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'Prévia' do PIB do Banco Central registra queda de 0,56% em janeiro

Índice foi criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto. Em 2017, PIB cresceu 1%, de acordo com o IBGE, e encerrou maior recessão da história do país.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

19/03/2018 08h31 Atualizado há menos de 1 minuto

O nível de atividade da economia brasileira iniciou o ano de 2018 com queda, segundo informações divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (19).

Em janeiro, o chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma "prévia" do resultado do PIB, registrou um recuo de 0,56%, na comparação com dezembro de 2017. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

A queda do indicador, em janeiro deste ano, acontece após quatro meses de expansão.

PIB X IBC-Br

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,6% mas, em 2017, a economia voltou a crescer, tendo registrado uma alta de 1%, o que interrompeu a recessão.

Para este ano, o mercado financeiro estima uma expansão do PIB de cerca de 2,9%. Para o governo, o crescimento será um pouco maior, ao redor de 3%.

Já o IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.

O cálculo dos dois é um pouco diferente - o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Definição dos juros básicos da economia

O IBC-BR ajuda o Banco Central na definição dos juros básicos da economia. Atualmente, a taxa Selic está em 6,75% ao ano, na mínima histórica, e a estimativa do mercado é de que recue para 6,5% ao ano ainda nesta semana.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 3% e 6%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

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Inflação oficial perde força e fica em 0,29% em janeiro, diz IBGE
IPCA desacelerou em relação a dezembro, quando ficou em 0,44%. Taxa é a menor para janeiro desde a criação do Plano Real.
Por G1
08/02/2018 09h00 Atualizado há menos de 1 minuto
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, iniciou 2018 em alta, passando de 0,44% em dezembro de 2017 para 0,29%, em janeiro deste ano. A taxa é a menor para o mês desde a criação do Plano Real, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8).
Em 12 meses, o índice acumula avanço de 2,86%.
A previsão dos economistas do mercado financeiro, conhecida por meio do boletim Focus do Banco Central, é de que a inflação encerrá o ano em 3,94%, abaixo da meta central de 4,5%, mas dentro do intervalo de tolerância (entre 3% e 6%).

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