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Mercado vê alta menor do PIB e inflação mais alta em 2018

Previsão de analistas para a alta do PIB recuou de 2,51% para 2,50%. Na semana passada, indicador do BC apontou que economia encolheu 0,13% no primeiro trimestre.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

21/05/2018 08h28 Atualizado há menos de 1 minuto

O mercado financeiro reduziu, de 2,51% para 2,50%, sua estimativa para o crescimento da economia em 2018.

A previsão está no mais recente relatório de mercado, também conhecido como Focus, divulgado nesta segunda-feira (21 pelo Banco Central. Foi a terceira queda seguida no indicador.

Para produzir o Focus, o BC ouve mais de 100 instituições financeiras. O documento é divulgado normalmente às segundas e aponta as estimativas do mercado financeiro na semana anterior à sua divulgação.

Portanto, a previsão dos economistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2018 era de 2,51% na semana retrasada e foi reduzida para 2,50% na semana passada.

PIB do primeiro trimestre

A revisão ocorre após o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado pelo Banco Central na semana passada, apontar que a economia registrou retração de 0,13% no primeitro trimestre deste ano.

O recuo de 0,13% entre janeiro e março deste ano foi verificado na comparação com o quarto trimestre de 2017 (outubro a dezembro). O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes de um ano.

O IBC-BR é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre serão divulgados no dia 30 de maio.

Inflação e juros

A expectativa do mercado para a inflação em 2018 avançou de 3,45%, na semana retrasa, para 3,50% na semana passada.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

As metas de inflação são fixadas todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-las, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2018. Na semana passada, o BC contrariou as expectativas do mercado e manteve a taxa em 6,50% ao ano.

A decisão do Banco Central de mater os juros estáveis, após 12 cortes seguidos, ocorre em meio à disparada da cotação do dólar, que deve encarecer os produtos importados e, consequentemente, pressionar a inflação para cima.

Para 2019, o mercado financeiro subiu sua expectativa de inflação de 4% para 4,01%. A meta central do próximo ano é de 4,25% e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%. Já a estimativa para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,40 para R$ 3,43 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,40 para R$ 3,45 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 55,6 bilhões para US$ 56,1 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit cresceu de US$ 46 bilhões para US$ 47,6 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.

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Alta do dólar faz BC manter taxa básica de juros

Na avaliação de analistas, autoridade monetária teme efeitos do câmbio sobre a inflação e os investimentos

17.mai.2018 às 2h00

Maeli Prado Flavia Lima

Folha de São Paulo

O BC (Banco Central) reagiu à alta do dólar. Por unanimidade, manteve os juros básicos da economia em 6,5% ao ano, ao mesmo tempo em que sinalizou o fim do ciclo de cortes no juro iniciado em outubro de 2016.

O Copom (Comitê de Política Monetária do BC) considerou que a recente turbulência no mercado internacional, com alta de juros nos EUA e tendência de valorização do dólar, tornou desnecessário um corte adicional nos juros, que estão no patamar mais baixo da história.

A evolução do cenário básico e, principalmente, do balanço de riscos tornou desnecessária uma flexibilização monetária adicional”, disse o BC em comunicado.

No texto, o BC ainda disse que o comitê deve manter a Selic nas próximas reuniões.

A decisão surpreendeu o mercado: foi prevista por apenas um dos 38 economistas e casas ouvidos pela agência de notícias Bloomberg — John Welch, do HSBC. Para os outros 37, o BC cortaria em 0,25 ponto percentual.

Foi uma decisão tomada exclusivamente por causa da mudança no cenário externo”, disse José Francisco Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, para quem a decisão é justificável. “Como é possível que a alta do dólar gere inflação, cabe a cautela.”

O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, concorda. Ele avalia que a decisão foi um sinal de alerta do BC em relação aos fatores que podem pressionar a inflação daqui até o fim do ano.
Para ele, isso pode significar algo até então fora do cenário: uma alta dos juros antes do imaginado se a taxa de câmbio não se acomodar logo.

Os alimentos vão subir mais, especialmente carnes, que devem puxar bastante. E a desvalorização cambial tende a se intensificar com as eleições mais próximas”, diz.

A comunicação do BC, no entanto, foi alvo de críticas de parte dos economistas.

Juan Jensen, sócio da 4E consultoria, diz que a comunicação do BC foi ruim. Segundo ele, o Banco Central teve vários momentos para sinalizar a intenção de interromper o ciclo de baixa e não o fez em nenhum.

Ilan foi à TV há cerca de uma semana e deu sinais de que os juros cairiam. Claramente houve um problema de comunicação”, disse, em referência à entrevista concedida à GloboNews.

Para ele, uma taxa Selic 0,25 ponto percentual mais baixa não faria muita diferença, especialmente porque o mercado de crédito está travado.

O canal de transmissão de uma Selic mais baixa via mercado de crédito está entupido e só deve melhorar quando os bancos tiveram maior clareza sobre o cenário eleitoral”, diz ele. Um candidato mais afeito às reformas, afirmou, abriria espaço para juros menores por um prazo mais longo, baixando a guarda dos bancos.

Menos otimista do que a média, Jensen mantém, desde meados do ano passado, a previsão de alta de apenas 1,9% para o PIB em 2018.

Com uma leitura diferente, Solange Srour, economista-chefe da gestora ARX Investimentos, diz que o BC ganha credibilidade com a decisão, abrindo espaço para um real menos pressionado. 

A comunicação não foi ruim. Eles deixaram claro que só reduziriam mais 0,25 ponto porque achavam que havia risco da inflação ficar muito abaixo da meta”, diz ela. “Hoje esse risco é menor”, avalia.

Para o economista-chefe do banco Santander, Maurício Molon, o mercado estava inquieto com a possibilidade de o Banco Central baixar ainda mais a taxa Selic, estreitando o diferencial de juros entre o Brasil e os EUA—algo que poderia pressionar ainda mais o câmbio.

A diferença de juros pesa na decisão de investimentos. Os juros afetam o preço de títulos públicos —são maiores em países mais arriscados e menores em países mais seguros.

A diferença de juros entre Brasil (hoje mais arriscado) e EUA (mais seguro) estava se estreitando. A leitura dos especialistas é que isso em algum momento deixaria o mercado local menos atraente para os investidores.

Fora do radar da pesquisa da Bloomberg, Fabio Silveira, sócio-diretor da MacroSector Consultores, era um dos poucos que esperava manutenção dos juros. Para ele, altas dos preços agrícolas no atacado, dos combustíveis e do dólar impedia um novo corte. “O presidente do Banco Central disse há dez dias que os juros iam cair. Errou feio”, diz.

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Apesar de alta do dólar, mercado prevê que Copom fará novo corte nos juros, para 6,25% ao ano

Recente valorização do dólar encarece produtos e serviços importados e pode pressionar os preços no Brasil. Se novo corte for confirmado, Selic atingirá nova mínima histórica.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

16/05/2018 05h00 Atualizado há 4 horas

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve promover, nesta quarta-feira (16), um novo corte no juro básico da economia, a Selic, de 6,5% ao ano para 6,25% ao ano, de acordo com aposta que é quase consenso entre os analistas do mercado financeiro.

A previsão dos economistas no novo corte ocorre apesar da disparada do dólar nas últimas semanas, que pode pressionar a inflação no Brasil (leia mais abaixo neste texto).

Se a estimativa se confirmar, a taxa Selic atingirá novo piso da série histórica do Banco Central, que tem início em 1986. A decisão será anunciada após as 18h desta quarta.

Além de apostar na nova redução, o mercado também prevê que deve ser a última do atual ciclo, que começou em outubro de 2016. Nesse período, o Copom promoveu 12 cortes seguidos na Selic, em um cenário de recuperação lenta da atividade econômica que tem resultado em inflação bem comportada.

O mercado financeiro avalia ainda que os juros devem permanecer em 6,25% ao ano até o fim de 2018. Para o fim de 2019, porém, a estimativa dos economistas para os juros básicos está em 8% ao ano. Ou seja, a expectativa é de alta nos juros no ano que vem.

Alta do dólar e decisões do Copom

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o BC reduz os juros - é o que vem acontecendo nos últimos meses. Para 2018, o mercado estima um IPCA de 3,45%.

A recente alta do dólar, porém, tem potencial para gerar pressões inflacionárias no Brasil. Isso porque os produtos, insumos e serviços importados ficam mais caros conforme a moeda norte-americana se valoriza.

Se a inflação está alta e foge da meta ou as estimativas indicam isso, o BC tende a elevar a Selic. A expectativa é que os juros cobrados pelos bancos também subam e que isso leve as pessoas a consumir menos, o que normalmente gera queda da inflação (além de afetar a economia e gerar desemprego).

O professor da Universidade de São Paulo (USP) Heron do Carmo, especialista em inflação, observou que, apesar da recente alta do dólar, há números que indicam que a inflação deve continuar baixa no Brasil, o que justifica a aposta do mercado no novo corte da Selic.

Carmo apontou que a inflação em 12 meses até abril ficou em 2,76%, bem abaixo do piso da meta de inflação do Banco Central para este ano, que é de 3%. Além disso, avaliou ele, a recuperação da economia brasileira, que também poderia pressionar a alta dos preços, ocorre de maneira "muito lenta", e o chamado repasse da alta do dólar para a inflação é pequeno.

"Atualmente, em uma conta grosseira, 100% de alta do dólar deve dar menos de 5% de inflação. E também precisa ver se esse movimento [de valorização] do dólar se mantém", disse Carmo.

O professor da USP lembrou que o próprio Banco Central tem instrumentos para tentar conter a alta da moeda norte-americana, como os contratos de "swap cambial" - que funcionam como uma venda de moeda no mercado futuro, com reflexos no mercado à vista -, além de leilões de linha (venda de dólar no mercado, com compromisso de recompra).

Por fim, Carmo observou que o IPCA, índice utilizado no sistema de metas de inflação brasileiro, é menos sensível ao dólar.

"No IPCA, a participação maior é de serviços. E temos um desemprego muito grande na economia brasileira", concluiu ele.

Rendimento da poupança

Se confirmado o novo recuo da Selic nesta quarta, o rendimento da poupança também deverá cair a partir desta quinta-feira (17).

Isso porque a regra atual, em vigor desde maio de 2012, prevê corte nos rendimentos da poupança sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5%.

Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. A norma vale apenas para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.

A medida visa evitar que a poupança fique mais atrativa que os demais investimentos, cujos rendimentos caem junto com a Selic. Sem o redutor, a poupança passaria a atrair recursos de grandes poupadores, que deixariam de comprar títulos públicos.

Se o juro básico da economia recuar para 6,25% ao ano, a partir desta quinta a correção da poupança passará a ser de 70% desse valor - o equivalente a 4,375% ao ano, mais Taxa Referencial.

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Mercado sobe previsão de inflação e prevê alta menor do PIB em 2018

Expectativa dos analistas dos bancos para inflação deste ano subiu de 3,48% para 3,49%. Para o PIB, estimativa de alta passou de 2,76% para 2,75%.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

23/04/2018 08h30 Atualizado há 30 minutos

Os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa para a inflação deste ano e também reduziram a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018.

As previsões estão no relatório de mercado, também conhecido como "Focus", feito com base em pesquisa da semana passada feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (23).

A expectativa do mercado para a inflação em 2018 passou de 3,48% para 3,49% na semana passada. Com isso, foi interrompida uma sequência de onze quedas seguidas.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta central que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, o mercado financeiro baixou sua expectativa de inflação de 4,07% para 4%. A meta central do próximo ano é de 4,25% e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

PIB e juros

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,76% para 2,75%. Foi a quarta queda seguida do indicador. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018. Atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano.

A redução na expectativa do mercado veio após o próprio Banco Central ter indicado que pode continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,30 para R$ 3,33 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de 3,39 para R$ 3,40 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, caiu de US$ 55,8 bilhões para US$ 55 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 46 bilhões para US$ 45,33 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, recuou de US$ 80 bilhões para US$ 77,5 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.

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Mercado vê inflação menor e reduz previsão para alta do PIB em 2018

Previsão dos analistas dos bancos para inflação deste ano caiu de 3,54% para 3,53%. Para o PIB, estimativa de alta passou de 2,84% para 2,80%.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

09/04/2018 08h29 Atualizado há menos de 1 minuto

Os analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central baixaram a previsão para a inflação e para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018.

Esses economistas, de mais de 100 instituições financeiras, foram ouvidos pelo BC na semana passada. O resultado dessa pesquisa foi divulgado nesta segunda-feira (9) dentro do relatório de mercado, também conhecido como "Focus".

O relatório é disponibilizado pelo Banco Central todas as segundas e tem sempre como base a previsão dos analistas colhida da semana anterior.

Inflação

A previsão do mercado para a inflação em 2018, que na semana retrasada era de 3,54%, na semana passada ficou ficou em 3,53%. Foi a décima queda seguida no indicador.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta central que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, porém, o mercado financeiro subiu sua expectativa de inflação de 4,08% para 4,09%. Mesmo assim, a estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%).

PIB e juros

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,84% para 2,80%. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018. Atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano.

A redução na expectativa do mercado veio após o próprio Banco Central ter indicado que pode continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,30 por dólar. Para o fechamento de 2019, caiu de R$ 3,40 para R$ 3,39 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, continuou em US$ 55 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu estável ao redor de US$ 45 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu em US$ 80 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.

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Após dois anos, comércio volta a crescer e fecha 2017 em alta de 2%

Resultado foi influenciado pelo aumento das vendas de móveis e eletrodomésticos, segundo o IBGE.

Por G1

09/02/2018 09h00 Atualizado há menos de 1 minuto

O comércio varejista brasileiro cresceu 2% em 2017, após dois anos de fortes quedas. O resultado foi influenciado pelas vendas de móveis e eletrodomésticos, que voltaram a aumentar com a queda das taxas de juros. A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9).

O setor de hipermercados também vendeu mais em 2017, 1,4%, e ajudou o varejo brasileiro a dar sinais de recuperação.

Apesar do avanço, o IBGE pondera que que ainda é cedo para falar em recuperação total. “2017 rompe um período de dois anos de queda nas vendas nacionais, mas ainda está longe de recuperar a perda de 10,2% acumulada nesse período”, disse Isabella Nunes, gerente da pesquisa do IBGE.

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Mercado baixa estimativa de inflação e eleva previsão de alta do PIB para 2018

Analistas também mantiveram expectativa de que o Comitê de Política Monetária, do BC, baixará os juros básicos da economia de 7% para 6,75% ao ano nesta semana, novo piso histórico.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

05/02/2018 08h30 Atualizado há 20 minutos

Os economistas do mercado financeiro revisaram para baixo a estimativa para a inflação neste ano, ao mesmo tempo em que subiram a previsão para o crescimento da economia brasileira em 2018.

As expectativas do mercado constam no relatório de mercado, também conhecido como "Focus", feito com base em pesquisa realizada na semana passada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras, e divulgado nesta segunda-feira (5).

Para a inflação de 2018, a previsão do mercado recuou de 3,95% para 3,94% na semana passada. Com isso, a expectativa dos analistas continua abaixo da meta central de 4,5%, mas dentro do intervalo de tolerância (entre 3% e 6%).

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, o mercado financeiro manteve sua expectativa de inflação estável em 4,25%. A estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%).

Produto Interno Bruto

Para a expansão do PIB de 2018, os economistas dos bancos elevaram sua estimativa de crescimento de 2,66% para 2,70%. Para o ano que vem, a estimativa do mercado para expansão da economia subiu de 2,99% para 3%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,6%, mas voltou a registrar alta neste ano. No terceiro trimestre do ano passado, o crescimento foi de 0,1%.

Taxa básica de juros

Os analistas do mercado também mantiveram a previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 6,75% ao ano para o final de 2018. Atualmente, a taxa está em 7% ao ano.

Ou seja, o mercado continua estimando redução dos juros nesta semana, quando se reúne o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Se o nível de 6,75% ao ano for atingido, a mínima histórica será renovada.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para os juros básicos da economia continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,30 por dólar. Para o fechamento de 2019, permaneceu inalterado em R$ 3,40 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, caiu de US$ 54,5 bilhões para US$ 54 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 46 bilhões para US$ 45 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, continuou em US$ 80 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável também em US$ 80 bilhões. 

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Petrobras chega a 50% de alta em um mês com rumores sobre balanço e venda da Braskem

13/04/2015 17:26

Estatal fica entre os maiores ganhos do Ibovespa com novo fluxo de notícias positivas e chega a disparar 8% apenas nesta sessão

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3; PETR4) voltou a ser destaque nesta segunda-feira (13) e ajudou o Ibovespa a evitar um dia de queda em meio a um noticiário agitado para a estatal. As ações da companhia ficaram entre as maiores do índice após uma série de novidades, incluindo a informação sobre a possível venda da participação da petrolífera na Braskem (BRKM5).

Os papéis ordinários da estatal subiram 4,99%, para R$ 12,42 - chegando a subir 8,45% na máxima do dia -, enquanto os preferenciais avançaram 3,81%, a R$ 12,27, após baterem 7,87% de valorização na máxima do pregão. Com isso, os ganhos acumulados pelos ativos nos últimos 30 dias supera os 50%. No último mês, as ações ON já se valorizaram 52,39%, enquanto as PN acumulam alta de 47,83%.
O noticiário para a Petrobras segue movimentado entre notícias sobre possível nova emissão de ações, expectativa sobre divulgação de resultados e possíveis mudanças no regime de partilha De acordo com o estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido, não há muitas novidades, mas uma série de boas notícias faz os papéis da companhia dispararem, apesar da alta ser considerada "exagerada" por ele.
Em primeiro lugar, o fluxo dos estrangeiros após a abertura da Bolsa americana influencia positivamente o índice, em meio ao cenário de maior "calmaria" política, com a relação amistosa entre Dilma Rousseff e Joaquim Levy, enquanto os protestos de domingo se mostraram mais fracos em relação aos de março, o que deve dar maior tempo para o governo responder aos protestos.
Soma-se a isso a notícia do Broadcast que a Petrobras pretende vender a participação que detém na Braskem, controlada pela estatal em conjunto com a Odebrecht, como parte do plano de desinvestimentos da ordem de US$ 13,7 bilhões. Caso encontre interessado, o que não será fácil, poderá obter cerca de R$ 2,8 bilhões, correspondentes à fatia de 36,1% que possui na petroquímica. Este valor pode ser acrescido de 30% por um prêmio de controle, o que elevaria o total a ser embolsado pela Petrobras para R$ 3,6 bilhões.
Além disso, segundo informações da Bloomberg, cada vez mais, deputados e senadores tanto da oposição quanto aliados do governo concordam em abrir a exploração das áreas do pré-sal a petrolíferas estrangeiras. Segundo eles, o escândalo de corrupção da Petrobras e a enorme quantia de dívida da estatal limitam sua capacidade de desenvolver estas áreas. Há pelo menos 3 projetos de lei em comissões do Congresso que propõem a mudança do modelo de partilha ou eliminam exigência de que Petrobras participe de todos os leilões do pré-sal.
Enquanto isso, olhando para os resultados, a companhia reconhece que as perdas contábeis ainda estão sendo avaliadas, e ainda não há data para divulgação do balanço. Já as indicações dos jornais são de que o resultado pode sair entre o dia 17 e o dia 20.
E, com a alta do dólar, o mercado espera nova emissão de ações da Petrobras, segundo a Folha de S. Paulo. A discussão, sempre latente, voltou à mesa depois da empresa ter obtido empréstimo com a China, no valor de US$ 3,5 bilhões, há duas semanas. A estatal não se pronunciou sobre o assunto.
Segundo o mesmo jornal, o dólar ameaça o ganho da Petrobras com sobrepreço de combustíveis. Após quatro anos de perdas com defasagens nos preços de combustíveis, que lhe causou rombo estimado em até R$ 90 bilhões, a companhia conseguiu recuperar R$ 6,4 bilhões na venda de gasolina e diesel com a queda de 60% na cotação do óleo entre julho e janeiro. Contudo, a alta do dólar está eliminando o benefício. Segundo o CBIE, outro aumento dos preços é urgente, uma vez que a oportunidade com a defasagem positiva esta definitivamente acabando.
Por fim, o acionista da Petrobras, BRAM (Bradesco Asset Management), onde Joaquim Levy atuava, indicou dois nomes para o Conselho de Administração da companhia: Eduardo Bunker Gentil para membro pelos ordinaristas minoritários e Otávio Yazbek como membro pelos preferencialistas.

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Por Rodrigo Tolotti Umpieres

Fonte: InfoMoney

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