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Expectativa de inflação para esse ano passou de 4,05% para 4,09%. Previsão de alta do PIB de 2018 recuou de 1,40% para 1,36%. Pesquisa foi divulgada pelo BC nesta segunda-feira (17).

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

17/09/2018

Os economistas do mercado financeiro reduziram novamente sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 e também passaram a estimar uma inflação mais alta para este ano.

As expectativas constam no boletim de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

Para o PIB deste ano, a previsão do mercado financeiro recuou de 1,40% para 1,36%. Essa foi a quarta queda seguida do indicador.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 2,50%. Os economistas dos bancos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021 – que continuou em 2,5% para esses anos.

No fim do mês passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro cresceu 0,2% no 2º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores.

O resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda da indústria e dos investimentos, reforçando a leitura de perda de ritmo e recuperação ainda mais lenta da economia brasileira.

ESTIMATIVAS DO RELATÓRIO FOCUS

PREVISÃO

2018

2019

Produto Interno Bruto (PIB)

1,36%

2,50%

Inflação

4,09%

4,11%

Taxa básica de juros (Selic)

6,50%

8%

Dólar

R$ 3,83

R$ 3,75

Balança comercial (saldo)

US$ 55 bilhões

US$ 48 bilhões

Investimento estrangeiro direto

US$ 67,5 bilhões

US$ 75,3 bilhões

Fonte: Banco Central

Inflação

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de 4,05% para 4,09% para este ano.

Com isso, a expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA, a inflação oficial do país, ficar entre 3% e 6% em 2018.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, os economistas das instituições financeiras mantiveram sua estimativa de inflação em 4,11%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Outras estimativas

  • Taxa de juros - O mercado manteve estável em 6,50% ao ano sua estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

  • Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,80 para R$ 3,83 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,70 para R$ 3,75 por dólar.

  • Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2018 continuou em US$ 55 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit cresceu de US$ 47,1 bilhões para US$ 48 bilhões.
  • Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, subiu de US$ 67 bilhões para US$ 67,5 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas foi elevada de US$ 74 bilhões para US$ 75,3 bilhões.
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Índice foi criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB). Foi o segundo mês seguido de alta do indicador, que avançou 1,19% na parcial do ano e 1,46% em doze meses até julho.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

17/09/2018

O nível de atividade da economia brasileira registrou expansão em julho, mês que marca o início do terceiro trimestre, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (17).

O chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado um tipo de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), teve expansão de 0,57% em julho, comparado com o mês anterior. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

Quando comparado a julho de 2017, o IBC-Br cresceu 2,56% (neste caso, sem ajuste sazonal).

Os números do BC mostram que esse foi o segundo mês seguido de crescimento do nível de atividade, que já havia avançado 3,42% em junho – após o tombo de 3,35% em maio, por conta da greve dos caminhoneiros.

Os números do BC mostram ainda que, nos sete primeiros meses deste ano, o indicador do nível de atividade registrou uma expansão de 1,19%, sem o ajuste sazonal. No acumulado em 12 meses até julho, a prévia do PIB (indicador dessazonalizado) registrou crescimento de 1,46%.

Produto Interno Bruto e o IBC-Br

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Já o IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, pois o cálculo dos dois é um pouco diferente – o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

No fim do mês passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro cresceu 0,2% no 2º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores.

O resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda da indústria e dos investimentos, reforçando a leitura de perda de ritmo e recuperação ainda mais lenta da economia brasileira.

Para 2018, o mercado financeiro estima uma expansão de 1,36% e, para 2019, projeta um crescimento do PIB da ordem de 2,5%.

Definição dos juros

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 6,5% ao ano, na mínima histórica, e a estimativa do mercado é de que avance para 8% ao ano até o fim de 2019.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 3% e 6%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

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Pelo acordo, Itaú terá 11% da Ticket por meio de aumento de capital.

Por Reuters

05/09/2018

O Itaú Unibanco fechou uma parceria com a francesa Edenred que garante exclusividade na distribuição dos produtos da Ticket Serviços no Brasil para a sua base de clientes pessoas jurídicas, anunciou o banco brasileiro nesta quarta-feira.

Pelos termos do acordo, o Itaú realizará um investimento minoritário de 11% na Ticket por meio de aumento de capital. A Ticket continuará a distribuir seus produtos por meio de outros acordos comerciais e permanecerá sob controle e gestão da Endered, disse o Itaú em fato levante.

"Esta parceria permitirá ao Itaú adicionar os benefícios emitidos pela Ticket a sua atual oferta de produtos e serviços direcionados aos clientes dos segmentos de atacado, médias, micro e pequenas empresas", disse o Itaú.

A conclusão da transação depende das aprovações do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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TAM decidiu não renovar o contrato com a operadora de programas de fidelidade e fará operação estimada em R$ 1,2 bilhão tirar empresa da bolsa.

Por G1

05/09/2018

A TAM Linhas Aéreas, subsidiária integral da Latam, decidiu não renovar o contrato com a operadora de programas de fidelidade Multiplus e fechar o capital da empresa, informou a Multiplus nesta quarta-feira (5).

A Multiplus disse que recebeu comunicado da TAM, que detém cerca de 73% da empresa, informando que pretende realizar uma oferta pública de aquisição de ações ordinárias (OPA) para cancelamento do registro de companhia aberta da Multiplus e a saída do novo mercado.

Na carta à Multiplus, a TAM disse que o preço de compra pretendido é de R$ 27,22 por ação, equivalente ao preço médio ponderado dos últimos 90 pregões e ajustado por dividendos, com prêmio de 11,6% sobre o valor de fechamento na terça-feira, de R$ 24,40.

A operação de aquisição está estimada em R$ 1,2 bilhão.

Em comunicado, a Latam justificou a decisão de fechar o capital da Multiplus à baixa evolução da participação de mercado do programa e a intenção de administrar internamente o programa de fidelidade no futuro.

"No entanto, apesar dos esforços coordenados da Latam, da Latam Airlines Brasil e da Multiplus, essa força inerente ao produto não foi suficiente para reforçar a liderança da Multiplus no mercado brasileiro de pontos de fidelidade, cada vez mais competitivo", disse a Latam

Atualmente, a Latam trabalha com dois programas de fidelidade: o Multiplus no Brasil (programa herdado da TAM antes da fusão com a LAM) e o Latam Pass, principal programa na maioria dos mercados de língua espanhola.

No comunicado, a companhia destacou que, diferentemente do Multiplus, o Latam Pass é "totalmente de propriedade da Latam e operado internamente pela empresa".

"A fim de minimizar os custos de transição e atrito para todas as partes interessadas, o Latam Airlines Group decidiu apoiar a Latam Airlines Brasil na busca da aquisição completa da Multiplus", acrescentou.

No 2º trimestre, a Multiplus teve lucro líquido de R$ 73,8 milhões, recuo de 41,4% ante mesma etapa de 2017.

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Índice viveu pico há 10 anos e é opção para quem vai além do sobe e desce diário

Por Ana Paula Ragazzi, Folha de São Paulo

3.set.2018

Em janeiro, muitos no mercado financeiro achavam que este seria o ano para uma dupla comemoração —pelo o aniversário de 50 anos do Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, e pela retomada da economia, momento em que os pregões costumam ser caracterizados por alta nos negócios com ações.

Jorge Simino, diretor de investimentos da Fundação Cesp, chegou a ver chances de o índice repetir o "tricampeonato" de valorização de 1983 a 1985, quando o país também saía de um intervalo recessivo.

"Mas minha bola de cristal esqueceu de mostrar a piora no cenário político, as ações de Trump, a greve dos caminhoneiros", diz Simino. Isso não significa, porém, que não haja oportunidades na Bolsa, em particular se opção for investir no próprio Ibovespa.

Olhando apenas para o índice e considerando dados ajustados pelo IGP-DI (indicador que tem o mesmo tempo de vida), desde janeiro de 1968 até hoje, a valorização acumulada do Ibovespa é de cerca de 2.700%. Ou seja, alguém que tenha mantido o investimento no nesses 50 anos multiplicou por 30 seus recursos.

O Ibovespa é um índice de referência. Serve para que o investidor saiba como se comporta o valor das empresas no pregão. Mas ele também atua como suporte para que a Bolsa tenha uma série de produtos.

O pico de alta do Ibovespa aconteceu em 2008, no governo Lula, ano em que o Brasil recebeu o grau de investimento das agências internacionais de rating. Lá, bateu em 128.494 pontos. Na última sexta, fechou a 76.777 pontos. Para voltar ao patamar histórico, teria que subir 67%.

Há quem interprete os números pela ótica do copo mais cheio e diga que a Bolsa está barata. "É possível avaliar que o potencial de valorização do índice é grande. No período de baixa é a hora de ir às compras", diz o vice-presidente executivo de produtos da B3, Juca Andrade.

Para quem chega ao mercado de ações agora ou tem como meta um investimento de longo prazo, uma estratégia é replicar a carteira do Ibovespa, que é composta pelas ações mais negociadas e com maior valor de mercado.

O investimento poder ser feito via fundos de investimento passivos, que replicam o portfólio do Ibovespa e estão disponíveis na maioria dos bancos; ou por meio de ETF --sigla de Exchange Trade Fund, fundo de índice, na tradução adotada do Brasil.

Atualmente há 15 ETFs listados na Bolsa de São Paul, a B3. Andrade explica que a aplicação via ETF tende a ser mais barata porque o investidor compra cotas de um fundo. Já fundos passivos das instituições financeiras têm taxas de administração e podem ter restrição para o resgate.

Outra possibilidade, mais sofisticada, está no mercado futuro, com as opções. Para o pequeno investidor, a B3 tem os mini de Ibovespa. Operar no futuro inclui a possibilidade de replicar o comportamento do índice, sem ter o desembolsos e os custos de transação do mercado a vista.

No entanto, não faz sentido pensar que a cesta de ações do índice é uma garantia de diversificação plena. Uma característica do Ibovespa em toda sua história é ser sempre concentrado em alguns setores.

Atualmente, papeis de empresas do setor financeiro --de bancos, seguradoras e da própria bolsa, que tem capital aberto-- respondem por cerca de um terço do índice.

Ou seja, num dia de noticiário ruim para esse segmento, vai ser difícil o Ibovespa subir.

Na década passada, a concentração estava nos chamados metais básicos: siderúrgicas, mineradoras, papel e celulose. Nos ano 2000, logo após a privatização da Telebras, a telefonia respondia por 37% do indicador, hoje tem 2%.

"Isso é característica de um índice que leva em consideração as ações mais negociadas. Sempre haverá alguma concentração", afirma Álvaro Bandeira, sócio e economista-chefe do Modalmais. O investidor estrangeiro, que tem forte atuação, prefere ações de empresas maiores para entrar e sair do investimento com mais facilidade.

No entanto, há quem veja com pessimismo a retração do índice. "Essa performance equivale dizer que o mercado de capitais não deslanchou", diz Raymundo Magliano, dono da corretora que leva seu nome, a mais antiga da Bolsa. Ele foi presidente da antiga Bovespa, de 2000 a 2008, e teve a gestão marcada pela popularização da Bolsa.

"Mas nenhuma daquelas iniciativas educacionais foi mantida, então a cultura do brasileiro em relação a investir na bolsa ainda não mudou", diz Magliano. Hoje, a participação da pessoa física na B3 ronda 16%, quase metade do que tinha há dez anos.

A composição do Ibovespa é revista a cada quatro meses, sempre pelos preceitos definidos lá em 1967, quando os cálculos foram feitos a mão. Sucessivas diretorias mantiveram a estrutura do Ibovespa com o argumento de que um índice precisa ter histórico para garantir credibilidade.

Após a união com a Cetip, a BMFBovespa passou a se chamar B3, mas já ficou decidido que o nome Ibovespa, de presente de aniversário, não muda. "Afinal, é meio século de tradição", diz Andrade.

As ações mais negociadas em 2018

  • Petrobras
  • Vale
  • Itaú Unibanco
  • Bradesco
  • Banco do Brasil
  • AmBev
  • B#
  • Itaús
  • Suzano Papel 
  • Gerdau

Ibovespa em números

22,26% foi a maior baixa, em 21.mar.1990, após Plano Collor II bloquear recursos da poupança

36,05% foi a maior alta, em 4.fev.1991, também foi uma resposta ao Plano Collor II, que trazia medidas para combater a alta de inflação.

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Expectativa de inflação para esse ano passou de 4,17% para 4,16%. Pesquisa foi realizada pelo BC na semana passada e divulgada nesta segunda-feira.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

03/09/2018

Os economistas do mercado financeiro reduziram de 1,47% para 1,44% sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018.

A expectativa consta no mais recente boletim de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 2,50%. Os economistas dos bancos não alteraram a previsão de expansão da economia para 2019, 2020 e para 2021, que continuou em 2,5% para todos estes anos.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro cresceu 0,2% no 2º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores.

O resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda da indústria e dos investimentos, reforçando a leitura de perda de ritmo e recuperação ainda mais lenta da economia brasileira.

ESTIMATIVAS DO RELATÓRIO FOCUS

PREVISÃO

2018

2019

Produto Interno Bruto (PIB)

1,44%

2,5%

Inflação

4,16%

4,11%

Taxa básica de juros (Selic)

6,50%

8%

Dólar

R$ 3,80

R$ 3,70

Balança comercial (saldo)

US$ 55 bilhões

US$ 47,1 bilhões

Investimento estrangeiro direto

US$ 67 bilhões

US$ 74 bilhões

Fonte: Banco Central

Inflação

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa de 4,17% para 4,16% para esse ano.

Com isso, a expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA, a inflação oficial do país, ficar entre 3% e 6% em 2018.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, os economistas das instituições financeiras baixaram sua estimativa de inflação de 4,12% para 4,11%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Outras estimativas

Taxa de juros - O mercado manteve estável em 6,50% ao ano sua estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 avançou de R$ 3,75 para R$ 3,80 por dólar. Para o fechamento de 2019, ficou estável em R$ 3,70 por dólar.

Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2018 recuou de US$ 55,7 bilhões para US$ 55 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 49,8 bilhões para US$ 47,1 bilhões.

Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu estável em US$ 67 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou inalterada em US$ 74 bilhões.

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Entrada de milhões de pessoas na informalidade gerou renda, mas reduziu a produtividade e está agravando a lenta recuperação do país, dizem economistas.

Por Taís Laporta e Marta Cavallini, G1

31/08/2018

A entrada de trabalhadores no mercado informal ajudou a reduzir o desemprego e colocou um número recorde de pessoas na força de trabalho. Mas esse fenômeno, que à primeira vista pode indicar uma reação da economia, não se traduziu em melhora na produtividade.

Para especialistas, é mais um sintoma da fraqueza da atividade econômica e de sua lenta recuperação, refletidos no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país: no segundo trimestre deste ano, a economia do Brasil cresceu 0,2%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mesmo período, enquanto o desemprego recuou para 12,4%, o número de trabalhadores com carteira assinada foi o menor já revelado também pelo IBGE.

A explicação está no aumento da informalidade, que ganhou quase 1 milhão de pessoas. O mercado informal passou de 36,4 milhões um ano antes, para 37,3 milhões no trimestre encerrado em junho, alcançando 40% da força de trabalho.

Quem são os informais

Neste grupo, estão não só os trabalhadores sem registro e os domésticos sem carteira assinada, mas também os empreendedores por necessidade. São aqueles que, sem emprego, passaram a se virar em "bicos", prestando serviços ou vendendo mercadorias nas ruas ou pela internet.

São autônomos que não têm CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), ou trabalham por conta própria além de serem "patrões" de outras pessoas que trabalham sem registro em carteira.

Com a crise, estes empregadores também cresceram. O número de patrões sem CNPJ no país aumentou 10,5% em 1 ano, segundo a Pnad Contínua do IBGE.

No trimestre encerrado em junho, o número de empregadores informais chegou a 911 mil. Com isso, eles passaram a representar 20,8% dos patrões no país.

Para o economista do IBRE/FGV Fernando Veloso, quanto mais empresas na informalidade, maior a tendência de empregar trabalhadores sem carteira assinada.

'Negócio' em família

Após perder o emprego de padeiro, Reginaldo Nilson entrou nas estatísticas do trabalho informal ao virar vendedor ambulante. Aos 41 anos, ele 'emprega' mais três ajudantes da família. O trabalhador sai todos os dias de Guarulhos, na Grande SP, para vender café da manhã numa movimentada avenida comercial da Zona Sul de São Paulo.

“Fui para a rua por que fiquei desempregado e não tinha outra opção”, conta Reginaldo.

Ele começa a trabalhar antes de o sol nascer. Na madrugada, vende principalmente para motoristas de táxi e de aplicativos. Além da clientela fiel, outros cinco ambulantes compram suas tortas e pães de queijo para revender em outros pontos da cidade. Ele ganha uma média de R$ 150 por dia.

O ambulante já chegou a ter 70% de lucro, mas hoje está nos 50% porque muitos dos ingredientes subiram de preço, como ovos e farinha de trigo. Reginaldo recebe a ajuda da cunhada Vitória Cristina da Silva, de 22 anos, que vende com ele na rua. Sua mulher, que prepara a comida, é ajudada por duas primas.

Quando consegue vender bem, Reginaldo chega a pagar para cada uma das ajudantes R$ 1,2 mil por mês. “Não tenho do que reclamar da rua”, afirma. O sonho do vendedor é abrir sua própria lanchonete e, quando isso acontecer, ele pretende levar a cunhada para trabalhar para ele.

“Quero comprar um lugar. Se não der certo, eu fecho e volto para a rua. A gente tem que arriscar”, comenta o vendedor ambulante.

Os filhos de 8 e 14 anos estudam em escola pública. A família mora em casa própria, mas não tem plano de saúde.

4 vezes menos produtivos

Além de ter ajudado a derrubar a produtividade nos anos de crise, o aumento da informalidade está afetando a lenta recuperação da economia, concluiu um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV).

Segundo o economista Fernando Veloso, um dos autores do estudo, a produtividade do trabalho no setor informal é quatro vezes menor que no mercado formal.

“As empresas formais são mais produtivas porque têm acesso a crédito, trabalham em escala e podem expandir seus negócios sem problemas de fiscalização da Receita”, explica ao G1.

Já os empregadores informais, completa o economista, não recolhem impostos e contribuições que aumentam a arrecadação de dinheiro público e costumam contratar trabalhadores com qualificação mais baixa. Com isso, a renda tende a ser menor e isso impacta o consumo, um dos pilares da atividade econômica.

Informais ganham 40% menos

O rendimento médio de um trabalhador sem carteira assinada era quase 40% menor que o de um registrado, segundo o IBGE. No segundo trimestre deste ano, a empregado formal ganhava em média R$ 2.099, enquanto o informal, R$ 1.313.

Renda média do trabalhador

Rendimento real do empregado com e sem carteira assinada, em R$

Fonte: PNAD Contínua

“É evidente que para um desempregado é melhor conseguir uma ocupação informal do que nada, mas a informalidade é uma coisa muito ruim. Para a maioria das pessoas é uma estratégia de sobrevivência”, explica o professor da faculdade de economia da USP, Hélio Zylberstajn.

Nos anos de crise, 46% da queda da produtividade deveu-se ao aumento do mercado informal, segundo o IBRE.

Entre 2014 e 2017, o mercado de trabalho ficou 3,6% menos produtivo. Deste total, 2% resultaram da menor eficiência das empresas e 1,6%, do aumento do emprego em empresas com baixa produtividade.

Para Veloso, do IBRE, a produtividade das empresas tende a ganhar mais importância no padrão de vida das pessoas com a redução gradual do bônus demográfico, que levará a uma queda da população economicamente ativa.

“A população com idade de trabalhar vai passar a crescer menos que o número de idosos fora do mercado e, a partir daí, a única forma de aumentar a renda das pessoas será com o aumento da produtividade”, avalia Veloso.

Efeitos para a economia

Um estudo do Credit Suisse de julho deste ano, assinado pelos economistas Leonardo Fonseca e Lucas Vilela, aponta que a dinâmica do PIB está mais ligada à população ocupada no trabalho formal do que na informalidade.

“Para a retomada do mercado de trabalho ser sustentável nos próximos trimestres, a atividade econômica precisaria crescer mais consistentemente”, conclui o estudo.

Para Veloso, do IBRE, o aumento da informalidade é um reflexo da própria crise, mas há também fatores estruturais que limitam o crescimento das empresas formais, como a complexidade da carga tributária e a dificuldade na concessão de crédito.

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Resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda nos investimentos. PIB do 1º trimestre foi revisado para baixo, para um avanço de apenas 0,1%.

Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1

31/08/2018

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,2% no 2º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores, divulgou nesta sexta-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,693 trilhão.

Variação do PIB trimestral brasileiro (Foto: Karina Almeida/Arte G1)

Variação do PIB trimestral brasileiro (Foto: Karina Almeida/Arte G1)

O resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda da indústria e dos investimentos, reforçando a leitura de recuperação lenta da ecomomia brasileira.

Veja os principais destaques do PIB:

  • Serviços: 0,3%
  • Indústria: -0,6%
  • Agropecuária: 0
  • Consumo das famílias: 0,1%
  • Consumo do governo: 0,5%
  • Investimentos: -1,8%
  •  

PIB do 1º trimestre é revisado para baixo

O IBGE revisou os últimos quatro resultados do PIB. No primeiro trimestre deste ano, ao invés de uma expansão de 0,4%, o crescimento foi de 0,1%.

No quarto trimestre do ano passado o resultado ficou estável (0%), ao contrário do crescimento de 0,2% anunciado anteriormente. Já no terceiro trimestre de 2017, o crescimento foi de 0,6%, maior que o divulgado à época, que foi de 0,3%. Já no segundo trimestre de 2017, o crescimento foi de 0,4%, e não de 0,6%.

Em 2017, o PIB teve uma alta de 1%, após dois anos consecutivos de retração. Segundo o IBGE, o número será revisado na próxima divulgação das contas nacionais.

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Segundo pesquisador, índice sinaliza uma recuperação moderada na atividade para os próximos meses.

Por Reuters

29/08/2018

 

As expectativas dos empresários para os próximos meses melhorou e a confiança do setor de serviços apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu em agosto o nível mais alto em quatro meses, apontando para uma recuperação moderada na atividade.

Os dados divulgados nesta quarta-feira mostraram que o Índice de Confiança de Serviços (ICS) registrou em agosto alta de 1,5 ponto e foi a 89,0 pontos, segunda alta seguida e maior patamar desde abril.

"O novo aumento da confiança dos serviços em agosto sugere que a fase de queda deste indicador, observada desde o início do segundo trimestre, pode estar chegando ao fim, reforçando que talvez o momento seja de estabilização da curva de confiança do setor", explicou em nota o consultor da FGV Silvio Sales.

O Índice de Expectativas (IE-S) foi o responsável pelo resultado do mês ao avançar 2,9 pontos, para 91,5 pontos, depois de ter registrado cinco meses consecutivos de queda, com destaque para o indicador que mede a demanda para os próximos três meses.

O Índice da Situação Atual (ISA-S), por sua vez, se manteve estável em agosto, em 86,7 pontos.

"As expectativas apresentam, pela primeira vez em cinco meses, um avanço na margem em agosto. Com isso, permanece a sinalização de uma recuperação moderada na atividade para os próximos meses", completou Sales.

A confiança de serviços acompanha a alta registrada no sentimento do comércio brasileiro, embora no setor industrial e de construção a confiança tenha recuado em agosto, bem como entre os consumidores. 

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Desalento recorde atinge 4,8 milhões de brasileiros e cresce 17,8% em 1 ano. Taxa de força de trabalho subutilizada ficou em 24,6%, o que significa que falta trabalho para 27,6 milhões de brasileiros.

Por Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, G1

30/08/2018

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,3% no trimestre encerrado em julho, na quarta queda mensal consecutiva, mas ainda atinge 12,9 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando havia 13,3 milhões de desempregados no país, a população desocupada caiu 3,4%% (menos 458 mil pessoas).

Apesar do crescimento da população ocupada, os dados do IBGE mostram que a queda da taxa de desemprego tem sido puxada também pelo grande número de brasileiros fora do mercado de trabalho, subocupados ou que simplesmente desistiram de procurar emprego.

Desalento cresce 17,8% em 1 ano

O número de desalentados (que desistiram de procurar emprego) bateu recorde, atingindo 4,818 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em julho, segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. Em 1 ano, o crescimento é de 17,8%, ou um aumento de 728 mil no número de desalentados.

No 2º trimestre do ano, o número de desalentados já tinha atingido 4,8 milhões. O IBGE trabalha, entretanto, apenas com trimestres comparáveis na divulgação mensal da pesquisa Pnad Contínua.

Segundo o IBGE, o contingente fora da força de trabalho também é recorde, considerando os trimestres comparáveis. O número de brasileiros que nem trabalham nem procuram emprego atingiu 65,5 milhões, um aumento de 1,08 milhão em 1 ano.

Número de desalentados no Brasil

Em milhões

Fonte: IBGE

“Você tem um processo de redução do desemprego, aumento da população ocupada, continuidade do aumento da informalidade. Mas, chamar isso de momento favorável é difícil. Você tem uma nuance de recuperação, que acaba sendo ofuscada por esse aumento da subutilização que chegou ao maior nível da série”, destacou Azeredo.

Falta trabalho para 27,6 milhões

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,5% no trimestre encerrado em julho, ante 24,6% no trimestre encerrado em abril. Ou seja, ainda falta trabalho para 27,6 milhões no país.

"Quase um quarto da força de trabalho ampliada do Brasil está subutilizada”, destacou Azeredo.

Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no trimestre encerrado em julho:

  • 12,9 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias
  • 6,6 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;
  • 8,1 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,8 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,3 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

A população subutilizada (27,6 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior (27,5 milhões). Em relação a igual trimestre de 2017 (26,6 milhões), este grupo cresceu 3,4%, um adicional de 913 mil brasileiros subutilizados.

Já o número de subocupados passou de 6,3 milhões no trimestre encerrado em abril para 6,6 milhões no trimestre encerrado em julho.

Evolução do número de desempregados

Em número de desocupados no trimestre móvel

Fonte: IBGE

Trabalho com carteira e informal

O número de empregados com carteira de trabalho assinada atingiu 33 milhões. Embora tenha caído em 359 mil na comparação com julho do ano passado, o IBGE entende que houve estabilização deste contingente.

“Existe a queda, mas ela não é estatisticamente relevante. Esta é a primeira vez, desde o início da crise, que a gente percebe estabilidade da carteira de trabalho na comparação anual, e isso é positivo”, avaliou Azeredo.

Já o número de empregados sem carteira de trabalho (11,1 milhões) mostrou estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas subiu 3,4% (mais 368 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017.

O número de trabalhadores por conta própria (23,1 milhões) também ficou estável na comparação com o trimestre de fevereiro a abril, e cresceu ,1% (mais 483 mil pessoas) em relação ao mesmo período do ano anterior.

Aumento da população ocupada

O nível da ocupação (53,9%) subiu em relação ao trimestre móvel anterior (53,6%) e ficou estável em relação ao mesmo trimestre de 2017 (53,8%).

Segundo Azeredo, a queda da taxa de desemprego "vem sendo provocada, principalmente, pelo aumento da população ocupada”. Porém, ele ponderou que o aumento da população em desalento também contribui para a redução da taxa de desocupação.

“O que a gente está vendo no mercado de trabalho é reflexo da economia, que pode ter interferência expressiva, já que estamos às vésperas de eleição”, disse o coordenador do IBGE

Na comparação com o trimestre terminado em abril, aumentou em quase 1 milhão o número de trabalhadores ocupados, sendo:

  • 252 mil novos trabalhadores com carteira assinada
  • 189 mil novos trabalhadores sem carteira assinada
  • 110 mil trabalhadores domésticos
  • 284 mil trabalhadores no setor público
  • 44 mil novos empregadores
  • 88 mil novos trabalhadores por conta própria

Por outro lado, neste período, diminuiu em 40 mil o número de trabalhadores familiar auxiliar.

Renda estável

O rendimento médio real do trabalhador foi estimado em R$ 2.205 no trimestre de maio a julho, apresentando segundo o IBGE estabilidade frente ao trimestre anterior (R$ 2.215) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.188).

A massa de rendimentos (R$ 197,2 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior (R$ 195,9 bilhões) e ao mesmo trimestre de 2017 (R$ 193,4 bilhões).

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