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Petróleo em máxima de três anos devido a cortes na oferta

Investing.com Brasil - 28/06/2018 - 12:13

A cotação do petróleo chegava à máxima de mais de três anos nesta quinta-feira em meio à redução nos estoques norte-americanos e às tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

Os contratos futuros do petróleo dos EUA avançavam 1,04% para US$ 73,52 o barril às 11h15, seu maior nível desde outubro de 2014. Além disso, os contratos futuros de petróleo Brent, referência para preços do petróleo fora dos EUA, tinham alta de 0,57% e eram negociados a US$ 77,90 o barril.

A cotação do petróleo pois uma redução do petróleo bruto deu força aos mercados. Na quarta-feira, a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês) afirmou em seu relatório semanal que os estoques de petróleo bruto tiveram redução de 9,891 milhões de barris na semana que se encerrou em 22 de junho.

Analistas de mercado esperavam que os estoques de petróleo bruto tivessem redução de apenas 2,572 milhão de barris, ao passo que o Instituto Americano de Petróleo informou na terça-feira uma redução de 9,228 milhões. Investidores aguardam novos dados sobre a demanda por petróleo na sexta-feira, quando o relatório semanal de contagem de sondas da Baker Hughes for divulgado.

Os preços também foram reforçados pelas tensões entre o Irã e os EUA, já que autoridades americanas pediram a todos os países que parassem com as importações de petróleo iraniano a partir de novembro.

Uma interrupção inesperada do fornecimento no Canadá também aumentou os preços, após uma queda de energia na Syncrude Canada que poderia deixar o local fechado por pelo menos um mês. O corte na oferta poderia compensar os aumentos de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

A organização concordou na semana passada em elevar a produção com um aumento nominal de 1 milhão de barris por dia em meio à pressão dos EUA para reduzir os preços. Enquanto os membros da Opep acrescentarão cerca de 700 mil barris por dia, os fornecedores de petróleo externos à organização, liderados pela Rússia, acrescentariam o restante.

Em outras negociações de energia, os contratos futuros de gasolina RBOB avançavam 0,64% para US$ 2,1144 o galão, ao passo que o óleo de aquecimento tinha ganhos de 0,35% e era negociado a US$ 2,1873 o galão. Os contratos futuros de gás natural subiam 1,11% e estavam cotados a US$ 3,014 por milhão de unidades térmicas britânicas.

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Barril de petróleo Brent supera US$ 80 pela 1ª vez desde 2014

Disparada nos preços acontece em meio às incertezas a respeito da produção do Irã e da Venezuela.

Por G1

17/05/2018 08h37 Atualizado há 20 minutos

O barril de petróleo do tipo Brent superou nesta quinta-feira (17) a barreira de 80 dólares, uma cotação que não registrava desde novembro de 2014, em um mercado tenso pela incerteza a respeito da produção do Irã e da Venezuela.

O preço do barril alcançou US$ 80,18 por volta das 6h50 de Brasília, uma alta de 90 centavos na comparação com o fechamento de quarta-feira, antes de voltar a ser negociado abaixo de US$ 80.

Nos EUA, o barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em junho era negociado, às 7h15 de Brasília, a US$ 72,07, uma alta de 58 centavos na comparação com a véspera.

Alta de 51% em 1 ano

O petróleo subiu 51% no último ano, impulsionado por cortes coordenados na produção e, neste mês, pela preocupação com a oferta do Irão, depois dos Estados Unidos dizerem que voltarão a impor sanções sobre Teerão por causa das suas atividades nucleares.

A francesa Total alertou na quarta-feira que poderia abandonar um projeto multibilionário de gás no Irã se não conseguisse garantir uma suspensão das sanções dos EUA, lançando mais dúvidas sobre os esforços liderados pela Europa para salvar o acordo nuclear.

"O barulho geopolítico e os temores crescentes estão aqui para ficar", disse Norbert Rücker, chefe da Macro & Commodity Research do banco suíço Julius Baer.

Além disso, os estoques globais de petróleo e produtos refinados caíram acentuadamente nos últimos meses devido à demanda robusta e aos cortes de produção dos principais países produtores do mundo.

Para a Agência Internacional de Energia (IEA), a procura global por petróleo deverá moderar neste ano, já que o preço do barril se aproximou dos US$ 80 e muitos países importadores não oferecem mais subsídios generosos aos combustíveis.

A IEA, com sede em Paris, reduziu a sua previsão de crescimento da procura global para 1,4 milhões de barris por dia em 2018, ante uma estimativa anterior de 1,5 milhões de bpd.

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Petróleo fecha no maior nível em três anos e meio com decisão de Trump

Donald Trump retirou o país do pacto nuclear com Irã; além disso, os volumes de óleo cru, gasolina e destilados apresentaram baixa na semana passada

Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

09 Maio 2018 | 16h16

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta quarta-feira no maior nível em três anos e meio, apoiados pela decisão dos Estados Unidos de se retirarem do acordo nuclear internacional com o Irã. Além disso, os volumes de óleo cru, gasolina e destilados apresentaram baixa na semana passada em solo americano, ajudando a impulsionar os preços da commodity.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo Brent para entrega em julho fechou em alta de 3,15%, para US$ 77,21. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho avançou 3,01%, para US$ 71,14 por barril.

Em uma medida amplamente esperada, o presidente dos EUA, Donald Trump, retirou Washington do pacto nuclear com Teerã, alegando que a medida tem como objetivo conter o programa nuclear do país persa ao recolocar em vigor sanções econômicas. As penalidades devem prejudicar a produção de petróleo iraniano e reduzir a oferta global da commodity, o que fez com que os preços subissem nesta quarta-feira. Os mercados já esperavam a ação de Trump - o que ajudou o petróleo a subir mais de 10% no último mês.

Nesta quarta-feira, agentes do mercado debateram quão severa será o impacto das novas sanções. Em 2012, antes do pacto nuclear, as penalidades impostas pelos EUA tiraram do mercado cerca de 1 milhão de barris por dia de petróleo iraniano, mas houve apoio internacional para esse esforço. No entanto, após o anúncio de Trump, líderes da Alemanha, do Reino Unido e da França disseram que ainda apoiavam o acordo, apesar da decisão tomada pelos EUA.

"A questão principal é se os americanos poderiam obrigar o fim das negociações desses países com o Irã ou se esse nível de pressão não será igual ao que o Irã experimentou em 212", disse o diretor de investimentos da Massar Capital Management, Marwan Younes.

Ainda assim, Younes comentou que os preços do petróleo devem continuar subindo. "Em termos de reação de preço, há, definitivamente, um risco positivo para os contratos", afirmou. Além disso, o risco de tensões geopolíticas no Oriente Médio ganha força com a retirada de Washington do pacto. De acordo com o ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel Al-Jubeir, Riad fará "tudo o que puder" para obter a mesma capacidade armamentista do Irã caso Teerã consiga adquirir uma bomba nuclear. "Faremos o que for necessário para proteger o nosso povo", garantiu o chanceler saudita.

Analistas da consultoria JBC Energy afirmaram que "entre 500 mil e 700 mil barris por dia de petróleo iraniano serão gradualmente retirados do mercado nos próximos meses - com a extremidade superior da faixa mais provável, sustentando os preços atuais". Já analistas da Schneider Electric disseram que o impacto inicial da ação de Trump provavelmente será menor, reduzindo as exportações em apenas 100 mil a 300 mil barris por dia.

Não por acaso, autoridades americanas e sauditas afirmaram que querem manter a calma nos mercados. Para o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, o país continua comprometido com a estabilidade dos mercados de petróleo em benefício de produtores e consumidores. Além disso, ele afirmou que está em contato com os EUA, a Rússia e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), com a finalidade de garantir a estabilidade do mercado para mitigar os efeitos de qualquer escassez de oferta. O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, por sua vez, comentou que o governo americano deseja manter a calma nos mercados de energia, ao realizar um "caminho de transição ordenada" em relação ao petróleo iraniano.

Todo o movimento dos preços do petróleo, cujos contratos futuros já subiam mais de 2% durante os negócios asiáticos, teve apoio extra de dados da atividade de energia em solo americano na semana passada. De acordo com o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA, o volume estocado de petróleo bruto caiu 2,2 milhões de barris na semana passada, enquanto analistas não esperavam mudanças. Já os estoques de gasolina apresentaram recuo de 2,2 milhões de barris, enquanto os estoques de destilados perderam 3,8 milhões de barris no período.

Ainda assim, outras fontes de suprimento poderia ajudar a substituir qualquer produção iraniana perdida. O DoE também mostrou que a produção de petróleo americana continua a avançar, após ter subido para 10,7 milhões de barris por dia. "É importante ressaltar que é improvável que um declínio acentuado nas exportações iranianas irá se traduzir em uma queda proporcional no fornecimento global", disseram analistas do Goldman Sachs.

Não por acaso, o economista Thomas Pugh, da Capital Economics, aponta que as sanções "provavelmente não terão grande impacto no suprimento global de petróleo". Embora seja provável que haja um "prêmio de risco mais alto" para os preços do óleo nos próximos meses, o impacto geral dependerá da continuidade ou não do Irã e de outros participantes internacionais no acordo nuclear./Com Dow Joes Newswires

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Escalada de preço do petróleo eleva em 30% distribuição de royalties no Brasil

Valorização de janeiro a abril ajuda o caixa de estados e municípios, mas encarece os combustíveis

8.mai.2018 às 2h00

Nicola Pamplona

Folha de São Paulo

A disparada das cotações internacionais do petróleo pode ser motivo de preocupação para consumidores de combustível, mas tem ajudado estados e municípios em dificuldades. A arrecadação com royalties do petróleo subiu 23,4% nos primeiros quatro meses do ano, chegando a R$ 6,4 bilhões.

Considerando o pagamento de participações especiais — espécie de Imposto de Renda cobrado sobre grandes campos produtores — os beneficiários pela renda do petróleo arrecadaram R$ 11,8 bilhões no primeiro quadrimestre, 30% a mais do que no mesmo período de 2017.

Os royalties são calculados mensalmente de acordo com uma fórmula que considera a produção de cada campo, o preço do petróleo e a taxa de câmbio. E é dividida entre a União e estados e municípios produtores.

Já a participação especial é paga por trimestre e varia de acordo com a rentabilidade de cada campo produtor. Em fevereiro, foram depositados R$ 5,4 bilhões referentes à produção do quarto trimestre de 2017.

Dentre os maiores beneficiados com o aumento dos preços, está o estado do Rio de Janeiro — que vem sofrendo nos últimos anos de grave crise financeira também causada pela queda do petróleo— e municípios com grande produção, como Macaé, Maricá e Niterói, no Rio, e Ilhabela, em São Paulo.

Na primeira revisão de seu orçamento, feita em fevereiro, o governo fluminense ampliou a estimativa de arrecadação com petróleo em 2018 para R$ 8,7 bilhões, ante os R$ 7,8 bilhões projetados quando o orçamento foi elaborado, em setembro de 2017.

Os recursos estão ajudando a cobrir parte do rombo do Rioprevidência, o fundo de aposentadoria dos servidores estaduais, e liberando outras fontes de receita para regularizar os salários, que foram postos em dia em abril, após mais de dois anos com atrasos.

O último relatório de acompanhamento do Regime de Recuperação Fiscal do Rio, referente ao mês de janeiro, destacou "o bom desempenho das receitas tributárias e receitas advindas de royalties e participações especiais do petróleo", que superaram as projeções.

O especialista em contas públicas Raul Velloso diz que um sinal do efeito benéfico na arrecadação foi o anúncio pelo governo federal, neste domingo (6), de liberação de crédito suplementar de R$ 4 bilhões referentes a royalties e compensações pelo uso de recursos hídricos.

O dinheiro pertence aos estados e municípios beneficiados, mas como as projeções anteriores de arrecadação foram superadas, o desembolso foi necessário.

"É um efeito dessa alta do petróleo. Mas resta saber até quando isso vai durar", afirma Velloso, que aposta em manutenção do quadro pelo menos durante o cenário eleitoral, que impacta a taxa de câmbio.

Nesta segunda (7), o petróleo WTI, negociado em Nova York, ultrapassou a barreira dos US$ 70 por barril pela primeira vez desde 2014.

O Brent, negociado em Londres, também vem mantendo patamares de quatro anos atrás: nesta segunda, fechou em US$ 75,53.

A alta sustentada, aliada à disparada da cotação do dólar, ameaça o bolso dos brasileiros ao pressionar os preços dos combustíveis: a gasolina, por exemplo, está sendo vendida pelas refinarias da Petrobras pelo maior valor desde que a estatal iniciou sua política de reajustes diários.

Nesta segunda, a Petrobras anunciou aumento de 7,1% no preço do gás de cozinha vendido em grandes vasilhames e a granel, mais consumidos por indústria e comércio. Foi o segundo aumento seguido --em abril, a alta foi de 4,7%.

Por outro lado, com as cotações do petróleo em alta, Estados e municípios produtores têm arrecadado mais do que em anos anteriores. Os R$ 11,8 bilhões acumulados em 2018 já representam mais do que o dobro da receita obtida com petróleo em 2016, R$ 5,7 bilhões.

O valor ainda é menor do que o pico de arrecadação com a rubrica, registrado em 2014, de R$ 13,4 bilhões. Mas a perspectiva para o ano é que os valores permaneçam em alta, diante de incertezas com o cenário político no exterior e no Brasil e da queda dos estoques nos Estados Unidos.

"O inverno foi mais rigoroso do que em outros anos e os estoques americanos caíram também. E, olhando para o futuro, o que se vê é uma queda de produção", diz Manuel Fernandes, sócio da consultoria KPMG. A cotação do WTI subiu 17% desde o fim de 2017, até os US$ 70,81 do fechamento desta segunda.

O risco de rompimento do acordo que pôs fim ao embargo econômico ao Irã e a delicada situação na Síria também têm pressionado os preços. A crise na Venezuela, dona das maiores reservas mundiais, é outro fator, diz o especialista.

No Brasil, o impacto da alta das cotações internacionais é ainda maior por causa da desvalorização do real frente ao dólar, que acumula quase 10% de alta no ano e tende a sofrer pressão até as eleições.

Fernandes, porém, vê o cenário como positivo. "Para um país exportador, o petróleo caro é bom", explica.

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Petróleo atinge maior nível desde 2014, antes de decisão dos EUA sobre Irã

Trump deve anunciar decisão final sobre a postura de Washington em relação ao histórico acordo internacional de 2015 que restringe o programa nuclear iraniano; insatisfeito, Trump vem ameaçando restaurar sanções ao Irã

Dow Jones Newswires

07 Maio 2018 | 09h14

Os mercados futuros de petróleo operam em alta significativa nesta manhã, renovando máximas em três anos e meio, ainda sustentados por expectativas em torno do que os EUA irão decidir sobre o acordo nuclear do Irã.

No próximo sábado (12), o presidente dos EUA, Donald Trump, deverá anunciar decisão final sobre a postura de Washington em relação ao histórico acordo internacional de 2015 que restringe o programa nuclear iraniano. Insatisfeito com o pacto, Trump vem ameaçando restaurar sanções ao Irã.

Para a chefe de estratégia de commodities da BC Capital Markets, Helima Croft, é altamente provável que Trump decida retirar os EUA do acordo do Irã, apesar de recentes esforços de líderes europeus para revisar o pacto.

Com a queda da produção na Venezuela e integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) restringindo sua oferta desde o início do ano passado, uma possível redução nos embarques de petróleo do Irã, caso Washington restaure sanções ao país, seria mais um fator a compensar a produção dos EUA, que está em níveis recordes, dizem analistas.

Às 7h41 (de Brasília), o barril do Brent para julho subia 0,88% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 75,53, enquanto o do WTI para junho era negociado acima da barreira psicológica de US$ 70, avançando 0,96% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 70,39. Os níveis são os maiores desde novembro de 2014.

O petróleo se mantém forte apesar da valorização nos negócios da manhã do índice DXY do dólar, fator que tende a pesar nos preços da commodity.

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Petróleo está artificialmente muito alto e isso não será aceito, diz Trump no Twitter

"Parece que a Opep está aprontando de novo. Com quantidades recordes de petróleo por toda parte, incluindo navios lotados no mar, os preços do petróleo estão artificialmente muito altos! Isso não é bom e não será aceito!", escreveu

20 abr, 2018 09h33

O Estado de S. Paulo

São Paulo, 20/04/2018 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), realizada nesta sexta-feira na Arábia Saudita. Na avaliação de Trump, os preços do petróleo estão "artificialmente muito altos", o que ele diz que não pretende aceitar.

"Parece que a Opep está aprontando de novo. Com quantidades recordes de petróleo por toda parte, incluindo navios lotados no mar, os preços do petróleo estão artificialmente muito altos! Isso não é bom e não será aceito!", escreveu Trump, em sua conta oficial no Twitter.

Autoridades da Opep e de outras nações, como a Rússia, se reúnem para discutir o acordo atualmente em vigor que reduz a produção desses países, a fim de apoiar os preços e equilibrar o mercado. O esforço da Opep se contrapõe à crescente produção americana da commodity nos últimos tempos.

Confira o tuíte:

Looks like OPEC is at it again. With record amounts of Oil all over the place, including the fully loaded ships at sea, Oil prices are artificially Very High! No good and will not be accepted!

Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 20 de abril de 2018

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Preços do petróleo rondam máxima de 2014 com tensão no Oriente Médio, apesar de oferta dos EUA

EUA e seus aliados consideram ataques aéreos contra as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, após ataque com gás venenoso na Síria.

Por Reuters

11/04/2018 09h08 Atualizado há 30 minutos

Os preços do petróleo avançavam nesta quarta-feira (11), mantendo-se próximo de máximas em quase três anos, sustentados pela tensão política no Oriente Médio, embora o aumento da oferta nos Estados Unidos tenha atenuado os ganhos.

O petróleo Brent subia US$ 0,79 dólar, ou 1,11%, a US$ 71,83 por barril, às 9h02 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava US$ 0,75, ou 1,14%, a US$ 66,26 por barril.

Os Estados Unidos e seus aliados estão considerando ataques aéreos contra as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, após um suspeito ataque com gás venenoso no último final de semana.

A Síria não é um produtor de petróleo significativo, mas qualquer sinal de conflito na região tende a desencadear preocupações sobre uma possível ruptura nos fluxos de petróleo em todo o Oriente Médio, onde estão alguns dos maiores produtores do mundo.

Há também preocupações de que os Estados Unidos possam renovar as sanções contra o Irã.

"O foco agora é definitivamente um possível ataque militar contra a Síria", disse o chefe de pesquisa de commodities do Commerzbank, Eugen Weinberg.

"Achamos que os fundamentos não justificam o preço atual, mas, infelizmente, o mercado está se concentrando mais na política e ignorando alguns dos sinais de alerta, especialmente a alta na produção de petróleo dos EUA."

Os estoques de petróleo nos EUA subiram 1,8 milhão de barris na semana até 6 de abril, para 429,1 milhões, de acordo com um relatório do Instituto Americano de Petróleo na terça-feira, comparado com expectativas dos analistas de uma queda de 189 mil barris.

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O que acontecerá se os EUA ultrapassarem a Arábia Saudita como maior produtor de petróleo do mundo

Mudança, que se desenha, também pode afetar diretamente mercados da América do Sul e Europa, além de mais 'liberdade' para os americanos em suas ações no Oriente Médio.

Por BBC Brasil, 05/02/2018 10h09 

Os Estados Unidos estão se aproximando da liderança na corrida pelo domínio do mercado mundial de petróleo.

De acordo com as últimas previsões da Agência Internacional de Energia, a produção americana atingirá neste ano a marca recorde de 10 milhões de barris de petróleo bruto por dia.

Assim, calcula-se que o país desbancará a Arábia Saudita neste ano da posição de liderança que ostenta, com 13,5% da produção mundial.

Seu impulso, promovido pelo apoio do governo de Donald Trump às exportações, é um problema para a Rússia, a terceira colocada nessa disputa.

O avanço dos EUA terá efeitos no mercado do petróleo, bem como reflexos geopolíticos e econômicos em diferentes países.

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, listou cinco possíveis consequências caso os Estados Unidos realmente se tornem o maior produtor de petróleo do mundo:

1. O fim da guerra dos preços da Arábia Saudita e Opep

Para a grande petromonarquia do Golfo Pérsico, ver-se superada pelo aliado - mas também concorrente - implica na constatação dos danos colaterais da sua política tradicional de controle de preços.

Ator principal na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o país tradicionalmente a usou para controlar os preços no mercado, aumentando ou reduzindo o fornecimento conforme sua conveniência.

Nos últimos anos, porém, o surgimento de técnicas como o fraturamento hidráulico de rocha (fracking) o aumento exponencial da produção americana reduziram a eficácia dessa estratégia.

Antonio de la Cruz, presidente do Centro de Análises de Tendências Interamericanas de Washington, disse à BBC que "a decisão dos Estados Unidos de aumentar a produção nas regiões de fracking na verdade foi tomada pela Opep quando esta apostou em manter os preços, em vez de produzir mais".

O reino saudita tentou em 2014 sufocar os produtores do fracking nos EUA, inundando o mercado de Brent (petróleo encontrado no Mar do Norte).

A ideia era que os preços caíssem até que as empresas instaladas nos Estados Unidos não fossem lucrativas o suficiente para continuar explorando os campos de petróleo e gás de xisto (aquele obtido através do fracking).

Mas o setor do fracking resistiu: conseguiu reduzir seus custos e economizar suas margens de lucro. Embora o barril de Brent tenha caído até o raro valor de US$ 30, dois anos depois a Arábia Saudita cedeu e convenceu seus parceiros da Opep, pouco a pouco, a voltar subir o preço do óleo.

Agora, a situação e inverteu, e é a enorme produção dos EUA que determina preços e estabiliza o mercado.

Nesse contexto, a nova elite governante no país persa adotou uma nova estratégia que consiste em iniciativas sem precedentes, como a privatização parcial da Saudi Aramco, a empresa estatal de energia.

Isso faz parte das mudanças promovidas pelo príncipe Mohamed Bin Salman, homem forte do governo determinado a reformar a economia do país.

Mas embora os Estados Unidos superem a Arábia Saudita no volume de produção, alguns analistas enfatizam que essa batalha não é medida apenas pelo número de barris diários.

Samantha Gross, especialista em segurança energética da Brookings Institution em Washington, diz que, mesmo que produza menos do que seu concorrente, a Arábia Saudita manterá sua posição de liderança no mercado energético global.

"O petróleo saudita é produzido por uma única entidade, a Saudi Aramco, de propriedade e administrada pelo Estado, e por isso não é governada unicamente por critérios de benefício econômico. A indústria de energia dos Estados Unidos nunca atuará de forma coordenada, seguindo as diretrizes do Estado", diz Gross.

Diferenças como essa levam a especialista a concluir que o predomínio saudita, embora questionado, ainda é válido.

2. Venezuela ainda mais castigada

Os efeitos do potencial novo panorama também seriam sentidos na América Latina.

O grande gigante regional do petróleo, a Venezuela, verá sua já maltratada economia ainda mais castigada.

O analista De la Cruz acredita que a ineficiência e as deficiências estruturais do setor petrolífero venezuelano o tornarão totalmente incapaz de competir com os produtores americanos.

Enquanto a produção dos EUA sobe desde a presidência de Richard Nixon (1969-1974), a venezuelana perdeu 600 mil barris diários.

Nas circunstâncias atuais, desencadeada por uma hiperinflação imparável, "a Venezuela não tem capacidade para produzir ou importar. As possibilidades de ser atualmente um ator no mundo do petróleo foram cortadas", diz De la Cruz.

O petróleo venezuelano também é muito pesado, então é preciso importar naftas (matéria-prima do petróleo) mais leves de outros países, entre eles os Estados Unidos, para obter uma mistura comercializável. Mas a falta de liquidez do país afetou seriamente sua capacidade de adquirir essas matérias-primas do exterior.

"O petróleo fornece à Venezuela 96% da moeda estrangeira de que ela precisa desesperadamente, então o governo de Nicolás Maduro dará prioridade às exportações para obtê-las. Por isso, o mercado doméstico é que será mais e mais esgotado", diz De la Cruz.

O que isso significa para o venezuelano comum? "Mais filas em postos de gasolina", ele responde.

Os problemas do setor petrolífero venezuelano também terão efeitos no quadro regional.

"O socialismo do século 21 usou a ferramenta da geopolítica do petróleo, com o fornecimento de petróleo subsidiado para os países do Petrocaribe e os da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América)", diz o especialista.

De acordo com sua visão, muitos desses países podem estar tentados a ouvir propostas potenciais de fornecedores alternativos.

3. Possíveis ameaças ao meio ambiente

Grupos ambientalistas alertaram que a política de fracking seguida pelo governo Donald Trump representa uma ameaça para o meio ambiente.

O fim das restrições à exportação e a autorização para construir áreas de exploração em áreas protegidas, como o Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Alasca, provocaram preocupação entre os ambientalistas.

Eles também temem que o novo panorama prolongue a vida dos combustíveis fósseis, como o petróleo, e desencoraje o investimento em energias mais limpas.

Lisa Viscidi, especialista em energia e meio ambiente no centro de análise The Dialogue, de Washington, argumenta que "pode ​​haver algum impacto se a produção aumentar, mas isso depende mais dos preços globais do que de outros fatores".

A analista afirma que, por se tratar de um mercado global, "um único país não faz a diferença".

A experiência vivida pelos EUA em 2014 indica que em contextos de grande oferta e preços baixos a demanda aumenta, mas isso não implica necessariamente em um aumento das emissões de poluentes.

"Tudo depende das políticas que os países e as empresas seguem, se são eficientes", diz Viscidi.

4. Mais independência para os EUA no Oriente Médio

Agora que têm seu abastecimento de petróleo garantido, os Estados Unidos podem se libertar de sua dependência tradicional de abastecimento dos focos exportadores do Oriente Médio.

Cenários como a Crise do Petróleo de 1973 ou a Guerra do Golfo de 1990, quando a turbulência na região levou ao aumento do preço do petróleo, são impensáveis ​​hoje.

"Embora os EUA continuem importando 7 milhões de barris por dia, não têm mais medo de um embargo de petróleo", explica De la Cruz.

"Tornam-se menos vulneráveis à chantagem, como a da Opep."

Assim, o país "ganha independência para gerenciar sua própria política na região", sem temer que isso possa afetar criticamente sua economia, como ocorria no passado. "Ele já não é mais dependente dos países árabes", diz o especialista.

Para ele, isso ajuda a explicar por que Donald Trump se atreve a tomar decisões sem precedentes, como anunciar a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém - mesmo sob protestos de todo o mundo islâmico.

5. Mais força para os países europeus contra a Rússia

O passo à frente do gigante americano também afeta a Europa, uma das áreas tradicionalmente mais dependentes da energia produzida pela Rússia.

No passado, Moscou usou a fonte de energia como uma ferramenta de pressão. Em várias ocasiões, interrompeu o fornecimento de gás para a Ucrânia e outros países do Leste Europeu a poucas semanas do início do inverno.

De la Cruz explica que a Europa "estará agora em melhor posição de negociação com fornecedores russos, como a empresa de gás Gazprom, uma vez que poderá exercer a vantagem de outro potencial fornecedor".

Em todo caso, a Rússia ainda possui uma vantagem decisiva nesta área. Pode fazer esses recursos chegarem por meio de gasodutos e tubulações, enquanto os barris dos EUA só podem chegar pelo mar, a um custo maior.

É uma desvantagem competitiva que ainda pesa e fará com que "a Rússia mantenha sua influência".

Mas De la Cruz não descarta que em alguns anos essa situação também seja revertida.

"O gás natural líquido pode ser o combustível do futuro e substituir o petróleo. Desenvolver isso é um dos projetos fortes nos quais a gestão Trump poderia apostar nos próximos cinco anos." 

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Os barris do tipo Extra Leve e Pesado foram cortados em US$ 0,40, enquanto o Leve e o Médio foram reduzidos em US$ 0,60 e US$ 0,50 o barril, respectivamente
8h42 | 05-01-2016
A Saudi Arabian Oil Company, conhecida como Saudi Aramco, divulgou seus preços oficiais de venda de petróleo para fevereiro. O processo de estabelecimento desses preços é tipicamente técnico e tem pouco impacto no mercado em geral. Nos últimos meses, porém, em meio à forte queda nos preços globais do petróleo, os números têm sido acompanhados com atenção pelo mercado, em busca de pistas sobre os próximos passos da política da Arábia Saudita para a commodity.
Os clientes do noroeste da Europa foram beneficiados com preços mais baixos. Os barris do tipo Extra Leve e Pesado foram cortados em US$ 0,40, enquanto o Leve e o Médio foram reduzidos em US$ 0,60 e US$ 0,50 o barril, respectivamente.
Os preços para os países do Mediterrâneo ficaram inalterados, excedo pelo desconto de US$ 0,20 o barril pelo tipo Extra Leve.
A maior empresa exportadora de petróleo no mundo disse, em comunicado divulgado por e-mail a seus clientes asiáticos, que o petróleo Leve para eles aumentou em US$ 0,60 o barril, o Médio em US$ 0,70 e o Pesado em US$ 0,90 o barril. Os preços do Extra Leve e do Super Leve aumentaram em US$ 0,70 e US$ 1 o barril, respectivamente.
Nos Estados Unidos, os preços foram mantidos para o petróleo Leve, Médio e Pesado, mas os do Extra Leve foram reduzidos em US$ 0,50 o barril.
A Saudi Aramco vende a preços diferentes em cada região, em grande medida para se ajustar à demanda dos compradores e às flutuações do mercado. Fonte: Dow Jones Newswires.


Por: Estadão

 

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Os baixos preços das commodities, destacou a Moody's, provocou uma deterioração dos fluxos de caixa das petroleiras

17h37 | 04-01-2016

SÃO PAULO - Os investimentos globais em exploração e produção de petróleo deverão cair pelo menos de 20 a 25 por cento em 2016, ano em que o excedente global permanecerá pressionando os preços da commodity, projetou a agência de classificação de risco Moody's em um relatório nesta segunda-feira.
"O excesso de oferta continuará a empurrar para baixo os preços das commodities em 2016 nos mercados globais de petróleo e de gás natural no mercado norte-americano", disse o diretor-executivo da Moody's, Steven Wood.
O executivo ressaltou ainda que a potencial retirada de sanções contra o Irã poderá trazer uma oferta ainda maior ao mercado neste ano, compensando eventuais declínios esperados na produção dos Estados Unidos.
Os baixos preços das commodities, destacou a Moody's, provocou uma deterioração dos fluxos de caixa das petroleiras.
Na avaliação da agência, mesmo as empresas com alto grau de investimento terão que lutar contra a queda da flexibilidade financeira e contra um aumento da alavancagem.
"Como resultado da deterioração dos fluxos de caixa e com os investidores de crédito cada vez mais evitando o setor de energia, as petroleiras estatais da América Latina enfrentarão elevado risco de refinanciamento", disse Nymia Almeida, alta executiva do setor de crédito da Moody's.


 

Por:Reuters

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