes, que causou desabastecimento de produtos em todo o país, a projeção de inflação de 2018 foi elevada pelo BC de 3,8% para 4,2%. Já para 2019, o BC reduziu a previsão de inflação de 4,1% para 3,7%.

O BC estima uma “expressiva aceleração” na inflação mensal de junho por causa da paralisação dos caminhoneiros e da mudança da bandeira tarifária aplicada nas contas de luz. A taxa extra está em seu patamar mais alto.

Ressalte-se, que apesar da aceleração projetada para os próximos meses, a retomada da atividade em ritmo mais gradual que o esperado e a propagação inercial do baixo patamar inflacionário são fatores que contribuem para manutenção da inflação em patamar reduzido, sobretudo no segmento de serviços e em medidas de inflação subjacente”, escreveu o BC.

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Mercado volta a derrubar projeções para PIB e elevar inflação para 2018, mostra BC

18 jun, 2018 08h41, Infomoney.

SÃO PAULO - Os economistas semanalmente consultados pelo Banco Central voltaram a rever para baixo suas projeções para o desempenho da economia brasileira em 2018. Segundo a mais recente edição do relatório Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira (18), a mediana das estimativas para o PIB (Produto Interno Bruto) recuou de alta de 1,94% para 1,76% no período. Para o ano seguinte, também houve revisão, de 2,80% para 2,70%.

Segundo a sondagem entre os economistas de mercado, a mediana das projeções para a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), também foi alterada na última semana. Agora, as expectativas são de que o índice acumule alta de 3,88% no ano, 6 pontos percentuais a mais do que projeções anteriores. Para o ano seguinte, a revisão foi de 3 pontos percentuais para cima, para 4,10%. As projeções para a taxa básica de juros, por sua vez, foram mantidas em 6,50% em 2018 e 8% no ano seguinte.

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'Prévia do PIB' sobe 0,46% em abril, aponta BC

As expectativas para o índice que avalia o ritmo da economia iam de 0,20% a 1,30%

O Estado de S.Paulo, 15 Junho 2018 | 08h35

BRASÍLIA - Após ceder 0,74% em março, a economia brasileira voltou a subir em abril de 2018. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,46% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, informou a instituição nesta sexta-feira, 15.

Para o resultado de abril, as estimativas consultadas pelo Projeções Broadcast iam de 0,20% a 1,30%, com  mediana de 0,60%, após queda de 0,74% em março.

Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 2,6%, sendo que este número foi informado em março. 

As previsões do governo apontam a um crescimento de 2,5% do PIB em 2018, mas o boletim Focus mostrou que o mercado já vê um avanço inferior a 2%.

A atividade econômica oficial, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% no primeiro trimestre deste anoem relação ao quarto trimestre de 2017, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início de junho. 

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Economistas do mercado preveem mais inflação e alta menor do PIB em 2018

Relatório do Banco Central aponta que previsão do mercado financeiro para a inflação deste ano passou de 3,60% para 3,65%, e a de alta do PIB recuou de 2,37% para 2,18% em 2018.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

04/06/2018 08h29 Atualizado há menos de 1 minuto

Os analistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de inflação para 2018 e passaram a prever uma alta menor do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

As expectativas estão no mais recente relatório de mercado, também conhecido como Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central.

O relatório é resultado de levantamento efetuado na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

A expectativa do mercado para a inflação em 2018 avançou de 3,60%, na semana retrasada, para 3,65% na última semana.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

Para 2019, o mercado financeiro elevou sua expectativa de inflação de 4% para 4,01%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

A estimativa para a Selic em 2019 continuou em 8% ao ano. Desse modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

PIB

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,37% para 2,18%.

Foi a quinta queda seguida do indicador. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

A revisão ocorre após a greve dos caminhoneiros, que teve impacto em vários setores da economia brasileira. A paralisação provocou desabastecimento em várias áreas e deve prejudicar o crescimento do país no segundo trimestre, avaliam economistas ouvidos pelo G1.

Taxa de juros

Os analistas do mercado financeiro também mantiveram em 6,50% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018.

Com isso, o mercado estima que a taxa de juros fique estável no atual patamar de 6,50% ao ano até o fechamento deste ano.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,48 para R$ 3,50 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,47 para R$ 3,50 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, caiu de US$ 57,15 bilhões para US$ 57 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 49,80 bilhões para US$ 49,30 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.

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Mercado vê recuperação mais lenta e projeções apontam para PIB 'frustrante' no 1º trimestre

Resultado oficial será divulgado na quarta-feira (30) pelo IBGE. Analistas revisaram estimativas para baixo e projetam alta entre 0,1% e 0,5%.

Por Darlan Alvarenga, G1

28/05/2018 06h00 Atualizado há 30 minutos

Os indicadores de atividade econômica dos primeiros meses do ano decepcionaram, apontando para uma recuperação mais lenta do que o esperado. As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) passaram a ser revisadas seguidamente para baixo, e o próprio governo reduziu de 2,97% para 2,5% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2018.

Levantamento do G1 com 10 bancos, consultorias e institutos aponta para uma alta entre 0,1% e 0,5% do PIB no 1º trimestre, na comparação com o 4º trimestre, o que sugere uma perda de fôlego da economia neste início de ano, em meio ao elevado desemprego e incerteza política, que têm afetando a confiança e o consumo.

Apesar da surpresa provocada pelo resultado do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, espécie de "prévia" do PIB, que apontou retração de 0,13% no 1º trimestre, a maioria do mercado ainda aposta em PIB acima de zero nos 3 primeiros meses de 2018.

Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre serão divulgados nesta quarta-feira (30).

Para 2018, o mercado baixou previsão de alta do PIB para 2018 de 2,50% para 2,37%, segundo pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira (28).

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2017, o PIB teve uma alta de 1%, após dois anos consecutivos de retração. A variação trimestre a trimestre no ano passado foi de 1,3%, 0,6%, 0,2% e 0,1%, do primeiro para o quarto trimestre, respectivamente.

O que mais decepcionou

A economista Alessandra Ribeiro, da Tendências, trabalha com a estimativa de alta de 0,2% do PIB no 1º trimestre. Segundo ela, a perda de velocidade da atividade econômica fica mais explícita na projeção de alta de 1% estimada para a comparação anual, ante o avanço de 2,1% observado no último trimestre de 2017.

"O menor crescimento esperado está calcado, sobretudo, na redução do consumo das famílias, o que interromperia a sequência de quatro altas consecutivas. Tal projeção está associada à desaceleração na trajetória de crescimento da massa de rendimentos, influenciada, principalmente, pelo menor ritmo de geração de vagas no mercado de trabalho, apesar da ampliação da concessão de crédito às pessoas físicas", afirma.

A economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro/Ibre, da FGV, reduziu a projeção para o PIB do 1º trimestre, de alta de 0,3% para 0,2%. Para a analista, "a maior frustação" foi em serviços e na construção civil. "Já estava ruim e não melhorou no primeiro trimestre. Continuou contraindo", destaca.

O Ibre/FGV estima queda de 0,5% no PIB da indústria, alta de 0,2% em serviços e avanço de 1,6% na agropecuária.

A Tendência, por sua vez, projeta PIB negativo para indústria (-0,2%) e serviços (-0,3%), e alta de 1,3% da agropecuária.

"A frustração quanto ao ritmo de crescimento esperado coloca viés de baixa para expectativa do ano", afirma Ribeiro, que aguarda a divulgação dos números do IBGE para revisar novamente as projeções da consultoria para o PIB em 2018.

As projeções apontam também para uma perda do ritmo de recuperação dos investimentos, que seguem em patamares críticos. A Tendência estima alta de 0,4%, ante avanço de 2% no trimestre anterior. Para o Ibre/FGV, a estimativa é mais baixa, de 0,2%.

"A sensação, que vai ficar mais claro com o resultado do PIB, é que a perda de ímpeto da atividade foi um tanto quanto generalizada. Isso é reflexo da recuperação lenta do consumo das famílias e dos investimentos, que apesar da queda expressiva da taxa Selic, ainda não reagiram como o esperado", afirma Luiz Castelli, economista da consultoria GO Associados

Entre os principais fatores que ajudam a explicar o ritmo mais fraco da economia, os economistas citam as incertezas políticas e falta de avanço das reformas, o cenário externo menos favorável, o custo do crédito ainda alto mesmo com a queda forte da taxa básica de juros e, sobretudo, o alto desemprego e os 27,7 milhões de trabalhadores subutilizados.

O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, destaca que o número de brasileiros ocupados aumentou, mas com características que não sugerem recuperação consistente. Ele cita quatro motivos para isso:

  1. A ocupação tem crescido nas atividades por conta própria e nas atividades informais.
  2. A contratação com carteira assinada continua caindo.
  3. O rendimento da ocupação que está crescendo é mais baixo do que o da que está caindo.
  4. Os indicadores sugerem que as empresas não estão convencidas de que devem contratar.

"A soma de tudo, adicionada ao excesso de capacidade quase que generalizado, explica o fraco desempenho do investimento, mesmo com taxas de juros reais bastante baixas para nossos padrões", 

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Mercado vê alta menor do PIB e inflação mais alta em 2018

Previsão de analistas para a alta do PIB recuou de 2,51% para 2,50%. Na semana passada, indicador do BC apontou que economia encolheu 0,13% no primeiro trimestre.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

21/05/2018 08h28 Atualizado há menos de 1 minuto

O mercado financeiro reduziu, de 2,51% para 2,50%, sua estimativa para o crescimento da economia em 2018.

A previsão está no mais recente relatório de mercado, também conhecido como Focus, divulgado nesta segunda-feira (21 pelo Banco Central. Foi a terceira queda seguida no indicador.

Para produzir o Focus, o BC ouve mais de 100 instituições financeiras. O documento é divulgado normalmente às segundas e aponta as estimativas do mercado financeiro na semana anterior à sua divulgação.

Portanto, a previsão dos economistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2018 era de 2,51% na semana retrasada e foi reduzida para 2,50% na semana passada.

PIB do primeiro trimestre

A revisão ocorre após o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado pelo Banco Central na semana passada, apontar que a economia registrou retração de 0,13% no primeitro trimestre deste ano.

O recuo de 0,13% entre janeiro e março deste ano foi verificado na comparação com o quarto trimestre de 2017 (outubro a dezembro). O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes de um ano.

O IBC-BR é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre serão divulgados no dia 30 de maio.

Inflação e juros

A expectativa do mercado para a inflação em 2018 avançou de 3,45%, na semana retrasa, para 3,50% na semana passada.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

As metas de inflação são fixadas todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-las, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2018. Na semana passada, o BC contrariou as expectativas do mercado e manteve a taxa em 6,50% ao ano.

A decisão do Banco Central de mater os juros estáveis, após 12 cortes seguidos, ocorre em meio à disparada da cotação do dólar, que deve encarecer os produtos importados e, consequentemente, pressionar a inflação para cima.

Para 2019, o mercado financeiro subiu sua expectativa de inflação de 4% para 4,01%. A meta central do próximo ano é de 4,25% e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%. Já a estimativa para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,40 para R$ 3,43 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,40 para R$ 3,45 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 55,6 bilhões para US$ 56,1 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit cresceu de US$ 46 bilhões para US$ 47,6 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.

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'Prévia' do PIB do Banco Central indica que economia brasileira recuou 0,13% no 1º trimestre

Resultado negativo é o primeiro, na comparação com trimestre anterior, desde o 4º trimestre de 2016. IBC-Br foi criado para tentar antecipar resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

16/05/2018 08h34 Atualizado há menos de 1 minuto

A economia brasileira registrou retração no primeiro trimestre deste ano, informou o Banco Central nesta quarta-feira (16), por meio do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB).

Entre janeiro e março de 2018, o indicador apresentou queda de 0,13% quando comparado com o quarto trimestre de 2017 (outubro a dezembro). O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes de um ano.

Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, porém, houve uma alta de 0,86% (indicador sem ajuste sazonal).

Segundo a série histórica do indicador, essa foi a primeira queda do nível de atividade, contra os três meses anteriores, desde o quatro trimestre de 2016 - quando foi registrada uma retração de 0,78%.

O IBC-BR é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números oficiais do PIB do terceiro trimestre serão divulgados no dia 30 de maio.

Ano de 2017 e expectativas

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2017, o PIB teve uma alta de 1%, após dois anos consecutivos de retração.

Os indicadores do primeiro trimestre, porém, revelaram um desempenho pior do que o esperado, o que fez com que economistas baixassem projeção para o desempenho do PIB no período.

Para todo este ano, o governo ainda mantém a estimativa de aumento de 3% para o PIB, mas pode revisar para baixo este número na próxima semana, por meio do relatório de receitas e despesas do orçamento. O documento será divulgado até 22 de maio.

O mercado financeiro, por sua vez, tem baixado sistematicamente sua previsão de alta nas últimas semanas. Recentemente, revisou a estimativa de crescimento de 2018 de 2,70% para 2,51%.

Março e resultado em 12 meses

Os dados do BC mostram que, somente em março, o IBC-Br registrou queda de 0,74%, contra fevereiro. Neste caso, a comparação foi feita após ajuste sazonal, considerada mais apropriada por analistas.

Quando a comparação é feita com março do ano passado (sem ajuste sazonal, pois são períodos iguais), houve uma queda de 0,66%, de acordo com o Banco Central.

Na parcial de 12 meses até março, a prévia do PIB do Banco Central registrou crescimento de 1,05%. O Banco Central divulga esse indicador somente sem ajuste sazonal.

O que é o IBC-Br?

Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE.

O indicador é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. O crescimento ou desaceleração da economia influenciam na inflação, que o Banco Central busca controlar por meio da taxa Selic.

Para 2018 e 2019, a meta central de inflação é de 4,5% e de 4,25%, respectivamente, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 3% e 6%, sem que a meta seja formalmente descumprida, e entre 2,75% e 5,75%.

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