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Greve de caminhoneiros contribuiu para revisão negativa do fundo. Projeção para economia mundial recuou menos.

Por Laura Naime, G1

08/10/2018

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu suas estimativas de crescimento para o Brasil em 2018 e 2019. Para este ano, o fundo projeta uma expansão de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB); para 2019, a estimativa é de crescimento de 2,4%. Em julho, a estimativa era de expansão de 1,8% neste ano e de 2,5% no próximo. Em abril, o fundo previa expansão de 2,3% em 2018.

"A expectativa para 2018 é menor que a estimada em abril em 0,9 ponto percentual por conta de disrupções provocadas pela greve nacional de caminhoneiros e por condições financeiras externas mais restritas, que são uma fonte de risco para as estimativas. O crescimento é esperado em 2,2% no médio prazo", diz o fundo no relatório Perspectiva Econômica Mundial, divulgado nesta segunda-feira (8).

Ambas as projeções estão abaixo do esperado para o crescimento da economia mundial.

O FMI vê o PIB global crescendo 3,7% em 2018, e 3,7% em 2019. Os números também representam queda frente à estimativa divulgada em julho, de alta de 3,9% nos dois anos. A redução na expectativa para o PIB mundial vem na esteira da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

"O impacto das políticas comerciais e a incerteza estão se tornando mais evidentes no nível macroeconômico, enquanto os dados que se acumulam parecem apontar para um consequente dano às empresas", afirma o Fundo.

"Agora, em outubro de 2018, nossa projeção é de uma expansão menos balanceada e mais hesitante do que esperávamos em abril".

Segundo o FMI, o crescimento continua robusto nos Estados Unidos, mas as perspectivas de crescimento no curto prazo recuaram na zona do euro e no Reino Unido.

"Nossa reavaliação é mais dramática para os mercados emergentes como um grupo, onde vemos o crescimento perder força na América Latina (notavelmente na Argentina, Brasil, México), Oriente Médio (notavelmente Irã) e Europa emergente (notavelmente Turquia)".

Inflação e desemprego

O FMI prevê que a inflação acelere e encerre o ano em 3,7%, subindo para 4,2% em 2019, com a alta dos preços dos alimentos - em 2017, os preços desses itens tiveram uma queda notável por conta de uma safra excepcional.

Já o desemprego deve perder força lentamente, recuando dos 12,8% de 2017 para 11,8% este ano, e 10,7% em 2019.

Consolidação fiscal e reforma da previdência

No relatório, o fundo afirma que a consolidação fiscal é uma prioridade-chave para o Brasil, e que a reforma da previdência é "essencial" para garantir a sustentabilidade fiscal, uma vez que os gastos são altos e "indevidamente generosos" com alguns segmentos da população.

"Ainda que medidas recentes para aumentar a transparência sejam bem vindas, o quadro fiscal precisa ser fortalecido, incluindo através de aumento da flexibilização orçamentária. Também será necessário continuar a restringir a folha de pagamento do governo, harmonizar os regimes tributários federal e estaduais e aprimorar as finanças dos governos subnacionais; protegendo efetivamente, ao mesmo tempo, programas sociais".

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Presidente eleito herdará contas em crise e PIB modesto, mas juro básico no piso histórico e inflação comportada. Retomada do crescimento é o desafio e deve ser um dos principais temas da campanha.

Por Alexandro Martello, G1, Brasilia

19/08/2018

As soluções para a economia estarão entre os principais temas dos candidatos a presidente na campanha eleitoral iniciada na última quinta-feira (16). O maior desafio será a retomada do crescimento econômico, ainda em ritmo lento após a crise dos últimos anos.

O G1 compilou os principais indicadores na economia para mostrar o cenário que o novo presidente vai encontrar.

O rombo ainda elevado nas contas públicas é considerado por analistas como o "calcanhar de aquiles" da economia. Outros pontos fracos são o crescimento baixo do Produto Interno Bruto (PIB) e taxas de desemprego relativamente altas.

Ao mesmo tempo, o país tem bons números no setor externo, impulsionado pelo saldo positivo da balança comercial. Também tem reservas internacionais elevadas, que proporcionam proteção para a economia brasileira.

Outros pontos fortes são a taxa básica de juros no patamar mínimo histórico de 6,5% ao ano e uma inflação bem comportada.

Veja detalhes do cenário que o novo presidente deve encontrar na economia:

Contas públicas

Segundo números oficiais, as contas do governo vão registrar, em 2018, o quinto ano consecutivo de déficit. A meta fiscal para este ano é de um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida pública) de até R$ 159 bilhões, o que representaria uma piora frente ao patamar de 2017 (-R$ 124 bilhões). Analistas apontam que o déficit fiscal pode ficar abaixo da meta fixada para este ano, em R$ 148 bilhões.

Dívida pública

Com a piora das contas públicas nos últimos anos, a dívida bruta do setor público consolidado (governo, estados, municípios e empresas estatais) apresentou crescimento nos últimos anos. Segundo dados do Banco Central, a dívida bruta atingiu o patamar de R$ 5,165 trilhões em junho, ou 77,2% do PIB, novo recorde histórico. De acordo com o critério utilizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para comparação internacional – que considera os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional na carteira do BC –, esse endividamento estava maior ainda em junho, atingindo 86,5% do PIB, bem acima da média dos países emergentes, de cerca de 50% do PIB.

Produto Interno Bruto

Depois de a economia ter saído da recessão com uma expansão de 1% em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,4% no 1º trimestre de 2018, na 5ª alta seguida na comparação com os três meses anteriores. Esse foi o último resultado oficial divulgado pelo Instituto rasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo assim, a recuperação econômica ainda segue em ritmo considerado lento pelos economistas.

Desemprego

A taxa de desemprego continua relativamente elevada. Somou 12,4% no trimestre encerrado em junho deste ano, o que equivale a 13 milhões de brasileiros desempregados. Embora tenha apresentado queda em relação ao recorde histórico de 13,7%, do primeiro trimestre de 2017, ainda segue bem acima da mínima histórica de 6,2% apurada nos três últimos meses de 2013. A série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem início em 2012.

Contas externas

Nas contas externas, os resultados têm sido positivos devido aos saldos da balança comercial brasileira (exportações menos importações). A conta de transações correntes, formada pela balança comercial, pelos serviços e rendas, vem apresentando déficits menores - que têm sido financiados integralmente pelo ingresso de investimentos estrangeiros diretos nos últimos anos. Além disso, o Brasil possui reservas internacionais de US$ 380 bilhões - que ajudam a conter crises cambiais.

Taxa básica de juros da economia

O país tem atualmente a menor taxa básica de juros da história. Depois de 12 cortes consecutivos, a taxa Selic está, atualmente, em 6,5% ao ano, o menor nível da série do Banco Central, que tem início em 1986. Entretanto, apesar de a Selic estar na mínima histórica, os juros bancários seguem elevados.

Inflação oficial

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2017 em 2,95%, abaixo do piso da meta fixada pelo governo, de 3%. Foi a primeira vez que isso acontece desde que o regime de metas foi implantado no país, em 1999. Em 12 meses até julho (último número), a taxa subiu para 4,48% por conta, principalmente, da influência da inflação de junho (que sofreu os efeitos da greve dos caminhoneiros). Mas os analistas seguem estimando inflação na meta neste ano e no próximo, respectivamente, em 4,15% e em 4,10%.

Dólar

A cotação da moeda norte-americana tem subido nos últimos anos, e disparou recentemente para um patamar próximo de R$ 4 com a corrida eleitoral, com a possibilidade de aumento dos juros nas economias mais maduras, com as tensões comerciais entre Estados Unidos e China e com a crise na Turquia. O dólar mais alto favorece as exportações, tornando-as mais rentáveis (os brasileiros recebem mais pelas vendas externas) mas, ao mesmo tempo, dificultam as viagens ao exterior, que ficam mais caras. A moeda norte-americana valorizada também pode ter impacto inflacionário, pois produtos e insumos importados se tornam mais onerosos.

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Mercado reduz novamente previsão de crescimento do PIB para 2018

Analistas do mercado também elevaram pela oitava semana consecutiva previsão de inflação para 2018, que agora está em 4,17%.

Por Laís Lis, G1, Brasília

09/07/2018 08h55 Atualizado há menos de 1 minuto

Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e elevaram a previsão de inflação para 2018.

No mais recente relatório de mercado, também conhecido como "Focus", divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central, os economistas reduziram a previsão de crescimento da economia deste ano de 1,55% para 1,53%.

No relatório divulgado na semana passada, os analistas haviam mantido estável a previsão de crescimento do PIB.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em seu último Relatório de Inflação, o BC reduziu sua previsão oficial de crescimento da economia em 2018 de 2,6% para 1,6%.

Inflação

Pela oitava semana consecutiva os analistas do mercado financeiro elevaram a previsão de inflação para 2018, passando de de 4,03% para 4,17%.

Para 2019 os economistas mantiveram a previsão de inflação em 4,1% e em 4% para 2020 e 2021.

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Banco Central reduz previsão de crescimento do PIB de 2018 para 1,6%

Previsão anterior era de crescimento de 2,6%. Relatório citou desaquecimento da atividade econômica no início do ano e impactos diretos e indiretos da greve dos caminhoneiros.

Por Laís Lis, G1, Brasília

28/06/2018 08h29

O Banco Central reduziu para 1,6% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018. O dado consta no Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (28). A nova projeção representa um corte de 1 ponto porcentual na previsão fixada no último relatório, quando o BC estimava um crescimento de 2,6% para o PIB.

No documento, o BC aponta que a revisão da previsão de crescimento da economia em 2018 está associada “ao arrefecimento da atividade no início do ano, à acomodação dos indicadores de confiança de empresas e consumidores e à perspectiva de impactos diretos e indiretos da paralisação no setor de transporte de cargas ocorrida no final de maio”.

A previsão do BC está abaixo da estimativa oficial do governo. Em maio, o governo reduziu de 2,97% para 2,5% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2018.

Inflação

Também impactada pela paralisação do setor de transportes, que causou desabastecimento de produtos em todo o país, a projeção de inflação de 2018 foi elevada pelo BC de 3,8% para 4,2%. Já para 2019, o BC reduziu a previsão de inflação de 4,1% para 3,7%.

O BC estima uma “expressiva aceleração” na inflação mensal de junho por causa da paralisação dos caminhoneiros e da mudança da bandeira tarifária aplicada nas contas de luz. A taxa extra está em seu patamar mais alto.

Ressalte-se, que apesar da aceleração projetada para os próximos meses, a retomada da atividade em ritmo mais gradual que o esperado e a propagação inercial do baixo patamar inflacionário são fatores que contribuem para manutenção da inflação em patamar reduzido, sobretudo no segmento de serviços e em medidas de inflação subjacente”, escreveu o BC.

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Banco Central e Tesouro foram 'tímidos' para conter turbulência de mercados, diz economista-chefe do banco Safra

Carlos Kawall disse que fundamentos da economia não justificam dólar perto de R$ 4, mesmo diante de pressões internacionais; para ele, greve dos caminhoneiros atrasou recuperação da economia.

Por Luiz Guilherme Gerbelli, G1

21/06/2018 06h00 Atualizado há 2 horas

O economista-chefe do banco Safra, Carlos Kawall, avalia que o Banco Central e o Tesouro Nacional atuaram - ao menos no início - de forma tímida para conter a pressão dos mercados num cenário já bastante difícil pela piora das condições externa e incerteza com o quadro eleitoral.

Nas últimas semanas, os ativos brasileiros enfrentaram forte turbulência - o dólar chegou a se aproximar de R$ 4. Para mitigar esse movimento, o BC injetou mais dólares no mercado e, assim, buscou conter a desvalorização do real, enquanto o Tesouro aumentou o programa de recompra de títulos com o objetivo diminuir a pressão no mercado de juros.

"Eles entraram tímidos demais, o que acabou fazendo com o que o mercado entrasse num estresse excessivo", afirmou Kawall em entrevista concedida ao G1. "Isso gera perdas nos investidores e depois eles se retraem, então há um menor apetite por risco."

Na avaliação de Kawall, ex-secretário do Tesouro, houve um descolamento dos preços dos ativos dos fundamentos da economia nesse período de turbulência, sobretudo porque o Brasil tem apresentado bons resultados no setor externo.

"Dado tudo o que ocorreu no contexto internacional, um dólar hoje a R$ 3,20, R$ 3,30, não parece ser mais o quadro. Mas não se justifica ele ter chegado perto de R$ 4. Os nossos fundamentos externos - balança comercial, fluxo de dólares - estão muito bons. Não era para tanto. "

A conversa com Kawall faz parte de uma série de entrevistas com economistas para debater o atual estágio da economia brasileira e os caminhos para a retomada do crescimento. Veja aqui as entrevistas já realizadas.

A seguir os principais trechos da entrevista concedida ao G1.

Entrevista com Carlos Kawall

Como o sr. avalia o quadro da economia neste ano?

O ritmo de crescimento da economia neste ano decepcionou. Hoje trabalhamos com um crescimento de 2%, mas já há um viés de baixa, entre outras coisas por causa da greve dos caminhoneiros.

É possível dimensionar o efeito da greve na economia?

Tem um efeito passageiro da greve, mas tem um efeito permanente. É a atividade que o Brasil perdeu e não recupera mais.

A gente avalia que o impacto é de 0,2 ponto percentual de subtração no crescimento do País. Agora, o que mais me preocupa é que estamos vivendo um aperto de condições financeiras.

Como o sr. avalia os últimos movimentos do mercado?

O que vivemos nas últimas semanas foi uma piora das condições financeiras. A bolsa de valores chegou a perder o patamar de 70 mil pontos. Isso desestimula operações do mercado de capitais, torna as empresas um pouco mais conversadoras. O risco-Brasil em alta também dificulta emissões lá fora. Tudo isso leva a um cenário de maior cautela no ambiente empresarial que já vinha sendo reforçado pela incerteza eleitoral e agregado a isso tem esse desfecho ruim da greve dos caminhoneiros.

Qual foi o problema com a negociação com os caminhoneiros?

Na verdade, o que o governo concedeu e compensou na área fiscal nem foi o problema. Mas a questão do frete está prolongando excessivamente (a questão). Isso gera um impacto inflacionário num prazo grande e um efeito negativo na atividade.

Esse movimento até passa, mas o que fica é algum abalo na confiança dos agentes econômicos e esse aperto nas condições financeiras.

A greve dos caminhoneiros foi o estopim para essa piora?

Foi um agravante. Lá fora tem a alta do dólar, o que fez com que o Banco Central adotasse uma postura mais conservadora na reunião de maio. A gente também começou a ver de abril para cá um maior desconforto do mercado frente ao quadro eleitoral em aberto e diante da pouca tração das candidaturas presidenciais de centro.

Isoladamente, a crise dos caminhoneiros não teria tido esse impacto, mas na esteira disso tudo, tomar um choque daqueles evidentemente não ajuda.

Antes da greve dos caminhoneiros já havia uma piora com a atividade econômica. O que frustrou?

O consumo não está vindo tão forte. O desemprego subiu muito, o nível de endividamento das famílias no Brasil ainda é relativamente elevado. Segundo, a incerteza eleitoral está se perpetuando por um período mais longo. Terceiro, a construção civil, seja na parte de imóveis residenciais ou comerciais, e, particularmente, na infraestrutura ainda não mostrou tração. E aí tem tanto o governo investindo pouquíssimo como o grande fracasso das privatizações do antigo governo que ficaram inviabilizadas pela Operação Lava Jato.

Toda essa turbulência obrigou o Banco Central e o Tesouro a atuar no mercado. Como o sr. viu essa resposta?

Eles entraram tímidos demais o que acabou fazendo com o que o mercado entrasse num estresse excessivo. O Tesouro demorou mais tempo para encarar de frente o problema. Foi um pouco reticente e houve uma piora muito grande nos mercados. Isso gera perdas nos investidores e depois eles se retraem, então há um menor apetite por risco. Até a bolsa, único mercado que não é diretamente influenciado por qualquer tipo de intervenção, acabou caindo mais, o que é ruim para o lado real da economia.

Os dois (BC e Tesouro) pecaram inicialmente pela timidez, depois corrigiram. Mas uma vez que o leite foi derramado é mais difícil os mercados voltarem a funcionar da maneira como estavam funcionando antes.

Houve um descolamento dos fundamentos da economia?

Dado tudo o que ocorreu no contexto internacional, um dólar hoje a R$ 3,20, R$ 3,30, não parece ser mais o quadro. Mas não se justifica ele ter chegado perto de R$ 4. Os nossos fundamentos externos - balança comercial, fluxo de dólares - estão muito bons. Não era para tanto. Outro agravamento nesse cenário foi a tese de que o Banco Central teria de subir os juros. Nós temos o regime de metas de inflação e subir os juros seria quase como uma violação dessa regra. Com as expectativas ancoradas, a atividade decepcionando e a inflação muito baixa, não faz o menor sentido falar em alta dos juros neste momento. Tudo isso também contaminou os mercados, causou uma pressão na curva de juros, no dólar, então houve um estresse financeiro maior do que ele deveria ter sido dado os nossos fundamentos.

O que pode ser feito diante desse quadro de tanta incerteza?

É preciso fazer uma transição (política) menos desfavorável possível do ponto de vista da atividade, tentar pelo menos normalizar os mercados e evitar uma piora adicional na confiança.

O grande ponto é o que será o dia seguinte da eleição, independentemente de quem ganha. Será um compromisso com a política econômica atual, com a reforma da Previdência ou não?

Qual é a avaliação do sr.? A Previdência vai sair?

Eu sou mais otimista do que a média porque os principais candidatos estão falando em alguma reforma da Previdência. Não há muito incentivo em alterar uma agenda que está garantindo alguma recuperação, juros e inflação muito baixos. A agenda (de reformas) coloca para o futuro presidente um dilema: se ele mexe em tudo isso ou se continua, que parece ser a opção mais provável. Isso remente a transição presidencial de 2002, a mais parecida com a atual. No final, a opção acabou sendo manter a política econômica prevalecente. É o cenário mais provável e a probabilidade da reforma da Previdência ocorrer é de 60%, 70%. Se você me perguntar qual será o presidente, não sei responder. Só estou achando que esse caminho parece o mais lógico e racional.

A dúvida é saber, então, é sobre a qualidade da reforma da Previdência?

Sim, o principal ponto é que reforma sai, o timing dela. Se pudéssemos até movê-la no Congresso antes do final do ano, melhor. Aí o governo ganha um fôlego para, com serenidade, atacar outras frentes, como a tributária. Tem várias agendas que são importantes até para crescer mais. Eu acho que será um alto custo rever as coisas que já foram feitas, como a reforma trabalhista, o teto de gastos. Se quiser começar desfazendo aquilo que foi feito, é a pior hipótese possível.

Qual será a consequência se essas políticas foram desfeitas?

Seria voltar para status quo anterior do qual você está tentando sair.

Os investidores enxergam esse cenário de que o próximo governo trará essa continuidade?

Acho que ainda há muita incerteza. Quando você faz um cenário, é preciso uma premissa. Agora, há muito ceticismo e o mercado reflete isso. As pesquisas, a pulverização dos candidatos cria muita incerteza.

O sr. citou a reforma da Previdência e tributária. O que mais tem de estar na agenda do próximo governo?

Dentro da agenda fiscal, há outras mudanças que precisam ser feitas. Por exemplo, abono salarial. Tem que ser revisto em sequência à Previdência. É difícil? É. É uma reforma constitucional. Tem outras coisas que o governo pode mudar em benefícios sociais como pensão por morte, seguro-desemprego. Será preciso dar um tratamento para o salário mínimo porque a lei (fórmula que leva em consideração o resultado do PIB de dois anos antes e a variação do INPC ) expira no começo do ano. O mais lógico é não prever aumento real durante alguns anos, deixar estreitamento ligado à inflação, que é o que a constituição já garante.

Há também o salário do funcionalismo. Não há outra alternativa a não ser deixar o funcionalismo sem aumento por algum tempo ou com alguma correção abaixo da inflação. E existem outras agendas que não são complexas do ponto de vista legal como a abertura econômica, reformas microeconômicas e privatização.

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Comércio global tem forte crescimento, mas está ameaçado por tensões comerciais, diz OMC

Progresso pode ser rapidamente prejudicado se os governos recorrerem a políticas comerciais restritivas, afirma o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo.

Por Reuters

12/04/2018 07h56 Atualizado há menos de 1 minuto

O comércio mundial de bens crescerá 4,4% neste ano, mantendo uma recuperação rápida que pode, no entanto, desandar se as tensões comerciais se agravarem ainda mais, afirmou a Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta quinta-feira (12).

O crescimento do comércio mundial esteve estagnado por uma década após a crise financeira, com média de 3% ao ano. Mas no ano passado cresceu 4,7% - muito acima dos 3,6% estimados em setembro - e um aumento de 4% é esperado para 2019, segundo a OMC.

"No entanto, este importante progresso pode ser rapidamente prejudicado se os governos recorrerem a políticas comerciais restritivas, especialmente em um processo retaliatório que poderia levar a um agravamento incontrolável", disse o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, em comunicado.

"Um ciclo de retaliação é a última coisa que a economia mundial precisa. Peço aos governos que mostrem moderação e resolvam suas diferenças através do diálogo e do envolvimento sério".

Os Estados Unidos e a China têm ameaçado uns aos outros com dezenas de bilhões de dólares em tarifas nas últimas semanas, levando a preocupações de que Washington e Pequim podem se envolver em uma guerra comercial de larga escala que possa prejudicar o crescimento global e afetar os mercados.

A previsão da OMC para 2018 coloca o crescimento do comércio mundial no topo das expectativas anteriores, uma vez que a Organização disse em setembro passado que esperava um crescimento na faixa de 1,4% a 4,4%, provavelmente em torno de 3,2%.

A última previsão eleva essa faixa para 3,1% a 5,5% com base nas previsões atuais do Produto Interno Bruto, mas "uma escalada contínua de políticas restritivas ao comércio pode levar a um número significativamente menor", disse a OMC.

"Essas previsões, repito, não levam em conta a possibilidade de um agravamento dramático das restrições ao comércio", disse Azevêdo em entrevista coletiva.

"Não é possível mapear com precisão os efeitos de um grande agravamento, mas claramente eles podem ser sérios", disse. "Os países mais pobres poderiam perder mais".

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Mercado vê inflação mais baixa em 2018 e estima crescimento maior do PIB

Previsão para o IPCA deste ano passou de 3,81% para 3,73%. Já a estimativa para o crescimento da economia subiu de 2,80% para 2,89%.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

26/02/2018 08h28 Atualizado há menos de 1 minuto

Os analistas das instituições financeiras baixaram sua estimativa para a inflação deste ano e também elevaram sua previsão para o crescimento da economia brasileira em 2018.

As previsões do mercado constam no relatório de mercado, também conhecido como "Focus", feito com base em pesquisa realizada na semana passada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (26).

Para a inflação de 2018, a previsão do mercado recuou de 3,81% para 3,73%. Foi a quarta queda seguida do indicador.

A expectativa dos analistas continua abaixo da meta central de 4,5% para a inflação, que deve ser perseguida pelo Banco Central neste ano. Mas está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, e que prevê que a meta terá sido cumprida pelo BC se o IPCA ficar entre 3% e 6%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, o mercado financeiro manteve sua expectativa de inflação estável em 4,25%. A estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%).

Produto Interno Bruto

Para a expansão do PIB de 2018, os economistas dos bancos elevaram sua estimativa de crescimento de 2,80% para 2,89%. Foi a segunda alta seguida deste indicador. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 3%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%, mas voltou a registrar alta neste ano. No terceiro trimestre do ano passado, o crescimento foi de 0,1%.

Taxa básica de juros

Os analistas do mercado também mantiveram a previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 6,75% ao ano para o final de 2018. Atualmente, a taxa está neste patamar. Ou seja, o mercado continua estimando manutenção dos juros no resto deste ano.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para os juros básicos da economia continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,30 por dólar. Para o fechamento de 2019, permaneceu em R$ 3,39 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, recuou de US$ 54,6 bilhões para US$ 54,3 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu estável em US$ 45 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, continuou em US$ 80 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável também em US$ 80 bilhões. 

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Economia cresce menos do que média mundial prevista pelo FMI

O crescimento de 2,3% da economia brasileira em 2013 ficou abaixo da estimativa feita pelo Fundo Monetário Internacional Rio de Janeiro - O crescimento de 2,3% da economia brasileira em 2013 ficou abaixo da estimativa feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para a média mundial, que é de 3%.
Os dados foram fornecidos hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar disso, o crescimento da economia brasileira foi um dos mais altos entre os principais países.
O Brasil cresceu menos do que a China (7,7%) e a Coreia do Sul (2,8%), por exemplo, mas ficou acima de países como Estados Unidos (1,9%), Reino Unido (1,9%), África do Sul (1,9%), Japão (1,6%), México (1,1%), Alemanha (0,4%), França (0,3%) e Bélgica (0,2%).
Países como a Espanha e a Itália tiveram quedas no Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, de 1,2% e 1,9%, respectivamente.
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Por: Vitor Abdala
Fonte: Exame.com

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