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União tem gasto de R$ 18,2 bilhões com estatal ‘dependente’

Salário médio de empresas com receita própria insuficiente supera a média do Executivo; para secretário, situação precisa ser discutida

Anne Warth, O Estado de S.Paulo

10 Julho 2018 | 05h00

BRASÍLIA - Com injeção de R$ 18,2 bilhões do Tesouro por ano para fechar as contas, as estatais “dependentes” – aquelas incapazes de gerar receitas para bancar suas próprias despesas – pagam salário médio mensal de R$ 13,4 mil para cada um dos funcionários, segundo levantamento do Ministério do Planejamento obtido pelo Estadão/Broadcast. Esse valor é seis vezes superior ao rendimento médio dos trabalhadores com carteira assinada do País (R$ 2,2 mil). O gasto por empregado dessas estatais é também maior que o do Executivo federal, que paga em média para cada servidor pouco mais de R$ 10 mil por mês.

Para custear a folha dos 73,6 mil empregados dessas 18 empresas, foram consumidos R$ 12,8 bilhões — 70% de todos os aportes feitos. A Instituição Fiscal Independente (IFI) fez um levantamento mostrando que houve aumento de 11,4% por ano no número de funcionários dessas estatais. Em 2011, eram 40,3 mil empregados contratados. Mesmo em 2016, ano de grave crise econômica, o acréscimo foi de 7,7%. Nas estatais independentes (que têm mais autonomia financeira), grupo em que estão Infraero e Correios, por exemplo, o número de funcionários passou a cair em 2014.

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21h22 | 05-01-2016
SÃO PAULO - Aldemir Bendine, que ocupa a presidência da Petrobras (PETR3; PETR4) há 11 meses, é alvo de críticas em uma recente matéria do Wall Street Journall. Apesar dos desafios crescentes da empresa, o CEO só aparece na sede da empresa terça, quarta e quinta-feira, disse uma fonte familiarizada ao assunto ao jornal. Um comportamento que rendeu, nos corredores da empresa, o apelido de "TQQ" ao executivo, cuja sigla representa as letras iniciais dos dias da semana em que comparece na sede da petrolífera no Rio de Janeiro.
O motivo para a ausência, diz a fonte, é que Bendine gasta muito tempo em São Paulo, onde mora, não tendo tempo suficiente para ficar no edifício carioca da gigante brasileira do petróleo. O que reflete também a crescente frustração entre os executivos, membros do conselho e investidores da Petrobras, alguns dos quais dizem que ele não tem feito o suficiente em seu primeiro ano no comando da estatal para enfrentar os problemas da empresa, comentou a fonte.
A ausência por dois dias na semana na sede da empresa no Rio de Janeiro tem levantado preocupações de que ele não esteja totalmente engajado. "Ele não parece querer ter uma carreira no negócio de petróleo", disse um executivo sênior da Petrobras ao jornal. "É um trabalho a tempo parcial para ele".
Como complemento, os resultados obtidos por ele têm sido abaixo das expectativas, comentou o analista do setor de petróleo Adriano Pires, que trabalha no Rio de Janeiro, ao jornal. "As iniciativas que foram tomadas são muito pequenas considerando os desafios que a Petrobras enfrenta".
A presidente Dilma Rousseff escolheu Bendine para o cargo em fevereiro do ano passado para ajudar a "limpar" a Petrobras, na sequência de um enorme escândalo de corrupção na empresa, mas a indicação não tem surtido muito efeito. Assim como o Brasil, as perspectivas para a Petrobras em 2016 são terríveis, disse Sergio Lazzarini, economista da escola de negócios Insper, ao WSJ.
Procurada pelo jornal, a estatal não respondeu perguntas sobre a liderança de Bendine e recusou-se a fazê-lo disponível para uma entrevista. Em uma mesa redonda recente com jornalistas, Bendine reconheceu que a empresa tem sérios desafios, mas que a situação fiscal esse ano é "totalmente gerenciável". "Eu sei que a empresa ainda gera muita ansiedade", acrescentou, mas que tinha a sensação de que estava no caminho certo.
Apesar de certo otimismo demonstrado pelo CEO, a reportagem reforça que o mercado tem expressado ceticismo quanto algumas metas traçadas por Bendine, como alienar mais de US$ 15 bilhões em ativos para tentar pagar a dívida de cerca de US$ 24 bilhões que está vencendo nos próximos dois anos. Entre os motivos para o ceticismo, estão os preços baixos do petróleo e o fato de que outras empresas internacionais também estão vendendo ativos.


 

Por Paula Barra, Infomoney

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