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Vendas do varejo caem 0,6% em maio, impactadas pela greve dos caminhoneiros, diz IBGE

Comércio varejista cresceu 2,7% em relação a maio de 2017 - 14ª taxa positiva seguida; no ano, varejo acumulou alta de 3,2%.

Por Daniel Silveira e Marta Cavallini, G1

12/07/2018 09h00 Atualizado há menos de 1 minuto

As vendas do comércio varejista brasileiro caíram 0,6% em maio na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo divulgou nesta quinta-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como o comparativo é com ajuste sazonal, praticamente descontou o avanço de 0,7% registrado no mês anterior. Foi a primeira queda do ano.

Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 2,7% em relação a maio de 2017. Foi a 14ª taxa positiva seguida. Assim, o varejo acumulou alta de 3,2% no ano. O acumulado nos últimos 12 meses cresceu 3,7%, mantendo-se estável em relação a abril (3,7%) e prosseguindo em trajetória ascendente iniciada em outubro de 2016 (-6,8%).

De acordo com a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes, a queda no mês de maio tem relação direta com a greve dos caminhoneiros. Todas as atividades do comércio tiveram perdas naquele mês, à exceção de hipermercados e supermercados.

Não significa dizer que não houve impacto no abastecimento dos supermercados. Mas esse impacto foi maior no estoque dos hortifrutigranjeiros. Os estoques de não perecíveis são maiores”, apontou.

Dados do varejo em maio:

  • Taxa no mês: - 0,6%
  • Acumulado do ano: 3,2%
  • Acumulado em 12 meses: 3,7%
  • Livros, jornais, revistas e papelarias (-6,7%)
  • Combustíveis e lubrificantes (-6,1%)
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-4,2%)
  • Tecidos, vestuário e calçados (-3,2%)
  • Móveis e eletrodomésticos (-2,7%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,4%).
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (8%)
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,9%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,5%).
  • Combustíveis e lubrificantes (-7,9%)
  • Móveis e eletrodomésticos (-6,1%)
  • Tecidos, vestuário e calçados (-3,6%)
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (-14,0%)
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-7,9%).

Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o recuo foi de 4,9% - pior resultado para um mês de maio desde o início da série histórica, em 2004 -, interrompendo sequência de quatro meses seguidos de crescimento, com Veículos e motos, partes e peças recuando 14,6%, enquanto Material de construção caiu 4,3%, também como reflexo da greve dos caminhoneiros.

Desempenho por setores

Na comparação com abril, seis das oito atividades investigadas tiveram queda. O principal impacto negativo no comércio varejista foi da atividade de combustíveis e lubrificantes. Veja abaixo:

A única atividade que mostrou avanço na passagem de abril para maio foi Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%), enquanto em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0%), as vendas ficaram estáveis.

Temos que lembrar que o supermercado comercializa itens de primeira necessidade, que você não pode deixar de consumir. Além disso, as compras nos supermercados sofrem o efeito de substituição. Se não tem batata, você compra outro produto. E também, o próprio período da greve trouxe certa precaução para a população, que acabou fazendo estoque de alguns produtos com medo do desabastecimento”, diz Isabella.

Em relação a maio de 2017, a taxa positiva foi sustentada por apenas três das oito atividades que compõem o varejo. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi a atividade que exerceu o maior impacto positivo no desempenho global tanto no varejo quanto no varejo ampliado. Veja os destaques:

Segundo o IBGE, a manutenção da massa de rendimentos reais habitualmente recebida e a redução sistemática da inflação de alimentação no domicílio vêm sustentando o desempenho positivo do setor. Com o resultado de maio, o setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo acumula 5,6% no ano e 4,2% em 12 meses, mantendo-se em trajetória ascendente desde março de 2017 (-3%).

O grupamento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, joalheria, artigos esportivos e brinquedos, avançou 6,9% frente a maio de 2017, exercendo a segunda maior influência positiva sobre a taxa global. O setor foi influenciado, em parte, pela comemoração do Dia das Mães, com impactos positivos, a despeito da crise de abastecimento ocorrida em maio. Com isso, o segmento acumulou 7,8% nos primeiros cinco meses do ano e 5,9% em 12 meses, mantendo a recuperação iniciada em setembro de 2016 (-10,4%).

Por outro lado, ainda que positivo, o resultado de maio teve predomínio de taxas negativas entre as atividades, com cinco das oito pressionando negativamente a formação da taxa global:

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Vendas do varejo crescem 1% em abril, aponta IBGE

No acumulado em 12 meses, a alta é de 3,7%, praticamente o mesmo ritmo registrado em março (3,8%).

Por G1

13/06/2018 09h02 Atualizado há menos de 1 minuto

As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 1% em abril, na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo divulgou nesta quarta-feira (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BGE).

Já em relação ao desempenho de abril de 2017, o faturamento avançou 0,6%. Foi a 13ª alta consecutiva nessa basse de comparação, embora a menos acentuada, em meio ao deslocamento do calendário da Páscoa para março, que exerceu influência negativa nas vendas de abril, segundo o IBGE.

Com isso, o varejo passou a acumular avanço de 3,4% no ano. Em 12 meses, a alta é de 3,7%, praticamente mantendo o ritmo registrado em março (3,8%).

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,60% na comparação mensal e de avanço de 0,55% sobre um ano antes.

Variação do volume de vendas, por atividade:

  • Combustíveis e lubrificantes: 3,4%
  • Super e hipermercados: 1,5%
  • Tecidos, vest. e calçados: 0,3%
  • Móveis e eletrodomésticos: 0,7%
  • Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria: 1,5%
  • Livros, jornais, rev. e papelaria: 0,9%
  • Outros arts. de uso pessoal e doméstico: 0
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Ambev justifica vendas em queda no Brasil: 'Não competimos sem margem'

Vendas de cerveja em volume recuaram 11% no primeiro trimestre; Copa é aposta para recuperação das vendas.

Por Valor Online

09/05/2018 19h18 Atualizado há 13 horas

Em teleconferência para analistas de mercado e investidores nesta quarta-feira (9), para comentar os resultados do 1º trimestre, a Ambev disse estar confiante de que vai entregar resultados mais fortes a partir do segundo trimestre do ano, suportada pelo seu portfólio de produtos.

No Brasil, no intervalo entre janeiro e março deste ano,a receita líquida apresentou uma queda de 1,8% na comparação anual, para R$ 6,18 bilhões. No período, as vendas em volume recuaram 11%, para 24,5 milhões de hectolitros.

A perspectiva é de um crescimento em vendas no Brasil no segundo trimestre em volume. Isso vai ser obtido com o nosso portfólio, sem abrir mão de rentabilidade. Não faz parte do nosso jogo competir sem margem, ou com margem negativa, apenas para crescer em volume”, afirmou Bernardo Paiva, presidente da Ambev.

O executivo também disse que espera recuperação em vendas no Brasil de refrigerantes e outras bebidas não alcoólicas.

Segundo Paiva, a tendência do mercado é de melhora gradual no consumo. E a Copa do Mundo da Fifa também deve ajudar a impulsionar as vendas.

O executivo acrescentou que a companhia possui um portfólio amplo de marcas, com opções de cervejas de todos os tipos, incluindo artesanais, especiais, pilsen, entre outros.

A Ambev trabalha com cervejas de atributos distintos, para diferentes ocasiões de consumo e para diferentes segmentos do mercado”, afirmou Paiva.

Inflação

A Ambev informou que trabalha para que as suas despesas no ano apresentem um crescimento abaixo da inflação. A afirmação foi uma resposta a questionamentos sobre o aumento dos gastos com marketing em função da Copa.

Ontem (8), a sua controladora Anheuser-Busch Inbev (AB InBev) anunciou que o grupo faria o seu maior investimento em marketing da história, com uma campanha global para divulgar a marca Budweiser como patrocinadora oficial da Copa do Mundo em 2018.

Questionadas, a Ambev e a AB InBev informaram que não divulgam dados de investimento em marketing. Na Copa do Mundo de 2014, a AB Inbev chegou a aumentar em 22% os seus gastos com vendas e marketing, no segundo trimestre, para US$ 1,94 bilhão, como parte dos investimentos para estimular as vendas da marca Budweiser no mundo durante os jogos da Copa.

A expectativa é de uma recuperação gradual em vendas no Brasil, acompanhando a melhoria do PIB [Produto Interno Bruto], e com custos sob controle, gerando como efeito melhoria na margem de lucro”, afirmou Ricardo Rittes, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Ambev.

O executivo também disse que a companhia deve sofrer impacto positivo com a variação cambial sobre custos no segundo trimestre. Esse resultado positivo será parcialmente anulado pelo aumento nos custos de matérias-primas, principalmente do alumínio. “O alumínio representa 30% do nosso custo de produção no Brasil. Mas, ainda assim, o cenário é mais favorável para custos a partir do segundo trimestre”, afirmou Rittes.

Em relação às operações em outros países, o executivo destacou o crescimento forte de vendas na Argentina e o resultado fraco no Canadá. O executivo disse que a companhia espera melhorias em vendas na América Latina, de modo geral, principalmente em função da Copa do Mundo. Para o Canadá, ele disse que a perspectiva é que o país apresente resultados positivos no longo prazo.

Refrigerantes

As vendas da Ambev no Brasil de refrigerantes e outras bebidas não alcoólicas recuaram 19,4% em volume no primeiro trimestre do ano, para 5,96 milhões de hectolitros. A receita líquida da divisão caiu 6,4%, para R$ 864,8 milhões.

Rittes disse que a Ambev mantém uma visão positiva para a categoria no longo prazo. Para cerveja, a companhia estima aumento no volume de vendas já no segundo trimestre do ano.

A indústria de refrigerantes é mais elástica, tem variações mais fortes que em cerveja. Mas o desempenho do primeiro trimestre não muda nossa visão de longo prazo. A companhia entende que esse trimestre é mais volátil e continua animada com o que vem pela frente”, afirmou Rittes, sem dar mais detalhes.

O executivo disse que, no primeiro trimestre, as vendas foram afetadas por uma retração do consumo de refrigerantes no país como um todo e por uma base de comparação alta do primeiro trimestre de 2017. No ano passado, enquanto o setor encolheu um dígito alto, as vendas da Ambev ficaram estáveis. Neste ano, o mercado de refrigerantes encolhe um dígito médio.

Rittes acrescentou que as vendas de outras bebidas, como sucos Do Bem e o energético Fusion, tiveram desempenho acima da média da categoria.

A Ambev reforçou que continua confiante em relação ao seu portfólio de produtos não-alcoólicos.

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