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Economia fraca mostra continuidade da queda na contratação, diz indicador de emprego da FGV

Quarta queda consecutiva do indicador antecedente de emprego, que acumulou perda de 11,5 pontos no primeiro semestre, sinaliza continuidade da fase de desaceleração do ritmo de aumento do total de pessoal ocupado no Brasil.

Por G1

10/07/2018 08h57 Atualizado há menos de 1 minuto

O Indicador Antecedente de Emprego, da Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 5,6 pontos em junho, para 95,5 pontos, retornando ao patamar próximo ao de janeiro de 2017 (95,6 pontos). A quarta queda consecutiva do indicador, que acumulou perda de 11,5 pontos no primeiro semestre, sinaliza continuidade da fase de desaceleração do ritmo de aumento do total de pessoal ocupado no Brasil.

A queda mostra a perda de confiança de uma maior geração de emprego ao longo dos próximos meses. A atividade econômica mais fraca observada pelos indicadores do primeiro semestre reflete uma situação atual e futura dos negócios mais difícil. O crescimento está abaixo do previamente esperado e, com isso, a consequência deverá ser uma menor contratação”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV IBRE.

Em junho, o Indicador Coincidente de Desemprego, semelhante à taxa de desemprego, aumentou pelo segundo mês consecutivo, ao variar 0,6 ponto, para 97,1 pontos, mesmo nível de fevereiro deste ano. Ou seja, quanto maior o número, pior o resultado.

A taxa de desemprego ainda elevada e a recuperação mais lenta da atividade econômica se refletem na estabilidade do índice em relação ao início do ano. Essa estabilidade mostra que a situação atual do mercado de trabalho continua difícil, principalmente para as classes de baixa renda”, diz Barbosa Filho.

Todos os componentes registraram variação negativa entre maio e junho. Os indicadores que mais contribuíram para a queda foram os que medem a situação atual dos negócios nos setores da indústria de transformação e de serviços, com variações, de -9,7 e -9,4 pontos na margem, respectivamente.

As classes que mais contribuíram para a alta do Indicador Coincidente de Desemprego foram as dos grupos de consumidores que têm renda familiar mensal até R$ 2.100 e que estão acima de R$ 9.600, cujos indicadores de emprego recuaram 3,6 e 1,4 pontos, respectivamente.

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Para a economia do País, o ano já está perdido’, diz fundador da Cyrela

Empresário diz ter sido ‘triste’ não aprovar a reforma da Previdência, defende anistia a políticos e ajuda aos mais pobres

Especial

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Renata Agostini, O Estado de S. Paulo

08 Julho 2018 | 05h00

Elie Horn, de 74 anos, acomoda-se na cadeira, pede um suco de laranja e logo diz: “Quer perguntar primeiro sobre política? Porque vou falar muito pouco sobre política”. O bilionário fundador da incorporadora Cyrela, que assumiu o compromisso de doar a maior parte de sua fortuna, prefere falar de filantropia. O que não significa que não tenha suas ideias para o País. 

Para ele, tem de haver um recomeço, uma espécie de “reestruturação”. Horn acredita que, para o País voltar ao rumo, é necessário pensar numa espécie de anistia para políticos. “Muitas vezes, procurar o passado não vai ter fim. Pega um ponto zero e começa a viver com regras novas, rígidas.”

Pessimista em relação à economia, diz não temer as eleições. Declara-se de centro-direita, mas diz não saber qual o melhor candidato. No momento, dedica-se ao lançamento da Plataforma do Bem, que ajudará iniciativas de filantropia em diversas áreas no País. 

Como vê a economia este ano?

O ano está perdido. É um problema político mais do que outra coisa, infelizmente. Mais um ano perdido. Não aprovar a reforma da Previdência foi muito triste. O País terá problemas sérios no futuro. Esse governo fez muita coisa boa, não teve chance de continuar. Se acabou, não sei. Falarei pouco de política. A única opinião minha que vale é sobre o bem. 

A política não pode ser usada para fazer o bem?

Com certeza. Só que tem de haver recomeço total, uma espécie de reestruturação do País, com regras novas. Temos de partir do zero. Muito melhor do que corrigir com emendas. Muitas vezes procurar o passado não vai ter fim. Pega um ponto zero, esquece todo o passado e começa a viver com regras novas, rígidas. Daqui em diante, quem infringir terá problemas, punições. Não se consegue consertar tudo. É impossível. Então, corta: hoje é hoje e ontem já morreu. 

O sr. fala numa anistia aos erros de políticos e empresários?

Empresários nem tanto, porque não têm tanto poder. Quem tem poder são políticos. 

Uma forma de pacificar o País?

De evoluir o País. Precisamos acabar com a pobreza, a ignorância. Isso só virá se o País crescer e o País só crescerá com mudanças nas regras. Temos de acabar com antagonismo, vinganças. Tem de ter espírito nobre de evoluir sem mágoas.

Não deixaria sentimento de impunidade?

É uma solução. Não é a única. Mas temos de evoluir, ter ideias. Cada dia que passa há crianças morrendo de fome, de doenças. Isso não pode ser permitido. Qual a solução? Acabar com tudo isso. Mas eu preferia falar sobre o bem. Com algumas pessoas, estamos fazendo a Plataforma do Bem. Teremos 20 embaixadores, cada um com uma missão, e vamos tentar chacoalhar a sociedade. Faremos a ponte direta entre doador e receptor. Os custos de administração serão absorvidos pela comissão gestora. Se um real for doado, alguém receberá um real. No começo, as doações virão dos gestores. Lançaremos em agosto.

Como fazer o bem na política?

Dá para fazer mudando as leis a favor do bem. Faz pouco tempo, num jantar com políticos – não vou citar nomes –, pedimos leis que ajudem a combater a pobreza e o abuso sexual. 

Já não existem essas leis?

Não o bastante. Exemplo: ajudar pessoas ricas a doar mais. Tem de incentivar alguns impostos, obrigar empresas a doar para filantropia, para o bem dos funcionários ou dos que moram na mesma cidade. Roberto Setubal (presidente do conselho de administração do Itaú Unibanco) comprou um apartamento e havia diferença de preço (entre o que Horn pedia e Setubal oferecia). Disse a ele que desse a diferença para caridade. No dia seguinte, ele mandou o recibo. Isso é fazer o bem. 

Os empresários resistem?

Falta conscientização. Tentei convencer vários para o The Giving Pledge (movimento de bilionários que se comprometem a doar a maior parte de sua fortuna). Ainda vou conseguir alguém. Não é fácil. 

Ricos têm de fazer mais filantropia ou pagar mais impostos?

Ter mais impostos faz mal ao País. Frustra a liberdade de negócios. No mundo moderno, quanto menos impostos, melhor. Agora, tem de fazer o bem. O problema não é tributo, mas como é gasto. O País tem de ser melhor gerido. Menos impostos e mais contribuição. Acredito na livre iniciativa.

Teme o desfecho das eleições?

Tivemos uma crise grave no setor imobiliário. Dizem que foi a pior. Falam o mesmo das eleições. Não acho. Em 2002, foi pior. Não houve problema, porque Lula passou a ser um gestor democrático, liberou bastante as regras dos negócios. O País balança, mas não cai. Aprendi a não ter medo. 

O sr. tem candidato?

Segredo político. Sou antirradical e antiextremismo. 

Qual seria o melhor desfecho? 

Um presidente que faça leis a favor do liberalismo, que acabe com a miséria. Qual é esse candidato? Não sei ainda.

O sr. se considera de direita?

Direita-centro-social. Sou a favor de tudo para ajudar as pessoas menos favorecidas. A esquerda tem extremismos. Tem o senhor na Venezuela (Nicolás Maduro), que é de esquerda e ama a miséria. Prefiro a direita dos Estados Unidos à esquerda da Venezuela. 

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Banco Central reduz previsão de crescimento do PIB de 2018 para 1,6%

Previsão anterior era de crescimento de 2,6%. Relatório citou desaquecimento da atividade econômica no início do ano e impactos diretos e indiretos da greve dos caminhoneiros.

Por Laís Lis, G1, Brasília

28/06/2018 08h29

O Banco Central reduziu para 1,6% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018. O dado consta no Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (28). A nova projeção representa um corte de 1 ponto porcentual na previsão fixada no último relatório, quando o BC estimava um crescimento de 2,6% para o PIB.

No documento, o BC aponta que a revisão da previsão de crescimento da economia em 2018 está associada “ao arrefecimento da atividade no início do ano, à acomodação dos indicadores de confiança de empresas e consumidores e à perspectiva de impactos diretos e indiretos da paralisação no setor de transporte de cargas ocorrida no final de maio”.

A previsão do BC está abaixo da estimativa oficial do governo. Em maio, o governo reduziu de 2,97% para 2,5% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2018.

Inflação

Também impactada pela paralisação do setor de transportes, que causou desabastecimento de produtos em todo o país, a projeção de inflação de 2018 foi elevada pelo BC de 3,8% para 4,2%. Já para 2019, o BC reduziu a previsão de inflação de 4,1% para 3,7%.

O BC estima uma “expressiva aceleração” na inflação mensal de junho por causa da paralisação dos caminhoneiros e da mudança da bandeira tarifária aplicada nas contas de luz. A taxa extra está em seu patamar mais alto.

Ressalte-se, que apesar da aceleração projetada para os próximos meses, a retomada da atividade em ritmo mais gradual que o esperado e a propagação inercial do baixo patamar inflacionário são fatores que contribuem para manutenção da inflação em patamar reduzido, sobretudo no segmento de serviços e em medidas de inflação subjacente”, escreveu o BC.

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Greve dos caminhoneiros teve impacto de R$ 15 bi na economia, calcula Fazenda

Número foi discutido nesta segunda-feira, 11, pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia e economistas do setor privado

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2018 | 16h47

 A equipe econômica estima que o impacto da greve dos caminhoneiros custou ao país R$ 15 bilhões, ou 0,2% do PIB. De acordo com o Ministério da Fazenda, o número foi discutido nesta segunda-feira, 11, em reunião com o ministro Eduardo Guardia e economistas do setor privado, em São Paulo. 

Nesta segunda-feira, Guardia admitiu que o governo poderá rever para baixo a previsão oficial para o crescimento da economia neste ano, que está em 2,5%. Ele observou, porém, que essas previsões são reavaliadas a cada dois meses na programação orçamentária e que não faria revisões a cada semana. A aposta do mercado é que o PIB cresça menos do que 2% em 2018. 

Guardia chegou a dizer que algumas estimativas sobre o impacto da paralisação estavam exageradas e que os economistas já vinham observando perda de ritmo da economia antes da greve.

"Revemos a previsão a cada dois meses, quando divulgamos a programação orçamentária. Então, vamos continuar fazendo isso. Pode ser uma revisão para baixo", afirmou. 

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Economia do país piorou para 72%, aponta pesquisa Datafolha

Instituto ouviu 2.824 pessoas nos dias 6 e 7 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Por G1

11/06/2018 04h52 Atualizado há 3 horas

Pesquisa Datafolha publicada no site do jornal "Folha de S.Paulo" nesta segunda-feira (11) aponta que 72% dos entrevistados entendem que a situação econômica do país piorou nos últimos meses, ou seja: 7 em cada 10 brasileiros. Apenas 6% avaliaram que o quadro melhorou.

Na última pesquisa sobre o mesmo tema, em abril, 52% avaliaram que a economia havia se deteriorado.

O instituto apurou ainda que 32% dos entrevistados disseram que a economia vai piorar nos próximos meses, e que 26% acreditam em recuperação.

Ainda segundo a amostra do Datafolha, 60% dos entrevistados dizem que o Brasil é um país ótimo ou bom para se viver. Esse índice era de 48% em abril.

Controle de preços

A pesquisa também indica que a maioria dos brasileiros desaprova paralisação e quer controle de preços do gás e do combustível.

68% é contra à atual política de reajuste de combustíveis adotada pela Petrobras, escorada na variação internacional do barril de petróleo e na cotação do dólar. Para esses, o governo deve controlar os preços dos combustíveis e do gás. Apenas 26% acham o contrário.

De acordo com o instituto, 69% dos entrevistados dizem que a greve dos caminhoneiros trouxe mais prejuízos do que benefícios para a população. 20% apontaram o inverso.

O instituto ouviu 2.824 pessoas nos dias 6 e 7 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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'Prévia' do PIB do Banco Central indica que economia brasileira recuou 0,13% no 1º trimestre

Resultado negativo é o primeiro, na comparação com trimestre anterior, desde o 4º trimestre de 2016. IBC-Br foi criado para tentar antecipar resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

16/05/2018 08h34 Atualizado há menos de 1 minuto

A economia brasileira registrou retração no primeiro trimestre deste ano, informou o Banco Central nesta quarta-feira (16), por meio do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB).

Entre janeiro e março de 2018, o indicador apresentou queda de 0,13% quando comparado com o quarto trimestre de 2017 (outubro a dezembro). O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes de um ano.

Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, porém, houve uma alta de 0,86% (indicador sem ajuste sazonal).

Segundo a série histórica do indicador, essa foi a primeira queda do nível de atividade, contra os três meses anteriores, desde o quatro trimestre de 2016 - quando foi registrada uma retração de 0,78%.

O IBC-BR é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números oficiais do PIB do terceiro trimestre serão divulgados no dia 30 de maio.

Ano de 2017 e expectativas

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2017, o PIB teve uma alta de 1%, após dois anos consecutivos de retração.

Os indicadores do primeiro trimestre, porém, revelaram um desempenho pior do que o esperado, o que fez com que economistas baixassem projeção para o desempenho do PIB no período.

Para todo este ano, o governo ainda mantém a estimativa de aumento de 3% para o PIB, mas pode revisar para baixo este número na próxima semana, por meio do relatório de receitas e despesas do orçamento. O documento será divulgado até 22 de maio.

O mercado financeiro, por sua vez, tem baixado sistematicamente sua previsão de alta nas últimas semanas. Recentemente, revisou a estimativa de crescimento de 2018 de 2,70% para 2,51%.

Março e resultado em 12 meses

Os dados do BC mostram que, somente em março, o IBC-Br registrou queda de 0,74%, contra fevereiro. Neste caso, a comparação foi feita após ajuste sazonal, considerada mais apropriada por analistas.

Quando a comparação é feita com março do ano passado (sem ajuste sazonal, pois são períodos iguais), houve uma queda de 0,66%, de acordo com o Banco Central.

Na parcial de 12 meses até março, a prévia do PIB do Banco Central registrou crescimento de 1,05%. O Banco Central divulga esse indicador somente sem ajuste sazonal.

O que é o IBC-Br?

Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE.

O indicador é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. O crescimento ou desaceleração da economia influenciam na inflação, que o Banco Central busca controlar por meio da taxa Selic.

Para 2018 e 2019, a meta central de inflação é de 4,5% e de 4,25%, respectivamente, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 3% e 6%, sem que a meta seja formalmente descumprida, e entre 2,75% e 5,75%.

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Economia argentina enfrenta o seu 'Dia D' em credibilidade

Esta terça-feira (15) é decisiva para a confiança do mercado na economia argentina. Horas antes, o governo Macri fez uma jogada ousada que revela o desespero por conter uma corrida cambial. Mesmo que passe na prova, já se admite mais inflação e menor crescimento econômico.

Por RFI

15/05/2018 07h43 Atualizado há 1 hora

Dia D para economia argentina. Vencem em pesos argentinos o equivalente a US$ 27 bilhões (671,8 bilhões de pesos) em letras do Banco Central (Lebacs). O montante representa 65% de todo o dinheiro em circulação no país.

A pergunta que desafia o governo: será que os investidores vão renovar esse título público e continuar em pesos ou vão abandonar a moeda argentina e passar ao dólar?

Se continuarem em pesos, será um voto de confiança na economia argentina. Se passarem ao dólar, farão disparar a cotação da moeda norte-americana.

Nas últimas horas, o Banco Central se antecipou a esse movimento e ofereceu US$ 5 bilhões de dólares ao mercado, mas a 25 pesos, marcando um novo recorde histórico na cotação. A jogada que implicou a desvalorização do peso em 6,96% num único dia visa marcar um teto para o dólar, desestimulando a corrida cambial para adquirir dólares a esse nível.

Segundo a tática do governo, valerá mais a pena para os investidores continuarem em pesos com taxa de juros anual acima de 40%, a mais alta do mundo.

Pressão

Além de atiçar a ambição dos investidores por lucros elevados em pesos, o governo também pressiona banqueiros, empresários, companhias asseguradoras e fundos de investimento a renovarem o interesse nesses papeis de curto prazo que têm servido para financiar o elevado déficit fiscal argentino.

O governo confia em já ter assegurado a renovação em 60%. Terá atingido o objetivo se conseguir seduzir cerca de 80%, média de renovação nos últimos meses. O resultado só sairá no final do dia. Uma eventual pressão contra o peso aconteceria também na quarta-feira (16).

Mesmo que passe no teste do mercado, o desafio econômico argentino é titânico. A valorização do dólar tem incidência direta no aumento dos preços, sobretudo na Argentina, um país que raciocina em dólares.

Por outro lado, o aumento da inflação e a incerteza prometem afetar o nível de atividade econômica. A inflação prevista para 15% no ano, pode chegar a 25%, segundo os economistas. O crescimento previsto em 3,5% pode ficar abaixo de 2%.

"A Argentina terá mais inflação e menos crescimento num curto prazo", admitiu o ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne.

Socorro do FMI

O chefe do Gabinete de Ministros, Marcos Peña, diz saber que existe "incerteza" e "medo" nas ruas, mas diferencia a atual situação de acudir ao Fundo Monetário Internacional. "Estamos num processo de crescimento. Não temos um país paralisado. Não estamos recorrendo ao FMI numa situação terminal como nos anos 80", defendeu.

Na próxima sexta-feira (18), o FMI começa a discutir o caso argentino. O presidente Mauricio Macri conversou durante 10 minutos com o seu amigo Donald Trump para pedir - e conseguir - o apoio dos Estados Unidos, principal sócio do FMI, a um acordo com a Argentina.

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Economia apresenta retração em fevereiro, diz monitor do PIB da FGV

Taxas de crescimento de fevereiro são menores do que as divulgadas em janeiro, o que pode significar perda de fôlego da recuperação, diz coordenador.

Por G1

18/04/2018 08h31 Atualizado há 14 minutos

A economia brasileira retraiu em fevereiro, segundo dados do Monitor do PIB-FGV, divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (18). O PIB retraiu 0,3% em fevereiro, quando comparado ao mês de janeiro, na série com ajuste sazonal.

Para Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, as taxas de crescimento de fevereiro são menores do que as divulgadas em janeiro, o que pode significar perda de fôlego da recuperação cíclica.

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Na série com ajuste sazonal, no trimestre móvel terminado em fevereiro, a variação foi positiva em 0,6%, em comparação ao trimestre móvel terminado em novembro de 2017.

Desempenho por setores no trimestre

Na comparação com o trimestre terminado em fevereiro de 2017, o PIB foi positivo em 1,7%. Os destaques positivos são o crescimento das atividades de transformação (5,4%) e comércio (4,7%). Em contrapartida, a atividade agropecuária retraiu 1,7%, após 13 meses consecutivos de crescimento. No entanto, à exceção da transformação, todos as demais atividades industriais apresentaram retração. Já no setor de serviços, apenas a administração pública teve queda (-0,1%).

O consumo das famílias apresentou crescimento de 2,5%. Apesar de todos os componentes do consumo das famílias terem apresentado taxas positivas, houve desaceleração do crescimento em comparação com a taxa trimestral móvel finda em janeiro. A exceção foi o consumo de produtos duráveis, que cresceu 12,6% no trimestre findo em fevereiro, e havia crescido 8,9% no trimestre findo em janeiro.

A formação bruta de capital fixo, que mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, ou seja, aqueles bens que servem para produzir outros bens, continua em trajetória ascendente, com crescimento de 4,4%. O desempenho se deve, principalmente, a máquinas e equipamentos, que cresceram 17,2% no período. A construção continua em retração (-1,8%).

A exportação apresentou crescimento de 5,5%. A exportação de produtos agropecuários continua sendo destaque, com crescimento de 39,1%, seguido de bens de capital (37,8%). Em contrapartida, a exportação de produtos da extrativa mineral segue em retração alcançando -21,6%, menor taxa registrada desde o trimestre móvel findo em junho de 2013 (-25,6%), explicada, principalmente pela queda da exportação de minério de ferro.

A importação cresceu 2,8%, com destaque para o desempenho da importação de produtos agropecuários, que recuou 16,4%. De destaque positivo, a importação de serviços cresceu 8,1%.

Prévia do BC mostra crescimento

O chamado Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma "prévia" do resultado do PIB, teve alta de 0,09% em fevereiro, na comparação com janeiro, quando foi verificada queda de 0,65% (valor revisado). O percentual foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes.

Em 2017 a economia cresceu 1% e interrompeu a pior recessão já registrada no país. Para 2018, o mercado financeiro estima uma expansão do PIB de cerca de 2,8%. Entretanto, nas últimas semanas a projeção de analistas para o desempenho da economia no primeiro trimestre tem piorado.

Para o governo, o crescimento em 2018 será um pouco maior, ao redor de 3% em 2018.

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Como a queda dos juros ajudou a economia até agora?

Em meio à queda da Selic, houve uma redução também dos juros que os bancos cobram para emprestar dinheiro às pessoas e às empresas, ajudando a reaquecer o consumo e puxar o PIB para cima.

Por Karina Trevizan, G1

22/03/2018 06h00 Atualizado há 30 minutos

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (21) uma nova redução da Selic, a taxa básica de juros da economia. A expectativa é que mais um corte seja feito, mas os efeitos positivos da redução de taxas sobre a economia ainda devem continuar pelos próximos meses.

Os cortes começaram no final de 2016, quando a taxa básica de juros da economia brasileira era de 14,25% ao ano – a maior em 10 anos. Desde então, o Copom foi cortando os juros a cada vez que se reunia, até chegar ao patamar de 6,5% que temos hoje.

Para economistas ouvidos pelo G1, esse movimento tem boa participação na retomada do crescimento. Em 2017, a economia voltou a crescer, com alta de 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Além do impulso do agronegócio, a retomada do consumo das famílias foi o grande impulsionador desse crescimento, e, para muitos economistas, a queda dos juros foi importante para que isso acontecesse.

Veja abaixo 3 contribuições positivas da queda dos juros para economia:

1. Juros mais baixos para o consumidor estimularam consumo

Em foto de arquivo, consumidora mostra produtos após fazer compras no Centro de São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Em meio à queda da Selic, houve uma redução também dos juros que os bancos cobram para emprestar dinheiro às pessoas e às empresas, ajudando a reaquecer o consumo e puxar o PIB para cima.

A queda da Selic vai reduzindo o custo do crédito, e com isso você impulsiona o consumo”, explica Thaís Marzola Zara, economista-chefe da Rosemberg Associados.

A saída da recessão no ano passado e a aceleração do crescimento neste ano estão sendo puxadas pelo crédito”, confirma Luiz Rabi, economista da Serasa Experian. “Juros de empréstimos menores geram um estímulo à economia.”

Isso aconteceu mesmo que os juros para o consumidor não tenham recuado na mesma intensidade que a taxa básica. Enquanto a Selic caiu para menos da metade de 2016 para cá, a taxa média de juros para as pessoas físicas medida pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) foi reduzida em 15%. Para as empresas, o recuo também foi menor, de 16%.

Mas o diretor de economia da Anefac, Roberto Vertamatti, diz que ao menos há uma tendência de queda – o que, por si só, já é positivo. “Os juros para o consumidor, de maneira geral, têm caído. Não da maneira como gostaríamos, mas, se continuarmos com a inflação baixa, devemos ter nos próximos meses posições melhores, com juros menores na economia.”

O economista acrescenta ainda que a queda dos juros ajudou nas expectativas para a economia. “Sem dúvida isso ajuda a economia, no sentido de que você tem mais previsibilidade”, aponta. “Isso é muito importante para estimular novamente o crescimento.”

2. Estabilidade da inadimplência

Em um cenário de fragilidade da economia, o crescimento baixo da taxa de inadimplência é creditado à baixa dos juros. Segundo dados da Serasa Experian, o número de pessoas com contas atrasadas em setembro de 2016 era de 59,6 milhões. Em fevereiro de 2018, de 60,5 milhões (um crescimento de 1,5%). A inadimplência das empresas cresceu mais, de 4,6 milhões para 5,4 milhões (alta de 17%).

Mesmo com o avanço, Rabi aponta que os juros menores permitiram, ao menos, que as taxas de inadimplência encontrassem a estabilidade, sem avanços tão fortes. Segundo ele, com o cenário dos últimos anos, a inadimplência certamente teria crescido com força se não fossem os juros baixos.

Desde o final do ano passado, o número já começou a cair um pouquinho. Isso é um reflexo da redução dos juros e vai continuar”.

3. Sinais de reação dos investimentos

O volume de investimentos na economia recuou 1,8% em 2017, mas houve crescimento no último trimestre do ano depois de 14 quedas seguidas.

Por isso, mesmo que a economia não tenha se reaquecido o bastante para trazer os investimentos de volta com força, Zara aponta que já foi possível observar, pelo menos, um “momento de virada” no final do ano passado. “A gente deve ter uma retomada ao longo desde ano, com a taxa de juros baixa, mas ainda longe dos níveis de investimento pré-recessão”, pondera.

Claro, é tudo muito lento. Porém, consistente”, complementa Rabi.

De maneira geral, juros mais baixos estimulam empresas a investirem na chamada “economia real”. Isso quer dizer que passa a ser mais interessante aplicar na expansão de negócios, com compra de máquinas e equipamentos, por exemplo, em vez de alocar dinheiro em aplicações financeiras.

A explicação para que isso não tenha acontecido ainda é que as empresas ainda estão com a chamada capacidade ociosa ainda elevada.

Um exemplo disso: uma fábrica com 10 máquinas produzia 1 mil unidades de um determinado produto por dia. Com a crise, passou a vender menos, então a produção precisou diminuir. Das 10 máquinas, 4 foram desativadas. Antes de investir em novas máquinas, o empresário aguarda a retomada das vendas para voltar a utilizar os equipamentos que estão parados. Somente depois disso a compra de novas máquinas vai ser necessária.

Defasagem do efeito dos cortes

Os economistas apontam que há uma defasagem de 6 a 9 meses entre a decisão do Copom e o seu efeito na chamada “economia real”. Então, os últimos cortes da Selic ainda devem surtir efeito para os consumidores e para as empresas nos próximos meses.

Por isso, para os especialistas ouvidos pelo G1, os cortes de juros feitos até agora devem continuar ajudando na recuperação da economia. “A redução acabou ajudando um pouco em 2017, mas vai contribuir muito mais neste ano”, prevê Zara. “O grosso do corte de juros começou a ser feito em meados do ano passado, e os efeitos começam a ser sentidos agora.”

Rabi concorda. “A economia ainda não absorveu todo o impacto favorável dessa redução prolongada dos juros.”

O que é a taxa Selic e como ela interfere na economia

A taxa Selic é a média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. Ela influencia na forma como as pessoas conseguem dinheiro nos bancos. Quanto mais alta a Selic, mais "caro" fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores.

O BC observa o comportamento da inflação para decidir o que fazer com os juros. Quando a inflação está alta, considera-se que não há espaço para cortar os juros. Isso porque, se os juros ficam mais baixos, as pessoas se sentem mais estimuladas a consumir. E, com mais demanda pelos produtos, a tendência seria que os preços subissem mais ainda.

A política monetária [que inclui as decisões sobre os juros] é uma das formas que o governo tem para esfriar ou acelerar a economia”, comenta Rabi. “Tem que ter condições para que a taxa de juros seja reduzido, e a condição básica é a queda da inflação.”

Isso ajuda a explicar por que a redução dos juros começou somente em 2016, quando a inflação estava mais controlada por conta da recessão e outros fatores. “A inflação baixa permitiu que a gente tivesse taxa de juros mais baixa”, afirma Zara.

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Confiança do mercado com eleição e economia ganha corpo

A tendência de melhora da economia deve ficar mais clara justamente quando as candidaturas a presidente estarão sendo definidas, entre julho e agosto

Bloomberg, 22 fev, 2018 19h37

(Bloomberg) -- A expectativa de aceleração do crescimento da economia, combinada à aposta de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficará fora da eleição, leva uma parte do mercado a ficar mais confiante na possibilidade de uma vitória de um candidato reformista em 2018. A intervenção federal no Rio de Janeiro também entra na conta e a visão mais otimista sobre o quadro eleitoral ajuda o investidor a assimilar o fracasso da reforma da Previdência. As medidas anunciadas pelo governo, ainda que requentadas, são vistas como uma agenda positiva.

A tendência de melhora da economia deve ficar mais clara justamente quando as candidaturas a presidente estarão sendo definidas, entre julho e agosto, diz William Landers, diretor dos fundos da América Latina da BlackRock. Em meio a um ambiente que também é de maior crescimento no exterior, o país deve chegar ao meio do ano com sinais mais claros de expansão do PIB, inflação baixa e um juro “em nível que o Brasil nunca teve”. Neste ambiente, aumentariam as chances de um candidato centrista vencer as eleições.

Para Landers, a incerteza eleitoral ainda é grande, mas a possibilidade de vitória da esquerda diminui com Lula fora da disputa. Será muito difícil um candidato esquerdista ter sucesso depois de a experiência do governo Dilma Rousseff não ter dado certo, diz o profissional da BlackRock. Ele vê a bolsa brasileira ainda barata, mesmo após os recordes recentes, considerando-se a concretização de um cenário mais benigno na economia que tenha impacto na eleição.

As chances também podem ficar menores de a eleição cair no colo do deputado Jair Bolsonaro, que tem liderado as pesquisas no cenário sem Lula, diz Patrícia Pereira, gerente de renda fixa da Mongeral Aegon Investimentos. Além do crescimento da economia ampliar a competitividade de um nome de centro, a intervenção do governo federal no Rio de Janeiro poderia fortalecer a posição do governo do presidente Michel Temer na questão da segurança, que tem sido a principal bandeira do pré-candidato mais à direita no espectro político.

O fato de terem voltado as especulações sobre possível candidatura de Temer seria um sinal do impacto político da intervenção no Rio. Ainda que esta hipótese não se confirme, Patrícia Pereira vê o foco no problema da segurança como um trunfo que será útil a quem quer que seja o candidato apoiado pelo governo.

A maior confiança na eleição ajuda a aplacar no mercado o sentimento de perda com o abandono da reforma da Previdência. “O mercado está trocando a reforma pela eleição”, diz a profissional da Mongeral, ao considerar que os investidores passam a confiar em um novo governo que aprovará mudanças na Previdência em 2019.

O cenário externo, com crescimento global combinado a juros ainda baixos, também favorece a economia brasileira, diz Marijke Zewuster, chefe de pesquisas de mercados emergentes e commodities no Banco ABN em Amsterdam. “O ambiente doméstico também está parecendo melhor, ajudado por uma queda mais forte do que a esperada na inflação, juntamente com uma queda ainda mais acentuada das taxas de juros”, diz Marijke, embora ainda fazendo alerta sobre a incerteza política e fraca posição fiscal do país.

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