(31) 3235-8100

contato@amarilfranklin.com.br

noticiaNOTÍCIAS

Iminente retorno das sanções dos EUA alimentam uma recuperação que levou os preços de referência a máximas em 4 anos.

Por Reuters

04/10/2018

Operadores do mercado de petróleo apostam que os preços de referência da commodity nos EUA poderão subir a US$ 100 o barril até o próximo ano, um patamar que até recentemente muitos consideravam impensável devido ao crescimento recorde da produção norte-americana e à demanda global relativamente estável.

Mas o iminente retorno das sanções dos EUA sobre o Irã e gargalos que impedem o petróleo norte-americano de chegar ao mercado alimentaram uma recuperação que levou os preços de referência a máximas em quatro anos.

Nesta quinta, o petróleo Brent recuava 0,38 dólar, ou 0,44%, a US$ 85,91 por barril, às 9h26 (horário de Brasília). Nos EUA, o barril WTI caía 0,46 dólar, ou 0,6%, a US$ 75,95 por barril.

Enquanto grandes nações produtoras dizem que a oferta é ampla, fundos de hedge e especuladores estão cada vez mais céticos em relação a esse argumento, apostando que o mercado poderia se recuperar à medida que as sanções sobre as exportações de petróleo do Irã voltarem em 4 de novembro.

O viés de alta é visível no mercado de opções dos EUA. O número de posições em aberto em 100 dólares por barril em dezembro de 2019, com opções de compra, ou seja, apostando em futuros nesse nível, subiu 30% na semana passada, para um recorde de 31 mil lotes, de acordo com dados da CME.

"Nas últimas duas semanas, tem havido muito mais evidências de que mesmo alguns dos maiores clientes - Índia e China - não vão comprar petróleo iraniano a partir de novembro", disse John Saucer, vice-presidente de pesquisa e análise da Mobius Risk.

Como resultado, ele disse, "essas sanções provavelmente serão muito mais eficazes do que as pessoas pensavam".

As exportações globais do Irã caíram para 2 milhões de barris por dia (bpd) em setembro, ante 2,8 milhões de bpd em abril, segundo o Instituto de Finanças Internacionais.

Chefe da IEA pede que produtores amenizem receios sobre oferta

Os grandes produtores de petróleo devem tomar "as medidas certas" para aliviar as preocupações quanto à oferta global, que têm elevado os preços da commodity a máximas em quatro anos, disse à Reuters nesta quinta-feira o chefe da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

"Agora é hora de todos os 'players', especialmente os principais produtores e exportadores de petróleo, considerarem a situação e tomarem as medidas certas para confortar o mercado. Caso contrário, não vejo ninguém se beneficiando", disse o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol.

"A energia cara está de volta em um momento ruim para a economia global", acrescentou.

Publicado em Notícia

Acordo do Nafta impulsionou preços ao melhorar cenário de crescimento econômico.

Por Reuters

01/10/2018

Os preços do petróleo tiveram um salto de mais de US$ 2 dólares nesta segunda-feira (1), avançando para níveis não vistos desde de novembro de 2014, com as sanções dos Estados Unidos sobre o Irã se aproximando e com o novo acordo sobre o Nafta estimulando o crescimento.

Os futuros do petróleo Brent subiram US$ 2,25, ou 2,7%, para US$ 84,98 por barril.

Em negociações pós-fechamento do mercado, a alta continuou, com o preço tocando US$ 85,45 o barril, superando os US$ 85 pela primeira vez desde o final de 2014.

Os futuros do petróleo dos EUA (WTI) ganharam US$ 2,05, a US$ 75,30 o barril, sua máxima em quase quatro anos.

Os EUA e o Canadá fecharam um pacto no domingo para salvar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), um acordo trilateral com o México.

Phil Flynn, analista no Price Futures Group, disse que o acordo do Nafta impulsionaria os preços do petróleo porque "aumenta a projeção do crescimento, não apenas para o Canadá e os EUA, mas para a América do Norte como um todo".

Por enquanto, o mercado está mais focado nas sanções norte-americanas contra o Irã, que entrarão em vigor no dia 4 de novembro e devem cortar as exportações de óleo do terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Publicado em Notícia

Opep e Rússia rejeitam pedido de Trump para aumento na produção de petróleo e redução de preço.

Por G1

24/09/2018

O preço do petróleo Brent alcançou nesta segunda-feira (24) seu nível mais alto desde novembro de 2014, a quase US$ 81 o barril, após a decisão da Opep e de seus sócios de não aumentar a produção apesar das pressões de Donald Trump.

A cotação do Brent do Mar do Norte para entrega em novembro subiu 2 dólares, até US$ 80,80, às 8h45 GMT (5h45 no horário de Brasília), depois de chegar pouco antes a US$ 80,94, segundo a agência France Presse. No ano, a alta acumulada é de cerca de 25%.

"Esta é a resposta do mercado de petróleo à recusa da Opep e aliados de aumentar sua produção de petróleo", disse Carsten Fritsch, analista de commodities do Commerzbank.

Na véspera, a Arábia Saudita, líder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e a Rússia descartaram a possibilidade de aumento na produção de petróleo bruto.

O barril do petróleo Brent chegou a US$ 80 neste mês, levando Trump a reiterar na quinta-feira (20) seu pedido para que a Opep baixasse os preços. A alta das cotações foi contida principalmente por uma queda nas exportações do Irã, membro da Opep, devido ao restabelecimento de sanções dos EUA.

"Nós protegemos os países do Oriente Médio, eles não estariam seguros por muito tempo sem nós e, ainda assim, eles continuam incentivando preços cada vez mais altos para o petróleo. Nós lembraremos disso. O monopólio da Opep deve baixar os preços agora!", escreveu Trump em sua conta no Twitter.

O ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih disse que a Arábia Saudita tinha capacidade para aumentar a produção de petróleo, mas que a medida não seria necessária no momento. "A minha informação é que os mercados estão sendo adequadamente abastecidos. Não sei de nenhuma refinaria no mundo que esteja precisando de petróleo e não esteja conseguindo", afirmou.

O ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, disse que nenhum aumento imediato na produção era necessário, embora acreditasse que uma guerra comercial entre a China e os EUA, assim como sanções norte-americanas ao Irã, estariam criando novos desafios para os mercados de petróleo.

O ministro do Petróleo de Omã, Mohammed bin Hamad Al-Rumhy, e seu equivalente do Kuwait, Bakhit al-Rashidi, disseram a jornalistas após a reunião deste domingo que os produtores concordaram em se comprometer a atingir a meta de 100% dos cortes de produção acordados em junho.

Isso significa, na prática, compensar as quedas na produção iraniana. Al-Ruhmy disse que os mecanismos exatos para cumprir o objetivo ainda não haviam sido discutidos.

Publicado em Notícia

Queda nos estoques dos EUA e perspectiva de perda da oferta iraniana pressionam os preços. No ano, preço do barril acumula alta de mais de 15%.

 

Por Reuters

12/09/2018

Os contratos futuros do petróleo operavam em alta nesta quarta-feira (12) , depois de uma queda nos estoques dos Estados Unidos e com a perspectiva de perda da oferta iraniana, o que aumentava as preocupações com o delicado equilíbrio entre consumo e produção.

Às 8h23, o petróleo Brent subia 0,13 dólar, ou 0,16%, a US$ 79,19 por barril. Já o petróleo dos Estados Unidos avançava 0,62 dólar, ou 0,9%, a US$ 69,87 por barril.

No ano, o preço do barril de Brent acumula alta de mais de 15%.

"Acreditamos que os fundamentos do mercado do petróleo apoiam cada vez mais os preços, pelo menos nos níveis atuais", disse Gordon Gray, chefe global de pesquisa para o mercado de petróleo e gás do HSBC.

"Enquanto não estamos explicitamente prevendo que o Brent suba para 100 dólares o barril, vemos riscos reais disso acontecer. O fato de que uma oferta muito maior já é necessária para a Arábia Saudita --e os baixos níveis de capacidade ociosa restante-- deixa o sistema global altamente vulnerável a qualquer interrupção ainda maior."

Os estoques de petróleo dos EUA caíram 8,6 milhões de barris na semana até 7 de setembro, para 395,9 milhões, disse o American Petroleum Institute (API), enquanto a Administração de Informações sobre Energia (EIA) dos EUA cortou sua previsão para o crescimento da produção de petróleo em 2019.

Fora dos Estados Unidos, os operadores têm focado no impacto das sanções dos EUA contra o Irã, que atingirão as exportações de petróleo a partir de novembro.

"O Irã está se tornando cada vez mais a preocupação do mercado de petróleo. As duas últimas semanas viram o esperado aperto nos fluxos do petróleo iraniano tomando forma, com as saídas gerais caindo acentuadamente", disse a consultora JBC Energy.

Publicado em Notícia

Petróleo em máxima de três anos devido a cortes na oferta

Investing.com Brasil - 28/06/2018 - 12:13

A cotação do petróleo chegava à máxima de mais de três anos nesta quinta-feira em meio à redução nos estoques norte-americanos e às tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

Os contratos futuros do petróleo dos EUA avançavam 1,04% para US$ 73,52 o barril às 11h15, seu maior nível desde outubro de 2014. Além disso, os contratos futuros de petróleo Brent, referência para preços do petróleo fora dos EUA, tinham alta de 0,57% e eram negociados a US$ 77,90 o barril.

A cotação do petróleo pois uma redução do petróleo bruto deu força aos mercados. Na quarta-feira, a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês) afirmou em seu relatório semanal que os estoques de petróleo bruto tiveram redução de 9,891 milhões de barris na semana que se encerrou em 22 de junho.

Analistas de mercado esperavam que os estoques de petróleo bruto tivessem redução de apenas 2,572 milhão de barris, ao passo que o Instituto Americano de Petróleo informou na terça-feira uma redução de 9,228 milhões. Investidores aguardam novos dados sobre a demanda por petróleo na sexta-feira, quando o relatório semanal de contagem de sondas da Baker Hughes for divulgado.

Os preços também foram reforçados pelas tensões entre o Irã e os EUA, já que autoridades americanas pediram a todos os países que parassem com as importações de petróleo iraniano a partir de novembro.

Uma interrupção inesperada do fornecimento no Canadá também aumentou os preços, após uma queda de energia na Syncrude Canada que poderia deixar o local fechado por pelo menos um mês. O corte na oferta poderia compensar os aumentos de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

A organização concordou na semana passada em elevar a produção com um aumento nominal de 1 milhão de barris por dia em meio à pressão dos EUA para reduzir os preços. Enquanto os membros da Opep acrescentarão cerca de 700 mil barris por dia, os fornecedores de petróleo externos à organização, liderados pela Rússia, acrescentariam o restante.

Em outras negociações de energia, os contratos futuros de gasolina RBOB avançavam 0,64% para US$ 2,1144 o galão, ao passo que o óleo de aquecimento tinha ganhos de 0,35% e era negociado a US$ 2,1873 o galão. Os contratos futuros de gás natural subiam 1,11% e estavam cotados a US$ 3,014 por milhão de unidades térmicas britânicas.

Publicado em Notícia

Barril de petróleo Brent supera US$ 80 pela 1ª vez desde 2014

Disparada nos preços acontece em meio às incertezas a respeito da produção do Irã e da Venezuela.

Por G1

17/05/2018 08h37 Atualizado há 20 minutos

O barril de petróleo do tipo Brent superou nesta quinta-feira (17) a barreira de 80 dólares, uma cotação que não registrava desde novembro de 2014, em um mercado tenso pela incerteza a respeito da produção do Irã e da Venezuela.

O preço do barril alcançou US$ 80,18 por volta das 6h50 de Brasília, uma alta de 90 centavos na comparação com o fechamento de quarta-feira, antes de voltar a ser negociado abaixo de US$ 80.

Nos EUA, o barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em junho era negociado, às 7h15 de Brasília, a US$ 72,07, uma alta de 58 centavos na comparação com a véspera.

Alta de 51% em 1 ano

O petróleo subiu 51% no último ano, impulsionado por cortes coordenados na produção e, neste mês, pela preocupação com a oferta do Irão, depois dos Estados Unidos dizerem que voltarão a impor sanções sobre Teerão por causa das suas atividades nucleares.

A francesa Total alertou na quarta-feira que poderia abandonar um projeto multibilionário de gás no Irã se não conseguisse garantir uma suspensão das sanções dos EUA, lançando mais dúvidas sobre os esforços liderados pela Europa para salvar o acordo nuclear.

"O barulho geopolítico e os temores crescentes estão aqui para ficar", disse Norbert Rücker, chefe da Macro & Commodity Research do banco suíço Julius Baer.

Além disso, os estoques globais de petróleo e produtos refinados caíram acentuadamente nos últimos meses devido à demanda robusta e aos cortes de produção dos principais países produtores do mundo.

Para a Agência Internacional de Energia (IEA), a procura global por petróleo deverá moderar neste ano, já que o preço do barril se aproximou dos US$ 80 e muitos países importadores não oferecem mais subsídios generosos aos combustíveis.

A IEA, com sede em Paris, reduziu a sua previsão de crescimento da procura global para 1,4 milhões de barris por dia em 2018, ante uma estimativa anterior de 1,5 milhões de bpd.

Publicado em Notícia

Petróleo fecha no maior nível em três anos e meio com decisão de Trump

Donald Trump retirou o país do pacto nuclear com Irã; além disso, os volumes de óleo cru, gasolina e destilados apresentaram baixa na semana passada

Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

09 Maio 2018 | 16h16

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta quarta-feira no maior nível em três anos e meio, apoiados pela decisão dos Estados Unidos de se retirarem do acordo nuclear internacional com o Irã. Além disso, os volumes de óleo cru, gasolina e destilados apresentaram baixa na semana passada em solo americano, ajudando a impulsionar os preços da commodity.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo Brent para entrega em julho fechou em alta de 3,15%, para US$ 77,21. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho avançou 3,01%, para US$ 71,14 por barril.

Em uma medida amplamente esperada, o presidente dos EUA, Donald Trump, retirou Washington do pacto nuclear com Teerã, alegando que a medida tem como objetivo conter o programa nuclear do país persa ao recolocar em vigor sanções econômicas. As penalidades devem prejudicar a produção de petróleo iraniano e reduzir a oferta global da commodity, o que fez com que os preços subissem nesta quarta-feira. Os mercados já esperavam a ação de Trump - o que ajudou o petróleo a subir mais de 10% no último mês.

Nesta quarta-feira, agentes do mercado debateram quão severa será o impacto das novas sanções. Em 2012, antes do pacto nuclear, as penalidades impostas pelos EUA tiraram do mercado cerca de 1 milhão de barris por dia de petróleo iraniano, mas houve apoio internacional para esse esforço. No entanto, após o anúncio de Trump, líderes da Alemanha, do Reino Unido e da França disseram que ainda apoiavam o acordo, apesar da decisão tomada pelos EUA.

"A questão principal é se os americanos poderiam obrigar o fim das negociações desses países com o Irã ou se esse nível de pressão não será igual ao que o Irã experimentou em 212", disse o diretor de investimentos da Massar Capital Management, Marwan Younes.

Ainda assim, Younes comentou que os preços do petróleo devem continuar subindo. "Em termos de reação de preço, há, definitivamente, um risco positivo para os contratos", afirmou. Além disso, o risco de tensões geopolíticas no Oriente Médio ganha força com a retirada de Washington do pacto. De acordo com o ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel Al-Jubeir, Riad fará "tudo o que puder" para obter a mesma capacidade armamentista do Irã caso Teerã consiga adquirir uma bomba nuclear. "Faremos o que for necessário para proteger o nosso povo", garantiu o chanceler saudita.

Analistas da consultoria JBC Energy afirmaram que "entre 500 mil e 700 mil barris por dia de petróleo iraniano serão gradualmente retirados do mercado nos próximos meses - com a extremidade superior da faixa mais provável, sustentando os preços atuais". Já analistas da Schneider Electric disseram que o impacto inicial da ação de Trump provavelmente será menor, reduzindo as exportações em apenas 100 mil a 300 mil barris por dia.

Não por acaso, autoridades americanas e sauditas afirmaram que querem manter a calma nos mercados. Para o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, o país continua comprometido com a estabilidade dos mercados de petróleo em benefício de produtores e consumidores. Além disso, ele afirmou que está em contato com os EUA, a Rússia e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), com a finalidade de garantir a estabilidade do mercado para mitigar os efeitos de qualquer escassez de oferta. O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, por sua vez, comentou que o governo americano deseja manter a calma nos mercados de energia, ao realizar um "caminho de transição ordenada" em relação ao petróleo iraniano.

Todo o movimento dos preços do petróleo, cujos contratos futuros já subiam mais de 2% durante os negócios asiáticos, teve apoio extra de dados da atividade de energia em solo americano na semana passada. De acordo com o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA, o volume estocado de petróleo bruto caiu 2,2 milhões de barris na semana passada, enquanto analistas não esperavam mudanças. Já os estoques de gasolina apresentaram recuo de 2,2 milhões de barris, enquanto os estoques de destilados perderam 3,8 milhões de barris no período.

Ainda assim, outras fontes de suprimento poderia ajudar a substituir qualquer produção iraniana perdida. O DoE também mostrou que a produção de petróleo americana continua a avançar, após ter subido para 10,7 milhões de barris por dia. "É importante ressaltar que é improvável que um declínio acentuado nas exportações iranianas irá se traduzir em uma queda proporcional no fornecimento global", disseram analistas do Goldman Sachs.

Não por acaso, o economista Thomas Pugh, da Capital Economics, aponta que as sanções "provavelmente não terão grande impacto no suprimento global de petróleo". Embora seja provável que haja um "prêmio de risco mais alto" para os preços do óleo nos próximos meses, o impacto geral dependerá da continuidade ou não do Irã e de outros participantes internacionais no acordo nuclear./Com Dow Joes Newswires

Publicado em Notícia

Escalada de preço do petróleo eleva em 30% distribuição de royalties no Brasil

Valorização de janeiro a abril ajuda o caixa de estados e municípios, mas encarece os combustíveis

8.mai.2018 às 2h00

Nicola Pamplona

Folha de São Paulo

A disparada das cotações internacionais do petróleo pode ser motivo de preocupação para consumidores de combustível, mas tem ajudado estados e municípios em dificuldades. A arrecadação com royalties do petróleo subiu 23,4% nos primeiros quatro meses do ano, chegando a R$ 6,4 bilhões.

Considerando o pagamento de participações especiais — espécie de Imposto de Renda cobrado sobre grandes campos produtores — os beneficiários pela renda do petróleo arrecadaram R$ 11,8 bilhões no primeiro quadrimestre, 30% a mais do que no mesmo período de 2017.

Os royalties são calculados mensalmente de acordo com uma fórmula que considera a produção de cada campo, o preço do petróleo e a taxa de câmbio. E é dividida entre a União e estados e municípios produtores.

Já a participação especial é paga por trimestre e varia de acordo com a rentabilidade de cada campo produtor. Em fevereiro, foram depositados R$ 5,4 bilhões referentes à produção do quarto trimestre de 2017.

Dentre os maiores beneficiados com o aumento dos preços, está o estado do Rio de Janeiro — que vem sofrendo nos últimos anos de grave crise financeira também causada pela queda do petróleo— e municípios com grande produção, como Macaé, Maricá e Niterói, no Rio, e Ilhabela, em São Paulo.

Na primeira revisão de seu orçamento, feita em fevereiro, o governo fluminense ampliou a estimativa de arrecadação com petróleo em 2018 para R$ 8,7 bilhões, ante os R$ 7,8 bilhões projetados quando o orçamento foi elaborado, em setembro de 2017.

Os recursos estão ajudando a cobrir parte do rombo do Rioprevidência, o fundo de aposentadoria dos servidores estaduais, e liberando outras fontes de receita para regularizar os salários, que foram postos em dia em abril, após mais de dois anos com atrasos.

O último relatório de acompanhamento do Regime de Recuperação Fiscal do Rio, referente ao mês de janeiro, destacou "o bom desempenho das receitas tributárias e receitas advindas de royalties e participações especiais do petróleo", que superaram as projeções.

O especialista em contas públicas Raul Velloso diz que um sinal do efeito benéfico na arrecadação foi o anúncio pelo governo federal, neste domingo (6), de liberação de crédito suplementar de R$ 4 bilhões referentes a royalties e compensações pelo uso de recursos hídricos.

O dinheiro pertence aos estados e municípios beneficiados, mas como as projeções anteriores de arrecadação foram superadas, o desembolso foi necessário.

"É um efeito dessa alta do petróleo. Mas resta saber até quando isso vai durar", afirma Velloso, que aposta em manutenção do quadro pelo menos durante o cenário eleitoral, que impacta a taxa de câmbio.

Nesta segunda (7), o petróleo WTI, negociado em Nova York, ultrapassou a barreira dos US$ 70 por barril pela primeira vez desde 2014.

O Brent, negociado em Londres, também vem mantendo patamares de quatro anos atrás: nesta segunda, fechou em US$ 75,53.

A alta sustentada, aliada à disparada da cotação do dólar, ameaça o bolso dos brasileiros ao pressionar os preços dos combustíveis: a gasolina, por exemplo, está sendo vendida pelas refinarias da Petrobras pelo maior valor desde que a estatal iniciou sua política de reajustes diários.

Nesta segunda, a Petrobras anunciou aumento de 7,1% no preço do gás de cozinha vendido em grandes vasilhames e a granel, mais consumidos por indústria e comércio. Foi o segundo aumento seguido --em abril, a alta foi de 4,7%.

Por outro lado, com as cotações do petróleo em alta, Estados e municípios produtores têm arrecadado mais do que em anos anteriores. Os R$ 11,8 bilhões acumulados em 2018 já representam mais do que o dobro da receita obtida com petróleo em 2016, R$ 5,7 bilhões.

O valor ainda é menor do que o pico de arrecadação com a rubrica, registrado em 2014, de R$ 13,4 bilhões. Mas a perspectiva para o ano é que os valores permaneçam em alta, diante de incertezas com o cenário político no exterior e no Brasil e da queda dos estoques nos Estados Unidos.

"O inverno foi mais rigoroso do que em outros anos e os estoques americanos caíram também. E, olhando para o futuro, o que se vê é uma queda de produção", diz Manuel Fernandes, sócio da consultoria KPMG. A cotação do WTI subiu 17% desde o fim de 2017, até os US$ 70,81 do fechamento desta segunda.

O risco de rompimento do acordo que pôs fim ao embargo econômico ao Irã e a delicada situação na Síria também têm pressionado os preços. A crise na Venezuela, dona das maiores reservas mundiais, é outro fator, diz o especialista.

No Brasil, o impacto da alta das cotações internacionais é ainda maior por causa da desvalorização do real frente ao dólar, que acumula quase 10% de alta no ano e tende a sofrer pressão até as eleições.

Fernandes, porém, vê o cenário como positivo. "Para um país exportador, o petróleo caro é bom", explica.

Publicado em Notícia

Petróleo atinge maior nível desde 2014, antes de decisão dos EUA sobre Irã

Trump deve anunciar decisão final sobre a postura de Washington em relação ao histórico acordo internacional de 2015 que restringe o programa nuclear iraniano; insatisfeito, Trump vem ameaçando restaurar sanções ao Irã

Dow Jones Newswires

07 Maio 2018 | 09h14

Os mercados futuros de petróleo operam em alta significativa nesta manhã, renovando máximas em três anos e meio, ainda sustentados por expectativas em torno do que os EUA irão decidir sobre o acordo nuclear do Irã.

No próximo sábado (12), o presidente dos EUA, Donald Trump, deverá anunciar decisão final sobre a postura de Washington em relação ao histórico acordo internacional de 2015 que restringe o programa nuclear iraniano. Insatisfeito com o pacto, Trump vem ameaçando restaurar sanções ao Irã.

Para a chefe de estratégia de commodities da BC Capital Markets, Helima Croft, é altamente provável que Trump decida retirar os EUA do acordo do Irã, apesar de recentes esforços de líderes europeus para revisar o pacto.

Com a queda da produção na Venezuela e integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) restringindo sua oferta desde o início do ano passado, uma possível redução nos embarques de petróleo do Irã, caso Washington restaure sanções ao país, seria mais um fator a compensar a produção dos EUA, que está em níveis recordes, dizem analistas.

Às 7h41 (de Brasília), o barril do Brent para julho subia 0,88% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 75,53, enquanto o do WTI para junho era negociado acima da barreira psicológica de US$ 70, avançando 0,96% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 70,39. Os níveis são os maiores desde novembro de 2014.

O petróleo se mantém forte apesar da valorização nos negócios da manhã do índice DXY do dólar, fator que tende a pesar nos preços da commodity.

Publicado em Notícia

Petróleo está artificialmente muito alto e isso não será aceito, diz Trump no Twitter

"Parece que a Opep está aprontando de novo. Com quantidades recordes de petróleo por toda parte, incluindo navios lotados no mar, os preços do petróleo estão artificialmente muito altos! Isso não é bom e não será aceito!", escreveu

20 abr, 2018 09h33

O Estado de S. Paulo

São Paulo, 20/04/2018 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), realizada nesta sexta-feira na Arábia Saudita. Na avaliação de Trump, os preços do petróleo estão "artificialmente muito altos", o que ele diz que não pretende aceitar.

"Parece que a Opep está aprontando de novo. Com quantidades recordes de petróleo por toda parte, incluindo navios lotados no mar, os preços do petróleo estão artificialmente muito altos! Isso não é bom e não será aceito!", escreveu Trump, em sua conta oficial no Twitter.

Autoridades da Opep e de outras nações, como a Rússia, se reúnem para discutir o acordo atualmente em vigor que reduz a produção desses países, a fim de apoiar os preços e equilibrar o mercado. O esforço da Opep se contrapõe à crescente produção americana da commodity nos últimos tempos.

Confira o tuíte:

Looks like OPEC is at it again. With record amounts of Oil all over the place, including the fully loaded ships at sea, Oil prices are artificially Very High! No good and will not be accepted!

Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 20 de abril de 2018

Publicado em Notícia
InícioAnt12PróximoFim
Página 1 de 2