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Indicadores divulgados nesta quarta-feira, 22, mostram retomada tímida, com melhora da produção industrial, das vendas do varejo e do emprego; para economistas, liberação do recursos do PIS/Pasep está tendo efeito semelhante ao do FGTS inativo no ano passado

Eduardo Rodrigues, Lu Aiko Otta, Daniela Amorim e Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2018

A liberação dos saques do PIS/Pasep deu um fôlego à economia em julho, com aumento da produção industrial puxado pela expectativa da volta do consumo das famílias. Indicadores econômicos divulgados nesta quarta-feira, 22, apontam para uma retomada da economia depois do choque provocado pela greve dos caminhoneiros. A sustentabilidade do crescimento, no entanto, é questionada pelos economistas por causa das incertezas do cenário eleitoral.

Entre as divulgações que foram feitas, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que o setor teve o melhor julho em quatro anos. O Ministério do Trabalho anunciou a criação de 47 mil empregos com carteira assinada no mês passado no País, no melhor desempenho para julho em seis anos. Também houve tímida melhora nos indicadores de vendas no varejo e os consumidores já se mostram mais propensos às compras neste mês, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Estamos no início do segundo semestre do ano, quando costuma haver um aumento na atividade. Mas o resultado de julho deste ano foi mais forte do que em 2017 e melhor do que os de 2014, 2015 e 2016, quando a produção caiu por causa da crise”, avaliou o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Para o professor de economia da FGV, Mauro Rochlin, a indústria pode estar se preparando para absorver a demanda que surgirá com a liberação dos saques do Abono Salarial do PIS/Pasep para pessoas de todas as idades. De acordo com o Ministério do Planejamento, desde o fim do ano passado, quase 5 milhões de cotistas já sacaram R$ 6,6 bilhões do PIS/Pasep.

Os saques do PIS/Pasep terão um impacto significativo, a exemplo dos saques de contas inativas do FGTS no ano passado. O setor está se preparando para este ‘soluço’ no consumo, mas ainda não dá para soltar fogos e afirmar que já há uma recuperação em marcha”.

Com a intenção de injetar recursos na economia, o governo começou no ano passado a afrouxar as regras para saque do fundo do PIS/Pasep. Cerca de R$ 17 bilhões ainda podem ser resgatados até dia 28 de setembro sem restrição de idade. Somando quem tem mais de 60 anos, a estimativa do Ministério do Planejamento é que a medida tem potencial para injetar R$ 39 bilhões na economia.

Para o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, o PIS/Pasep ajudará também nos resultados do terceiro trimestre. Ele vê uma tendência de recuperação “importante” na economia. “A greve dos caminhoneiros afetou o crescimento deste ano, mas não o matou completamente.”

Segundo o consultor Cláudio Frischtak, da consultoria Inter.B, o aquecimento da atividade industrial se explica por três fatores. O primeiro é que, após a queda provocada pela greve, as indústrias recuperaram seus índices de produção em junho e isso “transbordou” para julho. O segundo é um efeito sazonal: as encomendas para as festas de fim de ano, que já começam a ser feitas. O terceiro é a taxa de câmbio em níveis competitivos para exportadores brasileiros.

E a economia mundial continua indo bem, apesar das turbulências”, diz. “Tem demanda para os nossos produtos. Mas estamos reféns da política. Muitas decisões podem ser adiadas.”

Azevedo, da CNI, lembra que o ritmo de recuperação da indústria tem sido limitado pelas incertezas sobre a economia, desde a confiança do consumidor ao indefinido cenário eleitoral. “Apenas religar máquinas não permite o salto no emprego que se daria com o retorno dos investimentos em novas fábricas.”

O economista da CNC, Antonio Everton, reforça que a melhora no varejo vai depender da reação do mercado de trabalho. “O nível de emprego está melhor que no ano passado, mas as perspectivas para a economia não são tão boas como poderiam ser.” A confederação prevê que as vendas no varejo ampliado, que inclui os segmentos de veículos e material de construção, cresçam 4,5% em 2018. A intenção de consumo das famílias, apurada pela CNC, cresceu 0,6% em agosto em relação a julho.

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Vendas do varejo caem 0,6% em maio, impactadas pela greve dos caminhoneiros, diz IBGE

Comércio varejista cresceu 2,7% em relação a maio de 2017 - 14ª taxa positiva seguida; no ano, varejo acumulou alta de 3,2%.

Por Daniel Silveira e Marta Cavallini, G1

12/07/2018 09h00 Atualizado há menos de 1 minuto

As vendas do comércio varejista brasileiro caíram 0,6% em maio na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo divulgou nesta quinta-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como o comparativo é com ajuste sazonal, praticamente descontou o avanço de 0,7% registrado no mês anterior. Foi a primeira queda do ano.

Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 2,7% em relação a maio de 2017. Foi a 14ª taxa positiva seguida. Assim, o varejo acumulou alta de 3,2% no ano. O acumulado nos últimos 12 meses cresceu 3,7%, mantendo-se estável em relação a abril (3,7%) e prosseguindo em trajetória ascendente iniciada em outubro de 2016 (-6,8%).

De acordo com a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes, a queda no mês de maio tem relação direta com a greve dos caminhoneiros. Todas as atividades do comércio tiveram perdas naquele mês, à exceção de hipermercados e supermercados.

Não significa dizer que não houve impacto no abastecimento dos supermercados. Mas esse impacto foi maior no estoque dos hortifrutigranjeiros. Os estoques de não perecíveis são maiores”, apontou.

Dados do varejo em maio:

  • Taxa no mês: - 0,6%
  • Acumulado do ano: 3,2%
  • Acumulado em 12 meses: 3,7%
  • Livros, jornais, revistas e papelarias (-6,7%)
  • Combustíveis e lubrificantes (-6,1%)
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-4,2%)
  • Tecidos, vestuário e calçados (-3,2%)
  • Móveis e eletrodomésticos (-2,7%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,4%).
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (8%)
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,9%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,5%).
  • Combustíveis e lubrificantes (-7,9%)
  • Móveis e eletrodomésticos (-6,1%)
  • Tecidos, vestuário e calçados (-3,6%)
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (-14,0%)
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-7,9%).

Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o recuo foi de 4,9% - pior resultado para um mês de maio desde o início da série histórica, em 2004 -, interrompendo sequência de quatro meses seguidos de crescimento, com Veículos e motos, partes e peças recuando 14,6%, enquanto Material de construção caiu 4,3%, também como reflexo da greve dos caminhoneiros.

Desempenho por setores

Na comparação com abril, seis das oito atividades investigadas tiveram queda. O principal impacto negativo no comércio varejista foi da atividade de combustíveis e lubrificantes. Veja abaixo:

A única atividade que mostrou avanço na passagem de abril para maio foi Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%), enquanto em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0%), as vendas ficaram estáveis.

Temos que lembrar que o supermercado comercializa itens de primeira necessidade, que você não pode deixar de consumir. Além disso, as compras nos supermercados sofrem o efeito de substituição. Se não tem batata, você compra outro produto. E também, o próprio período da greve trouxe certa precaução para a população, que acabou fazendo estoque de alguns produtos com medo do desabastecimento”, diz Isabella.

Em relação a maio de 2017, a taxa positiva foi sustentada por apenas três das oito atividades que compõem o varejo. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi a atividade que exerceu o maior impacto positivo no desempenho global tanto no varejo quanto no varejo ampliado. Veja os destaques:

Segundo o IBGE, a manutenção da massa de rendimentos reais habitualmente recebida e a redução sistemática da inflação de alimentação no domicílio vêm sustentando o desempenho positivo do setor. Com o resultado de maio, o setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo acumula 5,6% no ano e 4,2% em 12 meses, mantendo-se em trajetória ascendente desde março de 2017 (-3%).

O grupamento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, joalheria, artigos esportivos e brinquedos, avançou 6,9% frente a maio de 2017, exercendo a segunda maior influência positiva sobre a taxa global. O setor foi influenciado, em parte, pela comemoração do Dia das Mães, com impactos positivos, a despeito da crise de abastecimento ocorrida em maio. Com isso, o segmento acumulou 7,8% nos primeiros cinco meses do ano e 5,9% em 12 meses, mantendo a recuperação iniciada em setembro de 2016 (-10,4%).

Por outro lado, ainda que positivo, o resultado de maio teve predomínio de taxas negativas entre as atividades, com cinco das oito pressionando negativamente a formação da taxa global:

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Vendas do varejo crescem 1% em abril, aponta IBGE

No acumulado em 12 meses, a alta é de 3,7%, praticamente o mesmo ritmo registrado em março (3,8%).

Por G1

13/06/2018 09h02 Atualizado há menos de 1 minuto

As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 1% em abril, na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo divulgou nesta quarta-feira (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BGE).

Já em relação ao desempenho de abril de 2017, o faturamento avançou 0,6%. Foi a 13ª alta consecutiva nessa basse de comparação, embora a menos acentuada, em meio ao deslocamento do calendário da Páscoa para março, que exerceu influência negativa nas vendas de abril, segundo o IBGE.

Com isso, o varejo passou a acumular avanço de 3,4% no ano. Em 12 meses, a alta é de 3,7%, praticamente mantendo o ritmo registrado em março (3,8%).

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,60% na comparação mensal e de avanço de 0,55% sobre um ano antes.

Variação do volume de vendas, por atividade:

  • Combustíveis e lubrificantes: 3,4%
  • Super e hipermercados: 1,5%
  • Tecidos, vest. e calçados: 0,3%
  • Móveis e eletrodomésticos: 0,7%
  • Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria: 1,5%
  • Livros, jornais, rev. e papelaria: 0,9%
  • Outros arts. de uso pessoal e doméstico: 0
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Após queda em fevereiro, vendas do varejo crescem 0,3% em março, aponta IBGE

Na comparação anual, faturamento avançou 6,5%, o maior resultado desde abril de 2014.

Por G1

11/05/2018 09h01 Atualizado há menos de 1 minuto

As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 0,3% em março na comparação com o mês imediatamente anterior, após um recuo de 0,2% em fevereiro. Já frente ao desempenho de março de 2017, o faturamento avançou 6,5%, o maior resultado desde abril de 2014 (6,7%), segundo divulgou nesta sexta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado no 1º trimestre, as vendas cresceram 3,8%, a quarta alta consecutiva, porém em um ritmo mais lento do que nos últimos três trimestres. Em 12 meses, a alta é de 3,7%.

"A recuperação está em curso, mas perdeu ritmo em relação a 2017", avaliou a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes. Ela destacou que, ao se comparar o acumulado no ano, a perda de ritmo nas vendas ocorreu "com todas as atividades, menos com hiper e supermercados por conta do volume de vendas da Páscoa.

O resultado veio próximo do que era esperado pelos analistas. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,30% na comparação mensal e de avanço de 5,50% sobre um ano antes.

As vendas cresceram em março em 5 das 8 atividades pesquisadas, com avanço em 18 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Espírito Santo (5,1%); Distrito Federal (4,4%) e Acre (4,1%).

Veja o resultado das vendas do varejo por segmento em março:

  • supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1%)
  • tecidos, vestuário e calçados (0,7%)
  • artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%)
  • combustíveis e lubrificantes (1,4%)
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-5%)
  • Livros, jornais, revistas e papelarias (-1,2%)
  • Móveis e eletrodomésticos (0,1%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,1%)

Vendas de combustíveis em queda

Na comparação com março de 2017, as vendas de combustíveis e lubrificantes recuaram 4,8%, exerceu a maior contribuição negativa no resultado total do varejo. Essa é a nona taxa negativa consecutiva nessa comparação. Segundo o IBGE, a elevação dos preços de combustíveis acima da inflação oficial do país, "é fator relevante que ainda vem influenciando negativamente o desempenho do setor".

Já as vendas de móveis e eletrodomésticos recuaram 3,3% na comparação anual, exercendo a segunda maior influência negativa no faturamento global do varejo frente a março do ano passado. O resultado negativo interrompeu sequência de dez taxas positivas. Nos últimos doze meses, entretanto, a alta é de 9,1%, mantendo a trajetória de recuperação iniciada em março de 2016.

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